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Justiça tenta localizar e notificar a ‘incondenável’ Rosalba Ciarlini

A Justiça do RN não está localizando a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) para lhe entregar notificação relativa a mais uma Ação Civil de Improbidade Administrativa em que é ré. O endereço assinalado como de sua moradia é o do Sítio Cantópolis, onde há cerca de duas décadas não reside mais, à rua Almir de Almeida Castro, número 5, centro de Mossoró, CEP 59610-010.

Porém, é difícil acreditar que uma pessoa pública, que reside em Mossoró, e que nas últimas semanas começou trabalho nas ruas e em redes sociais para nova campanha eleitoral, não seja encontrada.

Rosalba Ciarlini é um fenômeno de invisibilidade, mesmo sendo figura pública de fácil localização (Foto: José Aldenir/Arquivo)
Rosalba Ciarlini é um fenômeno de invisibilidade, mesmo sendo figura pública de fácil localização (Foto: José Aldenir/Arquivo)

Vamos dar uma força aos oficiais de Justiça: atualmente, a jurisdicionada Rosalba Ciarlini Rosado está albergada no Condomínio Varandas do Nascente, apartamento 801 B, Rua Dalton Cunha, número 1003, CEP 59.611-270, bairro Abolição I. É seu terceiro endereço em Mossoró, nos últimos quatro anos.

O processo sob o número 0860384-32.2019.8.20.5001 foi desencadeado a partir de denúncia da 60ª Promotoria de Natal do Ministério Público do RN (MPRN), onde são descritas decisões dela à época como governadora do RN (2011-2014), caracterizando “Improbidade Administrativa, Dano ao Erário e Violação aos Princípios Administrativos”. Além da ‘Rosa’, é réu o ex-secretário do Planejamento e Finanças Obery Rodrigues Júnior.

A demanda corre na 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, com o valor da causa sendo estabelecido em R$ 100 mil.

Irregularidades e atraso salarial

Nos autos, o MPRN afirma: “O que se observou foi uma grande irresponsabilidade fiscal, por meio de atos comissivos e omissivos dolosos, no gerenciamento dos restos a pagar, notadamente diante da ausência de saldo positivo na disponibilidade de caixa líquida na sua respectiva fonte de recurso para inscrição em restos a pagar não processados; disponibilidade de caixa bruta menor do que o valor das obrigações financeiras referentes aos empenhos de despesas já liquidadas; pagamento de despesas indicando a utilização de fonte de recursos com disponibilidade de caixa líquida inferior ou negativa.

Além disso, constatou-se que o Governo do Estado do Rio Grande do Norte utilizou-se do artifício de lançamentos de pagamentos de despesas que, na realidade, não eram revestidas de lastros financeiros, com fonte sem disponibilidade de caixa representando, assim, despesas sem empenho e sem autorização legislativa e, sobretudo, comprometendo os recursos do orçamento corrente (…).

“Conforme apontamentos da DDP/TCE que evidenciam a gravidade da questão: ‘ao que tudo conduz a causa da falta de recursos financeiros para pagamento dos servidores públicos estaduais foi a utilização de recursos ordinários e referente à receita orçamentária do exercício de 2013 para pagamento de despesas que não faziam parte do orçamento’”, acrescenta o MPRN. Ou seja, com procedimentos irregulares, a governadora acabou levando Estado a atrasar salários de forma continuada por mais de um ano.

Fenômeno da invisibilidade

Sem mandato eletivo desde 1º de janeiro deste ano, em face de ter sido derrotada em 15 de novembro do ano passado, quando tentava a reeleição como prefeita de Mossoró pela quinta vez, Rosalba de novo consegue a proeza de se tornar invisível, pelo menos aos olhos do judiciário.

Não é a primeira vez que ela incorpora esse fenômeno da física, como se fosse um metamaterial ou figura de filme de ficção científica de Hollywood.

Respondendo a dezenas de processos, a ‘incondenável’ Rosalba (próxima de bater a casa dos 70 anos de idade) chegou a ficar cerca de um ano e dois meses ‘desaparecida’ entre o fim do mandato de governadora e posse como prefeita em janeiro de 2017.

Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de 9 anos (Foto: arquivo)
Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de 9 anos (Foto: arquivo)

Foi esse o tempo que um batalhão de oficiais de Justiça levou para intimá-la, em um dos processos que tratam de desvio de algo em torno de R$ 12 milhões do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró. O Inquérito Civil Público (ICP) foi instaurado dia 30 de agosto de 2012, portanto há mais de 9 anos. Segue num encolhe-estica sem fim. Provavelmente, sem fim mesmo.

Seu patrimônio já chegou a ser bloqueado algumas vezes (veja AQUI). Várias, que se diga. Mas, conforme declaração de bens à Justiça Eleitoral, a ex-prefeita ‘pobrezinha’ não tem sequer uma casa para morar ou conta poupança. Constam apenas dois carros velhos na garagem, um deles até encostado em oficina em Natal.

