Arquivo da tag: Idade Média

Merecemos, sim, merecemos

bate boca, debate, briga, luta verbal, estresse, agressividadeSatanismo, xenofobia, religião, canibalismo e outros temas do gênero dominam segundo turno nas redes sociais.

Pelo visto, país vai escolher um chefe aldeão da Idade Média, em vez do presidente da República.

Merecemos.

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A nova Idade Média

Estado laico, que arrima liberdade de crença e de culto, o Brasil vive campanha eleitoral em 2022 como nunca testemunhei.

Temas de alta relevância são ignorados e observamos uma guerra de ódio, em nome da fé.

Estamos jogados em nova Idade Media doentia.

Teocrática.

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A transição necessária e complexa da Idade Média ao futuro

A transição que o programa “Mossoró Digital” (veja AQUI) oferece à gestão municipal mossoroense na relação direta com o contribuinte/cidadão e servidor público é muito mais complexa do que possamos imaginar.Contectado, conectividade, Internetc, plugado, modernidade, mundo virtual

É como tirar um sujeito de uma ruela de alguma vila da Idade Média e jogá-lo na Avenida Paulista, no finzinho da tarde.

Será necessário um esforço cotidiano e eficaz para içar a sociedade da cidade e do campo do obscurantismo, a colocando nesse admirável mundo novo. Se não, o que é moderno e operacionalmente mais econômico, ágil e eficiente, transformar-se-á numa esfinge à maioria.

E quase nada funcionará.

Bem, mas acredito que a administração municipal sabe disso.

Esse avanço adiado por décadas é muito mais complexo do que possamos imaginar. É como tirar um sujeito de uma ruela de alguma vila da Idade Média e jogá-lo na Avenida Paulista, no finzinho da tarde.

É um grande choque.

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A peste na antiguidade e os ‘doutores’ das redes sociais

Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)
Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)

Lá na antiguidade, da Idade Média para trás, quando conhecíamos pouco ou nada sobre pandemia, o refúgio em casa, a quarentena, era usado como defesa individual e coletiva à peste.

Com a Covid-19, a ciência reitera a medida, mas ‘doutores’ das redes sociais vociferam.

Chega de tantas estupidezes!

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Sobre uma menina de dez anos

Juro minha dificuldade de falar sobre a situação de uma menina de 10 anos, violentada e grávida (veja AQUI).

É um tema que me abate, me asfixia.

Embrulha-me o estômago.

Politizar essa barbárie é ainda mais enojante.

Devolveram-nos à Idade Média imunda e sórdida.

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Exposição de Oratórios cultua religiosidade em festa

Vai até o próximo dia 24, em Assu, a Exposição de Oratórios.

Fica aberta ao público entre 9 e 12 horas e de 19 às 22h30

A iniciativa faz parte dos festejos em torno de São João, padroeiro do município, que chega aos seus 293 anos.

Cultura de oratórios está ainda muito forte no município e no Nordeste devido religiosidade (Roberto Meira)

As peças estão à mostra no Cine Teatro Pedro Amorim, reunindo esse tipo de sacrário que representa bem a religiosidade da região.

A coleção faz parte de acervo de particulares e muitos têm dezenas de anos ou mesmo existência mais do que secular. Cada um tem um pequeno registro histórico para melhor conhecimento dos visitantes.

Idealizador da exposição, o diretor executivo do Pedro Amorim, Marcos Henrique, lembra que pela primeira vez a programação da festa promove evento com esse perfil. Tem apoio da municipalidade – através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Cine Teatro Pedro Amorim recebe acervo desde o último dia 15 para visitação (Foto: Roberto Meia)

Os oratórios surgiram na Europa em plena Idade Média e essa cultura religiosa foi transplantada para o Brasil com a colonização portuguesa. Até hoje é uma tradição mantida principalmente na região Nordeste.

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Drogas, mitos e ciência na era dos absurdos

Por Roncalli Guimarães

Proponho-me a prestar alguns esclarecimentos à população em geral sobre a dependência química, assunto esse muito propagado nos últimos dias em nossa cidade pela mídia e redes sociais, de forma distorcida. Infelizmente, essa polêmica acabou sendo produzida por um colega psiquiatra.

