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A imbecilidade não tem lado

Por François Silvestre

imbecilidadeO imbecil político de direita, extremado e neofascista, não me surpreende nem me irrita. O que me irrita é a imbecilidade de esquerda, principalmente se for de uma esquerda instruída, bem informada e feitora de opinião.

Refiro-me ao portal TV 247. Puta que pariu. Ninguém acredita nas ameaças de Bolsonaro. Vez ou outra ele faz uma ameaça, com insinuações golpistas. Cheio de “mistérios” que não assustam ninguém. Passa o tempo e nada acontece. Tudo papo furado. E Bolsonaro fica puto porque ninguém dá bolas.

Eu disse ninguém? Pois retiro.

O Tv 247 virou o porta voz de Bolsonaro, divulgando essas ameaças de merda. E o fazem com o semblante preocupado, assustando as pessoas. E aproveitam pra provocar os militares. Tudo que Bolsonaro quer. Foi um general que disse? Não. Foi um almirante? Não. Foi um tenente brigadeiro? Não.

Quem fez a ameaça, repetida de tempos em tempos, foi Bolsonaro. Aí o Tv 247 repercute. E vende a ameaça como plausível. E os comentaristas, na mesma toada da imbecilidade, esbanjam agressões aos militares. Sem que nenhum militar de comando tenha dito nada.

Ah…imbecilidade de esquerda de gente pré-soviética, uma espécie de MBL de caducos, só que de esquerda.

Saco!

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“Lei seca” ilegal

Por François Silvestre

Uma coisa é o isolamento. A ser mantido, por força das circunstâncias, encontra amparo na racionalidade.

Outra coisa é flexibilizar com cautelas racionais. Princípio do razoável. Distanciamento, máscara, não permitir aglomeração, distância entre mesas e controle de higiene. Ter álcool disponível para usuários e desinfetação de utensílios, tais como pratos, copos, cardápios. Até aí é o razoável, ou melhor, o obrigatório.

Agora, não se pode ir além da legalidade. Ou como disse Apeles, o pintor grego, ao sapateiro que apontou erro numa sandália pintada. Ao ver o pintor corrigir a fivela do calçado, o sapateiro animou-se a sugerir outras modificações. Ao que Apeles repreendeu: “Sapateiro, não vá além das sandálias”.

Não há lei vigente que proíba o consumo de bebidas alcoólicas em bares ou restaurantes. E o que não é proibido por lei não pode ser proibido pelo poder públicoAbre ou não abre, tudo bemMas se abrir não pode interferir na escolha do consumo de comida ou bebida.

Quem disse que bebida alcoólica interfere na transmissão do vírusImbecilidade notória. Ilegalidade de plano.

Muitos restaurantes não abrirão. Se eu for a algum restaurante levarei a cerveja no táxi e tomarei lá. Espero ser preso.

Mandam passar álcool nas mãos, nas virilhas, no fiofó. Mas não se pode ingerir álcool? Minha gente, a estupidez e a hipocrisia também contaminam. Vão ser imbecis assim no Nepal. E me desmintam com explicação racional que eu retirarei esta postagem.

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A imbecilidade florescente

Por François Silvestre

Essa é a luminosidade do momento político nacional. Por partes, pra não cansar o leitor.

Parte um. Um ministro da educação, notoriamente analfabeto, é defenestrado para dar ao presidente belicoso, recuante, uma trégua na sua luta inglória contra o Supremo Tribunal Federal, a togada caverna dos morcegos.

Parte dois. O substituto na referida pasta da educação, tudo minúsculo, apresenta um currículo mentiroso, editado, de graduações incompletas, com acusações de plágio, e mesmo assim, bem recebido pela comparação com o monstrengo anterior.

Parte três. O monstrengo defenestrado viaja para os Estados Unidos com visto de passaporte diplomático, e após lá chegando, teve a demissão do cargo revista no Diário Oficial, com data antecipada, o que torna sua entrada naquele país uma clara violação da lei de migração. Para completar, o imbecil anuncia sua designação para uma diretoria no Banco Mundial. Houvesse ficado calado, talvez se consumasse a indicação. Com o anúncio, a comunidade diplomática e financeira internacional já se mobilizou para impedir a entrada do sacripanta naquele Banco.

Parte quatro. Pra completar a luminosidade florescente da imbecilidade, só a Ave Maria, aff, de Bolsonaro, com o sanfonado da Embratur, libra de Damares e cara de bunda do presidente fingindo sofrimento pelos mortos da “gripezinha”.

Parte cinco. E por falar em imbecilidade consumada, o mesmo presidente da mesma Embratur, faz uma live em inglês. Deus do céu. Permita-me Fernando Monteiro, romancista e cineasta de Pernambuco, a lembrança dos epitáfios na língua da Grã Bretanha, na sua obra fantástica “O inglês do cemitério dos ingleses”.

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As razões dos militares

Por François Silvestre

Servi no Exército, Regimento de Obuses.

