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Textualidades digitais (II)

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Como aqui dito na semana passada (veja AQUI), a escrita, a “memória de humanidade”, sob certo sentido, “torna estático o jogo livre do pensamento. (…) A palavra escrita não escuta o que diz seu leitor. Não toma conhecimento de suas perguntas e objeções”; doutra banda, a sabedoria/ensino oral “propicia uma grande variedade de erros criativos, com as possibilidades de serem corrigidos e contraditados” (George Steiner, “Lições dos mestres”, Record, 2005).

Ademais, na sabença oral, motivados pela sua instantaneidade e interatividade, para além do conteúdo estritamente lógico do discurso, podemos apreender o tom exato, os efeitos indiretos, as intenções ocultas do orador. Talvez por isso, Platão, genial estilista da escrita e dos diálogos, paradoxalmente, tenha advogado ser somente a palavra dita face a face capaz de conjurar a verdade e assegurar um ensino honesto.

Mas é possível conciliar essas duas realidades – memória e flexibilidade – aparentemente incompatíveis? Um caminho auspicioso parece ser o das textualidades/literaturas digitais contemporâneas, superpotencializadas com a revolucionária Internet e que sequer imaginamos onde vai parar com a imprevisível Inteligência Artificial.

A definição de literatura digital ou eletrônica – também chamada de ciberliteratura, infoliteratura, literatura cibernética, e-literatura e literatura computacional – deve levar em consideração, como explicam Andréa Catrópa, Vinícius Carvalho Pereira e Rejane Rocha no “Glossário LITDIGBR – Literatura Digital Brasileira” (texto disponível na Internet), “o fato de que ela não se restringe a um gênero literário, a um estilo ou a um tipo de texto. Se tais elementos são importantes para a sua caracterização, igualmente imprescindíveis são os aspectos relacionados à materialidade dos textos e dos ambientes em que se inscrevem, seus modos de circulação e as relações entre os produtores, os consumidores, as instituições e o mercado, todos insertos no contexto da digitalidade. A literatura digital/eletrônica caracteriza-se por sua natureza limiar e experimental, o que exige uma abordagem multidisciplinar para sua compreensão”.

“Falamos” assim das “textualidades digitais” como as formas de “escrita” e comunicação – ubiquamente presentes na nossa vida, diuturnamente ressurgindo repaginadas e que cada vez mais fazem do nosso cotidiano mundo virtual – proporcionadas pelos já “antigões” processadores de texto (o Word, por exemplo), os muitos sistemas/aplicativos de mensagens/chats (e-mail, WhatsApp, Telegram, entre outros) e as mais diversas redes sociais (como o Facebook, o Twitter/X ou o Instagram), além de blogs, vlogs, plataformas de vídeo/streaming, comunicação via emojis, GIFs ou memes, histórias fanfics e por aí vai.

Essas textualidades/literaturas digitais são sobretudo caracterizadas pela: (i) multimodalidade, combinando diferentes linguagens, como a escrita/textual, a visual (imagens, vídeos, emojis), a sonora (em podcasts e mensagens de voz) e mesmo curiosas animações (GIFs); (ii) hibridez, pois aproveitam/mesclam características de gêneros tradicionais com as potencialidades dos gêneros digitais, como a carta evoluindo para o e-mail ou a combinação de texto e voz dominando os papos no WhatsApp; (iii) intertextualidade, fazendo ligações entre diferentes textos ou conteúdos, por meio de hiperlinks, que permitem explorar além e esquadrinhar toda uma temática; (iv) objetividade, pois muitíssimas vezes seus textos/conteúdos são bem mais curtos e diretos que os textos tradicionais;  (v) instantaneidade, pois, em redes sociais, chats etc., eles se dão e se propagam imediatamente; e (vi) interatividade, pois incluem a participação ativa e constante do leitor/usuário, que curte, repercute, comenta, interrompe, debate, contradita, corrige, compartilha e mesmo desenvolve o texto/conteúdo.