Mão na Bola e Polícia Federal

A dificuldade sobrenatural que a Justiça do RN tem para abordar a ex-prefeita e ex-governadora é diametralmente oposta à competência da Polícia Federal para outro fim.

No dia 10 de dezembro de 2019, por exemplo, em um apartamento no bairro Nova Betânia em Mossoró, alugado em nome de terceiros, Rosalba teve que abrir a porta para agentes dessa autarquia, que tinham mandado de busca e apreensão em mãos (veja AQUIAQUI).

Foi a eclosão pública da Operação Mão na Bola, que investiga corrupção na edificação e gestão da Arena das Dunas em seu governo estadual.

Leia também: Processo de desvio do Hospital da Mulher segue se arrastando.

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Desencontro revela que Governo Rosalba termina acéfalo

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) declarou há poucos dias que pagaria a folha em dia, fechando sua administração sofrível pelo menos cumprindo esse dever.

Mas depois vem o seu secretário de Planejamento, Obery Rodrigues Júnior, a desmentindo.

Desmoralizando-a.

Garantiu que não tem bufunfa para pagar o salário de dezembro e o décimo-terceiro.

Estariam faltando, pelo menos, uns R$ 150 milhões.

Se o Estado não pagasse R$ 10 milhões por mês, fora outros consideráveis compromissos, à manutenção da Arena das Dunas, talvez esse enredo caricato fosse evitado.

Governo caminha para terminar como tem-se revelado há muito tempo: sem prumo, sem rumo.

Apesar de centralizador, acéfalo.

Estado não tem dinheiro para folha e 13º; servidores reagem

Nesta terça-feira (16), os sindicatos do funcionalismo estadual farão uma plenária, para discutir as contas do Governo do Estado, a ameaça de não pagamento dos salários e do 13º no fim de ano e o projeto de Lei enviado para a Assembleia Legislativa, que propõe a criação da Previdência Complementar e a unificação dos fundos de Previdência.

Plenária será às 14h, no auditório do Sinpol (Av. Rio Branco, 825, Cidade Alta, Natal).

A plenária está sendo convocada pelo Fórum dos Servidores Estaduais, reativado recentemente, e que já entregou uma pauta com 17 pontos ao governador eleito, Robinson Faria (PSD), e à equipe de transição. A reunião de hoje está sendo convocada por sete sindicatos, que participaram do encontro com o governador: Sinpol, Sindsaúde/RN, SINAI-RN, Sindfern, Sinsp/RN, Sinte/RN e SINTERN.

Rombo

Outros sindicatos e entidades, como a Associação dos Cabos e Soldados, também foram convocados. A plenária terá apresentações do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos) e do ILAESE (Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos), a respeito das contas do estado e das perspectivas para o funcionalismo no próximo governo.

A reunião ocorre após o anúncio feito pelo atual secretário de Planejamento, Obery Rodrigues, de que faltariam cerca de R$ 150 milhões para pagamento do 13º salário dos servidores estaduais.

Estudo apresentado pelo Dieese, a partir dos relatórios financeiros do estado, mostra que não há déficit nas contas do governo.

Um próximo encontro dos sindicatos com o governador eleito Robinson Faria está agendado para o final de janeiro, quando este deve se pronunciar sobre pontos da pauta apresentada.

Governo Rosalba não garante pagamento de folha de dezembro

Em reunião com o governador eleito, Robinson Faria (PSD), e a equipe de transição na noite desta quarta-feira (10), o atual secretário de Planejamento, Obery Rodrigues, disse não ter garantia de que pagará toda a folha de pagamento do funcionalismo no mês de dezembro.

Ele apresentou as dificuldades do Estado, sobretudo no que diz respeito à insuficiência de recursos frente às despesas crescentes com planos e folha de pagamento, principalmente, das secretarias de Saúde e de Educação, por exemplo. Com isso, do total de R$ 450 milhões da folha do mês de dezembro, deverão ficar sem pagar cerca de R$ 150 milhões.

Além do secretário de Planejamento, participaram da reunião os secretários de Tributação, José Airton, de Administração, Suely Nóbrega, o Controlador Geral do Estado, Anselmo Carvalho, e o Consultor Geral do Estado, José Marcelo Costa.

O governador eleito, Robinson Faria, estava acompanhado dos integrantes da equipe de transição: o vice-governador Fábio Dantas, Julianne Faria, Tatiana Mendes Cunha, Frederico Lara, Leonardo Yure, Maria da Salete, Kalina Leite e Mário Sérgio.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Robinson Faria.

 

Com quem está a verdade?

Por Agnelo Alves (Tribuna do Norte)

O orçamento do Estado sempre foi um problema. Mas, diga-se, sempre foi encontrado um “jeitinho brasileiro” para ser aprovado pela Assembleia Legislativa. O primeiro a levantar a veracidade dos números foi o deputado Mineiro. Este ano, o deputado do PT está silente, calado. Está sendo apontado como conivente. Faz parte da Comissão de Transição entre o governo atual e o futuro governo do Estado.