Tenho orgulho de ser reservista de primeira categoria do Exército Brasileiro. Respeito os militares e reconheço a excepcionalidade das suas funções. Não guardo nenhum respeito pelo militarismo ou pelas ditaduras dele decorrentes.

Militar é quem promove o civismo, quem faz apologia da violência é militarista,vizinho parede-meia da imbecilidade.

Nessa questão previdenciária eles não podem ser tratados na mesma ótica dos outros servidores, públicos ou privados.

Militar não pode sindicalizar-se, não pode fazer greve, não ganha hora extra, não ganha adicional noturno, não promove qualquer acordo individual ou coletivo para pressionar aumento ou correção salarial.

Portanto, não pode ser tratado igualmente quem não tem relação comparativa com o restantes dos servidores, em matéria previdenciária.

Militar não se aposenta, vai para a reserva. E pode ser convocado a qualquer tempo, nos primeiros cinco anos da reserva, sempre que algum fato excepcional ou guerra exija sua convocação.

François Silvestre é escritor

Os juízes da Copa

Por François Silvestre

O pensamento filosófico, que nasceu agregado ao conhecimento científico, foi a primeira rebeldia da descoberta. Do intelecto impondo a luz para romper as trevas.

A cada descoberta de uma verdade nova, uma dúvida era vencida; e um deus abatido em pleno voo caía aos pés do caçador. Assim mesmo, dessa luta temporal entre a sombra e a luz. Uma luta de complementação, não de confronto, como o fazem os pintores.

De início, consciente da ignorância, o homem começou a identificar os sinais da ciência. Num embate em que a dúvida nascia da angústia e desaguava na descoberta.

A ciência é da essência natural, independentemente da ação humana, à exceção da História. Porém, foi pela filosofia que o homem enfronhou-se no tecido cognitivo do misterioso mundo científico. Desfraldando a bandeira do conhecimento pelo aceiro da sua franja. A dúvida nascida no estuário filosófico provocou a curiosidade necessária para ingressar no terreno da Ciência.

Da lição inesquecível de Teilhard de Chardin: “Deslocar um objeto no tempo, para trás, equivale a reduzi-lo aos seus elementos mais simples. Seguidas tão longe quanto possível na direção da sua origem, veremos que as últimas fibras do composto humano confundem-se com o próprio estofo do Universo”.

Chardin, padre e filósofo, perseguido pela intransigência canônica do catolicismo de sacristia, veio da origem filosófica de Aristóteles, e fez conexão de voo com Thomaz de Aquino. Todos construtores em cadeia, numa corrente de elos presos pela sabedoria que tocava o invisível. A invisibilidade infinita de cognição quase inalcançável, na presença universal do Cosmo.

Para Thomaz de Aquino o Universo é criação de Deus. Para Teilhard de Chardin o Universo se cria, sob a regência de Deus. E continua sob permanente autocriação. No contorno de um invólucro infinito; “sistema” pela multiplicidade, “totum” pela unidade e “quantum” pela energia.

Para os filósofos gregos, de onde vem Aristóteles, o conhecimento é a própria criação. Dado que no escopo do conhecer pode-se aferir que até os macacos “sabem” que o conjunto das bananas maduras é menor do que o conjunto das bananas.

O primeiro conceito da palavra Deus, do protossemítico ao sânscrito, não significa aquele que cria, mas aquele que fala. “O princípio era o Verbo”…

Nós evoluímos em tecnologia, no último meio século, mais do que nos últimos quinhentos anos. Contudo, involuímos intelectualmente na mesma proporção.

Vivemos o tempo da involução pensante. Enquanto as máquinas que criamos aprimoram-se, o nosso cérebro criador regride. Tempo de embrutecimento humano, pobreza cultural, imbecilização política, feiura esportiva. E Estados paralelos, ilegais, como ocorre no Brasil, onde quem manda é a bandidagem, nem se submetem aos vídeos corretivos.

A ausência do pensar filosófico, dos tempos de hoje, implantou o reino da mediocridade. O convencimento foi substituído pela imposição. A vocação deixou de ser um impulso do talento para acomodar-se às cobranças do mercado.

Os filósofos medicaram a humanidade contra a estupidez, mas o medicamento perdeu a validade.

A revisão das decisões dos juízes de futebol, pela tecnologia dos vídeos, pode até corrigir equívocos, mas burocratizou a disputa. Falta fazer o mesmo sobre os equívocos dos julgamentos na seara jurídica. E olhe que nem será uma burocracia a mais. Será apenas mais uma burocracia.

Té mais.

François Silvestre é escritor

Tiros e morte no rabo-da-fila do futebol

“Rixa entre torcedores de Potiguar e Baraúnas deixa um morte e um ferido”.

O manchetão de hoje do jornal “O Mossoroense” é mais uma prova de que a estupidez humana não tem limites.

Numa cidade que não tem sequer um estádio de futebol de verdade, um time é lanterna de sua chave na Série D do Brasileirão e o outro está na rabeira da Série C em seu grupo,  um magote de imbecis mata e morre por suas cores.

Imagine se estivéssemos falando de Mancherter United e Barcelona.

Francamente!