De fato, de maneira fascinante, as textualidades digitais, multimodais, instantâneas e interativas, podem vir a ser “um retorno à oralidade, ao que Vico chamaria de ricorso”.  Essas características podem restaurar as maravilhas de uma sabedoria mais autêntica, como a praticada por Sócrates, dramatizada por Platão e inspirada por Jesus.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Para quem agitamos os nossos ramos?

Por Marcos Araújo

Hoje é Domingo de Ramos, festa cristã celebrada no domingo anterior à Páscoa. A data relembra a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém. Diz a tradição que as pessoas jogavam seus mantos à Sua frente e agitavam ramos de palmeiras, saudando em cânticos o Rei dos reis.

A passagem tem registro nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e Lucas 19:41).

Foto ilustrativa (Autoria não identificada)
Foto ilustrativa (Autoria não identificada)

No Oriente antigo, era costumeiro cobrir de alguma forma o caminho à frente de alguém que merecesse grandes honras. A saudação com ramos a Jesus foi um acréscimo, superlativando a honraria. Estes eram símbolos de triunfo e vitória na tradição judaica e aparecem em outros lugares da Bíblia (Levítico 23:40 e Apocalipse 7:9, por exemplo.

Bem sabemos que a acolhida festiva de Jesus dura muito pouco, pois uma semana depois já o crucificam. Do dia de sua entrada triunfal ao seu martírio, a tradição cristã denomina de Semana Santa, ou de Semana da Páscoa.

Desta episódica semana, dois enlevos: i) a festa da exaltação ao Cristo, Rei do universo; e, ii) a celebração da Páscoa. A palavra páscoa tem etimologia na expressão hebraica “pesach”, e na grega “pascha”, ambas significam “passagem”.

Na forma religiosa, as expressões podem ter diversos significados, tais como: passagem da morte para a vida; passagem de Deus para nos salvar; passagem da escravidão para a liberdade, enfim, a passagem pela qual o homem que se encontra neste mundo, passa para um novo céu e uma nova terra.

Pois bem. Voltemos aos ramos dos judeus…A elevação de galhos, a salva com agito, foi algo novo naquele tempo. Um excesso. Não demorou muito para serem baixados e transformados em instrumentos de açoite. Os galhos ainda estavam por lá, largados nas ruas de Jerusalém, quando voltaram a ser utilizados na sexta-feira, desta feita para chicotear Jesus.

A mudança comportamental dos judeus é inata à condição humana. Em um dia, estamos endeusando pessoas e situações, euforicamente agitando os nossos “ramos” do elogio fácil e da idolatria; no outro, a pulsão pela destruição, desconstituição e morte social (senão, física) do elevado.

Nas redes sociais, o ídolo de hoje pode ser o “cancelado” de amanhã. No mundo virtual, “curtir” algo ou alguém tem a simbologia de “agitar os ramos”, do mesmo modo que o inverso pode ser o ato tanatológico do “bloqueio”, ou do polegar invertido. Por isso, está justificado o suplício musical reportado por Gustavo Lima ao ser “bloqueado”.

Freud explica isto ao se apropriar dos nomes dos deuses mitológicos gregos Eros e Thanatos para exemplificar as teorias das pulsões, que explica a formação psíquica de todos os indivíduos, entre desejo de vida e de morte. A elevação é símbolo da vida; o açoite, a simbologia da morte.

Essas pulsões são visíveis nos escritos das redes sociais em qualquer temática. São extremadas as posições entre vida e morte. Nem merece parâmetros para o presente lembrar dois respeitosos estilos literários: a poetisa Cora Coralina, destacava sempre a vida, integrando nos seus versos o homem e a natureza; já o inigualável Augusto dos Anjos é o portal traduzido para quem adentrava na dor e nas sombras que conduzem à morte.

