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Obra de anel viário e outras demandas levam Allyson a Brasília

O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (Solidariedade) cumprirá agenda de trabalho em Brasília/DF entre os dias 21 a 24 (segunda a sexta-feira) de novembro. Despachará em ministérios e outros órgãos do Governo Federal sobre projetos, programas e obras para Mossoró. Também vai estar com a bancada federal.

Foto de Lissandra Gomes Cavalcanti com foco em mais uma manhã rotineira na Avenida Leste/Oeste
Foto de Lissandra Gomes Cavalcanti com foco em mais uma manhã rotineira na Avenida Leste/Oeste, em 2017, há cinco anos. De lá para cá a rotina é a mesma e pior

“Levaremos pautas importantes e encaminhamentos para diversas áreas, como infraestrutura”, pontuou o gestor.

Entre os assuntos a serem tratados pelo chefe do executivo mossoroense na capital federal está o projeto da obra do Anel Viário de Mossoró (Anel Viário Leste/Oeste), que ligará às BRs 110 a 304. A obra foi anunciada dia 25 de março deste ano (veja AQUI).

Mobilidade urbana

“Hoje, nós asseguramos a maior obra de mobilidade urbana, infraestrutura do nosso município. Iremos fazer a ligação da BR-110, saída para Areia Branca, até a BR-304, saída para Fortaleza-CE. Uma obra de mobilidade urbana que contará com estradas e ponte ligando as regiões Leste e Oeste da cidade. Vamos desafogar o trânsito de importantes avenidas do município com o anel viário que possibilitará o fluxo de veículos”, frisou Allyson Bezerra.

Coube ao então ministro do Desenvolvimento Regional, hoje senador eleito Rogério Marinho (PL), em reunião com o prefeito Allyson no Palácio da Resistência, assegurar os meios ao empreendimento. A obra está orçada em aproximadamente R$ 42 milhões.

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Gargalos urbanos impõem providências em nome do bem-estar social

Poder público e empreendedores imobiliários precisam agir rápido (conforme interesses, recursos, inteligência e burocracia) na discussão que enseje adiante a desobstrução de alguns gargalos do aglomerado urbano crescente de Mossoró. O desenvolvimento urbanístico local está seriamente comprometido, bem como a qualidade de vida de moradores e circunstantes.

Avenida João da Escóssia, em Mossoró, uma via em processo de crescente saturação (Foto: Prefeitura de Mossoró/Divulgação)
Avenida João da Escóssia, em Mossoró, uma via em processo de crescente saturação (Foto: Prefeitura de Mossoró/Divulgação)

A profusão de investimentos condominiais nas proximidades do Partage Shopping não tem, paralelamente, um escoadouro ágil para o tráfego, além da continuidade da Avenida João da Escóssia e vias marginais precárias.

O Complexo Viário da Abolição (antiga Avenida do Contorno), que em tese seria um anel automotivo da cidade, mesmo à sua conclusão já era uma grande e surrada avenida urbana com tráfego diário de centenas de caminhões, carros e motos, com quatro viadutos, sem passarelas e iluminação.

Novo anel viário e Plano Diretor

Do outro lado da cidade, a Avenida Leste/Oeste e Avenida Presidente Dutra mostram saturação, bem como a Avenida Francisco Mota/BR-110 e o Complexo Viário Vingt Rosado. A região abriga núcleo judiciário, duas universidades (Ufersa e Uern), uma faculdade privada e grande volume de caminhões escoando sal, além de carros de passeio/motos e outros veículos que cruzam essas vias em constantes engarrafamentos – sobre leitos estreitos e irregulares. Some-se a isso, o fenômeno expansionista imobiliário do Sumaré – entre as BR-304 e 110.

Mossoró precisará de um novo e verdadeiro anel viário bem além do seu núcleo urbanizado, cortando e conectando as BR’s 110, 405 e 304. Há perspectivas de um surto de industrialização e ocupação urbana para os próximos 10 a 20 anos, que vai tornar ainda mais difícil a circulação de veículos e a prestação de serviços públicos de massa (saneamento, água, energia, escolas, creches, unidades de saúde, transportes coletivos, limpeza etc).

A revisão do Plano Diretor da cidade, em atraso há anos, graças à inoperância dos gestores, terá de contemplar uma cidade e um município para as próximas décadas. Crescer para cima e para os lados, urbanisticamente, pode significar num curto espaço de tempo um falso progresso, capaz de asfixiar o sonho do bem-estar social.

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