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Agrícola Famosa é campeã do ‘Prêmio Melhores do Agro’

Reportagem publicada em conceituado jornal focado em economia (Reprodução do Blog Tio Colorau)
Reportagem publicada em conceituado jornal focado em economia (Reprodução do Blog Tio Colorau)

Do Valor Econômico

Maior exportadora de frutas frescas tropicais do país, a Agrícola Famosa, com sede em Mossoró (RN), foi a grande campeã da 18ª edição do “Prêmio Melhores do Agronegócio”, da revista Globo Rural. As vencedoras de todas as categorias do prêmio foram anunciadas na noite de quarta-feira em evento realizado na capital paulista, que contou com a presença de empresários, executivos, produtores rurais e autoridades.

Os resultados foram dimensionados a partir de avaliação da Serasa Experian, que fez a análise dos dados das mais de 600 empresas ligadas ao setor produtivo – do campo ao varejo, passando por indústrias e serviços. As avaliações levaram em conta resultados financeiros, com peso de 70% na nota final, e ações socioambientais (30%).

Com mais de 30 mil hectares na região Nordeste do país, 11 mil dos quais agricultáveis e dedicados ao plantio de melões e melancias, a Famosa, que tem cerca de 7,5 mil funcionários, encerrou 2021 com receita líquida de R$ 835 milhões e rentabilidade do patrimônio líquido de 42,63%. Além de ter sido a “campeã das campeãs” do prêmio, a empresa foi a vencedora na categoria “Frutas e Hortaliças”.

Nas demais categorias especiais, as vencedoras foram Cargill (“Maior”), SLC Agrícola (“Sustentabilidade”) e Bio Controle (“Pequenas e Médias”). A americana Cargill, que também foi a vencedora na categoria “Indústria de Óleos”, confirmou a condição de maior empresa do agro brasileiro ao registrar receita líquida de R$ 71,6 bilhões em 2021 no país e superar a também americana Bunge (R$ 68,1 bilhões) e as brasileiras JBS (R$ 51,4 bilhões) – que venceu a categoria “Indústria de Carne Bovina” – e BRF (R$ 42,1 bilhões). A SLC também foi a vitoriosa na categoria “Produção Agropecuária”.

De acordo com informações do novo “Anuário do Agronegócio” da Globo Rural, no total, a receita líquida conjunta das 500 maiores empresas do agronegócio brasileiro alcançou a marca recorde de R$ 1,393 trilhão no ano passado, 21,7% a mais do que o total registrado em 2020.

Nas demais categorias que fazem parte do prêmio, as empresas vencedoras foram Camil (“Alimentos e Bebidas”), Agro Amazônia (“Atacado e Varejo”), São Salvador (“Aves”), Copersucar (“Bioenergia e Comércio Exterior”), Coamo (“Cooperativas”), Ihara (“Defensivos Agrícolas”), Yara Brasil (“Fertilizantes”), 3corações (“Indústria de Café”), Bela Vista (“Laticínios”), Jacto (“Máquinas e Implementos Agrícolas”), Anaconda (“Massas, farinhas”), DSM (“Nutrição animal”), Suzano (“Reflorestamento, Papel e Celulose”), Zoetis (“Saúde Animal”), GDM (“Sementes”) e CTC (“Serviços Agropecuários”).

*Reprodução de postagem do Blog Tio Colorau

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Polo cloroquímico de US$ 5 bilhões no RN começa a sair do papel

Por Stella Fontes (Do Valor Econômico)

Um projeto ambicioso, que nasceu há mais de duas décadas com vistas a agregar valor ao sal marinho e a outros recursos naturais abundantes no Rio Grande do Norte, começou a ganhar contornos concretos e poderá atrair US$ 5 bilhões em investimento total para o Estado nos próximos anos.

O plano de construção de um Polo Cloroquímico, na região potiguar que compreende Mossoró e outros três municípios, finalmente assegurou os primeiros investidores e parte, agora, para as fases de normatização, licenciamento e estudos de viabilidade técnica e econômica.Polo Cloroquímico - Matéria na Valor Econômico - 22 de Junho de 2021 - Título e cabeça da página - PRINT CORRETO

Até pouco tempo atrás desconhecido da indústria química brasileira, um consórcio formado pelas empresas Koyo Intership Trading, do Panamá, e TFB & Energy, constituída no país para investir em energia renovável, assinou protocolos de intenção com as prefeituras de Mossoró e Guamaré, referentes à primeira fase de implantação do polo. Essa etapa englobará complexo de produção de cloro-soda e derivados, incluindo PVC, usina solar com 350 megawatts (MW) de potência e um terminal portuário, com investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões.

Na solenidade de assinatura do compromisso com a Prefeitura de Mossoró, há cerca de dez dias, estiveram presentes autoridades do município, representantes do consórcio e de instituições financeiras, entre as quais XP Investimentos e Banco Safra, que atuam como assessores financeiros do consórcio (veja AQUI). Haveria ainda outros investidores estrangeiros interessados, apurou o Valor.

Os municípios — além de Mossoró e Guamaré, Porto do Mangue e Macau serão abrangidos pelo projeto — têm 150 dias, a partir da assinatura dos protocolos, para garantir aos investidores as condições de execução do projeto, incluindo base legal, e então serão iniciados os desembolsos efetivamente. Embora estudos preliminares de impacto ambiental já tenham sido executados, será preciso produzir um novo EIA-Rima.

Pelo projeto original, a primeira etapa do polo entrar em operação no segundo semestre de 2024. Os desembolsos iniciais somam US$ 800 milhões, direcionados à infraestrutura para geração de energia, estudos e aquisição de tecnologia.