Voltando ao dia de hoje, é próprio das festas religiosas buscar no cotidiano ligações significativas, para que o vivido no contexto da religião encontre sua relação com a vida em seu cotidiano. É assim que Jesus institui a ceia. Ele faz isto na páscoa judaica, dando a ela um novo sentido, para o nosso cotidiano (“… todas as vezes que comerdes… e beberdes..”). Por isso, no dia de Ramos, faz sentido perguntar: para que, ou para quem, estamos agitando os nossos ramos? Ou, contra o que, e contra quem, temos deles feito uso?

Marcos Araújo é professor e advogado

Aforismos ao pé do chope

honestidade e desonestidade, certo e errado, bom e ruim, maniqueísmoPor François Silvestre

Aforismo um: Ninguém é absolutamente honesto, mas há muitos absolutamente desonestos.

Vamos avaliar o que foi dito. Os honestos relativos, do nosso convívio diário, nos quais me incluo, somos os humanos comuns. Desonestidade não é apenas roubar o dinheiro alheio. Não. Há desonestidade intelectual, quando falamos sobre o que não conhecemos.

Há desonestidade moral, quando cobramos dos outros o rigor de comportamento que não temos.

Há desonestidade política, quando apontamos defeitos nos outros e aceitamos os defeitos dos que admiramos. Essa é a desonestidade que não macula o convívio. E dá pra ir tocando a vida.

Os absolutamente desonestos são o mal irreparável. São os que sacrificam os outros sob o convencimento de que os defende. De que os salva. E os massacra. Esses são os absolutamente desonestos.

Aforismo dois: Os gritos de quem discordo ferem meus ouvidos.

E ao ouvi-los contesto, e ao contestar, também grito, achando que meus gritos são suaves. E nem percebo que firo os ouvidos dos outros com meu grito. Aí, ao derramar-me o chope descubro que a verdade de cada um é uma ilusão. Nem adianta discutir, menos ainda gritar.

Quando Cristo respondeu que desse a Cézar o que era de Cézar e a Deus o que era de Deus, convalidou o roubo romano dos tributos cobrados ao povo judeu. E o povo escolheu quem na hora do julgamento do filho da honestidade? Escolheu Barrabás. Que assaltava os comboios romanos, levando o dinheiro roubado do povo.

Jesus era absolutamente honesto. Barrabás era um desonesto relativo. E Roma a desonestidade absoluta.

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“Natalis” vai mostrar a história de Jesus em Mossoró

O “Grupo Diocecena”, formado por alunos do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) de Mossoró, vai encenar um novo espetáculo. A produção será apresentada no adro da Catedral de Santa Luzia.

A programação da peça “Natalis – A história do nascimento de Jesus” está definida para curta temporada, de amanhã  (quinta-feira, 24) até o dia domingo (27), sempre a partir das 19h30.

A direção e coreografia do evento são de responsabilidade de Roberta Schumara.

Nota do Blog – Sucesso.

Se der, vou vê-lo na quinta-feira ou no sábado.

Obrigado pelo convite.

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Chegou a hora

Por Inácio A. Almeida

E vejo na televisão o desafio de um cientista que oferece um milhão de dólares a quem lhe apresente um fenômeno paranormal que ele não consiga explicar à luz da ciência.

Jesus, quando de sua passagem pela terra, para marcar a sua presença entre os homens operou milagres que o tornaram acreditado junto ao povo. E nada fez o seu nome se tornar mais popular do que os milagres. Foi com os milagres que ele tirou toda e qualquer dúvida que pairasse sobre a sua origem divina.

Pelos milagres ele provou possuir poderes que não foram dados a nenhum outro homem.

Atualmente temos uma religião, o espiritismo, que prega uma das mais belas doutrinas que se possa imaginar.

Tendo Jesus Cristo como o mestre maior, o espiritismo segue pregando uma filosofia de vida onde ensina a não condenar sem julgar, a não julgar sem dar a chance de defesa. A sempre dar uma oportunidade ao pior de todos os pecadores, pois segundo a doutrina espírita, vivemos num planeta de expiações e aqui estamos para nos aperfeiçoar.

