“O que eu penso não muda nada além do meu pensamento. O que eu faço, a partir disso muda tudo!”
Leandro Karnal
“O que eu penso não muda nada além do meu pensamento. O que eu faço, a partir disso muda tudo!”
Leandro Karnal
“Prazer, Karnal – O Show.” Essa é a boa dica deste domingo (20) em Mossoró, a partir das 19h, no Thermas Hall.
É um misto de aula, palestra e stand-up comedy, onde o professor, historiador e palestrante Leandro Karnal mostra por que é um dos grandes fenômenos do gênero, no Brasil.
Ele compartilha com a plateia sua trajetória de vida, desde a infância gaúcha, as derrotas no meio da percurso, até a fama nacional e mostra como filósofos, pensadores, sacerdotes e outros professores o ajudaram nessa caminhada.
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O escritor, professor e palestrante Leandro Karnal vai estar em Mossoró no próximo dia 20.
Apresentará o que define como um misto de aula, palestra e show, em que ele compartilha com a plateia sua trajetória e dialoga com o público em busca de respostas a muitos questionamentos de nosso tempo.
“Prazer, Karnal” – é o título do evento marcado para as 19 horas no Thermas Hall.
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“Prazer Karnal”, show novo e ousado de Leandro Karnal, chega a Natal dia 11 de novembro, às 21h. A apresentação acontece no Teatro Riachuelo. Os ingressos podem ser adquiridos em uhuu.com ou na bilheteria do teatro.
Duas ondas bateram forte na nossa praia. A maior chama-se Revolução Digital e a mais recente foi a pandemia. Nos efeitos da primeira e ainda na ressaca dolorosa da segunda, Leandro Karnal estimula novos pensamentos e perguntas para si e para o público: como o filho da classe média dos analógicos anos 1960 se preparou para tornar-se um influenciador digital multiplataforma? Como traçar um projeto de vida se o futuro é desconhecido, se a mudança é a única certeza?
Como driblar a angustiante solidão e transformá-la na produtiva solitude? Como trilhar uma vida feliz em meio a tantos dissabores? Como controlar a vaidade e afastar o pecado envergonhado da inveja? Qual propósito seguir numa realidade líquida em que modelos do passado não mais atendem às nossas necessidades?
Num misto de aula, palestra e stand-up comedy, o professor Karnal compartilha com a plateia sua trajetória desde a infância gaúcha, as derrotas no meio da caminho, até a fama nacional e mostra como filósofos, pensadores, sacerdotes e outros professores o ajudaram nesse caminho.
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Por Odemirton Filho
“Guerra, revolução e epidemia fazem a história acelerar”. (Leandro Karnal).
Dizem que após a pandemia do novo coronavírus a humanidade deverá iniciar uma nova era.
Outros paradigmas serão observados e as relações pessoais, econômicas e sociais ganharão diferentes contornos.
Sem dúvida, no meio de tanta dor e tristeza procuramos um alento para a nossa alma.
Cabe-nos, entretanto, reconhecer que a humanidade já passou por inúmeras catástrofes, sejam naturais ou pela própria belicosidade do homem.
Será que melhoramos em algum aspecto? Será que, daqui para frente, seremos mais solidários, menos egoístas e menos vaidosos?
Thomas Hobbes dizia que o homem nasce mau. Rousseau, ao contrário, afirmava que o homem nascia bom, mas a sociedade o corrompia. Observavam o homem por perspectivas diversas.
Há, atualmente, quem seja cético em relação a qualquer mudança no comportamento humano pós-pandemia, pois estamos diante de um mero instinto de sobrevivência.
Luigi Ferrajoli afirma que cada um dos homens vive por conta própria e lhes é estranho o destino de todos ou outros, os filhos e os amigos constituem para eles toda a raça humana. Quanto ao aos demais cidadãos, eles vivem ao lado deles, mas não os veem; tocam-lhes, mas não os sentem.
Se novos valores serão cultivados pelo homem, não se pode afirmar. Previsões apocalípticas não faltam. Fim dos tempos? A fé de cada um responderá.
Infelizmente, centenas de pessoas morrem diariamente ao redor do mundo, deixando-nos cada vez mais cientes da nossa fragilidade humana.
Por outro lado, é de se louvar os milhares de profissionais da saúde que estão no front de batalha, bem como pessoas físicas e jurídicas que se voluntariam para ajudar o próximo, em um belo exemplo de solidariedade.
Esperemos que valores sejam repensados, atitudes sejam benfazejas e que o homem possa evoluir em sua natureza.
Não se pode prevê quando a pandemia passará e quantas vidas serão ceifadas.
Talvez estejamos em um momento de crescimento humano que poderá tornar a sociedade melhor.
Quem sabe, ao final desses dias, tenhamos aprendido alguma lição.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Começa às 9h desta quinta-feira (6), a 19ª Convenção do Comércio e Serviços do RN.
