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Pediatras seguem paralisados à espera de pagamentos da Apamim

notaderepudioOs médicos pediatras da Neo Clínica SS, que atendem no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró – seguem com as atividades paralisadas desde quarta-feira (14). Nesta sexta-feira (15), eles emitiram nota de repúdio e revelam situação enfrentada, sem recebimento de pagamentos, mesmo com decisão judicial favorável (veja AQUI).

A Neo Clínica SS se reporta à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), gestora do HMAC, através de junta interventora.

Estão paralisados os seguintes serviços, por tempo indeterminado:

– 7 leitos de UTI Neonatal (a cidade conta com 17 leitos, mas estão funcionando 10 e todos eles estão ocupados);

– 15 leitos de Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINco), que é de médio risco. No momento, esse setor está sem plantonista, mas foram mantidos cinco leitos com os pacientes já internados;

– 50% da sala de parto;

– Visitas médicas de alojamento conjunto.

Nota de Repúdio

A NEO CLÍNICA SS, sociedade de pediatras que atua na cidade de Mossoró, vem a público expressar seu repúdio à forma como os profissionais de pediatria vêm sendo desrespeitados pela Direção da APAMIM e pelas autoridades públicas envolvidas na paralisação de serviços médicos vitais para a população. Atualmente, mesmo com a suspensão de cinco escalas pediátricas na Maternidade Almeida Castro, os pediatras continuam sem receber pelos plantões e visitas desde maio de 2023.

A Direção da APAMIM, que é composta por uma junta de intervenção judicial e que administra a maternidade, permanece alegando que não possui condições financeiras de cumprir sua obrigação, mesmo havendo decisão judicial para o bloqueio das contas do governo do estado e um acordo de pagamento parcelado por parte da prefeitura de Mossoró dos seus débitos com a APAMIM.

Diante do exposto, a NEO CLÍNICA SS exige que a Direção da APAMIM e as autoridades públicas responsáveis pela saúde em Mossoró respeitem os direitos dos pediatras e honrem seus compromissos financeiros. A NEO CLÍNICA SS reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência pediátrica e com a defesa da categoria médica, que vem sofrendo com a falta de valorização profissional. Esperamos que a situação seja resolvida o mais breve possível, em benefício dos pediatras e da população que necessita dos seus serviços. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

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Sentença sobre Apamim vai sair até o fim deste ano

Do Blog Saulo Vale

O juiz federal Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara da Justiça Federal (Mossoró), deverá sentenciar, até o final deste ano, o processo sobre a intervenção judicial na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM), que administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Juiz federal Orlan Dantas é responsável direta por verdadeira revolução no HMAC (Foto: BSV)

A unidade está sob intervenção da Justiça desde 2014.

“É um processo complexo, que envolve Estado, Município, União, cooperativas médicas, funcionários, outras esferas da Justiça. Por isso, há esse tempo (longo) de intervenção (no hospital). Eu pretendo sentenciá-lo até o final do ano”, afirmou em entrevista ao Jornal da Tarde (Rádio Rural de Mossoró) desta quarta-feira (9).

Direção permanente

Nesse caso, com a sentença, ficará definida a situação da gestão do Hospital Maternidade Almeida Castro. “Sairia a [atual] administração provisória, através de uma Junta Interventora, e se permitiria que pessoas, através de um edital, se habilitasse para compor a diretoria e o conselho dessa entidade”, explica.

Ele ressalta que “o edital veda que antigos gestores ou parentes de até terceiro grau possam participar da diretoria ou dos respectivos conselhos da administração ou fiscal da Apamim”.

Nota do Blog – Impressiona a realidade atual do HMAC. É diametralmente oposta à anterior. Seus feitos seriam ainda mais exponenciais em prol da saúde pública de milhares de pessoas em Mossoró e vastíssima região, se não fosse nitidamente sabotada politicamente.

E esse êxito em boa parte se deve à coragem desse magistrado e à equipe interventora.

Aplausos, muitos aplausos.

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Duas ações pedem bloqueio de contas de prefeitura

Do Blog Saulo Vale

A Junta Interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) pediu judicialmente o bloqueio nas contas da Prefeitura.