Como é bonita esta doutrina e como é belo vermos os seus pregadores dela falar. Pregadores que difundem esta maneira de ser e agir e procedem sempre de acordo com o que pregam. Doutrina que combate vícios como o álcool, o jogo, a concupiscência, sem em momento algum condenar em definitivo os que se encontram dominados por estas mazelas.

E a título de nada um pregador espírita se prestará a ser um divulgador, um estimulador dos que praticam o vício do jogo ou acreditam em adivinhos que colocam cartas e exploram a boa fé do povo, objetivando o lucro fácil e sem ética.

É esta linda religião que prega a reencarnação e consegue, através de médiuns, o contato com os mortos. E são estes médiuns, que com sua paranormalidade ajudam e muito os que se sentem aflitos, angustiados, desconsolados. E fazem isto sem cobrar um só centavo. Não há mercantilismo nestas ações que são feitas da maneira mais caridosa possível. Pois é pela caridade, pela humildade e pelas orações que os espíritas mais se aproximam da perfeição.

Há atualmente este desafio feito pelo cientista agnóstico.

Se o espiritismo levar até este cientista um fenômeno paranormal que ele não consiga explicar conseguirá divulgar em todo o mundo a existência desta religião que só prega o bem e a paz entre os irmãos.

Será uma difusão tamanha do espiritismo que por outros meios levaria anos e anos. E quantos não seriam atraídos para a senda do bem? Quantos não se sentiriam estimulados a deixar os vícios? Isto sem se falar no um milhão de dólares que poderiam ser usados na criação de creches, asilos, escolas e centros de estudos.

Eu me atrevo a sugerir um fenômeno paranormal que duvido consiga esse cientista explicar:

O CHICO XAVIER ter psicografado mais de 600 obras. E psicografava em várias línguas.

Como explicar que alguém consiga produzir tantos trabalhos literários em tão pouco tempo e escrevendo em estilos diversos? Como explicar que alguém consiga escrever em tantos idiomas sem conhecer nenhum destes idiomas?

Sem ter nem mesmo as mais elementares noções destas línguas? Se isto não é paranormalidade, que alguém explique o que é.

Como o cientista vai poder explicar um homem simples como CHICO XAVIER dominar tantas línguas e escrever no estilo de escritores cujas obras atravessaram os séculos?

A hora é esta. A oportunidade aí está. Deixar este desafio sem resposta é desperdiçar a maior oportunidade de propagar a doutrina espírita.

E as oportunidades não acontecem ao acaso. Elas surgem nos momentos mais precisos. E Deus sabe quais são estes momentos.

Desperdiçar esta oportunidade será um pecado. Um pecado só comparável a condenar sem julgar, condenar pelo simples ouvir dizer e a julgar sem ouvir o que pode ser dito em defesa do que está em julgamento.

Deus queira que a comunidade espírita saiba aproveitar esta grande chance que está colocada à disposição da mais bela de todas as religiões.

Inácio A. Almeida é jornalista e escritor

Prefeita e cidade afundam; só Jesus para salvá-las

Por Josenildo Carlos

O jornalista caicoense Josenildo Carlos apronta mais uma. Numa boa, que se diga.

Com forte pitada de ironia, ele enxerga o quadro político (e ‘náutico’) de Natal e de sua prefeita, Micarla de Sousa (PV).

Com altíssimo índice de reprovação popular e diante de enxurradas dos últimos dias na capital, Josenildo conseguiu identificar que a situação da prefeita é realmente desesperadora, conforme essa fotomontagem acima.

Como um repórter ‘submarino’, ele revela premonitoriamente como é diluviano o futuro da governante. E da capital, uma versão moderna de ‘Atlântida’, a cidade mitológica submersa no oceano Atlântico.

Nota do Blog – Meu caro amigo, estou com a ligeira suspeita de que essa ‘mãozinha’ aí é um implante de outra pessoa. Suspeito que seja de dona Wilma de Faria (PSB), ex-prefeita da capital (três vezes) e ex-governadora (duas vezes).

Se a verdade não me engana e o espírito não me mente, essa mão é dela.