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Advogado de Mossoró defende Câmara dos Deputados perante o STF

Jules Michelet é advogado da Câmara dos Deputados (Foto: Web)
Jules Michelet é advogado da Câmara dos Deputados (Foto: Web)

Bacharel em direito pela Universidade Federal do RN (UFRN), doutor em direito tributário pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mestre em direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (UnB), o mossoroense Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva é o advogado da Câmara dos Deputados em mais um delicado imbróglio. Faz a defesa da Casa na questão do bloqueio de emendas de comissão no montante de R$ 4,2 bilhões – determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), através de decisão monocrática do ministro Flávio Dino.

Com atuação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda (CARF), professor, escritor, poliglota (fala quatro línguas), Jules Michelet tem a tarefa de esclarecer e arrimar a “plena legalidade” adotada pelos líderes partidários na indicação das emendas. Nessa sexta-feira (27), fez a defesa da posição desse poder perante o STF.

Segundo ele, a “Casa seguiu as orientações apresentadas pelo governo federal.” O ministro Flávio Dino sustentou sua decisão ao assinalar que faltavam “transparência e rastreabilidade” às emendas.

Ex-procurador da Fazenda Nacional em Brasília, Jules Michelet é filho do jornalista/economista/professor Canindé Queiroz (in memoriam), fundador do extinto jornal Gazeta do Oeste, com a promotora pública aposentada Maria Emília Lopes Pereira.

Nota do Blog – Mês passado, em Brasília, onde estive cerca de cinco dias a trabalho, encontrei-me com Jules casualmente. Rebobinei um tempo em que o via chegar à Gazeta do Oeste, menino ainda. Desde cedo, além de brinquedos comuns à infância, era nítido seu apego aos livros – como assim ocorria com o pai. Hábito salutar da boa extração.

Ave, Jules!

Veja AQUI matéria completa sobre o assunto das emendas bloqueadas, em que é citado o papel de Jules Michelet.

Morre Canindé Queiroz e o jornalismo de extremos e extremado

Faleceu à madrugada dessa quinta-feira (7), no Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró, o professor, economista, consultor político, ex-presidente da Fundação Universidade Regional do RN (FURRN, hoje UERN), ex-vice-prefeito e jornalista Canindé Queiroz, 79.

Faria 80 anos no próximo dia 14.

Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: arquivo BCS)
Canindé Queiroz morre no Dia do Jornalista, deixando uma marca como iconoclasta, polemista e às vezes inconsequente Foto: Reprodução Canal BCS)

Ele estava internado desde a noite de terça-feira (5), quando começou a ter falta de oxigenação. Constatou-se avanço de uma infecção e logo acomodado em leito de UTI, sendo intubado. Veio a óbito como desdobramento desse problema.

Canindé deixa seis filhos, nove netos e a viúva, promotora de Justiça aposentada Maria Emília Lopes Pereira.

O velório acontecerá na Capela São Vicente, centro da cidade, com família estimando que tenha início às 13h. O sepultamento será às 8 horas de amanhã (sexta-feira, 8), no Memorial Jardim das Palmeiras, Mossoró.

Polemista

Francisco Canindé Queiroz e Silva morre justamente no Dia do Jornalista. Fundou o jornal (já extinto) Gazeta do Oeste em 30 de abril de 1977, transformando sua coluna “Penso, logo…” num fenômeno de leitura e repercussão em todas as classes da pirâmide social.

Polemista, iconoclasta, por vezes inconsequente, Canindé e seu impresso foram durante décadas uma marca forte da imprensa do RN defendendo grandes causas. Sua sala no jornal – sede na Avenida Cunha da Mota, centro de Mossoró -, foi por muito tempo um ponto obrigatório de circulação das figuras mais influentes da política, economia e outros segmentos da atividade humana do RN e país.

Era um homem de extremos e extremado. Sem rodeios. Intenso e incomum.

Nota do BCS (Blog Carlos Santos) – Estou tentando me refazer. Para mim é uma perda sofrida, por tudo que vivi e vivemos. São tantas histórias, algumas cômicas, outras de alegria contagiante, muitas tensas, que não caberiam num livro. Nem os sentimentos envolvidos, de paixão comum pelo jornalismo e nosso jornal. Afinação, desafinação, arengas, reconciliações; tem de tudo um pouco nesses anos todos. Também choros comuns ou a distância. De minha parte, só gratidão pelos momentos mais marcantes de minha vida, que me trouxeram até aqui com o mesmo apetite para ser jornalista até o último suspiro. Enquanto der, dará. Beijos. Vá em paz!