Centenas de vidas sob comprometimento aguardam decisão judicial para cobertura de dívidas (Foto: arquivo)

O motivo é a dívida que a Municipalidade acumula com os serviços neonatal e de pediatria, prestados pela Neoclínica. A dívida chega a R$ 678 mil e é refente aos meses de abril, maio e junho deste ano.

A decisão deve ser tomada pela 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró.

Assim, pelo menos dois pedidos diferentes de bloqueio de contas da Prefeitura estão protocolados judicialmente, devido dívidas com entidades médicas: um feito pela Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), no valor de pouco mais de R$ 400 mil, e esse outro do HMAC, em favor da Neoclínica.

Nota do Blog Carlos Santos – Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?

Incrível como a gestão Rosalba Ciarlini (PP) é o espelho do antecessor Francisco José Júnior. O filme é repetido, o enredo é o mesmo, mas tem uma grande diferença: o comportamento da opinião pública, dos insatisfeitos e “revoltados” das redes sociais, além dos próprios prejudicados diretamente, como setores médicos.

Parece existir um consórcio entre medrosos e coniventes. Na época de Francisco José, não. Todo mundo era valente, aguerrido, na luta à melhoria da Saúde Pública e de outros serviços públicos. Estranho, muito estranho mesmo.

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Município quer indicar nomes à Junta Interventora do HMAC

O Secretário Municipal de Saúde, Benjamin Bento, participou de audiência de cooperação na 8ª Vara Federal da Justiça Federal, na manhã desta terça-feira, 13, em Mossoró. Segundo ele, para estreitar o diálogo entre os órgãos envolvidos no processo relacionado à intervenção judicial do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Audiência aconteceu hoje e reuniu setores ligados à Saúde, sob presidência do juiz Orlan Donato (Foto: cedida)

O município solicitou a indicação de dois nomes da atual gestão para compor à junta interventora do HMAC/Apamim. Os nomes propostos foram das assistentes sociais Josedete Soares de Queiroz Teixeira e Joaniza de Freitas Vales. As possíveis indicações serão analisadas pela Justiça Federal, que poderá deferir ou não o pedido.

Quadro de pessoal

O encontro, mediado pelo juiz federal Orlan Donato Rocha, contou com a presença de representantes do município, da junta interventora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), das cooperativas médicas e do Sindicato dos profissionais de hospitais particulares, além do Secretário do Estado de Saúde Pública, George Antunes, através de videoconferência.

Na ocasião, o município solicitou informações sobre o quadro de pessoal do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).  “O município investe R$ 200 mil por mês para pagar servidores na Apamim, mas não temos o controle sobre as escalas e plantões”, revelou o secretário Benjamin Bento.

Nota do Blog – Depois traremos mais informações sobre esse importante assunto.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Contas são bloqueadas para pagamento de médicos e hospital

O juiz Orlan Donato, da 8ª Vara Federal, emitiu despacho determinando o bloqueio de contas do Governo do Estado do RN para pagar cooperativas médicas e também ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró.

Na mesma decisão, Donato ainda estabelece prazo de dez dias para a Prefeitura Municipal de Mossoró fazer a cobertura dos seus débitos relacionados às categorias médicas que atuam no HMAC.

O pedido de bloqueio foi feito pelos advogados Gustavo Lins e Lucas Moreira, que prestam serviços à Junta Interventora do hospital.

O Blog Carlos Santos noticiou o problema e denunciou o descaso de Prefeitura e Estado no final de semana (veja AQUI).

O HMAC está sob intervenção judicial desde setembro de 2014.

Veja clicando nesses links adiante uma série de reportagens sobre a história do HMAC, sua intervenção e ações para mantê-lo funcionando com dignidade e sem roubalheira: AQUIAQUIAQUI).

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Justiça está satisfeita e não deve mundar Junta Interventora

A Justiça Federal não cogita mudar a formação da Junta Interventora que administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) em Mossoró, desde 2014.

Larizza Sousa: gestão amparada por Justiça (Foto: arquivo)

Os resultados da gestão e o próprio acompanhamento permanente do Judiciário e Ministério Público, não recomendam mudanças.

O passado de gestão político-eleitoral que gerou rombo da ordem de R$ 36 milhões, nessa instituição, também não.

O recado foi dado ao Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, que através de representantes andou questionando a escolha dos interventores e outros aspectos da intervenção.

