Bolsonaro e sua trupe promoveram em Nova York um festival grotesco, burlesco de fazer inveja à bufonaria francesa do Monsieur Pujol. Aquele que lotava os teatros para exercer o talento de executar instrumentos pelo controle da flatulência. Do ânus saiam os sons que ele queria.
Foi um festival de mentiras e presepadas. Destaque para o ministraço da “saúde” (veja AQUI). Estirar o dedo foi o de menos. Esse seu dedo está estirado há muito tempo para o povo do Brasil. O mesmo dedo de Pazuello.
O mais grave? A suspeita de que ele não contraiu Covid. Isso mesmo. Tudo uma armação para uma quarentena conveniente, que o livrará da CPI, no momento em que naquele palco do Senado os pujóis do governo estão sem vento suficiente para o exercício da bufonaria.
No circo de Bolsonaro a rede é dispensável, posto que o trapézio é de mentira e os trapezistas apenas bufões.
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Artistas se apresentam na Times Square em Nova York (Foto de Bryan Bedder – Junho de 2021)
O Estado de São Paulo
As imagens de Nova York voltaram a estampar as notícias sobre a pandemia nos EUA. Agora, em vez de fotos de caminhões frigoríficos usados para armazenar corpos de vítimas da covid-19, as informações sobre a cidade são ilustradas por cenas de estádios e parques lotados.
Nova York virou uma vitrine do sucesso da vacinação nos EUA ao comemorar queda de 95% no número de casos por covid-19 e 24 horas sem nenhuma morte causada pelo coronavírus. A marca não era vista desde meados de março de 2020, quando o vírus começou a se espalhar no país.
“É impressionante ver o progresso realizado”, celebrou publicamente o prefeito Bill de Blasio.
Os dados de Nova York estão em linha com o panorama nacional de redução dos doentes diante do aumento de vacinados. A média móvel de casos de covid-19 nos EUA cai vertiginosamente desde meados de abril, fruto da campanha de vacinação.
Até agora, 63% dos adultos americanos receberam pelo menos uma dose das três vacinas disponíveis para aplicação. Em 12 dos 50 Estados, o número chega a 70%.
Nesta semana, os EUA registraram em média de 14,3 mil casos diários de covid-19, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. O número é o mais baixo desde 24 de março de 2020, dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o país seria o novo epicentro do coronavírus.
Na época, a curva de casos – e mortes – de covid-19 só crescia. Os EUA já registraram, em um único dia, 306 mil novas infecções.
As mortes também despencaram no país. Em janeiro, a cada 100 mil habitantes, 7,5 morriam de Covid na média móvel semanal. As vacinas começaram a ser aplicadas em meados de dezembro, mas restritas a profissionais de saúde em um primeiro momento. Mas desde a metade de abril qualquer pessoa que queira pode ser vacinada nos EUA.
Como consequência, o número de mortes por 100 mil habitantes passou para 0,68. Com 331 milhões de habitantes, os EUA tiveram cerca de 400 mortes por dia na última semana. No pico da primeira onda, em abril de 2020, o número de óbitos diário chegou 2,7 mil. No início de janeiro, bateu 4,1 mil. Em abril, só a cidade de Nova York chegou a registrar mais de 1 mil mortos por dia.
Capacidade máxima
O município tem a maior densidade populacional dos EUA, um desafio para as políticas de distanciamento social, e virou o epicentro da pandemia no país. As ruas agitadas de Manhattan deram lugar ao silêncio e ao vazio.
Agora, restaurantes, bares, eventos esportivos, shows, teatros passaram a operar em capacidade máxima. Com mais de 57% dos adultos “totalmente vacinados” – que significa ter recebido as duas doses necessárias para imunização no caso das vacinas da Pfizer e da Moderna – a cidade continua a ver queda nos casos, mesmo com relaxamento de medidas de prevenção.
“Nosso programa de vacinação bem-sucedido não está apenas salvando dezenas de milhares de vidas. Está também permitindo que dezenas de milhões de americanos voltem a viver suas vidas”, disse Jeff Zients, coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia.
O presidente dos EUA, Joe Biden, colocou o dia 4 de julho como meta para a volta à normalidade no país. O democrata quer que a celebração do Dia da Independência torne-se o marco da virada de página na pandemia. Para isso, a Casa Branca pretende vacinar 70% dos adultos com pelo menos uma dose de vacina.
O número ainda não coloca os EUA em patamar considerado confortável para falar em imunidade coletiva – o que exigiria ao menos 70% de imunizados na população total, que inclui as crianças e adolescentes. Mas, mesmo antes disso, a vida para os vacinados nos EUA tem mais semelhanças com a de antes do surgimento do coronavírus.
Imunizados de todo o país foram liberados de usar máscaras nos lugares ao ar livre e também na maioria dos ambientes fechados. No último final de semana, no primeiro feriado após a ampliação da vacinação, os aeroportos tiveram o movimento mais alto desde março de 2020: 7 milhões viajaram de avião.
Sem Mortes
Na Europa, Portugal e Reino Unido tiveram um dia nesta semana sem nenhum morto pela primeira vez em meses. Israel teve apenas uma morte por dia na última semana. Todos os países estão com a vacinação avançada e já estão voltando à normalidade.
O Reino Unido não registrou nenhuma morte na terça-feira – a primeira vez desde 30 de julho de 2020. Mas o país se preocupa com o aumento de infecções pela variante inicialmente detectada na Índia, pois os novos casos duplicaram na última semana.
Na União Europeia, 33% das pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina; o dobro do continente sul-americano (15%), seis vezes mais que na Ásia (5%) e 20 vezes mais que na África (1,5%).
Nota do Blog – E desse lado da Terra, há quem lute contra vacina, pregue inutilidade de uso de máscara e incentive aglomerações.
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