Mas eis que o orçamento ganha as manchetes com uma denúncia do DIEESE: O Orçamento do Estado para 2015 “é uma peça de ficção”. É ou não é? O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças, Obery Rodrigues, fez declaração contundente, contestando os números do DIEESE. Suspense geral. Esperei pela tréplica. Uma dia. Nada. Uma semana. Silêncio.

Aí começou o “zum-zum-zum”. O DIEESE não foi informado do acordo do PT com o Governo Rosalba, ambos no apoio ao futuro governador, Robinson Faria.

Restava o Banco do Brasil. Surge outra mensagem da governadora Rosalba Ciarlini – faltando apenas 36 dias para o término de seu governo, incluindo domingos, sábados e feriados – querendo autorização para levantar, no Banco do Brasil, um “super-empréstimo” no valor de 850 milhões de reais. Baseado em quê? No orçamento fictício, tramitando na Assembleia.

Verdade?

Verdade mesmo. E quem, na Assembleia, está negociando este empréstimo são os deputados do futuro governo. Como? Ah, sem problema. O PT, realmente, esquecera de avisar ao DIEESE que o acordo político incluía o atual e o futuro governo. E o Banco do Brasil? É o que está posto nos corredores da Assembleia.

Verdade? Aí, convenhamos, tem tudo para ser uma versão. É só esperar mais um pouco para a tréplica do DIEESE à declaração do secretário da SEPLAN, Obery Rodrigues (a quem a governadora Rosalba vai ficar devendo a vida toda pela fidelidade e os serviços prestados). Três dias. Nada de tréplica. Uma semana. Nada.

Como o PT, o DIEESE não é mais aquele, dizem. Ou é? E tem o Banco do Brasil envolvido com a transação de um empréstimo milionário de 850 milhões de reais do governo que está terminando para ser executado pelo governo sucessor e pago pelos governos “sucessores do sucessor”.

Nada contra, tampouco, a favor. Espero apenas pela verdade, para decidir o meu voto na Assembleia de maneira clara, sem ranço de oposição, tampouco, de governo. O DIEESE tem razão? O orçamento é fictício? Ou verdadeiros são os seus números, como denunciam?

O secretário de Planejamento e Finanças reafirma que está disposto ao debate. Em que deve se basear o Banco do Brasil para conceder ou negar o empréstimo que – dizem – já foi negociado, melhor dizendo, tratado?

Quem vai falar e estabelecer a verdade?

Ninguém está acreditando em mudanças. Era só tema de campanha eleitoral?

Governo não tem garantia de pagamento de salário e 13º

Em entrevista à Tribuna do Norte, o secretário Obery Rodrigues Júnior reafirma o esforço do Governo do Estado para garantir o pagamento dos salários dos servidores – e mais o restantes do 13º salário – nos próximos meses, mas afirma que essa garantia depende da confirmação da receita no período.

Obery vê movimentos grevistas com velado interesse político (Foto: Adriano Abreu)

Na conversa, ele analisa os esforços para cortar R$ 293 milhões na reta final da administração, mas não detalha o montante da dívida que o Executivo deixará para o próximo ano:

“O nosso propósito é encerrar o exercício com um estoque de dívidas junto a fornecedores compatível com as receitas de competência do exercício 2014”, explica.

Eis um trecho da entrevista:

A tensão e o prejuízo à sociedade provocados pelas recorrentes greves e ameaças de greve em setores vitais, sempre com velados interesses políticos e com ampla repercussão na mídia, foram minando a capacidade de convencimento e reação do governo. No total, a despesa com pessoal do Executivo, entre 2010 e 2014, aumentou 43,5 %, que representa um acréscimo de R$ 1,46 bilhão no ano. O repasse aos Poderes aumentou 86 %, ou seja, um acréscimo de R$ 409 milhões. Então, isso representa um aumento de quase R$ 2 bilhões nessas despesas nesse período. Como a receita líquida do Tesouro aumentou cerca de R$ 1,5 bilhão, o sacrifício foi para o custeio e para o investimento, que hoje são menores que em 2010. Então, fica claro que a única saída para conseguir pagar a folha em dia é conter esses aumentos“. Obery Rodrigues Júnior

Eis a entrevista na íntegra AQUI. Merece ser lida.

Governo anuncia parcelamento de 40% do 13º salário

O adiantamento de 40% do décimo terceiro salário dos servidores estaduais será parcelado em dois meses. A decisão do Governo do Estado foi anunciada na tarde desta segunda-feira (30) durante coletiva de imprensa na sede da Governadoria, no Centro Administrativo.

Tradicionalmente pago no mês de junho, o benefício será pago em duas parcelas de 20% depositadas nos dias 16 de julho e 18 de agosto para os servidores.

O adiantamento de 40% do décimo terceiro salário dos servidores estaduais será parcelado em dois meses. A decisão do Governo do Estado foi anunciada na tarde desta segunda-feira (30) durante coletiva de imprensa na sede da Governadoria, no Centro Administrativo.

Tradicionalmente pago no mês de junho, o benefício será pago em duas parcelas de 20% depositadas nos dias 16 de julho e 18 de agosto para os servidores.

