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TSE abre investigação sobre suposto financiamento de atos do dia 7

Do Poder 360

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma linha de investigação sobre suposto financiamento dos atos pró-governo realizados durante o feriado de 7 de Setembro. A apuração também mira suspeitas de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico.

Jair Bolsonaro durante evento do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios (Foto: Sérgio Lima/Poder360)
Manifestantes durante evento do 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios (Foto: Sérgio Lima/Poder360)

O despacho foi assinado pelo corregedor-geral da Corte, ministro Luis Felipe Salomão. Eis a íntegra (34 KB).

A investigação foi aberta a partir de um vídeo divulgado nas redes sociais que exibe uma pessoa trajando camiseta com dizeres de apoio à proposta de voto impresso, uma das bandeiras dos atos de 7 de Setembro. Este manifestante é visto repassando valores em espécie a outros ocupantes de um ônibus oriundo de Pompeia, no interior de São Paulo.

O vídeo é narrado por um dos passageiros, que relata ter recebido a mesma camisa a favor do voto impresso e a quantia em dinheiro para participar da manifestação.

Campanha eleitoral antecipada

“Há também notícias nos grandes veículos de comunicação e redes sociais, no sentido de que foram confeccionados bonés e roupas, com a mesma finalidade e com eventual intuito eleitoral, o que pode ainda caracterizar possível campanha eleitoral antecipada”, escreveu Salomão.

O ministro determina o envio do vídeo para a Polícia Federal (PF) para que seja providenciada a transcrição “e o aprofundamento das investigações junto às pessoas envolvidas”. Salomão fixou prazo de 20 dias.

A nova linha de investigação é a primeira consequência jurídica dos atos realizados a favor do governo Bolsonaro durante o feriado. Na ocasião, o presidente discursou na Avenida Paulista, em São Paulo, e atacou novamente o sistema eleitoral.

Eis AQUI a íntegra do inquérito.

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Mineiro cobra mandato com julgamento no TSE

Secretário de Gestão Projetos e Metas do RN, o ex-deputado estadual Fernando Mineiro (PT) divulga vídeo em que manifesta desejo que finalmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida sobre o mandato federal pendente desde as eleições de 2018, exercido sub judice pelo deputado Beto Rosado (PP).

À semana passada (veja AQUI), parecer do vice-procurador-geral eleitoral Paulo Gustavo Gonet Branco foi pelo “desprovimento dos recursos” procuravam garantir de vez o mandato de Beto. Contudo, o mérito da matéria não foi julgado ainda. Arrasta-se desde o fim das eleições nos escaninhos da Justiça Eleitoral.

Mineiro obteve 98.070 votos e foi o segundo eleito de sua coligação, atrás apenas de Natália Bonavides (PT). Já Beto, com 71.092 votos, só ficou com a vaga porque a somatória dos da coligação dele foi maior que a da coligação do petista, graças aos votos do candidato Kériclis Alves (PDT), o “Kerinho”, que empalmou 8.990.

Histórico

Segundo foi judicializado, o candidato Kerinho (PDT) fazia parte da Coligação 100% RN (onde Beto estava), mas estaria inelegível para deputado federal em 2018. Não teria pedido exoneração em tempo hábil de um cargo comissionado que ocupava na Prefeitura de Monte Alegre (veja AQUI). Pela lei, o candidato deveria se desincompatibilizar do cargo, no mínimo, três meses antes da eleição.

Mineiro chegou a ser diplomado no dia 29 de janeiro deste ano (veja AQUI). Todavia, através de mandado de segurança com pedido de liminar, no TSE, no dia 10 de fevereiro (veja AQUI), Beto Rosado segurou-se no mandato. A decisão foi do ministro Luís Felipe Salomão.

Já no dia 19 de março, o plenário do próprio TSE reiterou a decisão liminar de Salomão mantendo a liminar, com placar de 7 x 0 pró-Beto (veja AQUI).

Veja AQUI, links para mais de 30 matérias sobre esse assunto, mostrando todo o desenrolar dos acontecimentos políticos e processuais do chamado “Caso Kerinho”.

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Procuradoria Eleitoral dá parecer em favor de Mineiro contra Beto

Por Cledivânia Pereira (Do Saiba Mais)

A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) emitiu nesta sexta-feira (20) um parecer pelo “desprovimento dos recursos” de Kériclis Alves (PDT), o “Kerinho”, do deputado Beto Rosado (Progressistas) e da coligação pela qual eles foram votados. O documento é assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e no entendimento beneficia Fernando Mineiro (PT), que teria o direito a assumir o mandato hoje ocupado por Beto Rosado.

Mineiro foi mais votado do que Beto Rosado nas eleições de 2018 e votos de Kerinho são o xis da questão (Fotos: José Alderir e Câmara dos Deputados)
Mineiro foi mais votado do que Beto Rosado nas eleições de 2018 e votos de Kerinho são o xis da questão (Fotos: José Alderir e Câmara dos Deputados)

O parecer da PGE será base para a apreciação da Corte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não há uma data limite para isso. O pronunciamento da PGE é mais um capítulo na longa novela que envolve o direito a uma das vagas de deputado federal pelo Rio Grande do Norte. Essa ação teve início nas eleições de 2018.

