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BNB Cultural apresenta o virtuosismo das cordas de Márcio Rangel

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Em mais um evento com o selo do BNB Cultural Mossoró, o músico e compositor Márcio Rangel vai se apresentar no próximo sábado (01), no Memorial da Resistência, às 19h40. Violonista, guitarrista e compositor mossoroense com larga vivência musical no exterior, Rangel apresentará um pouco de seus 35 anos de carreira, marcados por fusão de estilos e virtuosismo.

Com acesso gratuito, o show de Márcio Rangel explora elementos do jazz, da música brasileira, do flamenco e de sonoridades contemporâneas. Sua técnica única e abordagem inovadora do violão o levaram a se apresentar em diversos países da Europa.

Um dos aspectos mais singulares de seu estilo é a maneira como toca o violão “ao contrário”, ou seja, invertido em relação à forma tradicional. Sem inverter as cordas, ele desenvolveu uma técnica própria que lhe permite explorar sonoridades únicas e expandir as possibilidades harmônicas e melódicas do instrumento.

Márcio já colaborou e dividiu o palco com grandes nomes da música europeia e mundial, como Fabrizio Bosso, Flavio Boltro (ex-músico da banda de Michel Petrucciani e colaborador de Marcus Miller), Bireli Lagrène, Antonello Salis, Gastor de Paco, Gilson Silveira, Roberto Taufic, Rogério Botter Maio, Ken Nicol, Phil Leadbetter, Acoustic Strawbs, Frank Vignola, Stochelo Rosenberg, Tommy Emmanuel, Franco Morone, Massimo Varini, Laurence Juber (ex-Wings de Paul McCartney) e Darryl Jones (baixista de Miles Davis e dos Rolling Stones).

Também lançou um álbum lançado pela gravadora Azzurra Music, intitulado Palavras do Som. Além disso, participa do CD e DVD comemorativos do Soave Guitar Festival, figurando ao lado de estrelas da guitarra mundial.

Sua música também integra trilhas sonoras no cinema. Ele fez parte do filme italiano “O Vendedor dos Sonhos”, criado e produzido pela Associação Cultural La favola di un sogno. O longa foi escrito e dirigido por Baldassare Monguzzi.

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Músico de Mossoró estará no Internacional Jazz Day

Por Márcio Costa (especial para o Blog Carlos Santos)

O violonista mossoroense Márcio Rangel é um dos músicos convocados para a edição 2020 do International Jazz Day. O evento, que é promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura UNESCO), será realizado nesta quinta-feira (30), e mobilizará músicos de várias partes do mundo em uma versão adaptada devido à pandemia do coronavírus.

Márcio Rangel atuou durante vários anos na Europa e já participou desse festival (Foto:

“Eles convidaram músicos de vários países para a edição deste ano que será virtual. Cada músico encaminhará sua apresentação musical e conteúdo que será utilizado em formato de debate”, destaca o músico mossoroense.

O evento poderá ser acompanhado de qualquer parte do mundo com transmissão simultânea pelo Facebook e Instagram /pozzuolijazzfestivalcampi a partir das 15h da Itália (10h, horário de Brasília).

Estilo próprio

Márcio Rangel residiu por 16 anos na Itália e participou dos principais eventos de Jazz realizados na Europa, em países como Itália, Espanha, Alemanha, Eslovênia, Escócia, Portugal e França.

Canhoto, o músico desenvolveu um estilo próprio que serve de base para músicos em várias partes do mundo. Além de manter uma forte influência com a música regional e latina, Rangel é destaque por adaptações e composições próprias tendo como base o flamenco.

Márcio Rangel, que hoje reside em Natal, participou da primeira edição do Internacional Jazz Day em 2014, realizada no Auditorium Antonianum em Roma (ITA).

Unesco é uma agência especializada das Nações Unidas (ONU). Sediada em Paris (FRA), a entidade foi fundada em 4 de novembro de 1946 com o objetivo de contribuir para a paz e segurança no mundo mediante a educação, ciências naturais, ciências sociais/humanas e comunicações/informação.