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Calendário de pagamento da antecipação do 13º foi anunciado pelo secretário Obery Rodrigues

O anúncio de uma definição sobre o adiantamento do décimo terceiro foi adiada duas vezes pelo Governo do Estado. Na última sexta-feira (27), a governadora Rosalba Ciarlini se reuniu com o secretário de Planejamento, Obery Rodrigues, para tratar do assunto..

O Estado está no limite prudencial (48,91%) e prestes a extrapolar o limite legal de gastos de pessoal (49%) pela Lei de Responsabilidade Fiscal – e vê o custo com pessoal crescer. Os gastos com a folha de pessoal do Governo do Estado cresceu 52,85 pontos percentuais no primeiro quadrimestre de 2014 na comparação com o período de janeiro a abril de 2013. Os dados são do Relatório resumido da execução orçamentária do Estado, do primeiro quadrimestre de 2014.

Nota do Blog – Bem que o Blog anunciou há vários dias que as notícias ruins iriam continuar, em relação a salários.

Aguarde.

Vem mais notícia ruim.

MP quer punir Rosalba e secretário por manipulação de dados

Por Carlos Madeiro (portal UOL)

O MP-RN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) ingressou com uma ação pedindo a cassação da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e do secretário estadual de Planejamento, Francisco Obery Rodrigues. Eles são acusados de manipular dados do orçamento para reduzir o repasse de verbas aos outros poderes do Estado.

Rosalba teria tentado ludibriar poderes e MP (Foto: Sérgio Lima/Folha Press)

Em julho de 2013, o governo estadual anunciou que, por conta da queda de receita, teria de reduzir em 10,7% os repasses previstos no orçamento para os tribunais de Contas e de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa. A medida abriu uma crise entre os poderes, que reclamaram da medida.

A ação ingressada pelo procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, na última sexta-feira (14), diz que a governadora e o secretário manipularam dados das contas públicas “sob o pretexto de [mostrar] uma suposta frustração na arrecadação da receita estipulada para o ano”.

Segundo o MP-RN, após análise das contas, teria ficado provado que, no ano passado, o governo contou com um aumento “em todas as suas principais fontes de receitas”, o que contraria o que o órgão chamou de “falacioso discurso de crise financeira.”

Rosalba não cortou gastos

“O decurso do tempo se encarregou de mostrar que tal índice nada mais era do que uma pura invenção da chefe do Poder Executivo e de seu secretário do Planejamento e das Finanças, um achado aleatório sem qualquer base fática”, diz a ação.

O MP-RN acusa Ciarlini e Rodrigues de, com o corte nos repasses, fazer uma “série de graves ofensas à legislação orçamentária estadual e à Lei Complementar Federal n.º 101/2000.”

O procurador alega ainda que o governo deixou de fazer sua parte ao não cortar gastos do Executivo. “Durante praticamente todos os meses do exercício de 2013, nomeou mais cargos comissionados do que exonerou”.

À Justiça, o MP pede que os acusados percam a função pública, tenham os direitos políticos suspensos por três a cinco anos, paguem multa e fiquem proibidos por três anos de contratar o poder público e receber benefícios, incentivos fiscais ou creditícios.

O governo do Estado informou ao UOL que os acusados ainda não foram notificados da ação até esta segunda-feira (17) e só vão se pronunciar quando isso ocorrer.

Essa foi a segunda ação do MP por improbidade administrativa contra Ciarlini em menos de 30 dias. Em fevereiro, o MP processou a governadora por quadro ‘caótico’ em centros para internação de menores infratores no Estado.

Veja matéria na íntegra AQUI.

Governadora é denunciada por improbidade administrativa

Por Michelle Rincon e Arthur Barbalho (Do G1 RN)

As promotorias de Infância e Juventude e a Procuradoria Geral do Ministério Público do Rio Grande do Norte encaminharam nesta terça-feira (25), à Justiça, denúncia de improbidade administrativa contra a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Ceduc foi interditado (Foto: Murilo Meireles)

Segundo o promotor Manoel Onofre Neto, Coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa da Infância e da Juventude do RN, a denúncia se dá em razão “da situação caótica” em que se encontra a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) – órgão que administra os Centros Educacionais (Ceducs) e Centros Integrados de Atendimento aos Adolescentes Acusados de Atos Infracionais (Ciads) que acolhem os menores infratores. Um pedido de Tutela de Urgência – que objetiva a intervenção nestas unidades durante um período de seis meses (prorrogável pelo mesmo período) – também faz parte da ação.

O secretário estadual Francisco Obery Rodrigues Júnior, titular da paste de Planejamento e Finanças (Seplan), também foi denunciado.

Cinco presidentes

G1 solicitou respostas da governadora e do secretário sobre a denúncia, mas até o momento a assessoria de imprensa do governo não deu retorno. A Fundac já teve cinco presidentes diferentes nestes últimos quatro anos.