A Junta Interventora é composta por Bendito Viana de Lira, Maria Ivanise Feitosa de Vasconcelos e Larizza de Sousa Queiroz Lopes (coordenadora).

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Salvação do Almeida Castro enfrenta interesses contrariados

A sustentação financeira do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), desde que entrou em fase de intervenção judicial, não tem sido fácil. Equilibrar despesas de custeio, tendo que cobrir parte de passivo milionário herdado da gestão anterior e promover melhorias em equipamentos, estrutura física e garantia de folha, é uma equação difícil.

Mas o principal agravante nesse emaranhado de números é a relação do HMAC com Governo do Estado e Prefeitura de Mossoró, além de eventuais sabotagens. Graças à participação dos ministérios públicos do Estado, Federal e do Trabalho, com decisões judiciais nessas três esferas, é que existem perspectivas de que haja cooperação capaz de assegurar o equilíbrio financeiro do hospital.

Trabalho da Junta Interventora, com suporte de promotores e juízes, é alento à vida em ambiente outrora nefasto (Foto: cedida)

Hoje, por exemplo, o HMAC deve segunda parcela do 13º e mês de dezembro aos seus quase 400 funcionários. Débito incômodo, mas até ‘aceitável’, diante do histórico anterior de meses sem pagamento ou perspectiva de cobertura desse compromisso.

O rombo da ordem de R$ 36 milhões deixado pelos antigos gestores, acantonados na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), impõe à Junta Interventora (com acompanhamento do MP e Judiciário) verdadeiros malabarismos financeiros.

Recursos

O HMAC fatura uma média de R$ 500 mil/mês pela produção, ou seja, pelos serviços prestados na Maternidade que são informados ao Sistema Único de Saúde (SUS), que por sua vez repassa os recursos para a Prefeitura de Mossoró, detentora da gestão plena desse programa sanitário federal.

Cabe à municipalidade fazer a transferência ao HMAC. Que fique claro: não se trata de numerário de origem direta do erário municipal e, sim, federal.

Também há envio pelo Governo Federal de R$ 197.485,44/mês do Programa Rede Cegonha, exatamente pela prestação de serviços materno-infantis como berçário, Canguru e Casa da Mãe.

Ocorre o mesmo processo de intermediação via Prefeitura de Mossoró para o hospital.

Acrescente-se também, R$ 271.850,15/mês enviados pelo Ministério da Saúde através da Prefeitura para o Hospital Maternidade Almeida Castro, por se tratar de uma instituição filantrópica. É um incentivo que o Governo Federal envia mensalmente para instituições sem fins lucrativos, atuantes na área da Saúde.

Donato: causa superior, mas vendo tudo in loco (Foto: arquivo)

Mais recentemente, por decisão judicial, o governo estadual foi compulsoriamente levado a repassar R$ 438 mil/mês para o HMAC, após fechamento em setembro do ano passado do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, administrado por esse ente federativo. Na prática, era o valor que o Governo do Estado recebia da Rede Cegonha para o Hospital da Mulher.

O despacho foi do juiz federal Orlan Donato. Assinalou a determinação no dia 28 de setembro de 2016.

No dia 27 de setembro de 2014, uma decisão da Justiça Federal já estabelecia o montante de R$ 790 mil média/mês referente ao pagamento de salário de médicos e cooperativas médicas por parte da Prefeitura de Mossoró. Esse valor estimado foi mantido na decisão judicial do dia 28 de setembro de 2016, na Audiência de Cooperação Judicial que envolveu justiças do Trabalho, Federal e Estadual.

É previsto também – com base na decisão da Audiência de Cooperação Judicial de 28 de setembro de 2016, que o governo estadual repasse R$ 950,6 mil média/mês referente à contratação de cinco cooperativas médicas e também médicos concursados que estão prestando serviços.

Sobre o magistrado, é significativo que seja sublinhado: tomou essa causa como uma cruzada, mas sem se descuidar até mesmo de fiscalizações pessoais, in loco, às atividades do hospital, onde desembarca vez por outra para ver como está seu funcionamento.