Vídeos acima foram veiculados no programa “Mossoró de Todos os Tempos (MTT)”, da TV Cabo Mossoró (TCM), com apresentação do professor e ex-reitor da Uern Milton Marques de Medeiros, veiculados em 2003, há quase 20 anos.

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Reportagem de televisão mostra fim de jornal impresso

Numa matéria de mais de 3 minutos e 15 segundos, do jornalista João Carlos Brito, a TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom) apresentou em sua programação jornalística o registro do fim da sede do jornal impresso Gazeta do Oeste. Foi demolida no último fim de semana.

A matéria jornalística aproveita fotos sobre o acontecimento que o Blog Carlos Santos registrou (veja: A ‘ultima’ edição do Gazeta do Oeste), além de entrevistar Maria Emília Lopes Pereira (diretora da empresa) e o editor desta página.

Atuamos no Gazeta do Oeste durante longos anos, em postos como repórter, editor, editor-geral e Diretor de Redação.

O periódico nascido em 1977 deixou de circular no final de 2015. Foi fundado pelo economista e professor Canindé Queiroz.

Veja no boxe constante nesta postagem a íntegra do registro da TCM-Telecom.

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Pesquisa causa abalo em relações entre poder e jornal

Deteriora-se velozmente uma relação estável que sobrevive há quase oito anos. Até então sob harmonia, que se diga. Não são mais tão sólidos os interesses que unem o jornal Gazeta do Oeste e o esquema da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

A parceria que marchava de mãos dadas desde o início do primeiro governo de Fafá (2005/2008) está em xeque.

Emília freou intervenção

A sucessão municipal deste ano causa abalo de grandes proporções entre o periódico e o chamado “fafaísmo”, comandado pelo agitador cultural Gustavo Rosado (PV), irmão de Fafá, seu chefe de Gabinete. Ele é tido como o prefeito de fato e de comportamento irascível quando contrariado.

O mais novo episódio que opôs antigos aliados foi a divulgação de pesquisa no domingo (26), pelo jornal – Veja AQUI. Os bastidores revelam que o entrechoque entre Gazeta do Oeste e Gustavo deixa sequelas, abre um fosso e aponta novos rumos nessa convivência.

Com seguidas pesquisas que apontam inferioridade da sua candidata a prefeito, vereadora Cláudia Regina (DEM), em relação à deputada estadual Larissa Rosado (PSB), Gustavo tentou intervir no jornal. Sem sucesso.

Seu pedido de cancelamento da veiculação foi rechaçado. Gustavo tinha “autoridade” para plantar notas em colunas e apontar manchetes com naturalidade de quem manda. Foi assim durante anos. Nesse caso, experimentou situação diferente.

Subterrâneos

Mesmo sendo o maior anunciante da empresa e com forte influência em sua linha editorial, a Prefeitura de Mossoró parou na voz da diretora do jornal. Maria Emília Pereira ratificou que a sondagem do instituto Cipec do Recife-PE seria apresentada. Ignorou a intimidação.

A diretora-geral ponderou que a iniciativa teria bons resultados financeiros e à imagem da empresa.

A partir daí, Gustavo passou para um degrau mais abaixo dos subterrâneos, onde circula com muita desenvoltura.

Ele acionou o escritório de advocacia que serve ao seu esquema desde o primeiro trimestre de 2009. O mesmo escritório que presta serviços ao gabinete do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), marido de Fafá, e que ironicamente atuou com destaque em favor da campanha de Larissa Rosado a prefeito em 2008.

Gustavo frustrou-se, dessa vez, com Gazeta

A ordem foi deter a qualquer custo a pesquisa. Sabia-se, por informação passada por funcionários do próprio jornal a Gustavo, que os números batiam com os de outras sondagens em poder do esquema governista.

A saída encontrada foi “aparelhar” o candidato a prefeito pelo PRTB, professor Edinaldo Calixto, para esse fim. A ação tentou embargar a publicação do trabalho da empresa pernambucana, com base na falha de grafia de um nome próprio.

A Justiça Eleitoral não deu amparo ao arrazoado. Tudo foi visto como deslize residual, que em nada interferiria na informação.

De olho no futuro, a direção da Gazeta do Oeste resiste à intervenção de Gustavo, que ocorreu com relativa naturalidade ao longo de quase oito anos. Passa a assumir uma outra postura.

O prefeito de fato é ouvido, mas não escutado como antes. Os tempos são outros.

Vale lembrar: Fafá e Gustavo têm apenas pouco mais de quatro meses de gestão pela frente e uma eleição difícil no meio.