O último a assumir o cargo foi o subsecretário da Secretaria Estadual de Trabalho, Habitação e Ação Social (Sethas) José Edilberto de Almeida, que substituiu Sérgio Fernandes, exonerado no dia 15 deste mês. Segundo Homero Lechner, juiz da 3ª Vara da Infância e da Juventude de Natal, entre outubro de 2012 e janeiro de 2014 pelo menos 130 menores foram liberados por falta de vagas nestas unidades. Preocupado com a soltura de adolescentes infratores, e pelo fato de Natal ser uma das cidades-sede da Copa do Mundo, o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Adolescência de Natal, José Dantas de Paiva, confirmou que a FIFA será alertada sobre o problema.

“A situação do sistema socioeducativo do Rio Grande do Norte é caótica, muito grave. Para se ter uma ideia, nos últimos 30 dias eu liberei 30 adolescentes do semiaberto e converti a pena em liberdade assistida por falta de vagas. Hoje, nenhum adolescente que cumpre medida, quer seja de natureza leve ou grave, tem para onde ir”, disse o magistrado ainda em julho do ano passado.

Veja matéria completa AQUI.

Nota do Blog – O que me deixa mais abismado com tudo isso é um juiz de Direito assinalar que vai cientificar a Fifa sobre o problema dos menores no RN.

Estou pasmo.

Definitivamente entregamos nosso futuro nas mãos da Fifa. Pura mentalidade colonial.

Francamente.

Tribunal aconselha Governo a deixar de gastar com publicidade

O juiz Fábio Filgueira, representando o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) se disse perplexo com as declarações do secretário estadual do Planejamento, Obery Rodrigues Júnior, sobre as finanças turbinadas do TJ/RN.

“Parece que ele quer excluir os demais Poderes, que quer isolar o Executivo para fazer tudo sozinho”, assinalou o juiz. Ele comentou que o Poder Judiciário, assim como as demais instituições, são prestadores de serviços da sociedade, que necessitam cumprir as obrigações e que para isso necessitam de recursos, cada um com sua peculiaridade. De acordo com o magistrado, a “incapacidade de gerenciamento de R$ 7,1 bilhões” deixa claro que de posse dos R$ 760 milhões cabíveis ao TJ/RN não  seria possível uma guinada no âmbito do Executivo. “Mesmo se fechassem o Judiciário”, ironizou.

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“Quer que fechem todos os Poderes e coloque dinheiro na Saúde? Melhor pegar os R$ 7,1 bilhões, deixar de gastar em publicidade, conceder isenções fiscais, e fazer o dever de casa”, criticou Fábio Filgueira. Segundo ele, a tática de impor aos Poderes a culpa pela aflição nas contas do Governo é inconcebível. E lembrou que somente este ano foram devolvidos R$ 3 milhões da Secretaria de Segurança, motivados pela falta de projetos da gestão estadual. “Isso demonstra uma falta de planejamento”, frisou ele (veja reportagem completa AQUI).

Veja abaixo, um resumo do que disse Obery:

“E eu digo sempre o seguinte: os estados da federação têm obrigação de aplicar o mínimo de 25% na educação, de 12% na saúde; têm as obrigações compulsórias de pagamento da dívida; 1% no Pasep; tem um conjunto de obrigações das quais o estado não pode fugir. Pois bem: essa despesa com os Poderes ela está chegando a 20%. Ela está competindo com a Educação. Isso no Rio Grande do Norte porque nos outros estados não é assim. A despesa com os Poderes tem sido maior que a da Saúde onde estamos aplicando 18%. Então está se travando uma discussão em cima dessas questões e é preciso espírito público, compreensão para se debruçar de forma desarmada sobre essa questão, para ver que o estado não suporta esse nível de crescimento das suas despesas. O valor repassado por mês em 2013 foi de R$ 36,4 milhões na Paraíba, aqui R$ 62 milhões. Eles têm uma população maior, mais municípios e um número maior de desembargadores. É evidente que isto tem que ser posto à mesa. E explicado à população do Rio Grande do Norte. O TJRN é mais caro por causa disso e disso e disso. Vamos abrir todos, de uma forma transparente”, destacou.

Estado emite nota sobre pagamento de servidores

O Governo do Estado emitiu nota oficial nessa quinta-feira (24), sobre como deverá ser o processo de pagamento da folha de pessoal, relativa ao mês de outubro-2013. Veja seu teor abaixo:

O Governo do Estado esclarece que, de acordo com informações da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) baseado nos repasses do Governo Federal, a expectativa é de que 95% dos servidores do funcionalismo estadual terão seus salários depositados até o dia 31 do vigente mês.

Para os 5% de servidores restantes, a perspectiva é de que os vencimentos sejam pagos na semana seguinte.

Ao todo, o Estado possui cerca de 102 mil servidores.

Na próxima segunda-feira (28), em entrevista coletiva em horário a ser definido, o secretário de Estado do Planejamento, Obery Rodrigues, irá se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

Rosalba diz que data de pagamento do servidor será alterada

Tribuna do Norte On Line

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) confirmou que o calendário de pagamentos dos servidores do Rio Grande do Norte precisará passar por reprogramação.