O evento acontecerá entre no Hotel Holliday Inn, em Natal, sob o tema “Pense fora da caixa”.
Convenção terá participação de oito palestrantes: Leandro Karnal, Thiago Nigro, Fred Alecrim, Pedro Lima, Luiz Barcellos, Américo José Thiago Reis e Yalli Oliveira.
Mais informações: (84) 4009-0000.
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Será no próximo dia 6 de junho em Natal, a 19ª Convenção do Comércio e Serviços do RN.
O evento acontecerá entre 9 e 18 horas no Hotel Holliday Inn, tendo a participação de oito palestrantes.
Leandro Karnal, Thiago Nigro, Fred Alecrim, Pedro Lima, Luiz Barcellos, Américo José Thiago Reis e Yalli Oliveira farão palestras com abordagem de vários temas.
“Pense fora da caixa” é o foco da convenção. Propõe-se a fomentar convencionais à compreensão das novas exigências do mundo moderno, também na atividade mercantil e de serviços.
É o pensar e agir sem estar amarrado a ideias convencionais, ousando de modo criativo e livre.
As inscrições podem ser feitas na página da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL) – www.cdlnatal.com.br.
Mais informações pelo fone (84) 4009-0000.
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“Não existe governo corrupto em uma nação ética.”
Leandro Karnal
Da BBB Brasil (Por Néli Pereira)
Historiador e um dos palestrantes mais requisitados do país atualmente, Leandro Karnal diz que o discurso de ódio sempre existiu nas sociedades mas chama a atenção para a facilidade com que ele se propaga, hoje, graças à internet.
“Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido”, disse ele à BBC Brasil.

Mas apesar da maior facilidade, hoje, de propagação do discurso de intolerância, o professor de história da Universidade Estadual de Campinas diz que “os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização”.
Leia abaixo trechos da entrevista:
BBC Brasil – Uma das suas frases que mais viralizou e foi repetida em 2016 diz que “não existe país com governo corrupto e população honesta”. O sr. acha que a população não se enxerga como responsável também pelo processo de corrupção?
Leandro Karnal – Característica nossa e da humanidade: excluir da parte negativa da equação o pronome pessoal reto EU. Em nenhum momento quis dizer que todos nós, brasileiros, somos corruptos, mas que a corrupção é algo forte na política e que a política é uma das camadas constituidoras do todo social, como um mil-folhas.
A política não é descolada da sociedade, mas nasce e volta ao mundo que a gerou. Os políticos são eleitos por nós. Denúncias são feitas e o político é reeleito. Seria coisa de grotões?
De forma alguma, eu me refiro também aos grandes centros urbanos. A expressão rouba mas faz não nasceu no sertão mas na maior e mais rica cidade do país. Meu alunos costumavam assinar lista de presença por colegas e, depois, ir a uma passeata contra corrupção na política.
A mudança não pode ser somente numa etapa do processo. Se você usa – a metáfora é importante – um lava-jato para limpar seu carro e a estrada continua sendo de terra batida, você precisará de uma nova lavagem todos os dias.
BBC Brasil – Mas de certa forma, responsabilizar a população pela corrupção da classe política pode parecer culpar a sociedade pelos erros cometidos pela elite governista, não?
Karnal – O que eu desejo sempre afirmar é que não existe uma elite separada do todo. Um político ladrão deve ser preso e devolver o que roubou. A culpa é dele e só dele. Mas, se queremos um novo país, devemos discutir na base, na educação, na família, na fila do aeroporto e em todos os campos para uma sociedade mais ética.
BBC Brasil – Nesse sentido, é a desigualdade mesmo nosso maior problema?
Karnal – A desigualdade é a base do problema e colabora para a má formação escolar. Uma sociedade que seja desigual já é um problema, mas uma que não educa nega a chance de corrigir a desigualdade. Como sempre, educação escolar básica é a chave da transformação.
Mudar isto muda tudo, como vimos no Japão e na Coreia do Sul após a guerra. Educação é músculo e osso, limpeza ética do Senado é maquiagem, mesmo quando necessária, como toda maquiagem, passageira.
BBC Brasil – Tivemos nesse fim de ano o episódio do ambulante morto a pancadas após defender uma transexual, também tivemos uma chacina em Campinas na qual o autor deixou uma carta criticando o feminismo. O que explica essa intolerância – racial, de gênero, de classe -, e de que forma ela pode ser combatida?
Karnal – Sempre existiu este ódio que flui por todos os lados. Não é fácil existir e acumular fracassos, dores, solidão, questões sexuais, desafetos e uma sensação de que a vida é injusta conosco. O mais fácil é a transposição para terceiros.