Antes de tudo há uma diferença entre usuário de droga e dependente químico. Droga não é prática ou problema da sociedade atual. Praticamente todas as civilizações tiveram uso de alguma droga, seja ópio ou maconha – desde a antiguidade.

No início, o uso de drogas tinha um motivo místico, religioso e servia inclusive como um dos motivos de organização social. As pessoas acreditam que a alteração da consciência era um presente dos deuses.Com o final da Idade Média e o início da Idade Moderna, as sociedades foram se organizando e começaram a migrar do campo à formação de cidades; surgiram as grandes navegações e com ela a destilação de álcool em alta escala. Ou alguém poderia imaginar que aventureiros desbravassem os oceanos, enfrentando medos e tempestades de cara limpa?

Com a Revolução Industrial, a divisão de classes ficou mais nítida, com os trabalhadores imprensados em guetos sub-humanos. Daí, passaram a enfrentar esse enorme nível de estresse e sofrimento com o uso de drogas de forma recreativa e também pelos motivos sociais e psicológicos.

Evoluindo mais adiante veio a contracultura na década de 60 e com ela a explosão do uso de drogas em todas as camadas sociais, sem citar os períodos de guerra, como a do Vietnã, onde houve uma disseminação do uso de heroína.

Relatei esses fatos para neutralizar a hipocrisia quando se fala de drogas.

Cientificamente o uso, abuso e males provocados por substância foram investigados e hoje à luz dos conhecimentos atuais foram descobertos fatores genéticos e psicossociais. No caso da diferença química, critérios clínicos bem fundamentados definem a doença que acomete um percentual  dos usuários das mais diversas substâncias. Portanto há uma tendência atual de descriminalização, de políticas de redução de danos e prevenção do uso em algumas populações como adolescentes portadores de deficiência mental e grávidas.

Quero enfatizar com isso a minha preocupação com possível retrocesso quanto a políticas sobre drogas, já que um médico psiquiatra e presidente de partido divulga informações delicadas, culpando drogas como pano de fundo para a desestruturação do ensino público, que para mim caminha paralelamente com a absurda tentativa desde governo de acabar o ensino de filosofia e sociologia.

Não podemos formar advogados, juristas, sem que eles saibam filosofia clássica. Não podemos formar engenheiros sem que conheçam a geometria analítica descoberta por René Descartes, que era um filósofo. Não podemos formar psiquiatras que desconheçam as ciências sociais ou os conceitos filosóficos de fenomenologia que até hoje pautam os critérios diagnósticos de psiquiatria.

Se a forma de pensar dos representantes desse governo continuar com esse posicionamento, iremos regredir. Excluir a ciência é voltarmos a acreditar nos mitos, se é que me entendem.

Roncalli Guimarães é médico Psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas CAPS AD II – Mossoró

Mossoró entregue à própria sorte na ‘era do obscurantismo’

Entidades como Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), sindicatos trabalhistas e patronais, universidades e faculdades, além da própria imprensa (com raríssimas exceções), estão caladas. Optam pela omissão.

Entregaram de vez o destino de Mossoró nas mãos de sua classe política, que tem outras prioridades – como a própria sobrevivência da espécie.

Uma série de questões delicadas estão em aberto, sem qualquer discussão, porque alguns e outros tantos não querem se indispor com a governadora, a prefeita, essa ou aquela liderança.

Preferem morrer abraçados, em vez de lutarem juntos por uma Mossoró do presente e para o futuro.

Vivemos a era do obscurantismo, uma espécie de Idade Média em pleno século XXI.

Os debates inexistem.

Temos a prosperidade da futrica, o triunfo da obtusidade e a omissão como regra.

Alguém sabe me informar quando foi o último seminário, painel ou debate organizado por CDL ou ACIM, em Mossoró, discutindo grandes temas?

Transformada em polo acadêmico, Mossoró testemunha suas academias envolvidas com sua realidade, presente e futuro ou elas só olham pro seu umbigo, renda e sobrevivência?

Depois não se queixem do destino.