Aplicação de recursos

A aplicação dos recursos para o HMAC segue prioridades, em meio à asfixia provocada pelo que ficou da época da Apamim. Veja abaixo:

1 – Pagamento de débitos trabalhistas deixados pelas gestões passadas, que já passa de R$ 8 milhões. Foi parcelado para ser pago em cinco nos a partir de 2015, de modo que ao final de cinco anos todos os servidores (aproximadamente 400) estejam com seus direitos em dia.

2 – Na restruturação do seu prédio-sede, de equipamentos e na ampliação dos serviços, bem como adaptando os que já existem dentro das normas exigidas pelo Ministério da Saúde.

3 – Pagamento mensal de aproximadamente R$ 200 mil reais à Caixa Econômica Federal (CEF), referentes a dois empréstimos feitos pela Apamim para o Hospital Maternidade Almeida Castro, no valor de quase R$ 10 milhões, em 2012 e 2013.  O destino destes recursos está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). Suspeita-se que houve outra destinação pros recursos.

4 – Pagar a folha de servidores da Maternidade Almeida Castro, que hoje é de aproximadamente 400, assim como a compra de equipamentos, medicamentos e insumos.

Os ex-diretores do Hospital Maternidade Almeida Castro também deixaram dívidas tributárias, em fornecedores e prestadores de serviço em somas que se aproximam dos R$ 30 milhões. Podem responder por boa parte desses passivos, aliviando a sobrecarga de obrigações que soterram a instituição.

Conspiração

Ambiente decente que contrasta com passado, é uma aposta que se faz a cada dia no HMAC (Foto: Blog Carlos Santos)

A mistura de má gestão, possível má-fé (com supostos desvios financeiros), conjuntura desfavorável e sabotagens políticas levaram o HMAC à insolvência. Ressuscitá-lo não tem sido fácil.

Os resultados obtidos em tão curto espaço de tempo (pouco mais de dois anos e quatro meses) são empolgantes. Junta Interventora, funcionários, promotorias e judiciário – parceiros nessa tarefa ingente – sabem que contrariam interesses poderosos.

Corporativismo de certas categorias profissionais, aspirações torpes de grupos políticos e ambições econômicas no “mercado negro” da medicina conspiram contra o futuro do HMAC.

Devolvê-lo às trevas é um crime contra a vida.

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a segunda reportagem dessa série especial: Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

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Do caos à vida, a nova realidade do Hospital Almeida Castro

“Ah, isso aqui é minha vida!” A exclamação é feita ao Blog pela enfermeira Raíssa Lorena Gê Mitre, à porta de um dos apartamentos da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Ela espelha na frase e no rosto de sorriso incontido, o sentimento de quem trabalha diariamente com vida. Com mães e bebês que precisam de cuidados especiais.

Durante quase três horas percorremos corredores, UTI´s, salas, apartamentos, enfermarias e outros compartimentos do HMAC. Conhecemos seu funcionamento, levantamos informações com componentes de sua Junta Interventora, ex-funcionários, pacientes, funcionários etc. Fuçamos documentos no âmbito da Justiça, suplementando dados.

Raíssa: "Ah, isso aqui é minha vida!" (Foto: Blog Carlos Santos)

Existem dois HMAC. Um, antes da interventoria determinadas pelas justiças do Trabalho, Federal e Estadual, provocada pelo Ministério Público do Trabalho, Federal e do Estado do RN. Outro, depois da instalação dessa condição excepcional em setembro de 2014, que visa restabelecer a ordem no hospital, que vinha sendo gerido desde 1949 pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Os números e os resultados do novo HMAC impressionam. Qualquer dúvida, é só confrontá-los com o caos de antes, que levou o Judiciário a impor o afastamento de seus ex-dirigentes, desencadeando paralelamente uma série de demandas judiciais para saneamento de débitos nos campos fiscal, trabalhista, de custeio e cível.

“A cada dez dias apresentamos relatório de nossas atividades à Justiça e mensalmente temos reuniões para discussões dos mais variados pontos. A intervenção é acompanhada passo a passo pelos promotores e juízes”, relata a coordenadora da Junta Interventora, Larizza de Sousa Queiroz Lopes.

UTI Neonatal

Uma das alas mais cativantes e importantes no sistema de saúde dirigido em especial a parturientes e recém-nascidos, advindos de cerca de 68 municípios (incluindo alguns do Ceará), é a UTI Neonatal. Só em 2016, ela recebeu 207 bebês que nasceram com baixo peso e/ou alguma patologia.

