Melão é um dos focos da campanha (Foto ilustrativa)
A International Fresh Produce Association (IFPA) no Brasil anuncia o encerramento de sua Campanha de Sazonalidade 2025, dedicando o foco às frutas melão e melancia. A iniciativa visa munir o varejo nacional com informações estratégicas e materiais de marketing para maximizar as vendas durante a alta demanda do verão.
A campanha é suportada por um conjunto de materiais digitais gratuitos, desenvolvidos para fortalecer a comunicação entre a IFPA, supermercadistas e o consumidor final, destacando a excelência da produção brasileira.
O cenário da safra atual é altamente positivo, com expectativas de frutas de qualidade superior, conforme atesta Leonardo Herzog, diretor da Soet Melancia.
“A safra de melão apresenta uma qualidade muito boa, com as exportações em alta. No caso da melancia, a qualidade também está excelente. Estamos finalizando a safra de Goiás e iniciando a de São Paulo com a perspectiva de uma fruta de altíssimo nível. Em Teixeira de Freitas (BA), apesar de algumas chuvas que podem reduzir a durabilidade, a qualidade geral também é boa. A expectativa é que o verão traga uma safra de melão e melancia com qualidade muito elevada.”
Demanda sólida
A gestora da IFPA no Brasil, Valeska Ciré, destaca que a qualidade da safra se traduz em uma oportunidade de mercado robusta para o varejo.
“A perspectiva de mercado para o verão indica que a demanda interna permanecerá sólida. Isso, somado à alta qualidade da safra, reforça a importância de manter o foco na excelência como um diferencial competitivo crucial, tanto para compradores nacionais quanto internacionais. Os materiais da IFPA são ferramentas essenciais para os departamentos de marketing nas campanhas de promoção, e nossos workshops auxiliam no treinamento dos colaboradores do setor de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) dos associados.”
Evento entre os dias 23 e 26 será voltado para mercado de exportação (Foto: arquivo/Foto ilustrativa)
A HM. Clause apresentará novas variedades de melão e melancia com foco no mercado de exportação durante a 5ª edição do Experience Day, que acontece de 23 a 26 de setembro de 2025, em sua Estação de Pesquisa e Desenvolvimento em Mossoró (RN). Entre os destaques estão melancias dos grupos Crimson (Mambo, Excelsior e Exceed) e Tiger (Sarabi e Mufasa), além de melões dos tipos Gália (Sertanejo), entre outros. Todas foram desenvolvidas com foco em resistência, sanidade de campo e qualidade pós-colheita, atributos essenciais para atender às demandas dos importadores internacionais.
“Para operar no mercado de exportação, não basta produzir com alta produtividade. As variedades que estamos apresentando no Experience Day são resultado de melhoramento genético focado em firmeza do fruto, resistência a doenças e integridade durante o transporte. Isso significa que o produtor pode reduzir perdas pós-colheita e garantir frutos que atendam aos padrões exigidos por mercados como União Europeia e Oriente Médio”, explica Ciro Brito, Consultor Técnico de vendas da HM. Clause Brasil.
Exportações em crescimento
O Brasil exportou em 2024 um total de 1.076.437.027 kg de frutas, o que representou R$ 1.287.059.846 em receitas. Nesse cenário, o melão e a melancia ocupam posição de destaque. Somente na safra 2023/24, o Brasil exportou cerca de 213 mil toneladas de melão entre agosto e março, com crescimento de 6% no volume e de 13% na receita em comparação à safra anterior.
Já no caso da melancia, o país embarcou mais de 24 mil toneladas entre agosto e setembro de 2024, a segunda maior cifra desde 1997, com receita superior a US$ 12 milhões. Para a safra 2024/2025, as exportações de melão e melancia no Rio Grande do Norte devem crescer cerca de 8% em relação ao ciclo anterior.
Protagonismo potiguar
A importância estratégica do Rio Grande do Norte fica evidente nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o estado produziu 505.212 toneladas de melão, com valor estimado em R$ 858 milhões, área colhida de 18.930 hectares e rendimento médio de 26.688 kg/ha, consolidando Mossoró como maior polo produtor do país. Já a produção de melancia alcançou 147.901 toneladas, movimentando R$ 124 milhões, com área de 10.158 hectares, produtividade de 14.560 kg/ha e rendimento de R$ 12.161,65/ha, novamente com destaque para Mossoró como região líder. Esses números reforçam o protagonismo do semiárido potiguar na fruticultura voltada à exportação.