A informação foi dada na manhã desta segunda-feira (21), antes do SOS Municípios, encontro de prefeitos com os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, e do Senado, Renan Calheiros.

Não há, no entanto, a confirmação sobre datas.

Frustração

Rosalba voltou a afirmar que a diminuição dos repasses referentes ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) vai demandar a reprogramação. Segundo a governadora, o Executivo aguardava uma melhora no valor dos repasses deste mês.

Contudo, houve a frustração de aproximadamente R$ 52 milhões na verba destinada ao Rio Grande do Norte.

Segundo o secretário de Planejamento e Finanças do RN, Obery Rodrigues, as quedas sucessivas no FPE no ano já chegam a R$ 300 milhões no Rio Grande do Norte. Para se pagar a folha mensal do Estado, o custo é de R$ 297,8 milhões.

Governo anuncia pagamento “fracionado” da folha

Confirmado: Governo do Estado vai atrasar pagamento da folha de pessoal. Estava escrito.

O termo usado para atenuar o impacto verbal da notícia, é o vocábulo “fracionado”. Será um pagamento feito aos pedaços, digamos.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (26), na Escola de Governo, em Natal, representantes do Governo do Estado comunicaram que haverá atraso no pagamento da folha deste.

No dia 30 deste mês (segunda-feira), receberão servidores com salários até R$ 3 mil da Educação, Saúde, Segurança, Uern, Defensoria, Detran, Ipern, Idema e Jucern

Dia 10 de outubro, o Governo pagará o salário dos que recebem acima de R$ 3 mil.

Participaram da entrevista coletiva os secretários Obery Rodrigues (Finanças), Paulo Araújo (Comunicação), José Marcelo Ferreira (Consultoria-Geral), Anselmo Carvalho (Controladoria-Geral) e José Marlúcio (Ipern).

Deputado quer dados sobre estimativas de receita

O deputado Fernando Mineiro (PT) apresentou requerimento à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, solicitando ao secretário estadual de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues Júnior, a estimativa mensal – de julho a dezembro de 2013 -, das receitas do Estado.

Segundo o parlamentar, o Governo do Estado informou, através de um decreto, que a receita do segundo semestre será inferior ao do primeiro.

“Queremos esclarecimentos sobre esse cálculo. Que critérios foram utilizados para chegarem a essa estimativa”, declarou o deputado.

De acordo com Mineiro, nos últimos anos, as receitas do Estado no segundo semestre sempre foram superiores, quando relacionadas as do primeiro. “O Governo fez uma estimativa ao contrário e com base nisso definiu os cortes no Orçamento. Que mecanismos foram utilizados para chegarem a essa estimativa?”, questionou.

Governo avisa que não atenderá servidores

Em entrevista ao RNTV 2ª Edição (InterTV Cabugi) dessa Terça-feira (13), o secretário do Planejamento do Estado, Obery Rodrigues Júnior, foi claro e ríspido. Sem tergiversar.

– Sem reajuste.

Obery referiu-se às categorias funcionais do Estado, que pressionam o governo com greves.

Segundo Obery, o Governo do Estado elegeu esses segmentos – Saúde, Educação e Segurança Pública – como prioritários e deu vantagens salariais diferenciadas.

Enfim, não existem meios para atendimento a mais reivindicações.

Secretário admite dificuldade, mas não a “quebradeira”

O secretário do Planejamento do Estado, Obery Rodrigues Júnior, voltou atrás em recentes declarações sobre o quadro financeiro-orçamentário do Governo Estadual. Se antes era definido como “tecnicamente quebrado”, hoje foi suavizado em audiência  pública na Assembléia Legislativa.

Obery: serenidade, mas recuo na definição da crise

“Existem dificuldades”, afirmou.

A presença de Obery foi um dos momentos mais tensos da atual legislatura, em seus bastidores e galerias, com protestos de categorias de servidores contra o Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Sua sabatina, pelos deputados, também foi desgastante e, em determinados momentos, irritante para ele e parlamentares.

Revelou números importantes: segundo ele, a dívida do Estado com empréstimos chega a R$ 1,4 bilhão; com relação aos cargos comissionados, afirmou que esses servidores representam 2% do total do funcionalismo do Executivo.

Sobre o 13º salário, o secretário afirmou: “Não tenho informações”.

Dificuldades maiores

Obery também confirmou que, por falta de execução de projetos, o Estado devolveu ao Governo Federal recursos da área de Segurança, mas disse desconhecer que tal devolução tenha se estendido a outras áreas da administração.

Para ele, a reação negativa da população e da opinião pública sobre os cortes anunciados pelo Governo se deu pelo fato de o decreto ser uma iniciativa inédita no RN. “O Estado já esteve em outros momentos em dificuldades até maiores e pouco tempo atrás”, disse.

Em alguns momentos, o secretário ficava ao celular, paralelamente à indagação que lhe era feita por algum deputado. Compreensível, portanto, que vez por outra provocasse mal-estar com uma fleuma intangível: “Qual foi mesmo a sua pergunta?”