O projeto industrial, propriamente, virá na sequência e receberá US$ 1,3 bilhão — há ainda necessidade de outros investimentos para garantir as condições de operação, que resultam nos US$ 2,5 bilhões previstos na primeira fase. Na segunda etapa, que será executada futuramente e quando a produção de cloro-soda já estiver estabelecida, o plano é produzir também barrilha—beneficiando-se também da reserva de calcário no Estado —, fertilizantes e outros produtos químicos. Nessa etapa, os investimentos estão estimados em mais US$ 2,5 bilhões.

Eteno e a Clara Camarão

Em grandes números, o polo cloroquímico poderá produzir até 500 mil toneladas anuais de PVC, até 600 mil toneladas anuais de barrilha e 600 mil toneladas anuais de cloro-soda e seus derivados. Em geração de emprego, serão 7 mil postos de trabalho direto e indireto quando todas as fases estiverem em operação — a expectativa é atrair transformadores de PVC para a região do polo, cujos custos devem ser favorecidos pela proximidade das principais matérias-primas (sal e calcário, no segundo momento).

Mossoró produz cerca de 95% do sal marinho consumido no país e pretende usar o insumo também na cadeia vinílica. Na indústria petroquímica, o insumo concorre com o sal-gema, que era extraído pela Braskem em Alagoas para a produção de cloro-soda e EDC, matéria-prima do PVC. Hoje, a companhia importa do Chile todo o sal que utiliza na produção de cloro-soda em Maceió.

Além de valorizar o sal marinho, o projeto pode revitalizar a Refinaria Clara Camarão (RPCC), diz o economista Carlos Duarte, idealizador do projeto do polo. A refinaria, colocada à venda pela estatal, tem capacidade instalada para 50 mil barris de óleo por dia, mas o refino tem girado em torno de 18 mil e 20 mil barris diários.

O eteno ali produzido, hoje queimado ou consumido pela própria Petrobras, é essencial na produção do PVC e garantir sua oferta é um dos grandes desafios do projeto potiguar, na avaliação de fontes da indústria petroquímica.

Conforme Duarte, o projeto que começou a ser desenhado há cerca de 25 anos ganhou maior visibilidade a partir do ano passado, após chegar ao ministro Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional. Os prefeitos que iniciaram mandato no ano passado também abraçaram a proposta e, mais recentemente, o Estado demonstrou interesse. “Esse projeto pode reconfigurar a economia do Rio Grande do Norte. Ainda está em estágio inicial, mas está caminhando, com interesse firme de investidores e do poder público”, diz o economista. Hoje, o Brasil importa 100% da barrilha (usada na fabricação do vidro) e cerca de 40% do PVC que consome.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mossoró, Franklin Filgueira, somente no município, a expectativa é a de que sejam gerados 2,5 mil empregos diretos. Entre outras iniciativas para viabilizar o projeto, que ganhou o apoio do prefeito Alysson Bezerra, a prefeitura vai oferecer cursos de qualificação de mão de obra. Até novembro, afirma Filgueira, o consórcio deve apresentar o cronograma físico e financeiro do projeto e a previsão é a de que obras sejam iniciadas no terceiro trimestre de 2022.

Se for assinante, veja AQUI a publicação na edição dessa terça-feira (22) do Valor Econômico.

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Violência contra imprensa se avoluma em campanha

Por Gaudêncio Torquato (No Twitter)

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo já soma 130 agressões relacionadas à cobertura das eleições.

O texto é da jornalista Maria Cristina Fernandes no jornal Valor Econômico de hoje.

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Bolsonaro chega a 33% e no 2º turno só Ciro bate com ele

Do Valor Econômico

Pesquisa de intenção de votos divulgada na madrugada desta segunda-feira (17), pelo Banco BTG Pactual em parceria com o Instituto FSB Pesquisa mostra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, consolidando sua liderança na corrida ao Palácio do Planalto.

Ele aparece com 33% das intenções de voto, subindo três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado uma semana antes. A intenção medida é a estimulada, quando o nome dos candidatos é citado.

No segundo lugar aparece o candidato petista, Fernando Haddad (PT), que deu o maior salto no levantamento BTG/FSB: de 8% para 16%. Haddad dobra sua participação após ter sido formalizado como candidato a presidente pelo PT, acabando com a indefinição sobre a participação do ex-presidente Lula na disputa.

Em terceiro lugar aparece Ciro Gomes (PDT), com 14%, subindo em relação aos 12% de uma semana antes. Em quarto está Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. Ele caiu dois pontos percentuais desde o levantamento da semana anterior. Marina Silva (Rede), recuou de 8% de intenções de votos para 5%.

João Amoêdo (Novo) tem 4%, Alvaro Dias (Podemos) tem 2%, assim como Henrique Meirelles (MDB). Os outros candidatos têm 1% ou menos.

Nesse levantamento, 9% disseram não votar em ninguém. Outros 2% apontaram nulo ou em branco e 4% não sabem. Apenas 1% não respondeu à pesquisa.

Segundo turno

No segundo turno, a pesquisa aponta que Bolsonaro e Ciro empatariam em 42%. Bolsonaro venceria Haddad por 46% a 38% nesse hipotético segundo turno. Bolsonaro também venceria Alckmin, por 43% a 36%.

O candidato do PSL também venceria Marina Silva, por 48% a 33%.

Rejeição

A pesquisa BTG/FSB aponta que Marina tem a maior rejeição do eleitorado: 58%. Em segundo no quesito rejeição está Alckmin (53%). Meirelles e Haddad estão com 48%. Ciro apresenta 46% de rejeição e Bolsonaro, 45%.

O Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, 2 mil eleitores com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. As entrevistas telefônicas aconteceram entre 15 e 16 de setembro.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-06478/2018.

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