Somente em agosto de 2025, o Rio Grande do Norte movimentou US$ 531 milhões em comércio exterior, sendo que melancias frescas (US$ 4,5 milhões) e melões frescos (US$ 3,3 milhões) figuraram entre os principais produtos exportados. Os principais destinos foram Reino Unido, Canadá, Países Baixos, Tailândia e Estados Unidos, que concentraram quase 68% das vendas externas potiguares.
A Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE e, por consequência do país, revelou na semana passada que está pronta para aumentar na atual safra (2022/23) o envio de melão e melancia para a Comunidade Econômica Européia em mais de 10%.
O aumento deve-se a três fatores: melhor produtividade e qualidade do material genético, demanda elevada na Europa pelas condições climáticas (calor) que anteciparam a colheita de melão local deixando o mercado em baixa oferta do produto. A temporada de melão e melancia a partir do Brasil começa no momento em que a safra da Europa termina.
Melão é um produto de grande força econômica na região (Foto: arquivo/Valor/Globo)
A empresa projeta exportar cerca de 220 mil toneladas até abril de 2023.
A Agrícola Famosa comercializa o melão na Europa através da sua subsidiária Melon & Co. No primeiro ano da Melon & Co. a empresa conseguiu negociar quase 23 mil toneladas nos supermercados britânicos.
A empresa tem aumentado, também, as vendas do melão e melancia no mercado dos EUA, em torno de 8 mil toneladas/ano.
A Agrícola Famosa continua trabalhando com a perspectiva de enviar o melão para a Ásia (China), entretanto, a logística de exportação através do modal de contêineres marítimos têm dificultado a concretização desse importante canal de exportação para o melão.
Exemplo chileno
Os produtores de melão e melancia do Semiárido Brasileiro precisam analisar com bons olhos o exemplo do Chile que criou o Comitê de Uva de Mesa para implantar o Plano Estratégico da Indústria de Uva de Mesa do Chile. Trata-se de um passo importante daquele país no sentido de potencializar a sua competitividade nos mercados internacionais, cujo objetivo pode perfeitamente ser aplicado ao melão e a melancia produzida no Semiárido.
Assim como o Plano do Chile é coordenado pela ASOEX (Associação dos Exportadores de Frutos do Chile), o nosso poderia ser coordenado pelo COEX (Comitê Executivo da Fruticultura).
A iniciativa da criação do Comitê pelos produtores de uva de mesa do Chile foi tomada após análise depurada da possibilidade de perda de competitividade no mercado internacional pela uva chilena.
O plano do Chile tem três pilares: liderar, coordenar, unir e comunicar; melhorar a condição dos frutos e a competitividade.
Inicialmente o Comitê estabeleceu 16 ações, entre as quais destaca-se o desenvolvimento de um programa de estimação da produção ao longo da safra. O plano trabalha com a meta de publicar pelo menos quatro estimativas por safra (início da safra, 21 de outubro, final de novembro e final de dezembro).
A análise acima permite, claramente, concluir que a criação de um comitê dessa natureza pelo setor produtivo regional seria de muita valia para a sustentabilidade econômica do setor produtivo de melão e melancia do Semiárido Brasileiro.
Melancias do Polo RN – CE para a Europa
A exemplo da temporada passada, a melancia continuará com incremento do consumo pelos europeus. Os primeiros carregamentos que chegaram em navio frigorífico convencional apontam para um produto de boa qualidade. Os frutos chegaram no terminal de frutos de Rotterdam Fruit Wharf (RFW), uma estação intermediária que se conecta com o Porto de Roterdã, instalada em Merwehaven. Os importadores europeus transportam a melancia em contêineres reffer e em navios friogírificos tradicionais, que podem atracar diretamente no RFW.
A melancia proveniente do Brasil (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) é exportada em contêineres de 40 pés. A partir dessa temporada a Agrícola Famosa fez uma parceria com a GreenSea que semanalmente transporta em navios frigoríficos especializados a partir de Fortaleza até os Portos de Vigo (Espanha), Dover (Reino Unido) e Roterdã (Holanda).
A vantagem do acordo da Agrícola Famosa com a GreenSea é que o Porto de Fortaleza está conectado diretamente com os Portos Europeus, o que reduz o tempo de transporte com benefício direto na qualidade do fruto que chega para o consumidor europeu.
No Porto de Roterdã, os frutos são recebidos na RFW, onde se realiza inspeção fitossanitária e os trâmites aduaneiros. Em seguida os frutos são transferidos para as câmaras frigoríficas dos importadores de onde é transportado em caminhão frigorífico para diferentes destinos dentro da Europa.
