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Por Bruno Ernesto

Tela constante do acervo do Palácio D´Ouro, em Ouro Preto/MG (Imagem reproduzida por Bruno Ernesto)
Tela constante do acervo do Palácio D´Ouro, em Ouro Preto/MG (Imagem reproduzida por Bruno Ernesto)

Decerto você deve estar a pensar que desde o meu último texto, inicie alguma espécie de série, antologia, volume, talvez o primeiro tomo, sobre nomes de pessoas.

Lhe garanto que é pura coincidência.

Na crônica intitulada Jão (//blogcarlossantos.com.br/jao/), falei sobre a origem do meu nome e a correlação entre nome, geração e personalidade. O meu, como disse, vem de um solo.

Apesar de alguns nomes, tidos como tradicionais, ainda terem forte apelo regional e serem bastante utilizados ainda, um detalhe sempre chamou a atenção de muitas pessoas.

Alguns deles tem uma correlação – um tanto injusta -, com a idade biológica, embora atemporais.

Você, por acaso, já conheceu um Bruno de 80 anos de idade? Rebeca? Letícia? Larissa? Marina? Talvez, Melissa?

Eu, particularmente, nunca conheci.

Tomando como mote os Joões, a que me referi na minha crônica anterior, João embora tenha a injusta correlação com sendo de uma pessoa idosa, se composto, como João Paulo, já se transfigura como sendo de uma pessoa jovem.

Puxei rapidamente pela memória, e só me recordo de dois Joões Paulos idosos: o Papa João Paulo II e o filósofo e escritor francês, Jean-Paul Sartre.

É interessante destacar que há uma profusão de memes na internet correlacionando o nome à real idade de algumas pessoas, fazendo crer que é muito estranho, e engraçado, algumas crianças dessa geração serem nominadas com nomes que, aparentemente, só conhecemos como pessoas idosas, e cujos os nomes eram tradicionalmente utilizados por duas ou três gerações anteriores à nossa, como se o idoso brotasse no mundo já idoso.

Embora, de fato, alguns nomes tradicionais soem estranhos nessa geração, o novo de hoje – se tudo der certo -, vai ser idoso um dia. Claro que as cirurgias plásticas, cuidados médicos, nutrição e saúde mental – me desculpe o pleonasmo – serão um plus a mais.

Pois bem. Parece que, para mim, tem se aproximado bem mais rápido do que pensava – o que não acredito muito -, uma vez que, ao olhar os meus documentos pessoais, o meu ano de nascimento me enquadra como sendo da geração millennials.

Talvez, a estética seja o detalhe. Refletindo melhor, talvez não.

Quero acreditar – amiúde – que o costume ainda possa prevalecer, em certas situações, apenas como vocativo; como termo genérico para chamar alguém que não se conhece pelo nome, como por exemplo, chamar alguma mulher pelo vocativo genérico de Dona Maria. Será? Não sei.

O que de fato me ocorreu é que, durante a última edição do programa Justiça na Praça, ocorrida no dia 31 de outubro, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN), em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró e outras entidades, colaborei com o atendimento da população que buscou os serviços oferecidos na Estação das Artes de Mossoró e, num deles, após esclarecer e tirar algumas dúvidas de uma jovem que acompanhava a sua mãe, após ouvir atentamente as explicações e orientações, me agradeceu fervorosamente:

– Obrigada, seu Zé!

Minha filha, Melissa, como diz o velho provérbio nordestino – desculpe o trocadilho -, gaitou.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

“Justiça na Praça” oferta dezenas de serviços em Mossoró

"Justiça na Praça" ocupa Estação das Artes em Mossoró (Foto: divulgação)
Programa tem participação da PMM e mais de 30 de trinta parceiros (Foto: divulgação)

A Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania recebe nesta quinta-feira (31), a partir das 8h, o programa “Justiça na Praça”. Fruto da parceria entre a Prefeitura de Mossoró, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) e mais de 30 instituições, a iniciativa ofertará diversos serviços gratuitos à população.

O evento é realizado por meio do Núcleo de Ações e Programas Socioambientais (NAPS) e tem como finalidade promover ações socioambientais, de saúde, de cidadania e de lazer em parceria com órgãos e instituições públicas e privadas.

Confira os serviços ofertados nesta quinta-feira na Estação das Artes:

Serviços Jurídicos
Plantão Jurídico
Orientações de combate à violência doméstica
Orientações sobre adoção de crianças e adolescentes
Orientações sobre Defesa do Consumidor
Orientações sobre aposentadoria e outros benefícios
Audiências de conciliação
Juizado Especial (abertura de processos)
Assessoria Jurídica

Serviços de saúde:
Atendimento e orientações a usuários e dependentes químicos
Vacinação
Odontologia
Enfermagem
Fisioterapia
Nutrição
Fonoaudiologia

Serviços de cidadania:
Emissão de documentos (carteira de identidade, CPF, carteira de Trabalho)
Demandas do CADÚnico
Orientações a mulheres com foco no empreendedorismo
Palestras sobre sustentabilidade ambiental e distribuição de mudas
Corte de cabelo

Serviços de lazer e cultura:
Exposição de carros antigos
Jogos, pinturas e recreação infantil
Apresentação do grupo de capoeira
Apresentação das escolas
Orientações sobre educação no trânsito
Orientações do Corpo de Bombeiros

Diversas instituições apoiam e estão integradas ao “Justiça na Praça”, como a Prefeitura de Mossoró, Assembleia Legislativa, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Corregedoria-Geral de Justiça RN, Instituto Técnico e Científico de Perícia (Itep), Polícia Ambiental, Universidade Potiguar (UnP), Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público Estadual, 2º e 4° Cartórios de Mossoró.

O Serviço Social da Indústria (Sesi), Programas e órgãos do TJRN (NOADE, CEAV, COPEGAM), Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC Mossoró), Juizados Especiais (Ajuizamento), Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CE-Mulher), Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão do Detran (Codaci), Grupo Reviver e Procon, também participam do programa.

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Duas inutilidades com o dinheiro público

Tem duas coisas mais inúteis na área dos poderes do Rio Grande do Norte do que os projetos “Justiça na Praça” e “Assembleia Itinerante”?

Desconheço.

Judiciário e Legislativo deveriam se esmerar em cumprir suas obrigações constitucionais.

Já estaria de bom tamanho.

Porém, ambos, investem milhões do contribuinte de forma distorcida nessa modalidade de exposição pública, em que corte de cabelo e distribuição de carteira de identidade são mais importantes do que promover a justiça e legislar.

Morro e não vão me convencer de que estou errado.

Fico em minha ignorância.

Servidores do “Justiça na Praça” sofrem assalto

Alguns servidores públicos que participam hoje, em Areia Branca, do programa “Justiça na Praça”, foram vítimas de assalto à mão armada ontem à noite em Mossoró.

As vítimas aglomeraram-se depois na Delegacia de Plantão à formalização do Boletim de Ocorrência.

Uma dupla de jovens fez o ‘rapa’, levando relógios, celulares, dinheiro, cartões de crédito e outros objetos de uso pessoal.

O “Justiça na Praça” é uma promoção do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).