A expectativa para 2017 é a internação chegue a 350. Há poucos dias aumentou seu total de leitos, possibilitando receber até 20 bebês simultaneamente. Sem esses equipamentos, todas essas crianças estariam praticamente condenadas à morte, como acontecia no passado e muitos pais acreditavam ser “o destino”, a “vontade de Deus”.

UTI Neonatal é um diferencial definitivo entre a vida e a morte de incontáveis bebês (Foto: cedida)

Na Unidade de UTI Intermediária Neonatal Convencional, em 2016 foram 352 bebês que passaram por ela, com possibilidade de ultrapassar a casa dos 450 este ano. Eram seis leitos e há pouco tempo saltou para 12.

Neonatal Canguru

Em relação à Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru, com 18 leitos, foram 495 bebês recebidos em 2016. É um setor em que as crianças chegam com baixo peso ou alguma patologia, porém, não têm necessidade de algo mais delicado como a UTI Neonatal. Nela, a mãe fica com o filho entre os seios, numa relação próxima, carnal, que ajuda em sua recuperação.

Há poucos dias houve inauguração de um compartimento denominado de “Casa da Mãe Coruja Edilene Torquato”, com 20 leitos.  Nesse espaço confortável, mães oriundas de outros municípios e que não têm ponto de apoio, em Mossoró, podem ter estadia diária enquanto acompanha o filho na UTI. “Mães com gravidez de risco também podem estar nessa ala, com acompanhamento médico regular”, relata Larizza Queiroz.

Larizza: investimentos importantes (Foto: Blog Carlos Santos)

Dos 911 bebês que nasceram prematuros e com baixo peso em 2016, algo em torno de 35% (cerca de 390 bebês), só tiveram chances de viver graças às instalações de UTI Neonatal, Berçário e Canguru que hoje o HMAC disponibiliza.

‘Mossoroenses’ de outros municípios

A Maternidade Almeida Castro realizou 4.491 partos em 2016. Desse total, 45% foram de Mossoró e o restante de outras localidades do Rio Grande do Norte e do Ceará. São ‘mossoroenses’ de dezenas de outros municípios.

O HMAC faz média de 420 partos/mês. Partos de baixo, médio e alto risco compõem seu trabalho diário. Em 2016 realizou 3.098 partos cesáreos e 1.348 normais.

Pelo menos 18 bebês nasceram com microcefalia.

Chama a atenção, ainda, que ano passado nasceram  2.215 bebês de mães residentes em Mossoró. Mas 2.231 tinham origem em outros municípios do Rio Grande do Norte e Ceará.

Dessas 4.491 crianças, 501 nasceram prematuras e precisaram dos serviços neonatal. Outros 410 bebês tinham baixo peso, exigindo também cuidados especiais menos delicados.

UTI Adulto

A UTI Adulto do HMAC está com oito leitos. Desses, dois são reservados para a maternidade e 6 são destinados ao atendimento de pacientes através do Sistema Único de Saúde advindos do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a partir de uma triagem prévia. Em 2016, chegou a receber 379 pacientes.

UTI Adulto também serve ao HRTM (Foto: Cedida)

A interventoria tem o papel de gerir a ‘herança maldita’ não apenas para cobrir passivos, mas também para fazer o HMAC funcionar plenamente, sem se descuidar de restaurações e ampliações físico-materiais, reparos e aquisição de novos equipamentos.

Os interventores Bendito Viana de Lira, Maria Ivanise Feitosa de Vasconcelos e Larizza de Sousa Queiroz Lopes comandam reforma e ampliação do Centro Obstétrico. Paralelamente, o mesmo é feito em relação aos setores que são conhecidos como “Partos PPP” (Pré-parto, Parto e Pós-parto), recomendado pelo Ministério da Saúde (MS).

Veja AQUI a primeira reportagem dessa série especial: Força-tarefa avança na salvação do Hospital Almeida Castro.

Veja AQUI a crônica Por Valentina, Arthur, Maria Eduarda e Ana Lívia

* Veja a terceira parte dessa reportagem especial amanhã (terça-feira, 31).