Novos híbridos de mamão
A empresa mexicana de sementes Semillas del Caribe, especializada em sementes de mamão (papaya) desenvolveu diversos híbridos que produzem frutos menores e que representam uma alternativa ao mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE. A empresa mexicana tem revelado que as suas novas variedades de mamão produzem frutos com teor de açúcar (graus Brix) mais elevado do que o Formosa, as plantas são mais produtivas e os frutos são menores, o que melhora a aceitação dos frutos no mercado europeu.
Mamão, produto com sementes híbridas (Foto: Fresh Plaza)
As principais variedades produzidas pela Semillas del Caribe são: Maradol, Passion Red, Siluet, Sweet Senze, Intenzza e Luve.
Estas variedades estão sendo cultivadas em Portugal, Espanha e Marrocos. A empresa trabalha com a variedade Maradol, tradicional do México, em Senegal.
De acordo com a empresa produtora da semente de mamão, a variedade Intenzza é superior ao Formosa produzido atualmente no Brasil e exportada para a Europa e as variedades Siluet, Sweet Senze e Luve são do tipo baby tendo frutos de tamanho pequeno e doces e que estão tendo boa aceitação no mercado europeu.
A empresa assume o compromisso com o produtor de que as variedades de sementes são oriundas de sexagem molecular através da técnica de PCR, o que garante a produção de plantas hermafroditas. Nas variedades híbridas de mamão 50% das sementes são femininas e 50% são hermafroditas.
Tradicionalmente, para o sistema de plantio assegurar uma planta hermafrodita são necessárias quatro plantas, sendo que aos 45 – 60 dias, se determina o sexo da planta, e elimina-se três, o que impacta nos custos em sementes ou em mudas.
Através do uso da técnica usada pela empresa mexicana, o agricultor tem a segurança de adquirir sementes já selecionadas, de maior produtividade (100 – 150 quilos de frutos/planta).
As plantas produzidas pela empresa não podem sair do local de produção (Ilhas Canárias). A empresa só comercializa para a ilha, entretanto, as sementes são vendidas para a Europa e África.
A logística de exportação de frutos complica-se a cada safra
A América do Sul é uma importante região exportadora de frutos para a América do Norte e antes havia muitas opções de exportação pelo modal marítimo, mas, recentemente tem-se reduzido muito as alternativas desse tipo de logística, da qual o Brasil utiliza.
A maioria dos produtos que se exporta a partir da América do Sul faz transbordo na América Central, o que prejudica a qualidade dos frutos que chegam ao mercado americano. Com frequência os contêineres perdem conexão, o que provoca aumento do tempo de transporte e atrasos, impactando diretamente na qualidade do fruto. O transbordo impacta negativamente na cadeia de frio.
Apesar dos transbordos, os custos de transporte do fruto têm se elevado em mais de 100% na maioria das rotas. Isto tem impactado muito para o produtor, pois nos últimos anos tem tido os custos elevados devido aos aumentos de preços de fertilizantes, combustíveis e mão de obra.
Estação Experimental da empresa em Pau Branco (Mossoró) com especialista atuando in loco (Foto: reprodução BCS)
Por Josivan Barbosa
Pouca gente sabe, mas a empresa multinacional Rijk Zwaan possui uma estação experimental instalada na comunidade rural de Pau Branco, localizada a cerca de 30 km da sede do município.
A empresa é referência mundial em pesquisas com melhoramento genético de sementes de melão e melancia, exatamente nossos dois principais produtos da pauta de exportação de frutas para a Europa e outros continentes.
A Rijk Zwaan ao contrário de outras multinacionais que se instalaram aqui na região, mantém ha mais de uma década uma estação experimental bem equipada e com pesquisas de ponta no cenário internacional com melhoramento de sementes, principalmente melão e melancia.
Vejamos abaixo alguns materiais genéticos que a empresa está colocando no mercado e que nos interessa muito como principal região produtora e exportadora de melão e melancia do país.
A Rijk Zwaan é uma empresa holandesa de criação e produção de sementes, com sede em De Lier, na província do Sul da Holanda. Com uma participação de 9% no mercado, a Rijk Zwaan é a quarta empresa de melhoramento vegetal do mundo.
Melão Piel de Sapo
Dentro desse grupo a Rijk Zwaan possui como novidade as variedades Mesura e Flechaverde. Ambas podem ser cultivadas para atender o mercado espanhol. O Piel de Sapo para exportação varia de 1,2 kg até 2,5 kg, enquanto que o material para o mercado espanhol varai de 3,6 kg a 3,8 kg. Há uma tendência do mercado espanhol se adaptar aos tamanhos que são comercializados em outras do mundo.