Nota do Blog – Ficou a sensação de que o Governo do Estado está perdido e assim continuará, economizando “palito em banquete”, ou seja, sem ter uma visão sistêmica do problema e muito menos a “cura”.

Sem interlocução

Por Laurita Arruda (Blog Território Livre)

A crise entre Judiciário e Executivo do Rio Grande do Norte contava com a atuação do presidente da Assembleia Ricardo Motta (PMN) como bombeiro/interlocutor. Não mais!

Motta cansou da falta de perspectiva para possível entendimento.

Na próxima quinta, a Assembleia Legislativa receberá o secretário de planejamento  Obery Rodrigues para falar sobre as finanças do RN; quebrado ou não…

Relações azedas no poder

Andam bastante azedas as relações entre ocupantes das pastas do Planejamento e Tributação no Governo do Estado.

Nenhuma afinação e muito estresse – mesmo que escamoteados – marcam a convivência entre os secretários Obery Rodrigues Júnior e José Airton, respectivamente titulares da Planejamento e Tributação.

O primeiro, é homem da absoluta confiança da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e é responsável por boa parte da antipatia interna e externa gerada pelo governo.

Airton é dos quadros da Secretaria Estadual da Tributação (SET), servidor de carreira, avalizado no cargo por seus pares.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos desse mal-estar.

Nau sem rumo

Por Woden Madruga (Tribuna do Norte)

A afirmação do secretário de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, de que o Estado estaria “tecnicamente quebrado” e que “o Governo gasta mais do que arrecada” deixou todos, gregos, troianos e mossoroenses perplexos.

O secretário confessa, alto e bom som, a incompetência do Governo a que serve com dedicação monástica.

O grupo está no poder há  dois anos e meio e não consegue pôr em ordem suas finanças. Pelo que falou o senhor Obery Rodrigues, estamos diante de uma catástrofe que poderá se agravar com o atraso do pagamento do funcionalismo, factível de  acontecer agora em agosto, um mês sempre trágico na história política brasileira,  menos para a Fundação José Augusto com o seu “agosto da alegria”.

Pergunta-se em todas as rodas: “Quem quebrou o Rio Grande do Norte?” É provável que a resposta possa ser dada pelos políticos que formam a base de apoio ao Governo estadual, já esta semana, quando a Assembleia Legislativa retorna as suas atividades normais, depois das ferinhas do meio do ano. A governadora tem maioria na Casa e certamente seus deputados estão satisfeitos com o andar da carruagem oficial. Ou não?

As ruas, não. Em todas as calçadas, das esburacadas de Natal às de Lagoa de Velhos, percebe-se a insatisfação do povo. Mossoró também está incluída nessa geografia de queixas, de clamores, de arrependimentos até. Agora mesmo no Seridó, no embalo das festas de Santana, o desgosto de julho foi geral.

Aqui e acolá chegava-se mesmo a ouvir lamúrias, inclusive de auxiliares do Governo, alguns ocupando posições em patamares altos, fazendo coro com políticos ainda considerados correligionários. Alguns não acreditam mais  em reabilitação: o Governo estaria totalmente perdido.

Em algumas rodas, envolvendo todas as estâncias, há quem arrisque a falar até em intervenção. Os doutores da lei que fazem os quadros do Judiciário e do Ministério Público estariam consultando seus vade-mécuns na peneiragem das leis e das jurisprudências. A relação governo-judiciário-ministério público lembra mais ou menos coisas de palestinos e judeus subindo e descendo as ladeiras pedregosas da Terra Santa, cada um com a sua baladeira na mão.

Noite dessas, num dos alpendres da Bela Napolli, um desses “rabinos” togados, cercado de peregrinos de várias seitas, indo do terceiro para o quarto uísque (12 anos, claro), comentando o desastroso quadro administrativo do Estado chegou mesmo a pronunciar a palavra ‘impeachment’ com ligeiro sotaque bostoniano. Fez um sorriso sarcástico, gozador e arrematou em latim, citando o poeta Horácio: Nunc est bibendum.

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Apesar da nítida incompetência, Rosalba e Seus Cabras da Peste não poderiam quebrar o RN sozinhos.

Governo, pressionado, volta atrás e paga municípios

Menos de 24 horas depois da publicação, pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e Associações Microrregionais de Municípios, de nota pública (veja AQUI) denunciando o descumprimento de obrigação constitucional, o Governo do Estado efetuou, nesta quinta-feira (1), o repasse de R$ 9 milhões às prefeituras potiguares.

A informação é do presidente da Femurn, prefeito Benes Leocádio, de Lajes, que recebeu na manhã de hoje telefonema do secretário estadual de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues. “O secretário disse ter havido uma falha por parte da Secretaria e anunciou que o repasse devido aos municípios seria efetuado ainda hoje, o que já foi possível comprovar”, afirmou o prefeito e dirigente municipalista.