Em janeiro de 2021, após dois anos das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) indeferiu o registro de candidatura de Kéricles Alves Ribeiro, que concorreu ao cargo de deputado federal pelo PDT e obteve 8.990. Entre as irregularidades confirmadas pela Justiça estava o fato de Kerinho não ter se desvinculado de um cargo em comissão na prefeitura de Monte Alegre no prazo legal.

Votos

Como a candidatura foi indeferida, os votos dele também foram anulados, o que mudaria a configuração da bancada federal na Câmara dos Deputados com a diplomação de Mineiro, terceiro candidato mais votado com 98.070 votos, no lugar de Rosado, que obteve 71.092 votos e só ficou com a vaga porque a somatória dos votos da coligação dele foi maior que a da coligação do petista.

No entanto, uma decisão monocrática do ministro Luís Felipe Salomão acatou o recurso do deputado mossoroense e o manteve no cargo. No entendimento do magistrado, como o registro de candidatura de Kériclis Alves Ribeiro foi cassado após as eleições, os votos não poderiam ser anulados. A maioria dos juízes do TRE discordam da tese e reafirmaram a legalidade do diploma de Mineiro.

Este ano, Fernando Mineiro chegou a ser diplomado pelo TRE, mas Beto Rosado, Kériclis e a coligação voltaram a recorrer, desta vez à última instância – o TSE. A corte pediu um parecer à PGE – que foi concluído nesta sexta-feira (20). Como é um processo de 2018, deve ter prioridade. Mas, no entanto, não há um prazo legal para ser julgado. O ministro relator do caso é Luís Felipe Salomão, do TSE.

Veja AQUI a íntegra do parecer.

Nota do Blog – Esse lengalenga nauseante deve se arrastar por mais tempo. Particularmente, não creio numa reversão do que está se arrastando há tanto tempo.

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TSE garante mandato de Beto e questiona decisão do TRE/RN

Ministro Luís Felipe Salomão concedeu liminar com observações importantes (Foto: Roberto Jayme)
Ministro Luís Felipe Salomão concedeu liminar com observações importantes (Foto: Roberto Jayme)

A Coligação 100% RN conseguiu liminar nessa quarta-feira (10), a partir de mandado de segurança cível, garantindo manutenção de mandato na Câmara Federal do deputado mossoroense Beto Rosado (PP). Foi concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão monocrática do ministro  Luiz Felipe Salomão.

Segundo entendimento do ministro, “há ilegalidade na anulação dos votos conferidos ao candidato Kericlis Alves Ribeiro – do PDT, o “Kerinho” – e prejuízo para a aliança impetrante no novo cálculo dos quocientes eleitoral e partidário”.

E acrescentou: “O periculum in mora, por sua vez, é inequívoco, pois, consoante já exposto, é iminente a perda de uma das cadeiras da impetrante com o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário”.

Por fim, assinalou: “Ante o exposto, concedo a liminar para suspender os efeitos do aresto do TRE/AL (*na verdade, TRE/RN) no RCAND 0600778-27 quanto ao recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, mantendo a cadeira da legenda a que filiado o candidato, até o julgamento de eventual recurso interposto perante esta Corte”.

O mandado foi protocolado pelos advogados Luís Gustavo Motta Severo da Silva e Mayara de Sá Pedrosa.

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Deputado Sandro Pimentel tem seu mandato cassado

Sandro e Robério: eleito e suplente (Foto: arquivo)

Do G1RN  e Blog Carlos Santos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a cassação do mandato do deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL), do Rio Grande do Norte. A decisão é relativa a um recurso onde o deputado tentava reverter uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de 2019.

A cassação se dá por irregularidades na prestação de contas referente à campanha eleitoral de 2018. O responsável pela decisão publicada na tarde desta segunda-feira (10) foi o ministro Luis Felipe Salomão. Ainda cabe recurso.

No julgamento, o Tribunal assinala que a conduta do deputado caracteriza ilícito previsto no art. 30-A da Lei 9.504/97.

Sem comprovação

Ele é investigado por receber recursos financeiros na conta de campanha sem comprovação da origem do dinheiro. A decisão do TSE destaca que o deputado teria recebido de forma irregular a quantia de R$ 55.644,91, o que representou 83,23% do total de gastos na campanha de 2018.

A assessoria do deputado estadual Sandro Pimental informou que ele vai recorrer da decisão. Enquanto o caso não for julgado pelo Pleno do TSE, Sandro Pimentel continua ocupando o cargo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Caso perca o mandato, o suplente da coligação é Robério Paulino (PSOL), primeiro suplente, que foi candidato a governador em 2014. Ele obteve 18.550 votos, contra 19.158 de Sandro Pimentel.

O deputado Sandro Pimentel chegou a ter sua diplomação suspensa em 2018 (veja AQUI). No dia 30 de julho deste ano, o TRE/RN acabou cassando (veja AQUI) seu mandato, mas ele recorreu ao TSE.

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