Outros materiais genéticos do grupo Piel de sapo de excelente qualidade produzidos pela Rijk Zwaan são: Bravura, Finura, Dolsura Minithor, sendo este último resistente a oídio e pulgão.
Melão amarelo (originalmente conhecidos como valenciano amerelo)
A novidade nesse segmento é o melão amarelo com costelas (a exemplo do charentais e do cantaloupe italiano) denominado de Rubial, visando o mercado italiano. A empresa também acaba de revelar mais duas outras variedades para o Norte da África (Marrocos e Argélia) que são a Azilal e Ketchal.
Ainda em se tratando de melão amarelo, a Rijk Zwaan trabalha com as variedades Yeral, Pekín, Ducral, Hasdrubal (tardia), Yacal (ciclo mediano), Crucial e Gladial para atender os produtores e exportadores da Espanha, Brasil e América Central onde se trabalha com frutos que apresentam em média 1, 5 kg.
Melão Gália (originalmente da região de Gália – Israel)
A empresa destaca como novidade material genético que ela denomina de “pronto para comer”, onde a colheita é facilitada pela mudança de coloração da casca do melão de verde para amarelo, com um teor de açúcar acima de 12 graus brix (conteúdo de açúcar).
Melões de polpa alaranjada: Charentais e Cantaloupe
Neste segmento de melão a Rijk Zwaan apresenta como novidades os materiais genéticos: Echabi e Dibango. O portfólio da empresa já conta com os melões charentais de longa vida: Zinasol (ciclo curto), Paniol (ciclo mediabno) e Frivol (ciclo tardio).
Eólicas no mar
Ainda deve demorar um pouco para que os projetos de energia eólica no mar do RN possam se tornar realidade. O problema é que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve aguardar o amadurecimento de uma regulação específica para o setor, o que deve acontecer em 2022.
Por ora, a recomendação da área técnica da agência aos diretores é aguardar a criação das regras para a operação no mar antes de emitir o chamado despacho de requerimento de outorga (DRO), primeiro documento que autoriza a geração de energia.
Além das autorizações da Aneel, os projetos precisam do aval de outros órgãos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) e a Marinha. Tais autorizações podem acontecer em paralelo ao trâmite na Aneel e dizem, por exemplo, sobre o local de instalação das usinas – domínio público – e seu impacto ambiental e no tráfego marítimo.
IFRN
Mossoró não será contemplado com uma unidade autônoma do IF. O município está fora do projeto do MEC que cria novos IFs por desmembramento, a exemplo do que ocorreu na Paraíba no Governo FHC quando a UFPB foi desmembrada e foi criada a UFCG.
No projeto de lei o MEC prevê a criação de dez novos institutos federais de ensino profissional e tecnológico no país. Não haverá abertura de vagas para estudantes, ampliação do corpo docente ou instalação de laboratórios. A proposta do MEC é desmembrar institutos existentes e vincular parte da rede atual em novas sedes. O plano abrange nove Estados: São Paulo (duas sedes), Paraná, Pará, Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Piauí.
Como serão institutos novos, pelo menos no papel, o futuro comando de cada unidade será escolhido diretamente pelo governo sem o tradicional processo de escolha dos reitores – eleição direta entre professores, funcionários e estudantes.
Cada novo instituto deverá ter um reitor, cinco pró-reitores, chefes de gabinete e assessores especiais. A despesa adicional com essa reconfiguração é estimada em R$ 80 milhões por ano – R$ 8 milhões por sede.
A rede atual é composta por 38 institutos federais, dois centros de educação tecnológica, o Colégio Pedro II. São 643 campi e pouco mais de 1 milhão de alunos.
A Adutora de engate rápido construída para levar a água da Barragem de Santa Cruz em Apodi para Pau dos Ferros (Alto Oeste do RN) não resolveu o problema da água daquele município. Após cinco anos de construída, a adutora apresenta sérios problemas de manutenção e a cidade vive uma situação delicada em relação ao abastecimento de água após o longo período de baixa precipitação na bacia hidrográfica da Barragem de Pau dos Ferros.
Adutora de engate de Pau dos Ferros foi iniciativa tomada para "resolver" falta de abastecimento (Foto: Caern)
A solução mais duradoura poderá ser a construção de uma adutora definitiva a partir da água do manancial hídrico Arenito Assu, cuja água é de qualidade inquestionável. Não é a toa que ao longo da região compreendida pelos pontos de recarga do lençol há várias indústrias de água mineral instaladas ou em processo de instalação.
Diante das dificuldades de recursos de investimento do Governo do Estado e da situação financeira da Caern (concessionária dos serviços de abastecimento de água no RN), a solução poderá ser a abertura de um processo de licitação para uma PPP (Parceria Público Privada).