Um homem fracassa no seu projeto amoroso. O que é mais fácil? Culpar o feminismo ou a si? A resposta é fácil. Tenho certeza absoluta de que o autor do crime não era um leitor de Simone de Beauvoir ou Betty Friedan. Era um leitor de jargões, de frases feitas, de pensamento plástico e curto que se adaptava a sua dor.
Esses slogans são eficazes: “toda feminista precisa de um macho”, “os gays estão dominando o mundo”, “sem terra é tudo vagabundo”. Curtos, cheios de bílis, carregados de dor, os slogans entram no raso córtex cerebral do que tem medo e serve como muleta eficaz.
No cérebro rarefeito a explicação surge como uma luz e dirige o ódio para fora. Se não houvesse feminismo, o assassino continuaria sendo o fracassado patético que sempre foi, mas agora ele sabe que seu fracasso nasceu das feministas e ele não tem culpa. Isto é o mais poderoso opiáceo já criado: o ódio.
BBC Brasil – De que forma as redes sociais acabaram potencializando essa intolerância e esse discurso de ódio. Eles são reflexo da nossa sociedade ou acabam estimulando os comportamentos mais intolerantes e polarizados?
Karnal – Antes era preciso ler livros para criar estes ódios. Mesmo para um homem médio da década de 1930, ele precisava comprar o Mein Kampf de Hitler e percorrer suas páginas mal redigidas. Ao final, seus vagos temores antissemitas era embasados numa nova literatura com exemplos e que fazia sentido no seu universo. Mesmo assim, havia um custo: um livro.
Hoje é um clique e um site, com muitas imagens. Facilitamos muito para quem odeia. O ódio tem imenso poder retórico. Ele sempre existiu. Agora, existe este ódio prêt-à-porter, pronto, onde você se serve à la carte e pega seu prato preferido.
Exemplo? Uma pessoa me disse: “Quem descumpre a lei deveria ser fuzilado! Bandido deveria ser executado”. Eu argumentei: “Pela sua lógica, descumprimento da lei merece pena capital. Como a lei brasileira proíbe a pena capital, você está defendo crime e incitação ao crime, na sua lógica, deveria ser punida com pena de morte.”
Era uma maneira socrática de argumentar a contradição do enunciado. O caro leitor pode supor que a resposta do indivíduo não foi socrática nem platônica.
BBC Brasil – Pensando num contexto geral, a globalização deu errado? Com esse discurso de fechar fronteiras, de medidas protecionistas…Estamos vivendo um retrocesso, um avanço ou uma estagnação?
Karnal – Não havia um mundo harmônico e feliz antes, e não existe agora. O que varia em história é como produzimos a dor. Nosso método atual mudou este método. Os mais sólidos preconceitos e violências humanos são muito anteriores à globalização.
BBC Brasil – Para muitos, 2016 foi um ano marcado pelo avanço de forças conservadoras. Em 2017, haverá eleições na França e na Alemanha, com os partidos de extrema-direita em ascensão. O que vem pela frente?
Karnal – Difícil falar de futuro para um historiador, profissional do passado. A tendência é de uma onda conservadora por alguns anos em quase todos os lugares. Provavelmente, seguindo o que houve antes, depois de experimentar candidatos conservadores que prometem o paraíso e não vão conseguir, os eleitores estarão de novo inclinados a candidatos de outro perfil que oferecerão o paraíso.
As coisas mudam, mas não mudam porque o presidente usa topete ou é conservador. Presidente democratas estavam no poder com Kennedy e Johnson e a violência racial chegou ao ponto máximo. No período Obama, muitos policiais mataram muitos negros, tendo um presidente negro no poder. Então, de novo, não estamos abandonando um paraíso e ingressando no inferno.
BBC Brasil – O dicionário Oxford escolheu “pós-verdade” como palavra do ano de 2016. A definição é “circunstâncias em que os fatos objetivos têm menos influência sobre a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. O conceito é de que a verdade perdeu o valor, e acreditamos não nos fatos, mas no que queremos acreditar que é verdade. Qual sua avaliação sobre essa “nova era” e novo comportamento, que acaba reforçado pelas redes sociais?
Karnal – Sempre fomos estruturalmente mentirosos em todos os campos humanos. A mudança é que antes se mentia e se sabia a diferença entre mentira e verdade, hoje este campo foi esgarçado. O problema talvez seja de critério. Com a ascensão absoluta do indivíduo, o que ele considerar verdade será para ele.
Perdemos um pouco da sociologia da verdade, ou de um critério mais amplo de validação do verdadeiro. No século 18 era o Iluminismo: o método racional que tornava algo aceito como verdade. No 19, foi a ciência e o método empírico para distinguir falso de verdadeiro.
Hoje o critério é a vontade individual. “A água ferve a 100 graus centígrados ao nível do mar”. Verdade? A resposta seria diferente no (século) 19 e hoje.
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“A ofensa é um fracasso pessoal”
Leandro Karnal