Os recursos depositados hoje nas contas das prefeituras completam R$ 30 milhões que deveriam ter sido repassados até a última terça-feira (30). Esses recursos são oriundos da arrecadação do ICMS referente ao período de 10 a 20 de julho e são destinados à complementação do Fundo de Manutenção da Educação e Valorização do Magistério (Fundeb).

Lamento

Como só foram repassados R$ 21,3 milhões dos pouco mais de R$ 30 milhões, as prefeituras tiveram dificuldades para cumprir o calendário de pagamento da folha de pessoal.  De um total mais de 30 prefeituras consultadas em levantamento feito pela Femurn e Associações Microrregionais, pelo menos dois terços delas não conseguiram pagar a todos os servidores.

Na nota pública divulgada na tarde de quarta-feira, a Femurn e as Associações Microrregionais de Municípios lamentaram que a decisão de não fazer o repasse dentro do prazo legal foi tomada sem qualquer comunicação prévia às prefeituras e entidades representativas.

Na tarde desta quinta-feira, a governadora Rosalba Ciarlini também telefonou ao presidente da Femurn. Ela lamentou o episódio, disse que seu governo tem compromisso com o cumprimento das obrigações constitucionais e colocou-se à disposição para solucionar eventuais falhas nos repasses.

“A nota da Femurn e das associações foi firme na defesa dos municípios mas respeitosa com o governo. Ficamos satisfeitos com a correção do problema e esperamos que não volte a ocorrer”, completou o presidente Benes Leocádio.

Nota do Blog – Outra “furada” do Governo do Estado. Mais um desgaste desnecessário, que poderia ter sido evitado.

Lamentável.

Secretário Obery Rodrigues aponta o porquê de crise

Em função da gravidade do quadro econômico nacional com expectativas de quedas nas projeções de Produto Interno Bruto (PIBs) para o exercício de 2013, o Rio Grande do Norte, assim como  os demais estados e municípios brasileiros, enfrenta crise financeira. Essa é a justificativa do Governo do Estado para o redemoinho em que está metido.

Obery diz que outros poderes e órgãos técnicos sabiam dos problemas (Ivanízio Ramos)

Para detalhar os motivos que obrigaram o Governo do Estado a adotar um conjunto de medidas de redução de gastos, o secretário estadual de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (31), no auditório da Governadoria. Obery estava acompanhado do Consultor-geral do Estado, José Marcelo,  do Controlador-geral do Estado, Anselmo Carvalho e do Secretário de Comunicação, jornalista Edílson Braga.

Inicialmente, o Secretário fez uma breve exposição sobre a  crise porque passam o País, os Estados e os Municípios e analisou os cortes que atingiram o orçamento dos três Poderes, TCE  Ministério Público. Segundo Obery, os cortes promovidos não foram surpresa para nenhum dos Poderes.

Afirmou, que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) se reuniu, individualmente, com o deputado Ricardo Motta (PMN), com o desembargador Aderson Silvino, com o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis e com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Paulo Roberto. Também aconteceram várias reuniões com equipes técnicos de todos os órgãos e poderes analisando a situação financeira do Estado.

O Secretário de Planejamento disse que o Rio Grande do Norte vem enfrentando, desde o ano passado, uma situação de frustração de receita na ordem de 5,3%. Isso, segundo Obery Rodrigues, obrigou o Governo do Estado a adotar, de acordo com as previsões legais da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, “um conjunto de medidas com vistas a adequar a programação financeira ao quadro concreto de frustração de receitas do Estado, principalmente, das duas principais fontes que compõem a receita do Tesouro do Estado, o ICMS e o FPE”.

Receita

De acordo com o Secretário de Planejamento, as projeções orçamentárias são feitas de acordo com informações passadas pela Secretaria do Tesouro Nacional.

“Fizemos o planejamento com relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), aplicando o índice do Rio Grande do Norte, que era de 4,17%, alcançando o valor de R$ 3,88 bilhões. Porém, a receita orçada com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional não se realizou neste primeiro semestre”, pontua o titular do Planejamento.

Em maio, o Governo Federal publicou um decreto reduzindo a expectativa do FPE em 8,1%, o que dificultou o planejamento feito. Na última semana, foi publicado outro decreto de reprogramação financeira por parte do Governo Federal, reduzindo ainda mais a transferência do FPE, agora em 12%.

Com informações do Governo do Estado.

 

Carros usados por polícia podem ser recolhidos

Por Túlio Lemos (O Jornal de Hoje)

CALOTE

As locadoras que disponibilizaram seus veículos para a Polícia, esperavam receber o pagamento na semana passada, fruto de promessa feita pelo secretário de Planejamento, Obery Rodrigues. Para manter a tradição, a promessa não foi cumprida e o calote permanece.

LOCAÇÃO

Uma nova promessa foi feita pelo Governo, de que o pagamento das locadoras será efetuado até sexta-feira. São cerca de 220 carros tipo Gol e 55 caminhonetes que serão recolhidas pelas empresas se o pagamento não for feito até o final desta semana.

A palavra do Governo em relação a pagamento, tem tanta credibilidade quanto uma nota de três reais.