O problema exige celeridade e a cada dia a população do município clama por uma solução definitiva.
Produção de frutas em Felipe Guerra
Após o longo período de seca na região do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE, o município de Felipe Guerra está conseguindo atrair diversas empresas da área de fruticultura. Recentemente, uma grande empresa da região adquiriu uma área de 600 Ha próximo à Comunidade de Santana.
Pretende produzir melão e melancia no primeiro semestre do ano, em função das características arenosas do solo, o que permite produzir na época de chuvas.
Uma outra importante empresa da área de produção e exportação de melão e melancia instalou-se ao lado da BR 405 antes do trevo Felipe Guerra – Apodi (sentido Mossoró – Apodi) e construiu uma excelente infraestrutura, além de adquirir mais de 2 mil hectares na região da Chapada do Apodi.
Na microrregião de Felipe Guerra já haviam se instalado dois outros produtores de banana e mamão e, recentemente, umas das maiores empresas de exportação de mamão está fincando os pés em Felipe Guerra. A Interfruit produzirá mamão em parceria com um pequeno produtor que está se instalando na microrregião.
A empresa pretende inovar e produzir mamão com resíduo zero e mamão orgânico, além da melancia para o mercado interno. A Interfruit atuará como compradora e exportadora.
A previsão inicial é de instalar áreas de 3 ha a cada dois meses e a primeira área já está pronta com sistema de irrigação, automação, mangueiras estiradas, bombeamento e rede de energia. Como a Intefruit já detém toda a logística de exportação, a colocação do produto no mercado será facilitada.
Cachaça Malhada Vermelha
A Nova Malhada Vermelha é a mais recente cachaça produzida na região do Vale do Apodi. Trata-se de excelente produto que, aos poucos, está conquistando o paladar regional.
A Malhada Vermelha era uma cachaça muito conhecida – originária de Severiano Melo, região Oeste – que tornou-se referência regional em termos de qualidade. Ainda há alguns exemplares da antiga cachaça que nos remete à década de 80. Apreciadores do produto guardam-na como verdadeiro troféu e relíquia.
Pátria Amada
Falando em cachaça, uma outra boa opção da região tem sido a Pátria Amada. Trata-se de excelente produto e possui boa apresentação de embalagem. Exatamente o que está faltando na Nova Malhada Vermelha. Ambas não deixam nada a desejar em relação a rótulos tradicionais do Brejo Paraibano.
Receitas bilionárias
Apesar do desempenho morno da economia brasileira, o número de municípios “bilionários” no país aumentou em 2018. Passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado, de acordo com levantamento do Observatório de Informações Municipais (OIM), que levou em consideração as prefeituras com receita orçamentária anual acima de R$ 1 bilhão. O avanço foi impulsionado em parte pela expansão dos recursos provenientes de royalties e participação especial. E, também, pelo crescimento no volume de transferências governamentais.
O número de municípios com receita acima de R$ 1 bilhão passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado.
Mossoró está longe de se tornar um município bilionário. A velocidade do crescimento verificada nas décadas de 80 e 90 não se repetiu nas duas últimas décadas e agora a nossa economia, precisa ser reinventada. Nessa discussão em torno da eleição municipal do próximo ano, o eleitor precisa ficar atento aos programas dos candidatos visando essa temática.
Garantias da União
A União gastou R$ 625,57 milhões em outubro para honrar dívidas garantidas dos entes subnacionais. Foram R$ 305,13 milhões relativos a inadimplências do Rio de Janeiro; R$ 204,71 milhões de Minas Gerais; R$ 88,63 milhões de Goiás; R$ 9,82 milhões do Rio Grande do Norte e R$ 17,28 do Amapá.
Frutas para a China
O Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) e a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), representados pelo seu presidente, empresário Luiz Roberto Barcelos, demonstraram otimismo com a possibilidade de exportação do melão para a China.
De acordo com Barcelos, apesar da dificuldade de logística (30 dias de navio para exportar a fruta para a Ásia), a região já produz híbridos de melão cantaloupe que apresentam vida útil pós-colheita suficiente para chegar ao mercado asiático com qualidade.
O presidente das duas entidades defende, ainda, que não haverá problema com a expansão das novas áreas no tocante à disponibilidade de água. O representante argumenta que o meloeiro usa muita água salina que não se presta para o consumo humano ou animal e que ao usar a água do manancial Arenito-Assu, esta pode ser misturada com a água salina, reduzindo a quantidade a ser utilizada.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal do RN.