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Junta Interventora receberá condecoração da Saúde

O Governo Federal, através do Ministério da Saúde, vai condecorar os membros da Junta de Intervenção da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), no próximo dia 9 de novembro, em Natal, pela reestruturação do Hospital Maternidade Almeida Castro, em especial a Sala de Apoio a Amamentação, dentro do setor de tratamento intensivo materno infantil.

O trabalho de reestruturação está sendo feito pela Junta de Intervenção em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Saúde.

A Junta de Intervenção, por determinação da Justiça Federal, assumiu o Hospital Maternidade Almeida Castro no mês de outubro de 2014, quando a unidade estava praticamente fechada, causando um grande caos no serviço em Mossoró. Os serviços de obstetrícia foram reestruturados e abertos, com Unidade de Terapia Intensiva Neonatal com sete leitos.

Associado à UTI neonatal, a Junta de Intervenção trabalhou a abertura também da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional (UCINCo), com 6 leitos, e a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru (UCINCa), com 18 leitos.

Para completar o ciclo de cuidados ao recém-nascido, a Coordenação de Apoio a Amamentação do Hospital Maternidade Almeida Castro, também seguindo a orientação da Junta de Intervenção, instalou a Sala de Apoio a Amamentação no mesmo setor, o que veio a ser reconhecido pelo Ministério da Saúde pela importância à vida dos bebês.

Com informações da Junta Interventora.

Junta diz que não tem conexão com Hospital da Mulher

Caro Jornalista Carlos Santos,

Sobre a matéria “Começa o fechamento do Hospital da Mulher, em Mossoró” (veja AQUI), a Junta de Intervenção na APAMIM/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) tem a esclarecer:

A abertura de nove leitos de UTI adulto do Hospital Maternidade Almeida Castro, administrado pela Junta Intervenção Federal desde outubro de 2014, não tem qualquer relação com qualquer medida que esteja ou possa ser tomada pelo Governo do Estado com relação ao Hospital da Mulher.

A abertura da UTI adulto do HMAC está dentro do cronograma de reestruturação dos serviços de saúde e abertura de outros que são de grande necessidade em Mossoró, tanto na obstetrícia como de clínica geral.

Na obstetrícia, a necessidade são pelos fatos que são de conhecimento público que aconteceram até outubro de 2014. Em se tratando de clínica geral, a meta é  ampliar no HAMC os serviços de cirurgias eletivas. Depois que o Centro Cirúrgico foi aberto em maio de 2015, já foram realizadas mais de 600 cirurgias, todas reguladas pela Central de Regulação do SUS, em Mossoró.

Agora,com a UTI aberta será possível fazer cirurgias ortopédicas de alta complexidade, procedimento médico que só era possível em Natal nas raras oportunidades que apareciam vagas.

A reabertura da UTI adulto do HAMC foi cuidadosamente projetado para servir a  um perfil de paciente (regulado pelo SUS e oriundo de cirurgias complexas), totalmente diferente do perfil da paciente do Hospital da Mulher. Um paciente não pode ser colocado junto ao outro para não evitar infecções.

No caso de ter qualquer dúvida, pode entrar em contato pelo número 9 9948 9337, fale com Cézar Alves.

Atenciosamente,

Assessoria da Junta de Intervenção do HAMC

Junta Interventora colocará 9 leitos de UTI em funcionamento

Junta Interventora na Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM) colocará em funcionamento terça-feira, 27, a Unidade de Terapia Intensiva Adulta (UTI), com 9 leitos, no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró.

A solenidade de abertura dos serviços de UTI adulto no Hospital Maternidade Almeida Castro está prevista para acontecer às 15h da próxima terça-feira, 27, com a presença dos interventores, servidores da APAMIM, do prefeito municipal Francisco José Junior, da secretária Municipal de Saúde Leodise Cruz, vereadores e demais autoridades do município.

Parceria

Este é mais um passo no processo de reestruturação financeira e de restabelecimento dos serviços na principal unidade materno infantil que atende não só Mossoró, mas também partos de baixo, médio e alto risco de toda região Oeste do Rio Grande do Norte.

O trabalho de reestruturação do Hospital Maternidade Almeida Castro está sendo feito em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Saúde.

Com informações da Junta Interventora.