Veja AQUI mensagem de Márcio Rangel para o festival.

Prefeitura ignora e descarta “Fest Bossa & Jazz” 2019

Fest Bossa & Jazz em 2018 (Foto: divulgação)

Do Blog Carol Ribeiro

A produção do evento Fest Bossa & Jazz emitiu nota oficial de cancelamento da edição do evento em Mossoró, este ano. De acordo com o comunicado, a Prefeitura de Mossoró sequer respondeu às solicitações sobre apoio para a sua realização.

Os demais apoios e patrocínios, incluindo do Governo do Estado, não seriam suficientes para viabilizar o festival. Veja a nota na íntegra:

Nota de cancelamento

A organização do Fest Bossa & Jazz gostaria de esclarecer que a realização do evento em Mossoró, marcado para os dias 19, 20 e 21 de setembro de 2019, está oficialmente cancelado.

O cancelamento da edição 2019 se deu em virtude da não resposta da Prefeitura de Mossoró em relação às solicitações sobre o apoio para realização do Fest Bossa & Jazz na cidade. Apesar de termos o apoio do Governo, da hotelaria e veículos de comunicação não seria o suficiente pra realização do evento.

Sentimos muito pelo cancelamento e esperamos poder voltar a Mossoró em uma breve oportunidade, pois sabemos o quanto o público prestigia o festival, tendo nas últimas três edições demonstrado todo apoio e carinho.

Juçara Figueiredo Produções.

Nota do Blog Carlos Santos – Todos os esforços da municipalidade estão voltados pro Mossoró Cidade Junina (MCJ), festejos de massa. A questão segue uma lógica político-eleitoral, não cultural.

Vários outros eventos importantes e simbológicos passaram a ficar em segundo plano ou mesmo foram descartados. Houve remanejamento de recursos de outras rubricas e áreas, para garantir o MCJ numa dimensão maior, que duplicou investimentos. E assim continuará. As eleições estão bem ali.

O Fest Bossa & Jazz colocou Mossoró numa rota nacional e internacional da música, algo importante para imagem do município, mas certamente sem efeito eleitoral satisfatório. Uma pena.

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Artistas de rua

Por Honório de Medeiros

Sou fascinado por artistas de rua. Quando os vejo paro um pouco distante, e tento absorver tudo quanto posso deles e de sua arte, na medida em que os encontro em minhas andanças.

Na Europa eles são muitos.

Há desde o acordeonista cuja execução de “La Violetera”, uma “habanera” de 1915, tantas vezes escutada na voz de minha mãe, até a quase adolescente que canta, à capela, uma doce canção de sua terra natal, a Itália.

Pois estou escrevendo acerca das ruas centrais de Bordeaux ou da famosa Place de La Bourse, o palco de encontro de todos, viajantes ou não, que por aqui moram ou andam.

Aproximei-me do acordeonista sempre lamentando não dispor do poder do personagem de uma história em quadrinhos de minha adolescência, que podia ler a vida de qualquer um bastando, para tanto, mergulhar em seus olhos, se o desejasse.

Como não podia nada lhe perguntar, seria ofensivo aqui, nem possuía qualquer poder, depositei algumas moedas na sua caneca estendida sob o pano vermelho que já vira muitas estações, olhei em seu rosto cansado, mal cuidado, atribui-lhe uns bons setenta e poucos, e lhe perguntei se por um acaso do destino não saberia tocar “La Violetera”.

Ele parou, pareceu puxar alguma lembrança obscura de suas memórias, deu-me um pequeno sorriso, e, titubeando no início, mas com desenvoltura a seguir, inclusive fazendo floreios, digamos assim, “jazzísticos”, tocou a música que eu lhe pedira como se estivesse no palco do Grande Teatro de Bordeaux, sendo ouvido por todos quanto, ao longo de sua vida, em algum momento, pararam para ouvi-lo e aplaudi-lo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN