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Omissão

Por Inácio Augusto de Almeida

Mataram um traficante.
Você disse: EU NÃO SOU TRAFICANTE.

Mataram um jornalista.
Você disse: EU NÃO JORNALISTA.

Mataram um policial.
Você disse: EU NÃO SOU POLICIAL.

Mataram um promotor.
Você disse: EU NÃO SOU PROMOTOR.

Mataram um deputado.
Você disse: EU NÃO SOU DEPUTADO.

Mataram um governador
Você disse: EU NÃO SOU GOVERNADOR.

Mataram VOCÊ.
O ENTERRO FOI LINDO!

Inácio Augusto de Almeida é jornalista e escritor

Governo não informa sua “eficiência” sobre déficit de folha

O Governo Fátima Bezerra (PT) precisa informar ao contribuinte, servidores e cidadãos do Rio Grande do Norte a dimensão dos resultados financeiros de seus dois primeiros meses à frente da gestão.

Até aqui, está tudo muito vago e inconsistente. Há um silêncio comprometedor.

– As medidas adotadas pelo governo reduziram o déficit da folha de pessoal em quantos milhões/mês?

Essa é uma pergunta que até o momento  não tem resposta.

Deixar de viajar de Natal a Mossoró no avião do Estado e tentar tirar licença-prêmio de servidores, certamente, não fazem sequer cócegas na enorme diferença entre passivo e ativo.

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Rosalba insiste em vícios que levam Mossoró pro rumo errado

Por Carlos Duarte

O desabamento (veja AQUI) de um dos camarotes do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018, no primeiro dia de apresentação dos grandes shows, no polo Estação das Artes Elizeu Ventania, é apenas a consequência previsível de uma série de práticas de condutas criminosas e contumazes, do atual governo Rosalba Ciarlini (PP). Não é de hoje nem de ontem e a gente sabe que vai continuar.

Prospera livremente sob os olhares complacentes das autoridades constituídas – que deveriam, por dever de ofício, agir com celeridade para impedi-las de acontecer e punir severamente os culpados.

Mesmo provocados por inúmeras denúncias, ações liminares de mandados de segurança, entre outras evidências, essas autoridades omitem-se ou agem com letargia, sabe-se lá por quais motivos, especificamente quando se trata dos desmandos da Prefeitura do município de Mossoró.

Será que existe alguma blindagem? Será que existe troca de favores, algum relação de escambo nesse enredo, como nepotismo cruzado que envolva gente do Judiciário e do Ministério Público do RN (MPRN)?

MPRN, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Justiça, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/RN), o Corpo de Bombeiros, a Câmara Municipal de Mossoró, e, até mesmo, as entidades representativas de classes, precisam e deveriam se pronunciar.

O fato não fica restrito aos indícios de condutas fraudulentas da licitação do MCJ, que o Blog Carlos Santos tem coberto com extrema precisão, apontando uma longa história de vícios, fraudes, favorecimentos e impunidade, com milhões em jogo.

Pelas notas de esclarecimentos, até agora divulgadas, ninguém assume a responsabilidade de nada. Certamente estão à procura de algum culpado, desde que não seja a prefeita Rosalba Ciarlini ou alguém de alta patente do seu grupo. A gente já percebe que até mesmo gente que sempre colaborou com o grupo, sacrificou-se pelo grupo, poderá ser “queimada” para salvar quem assinou contratos com vício na origem.

modus operandi continua o mesmo de sempre.

O que se tem de certo nisso tudo é o prejuízo do contribuinte mossoroense, que assiste atônito e, ainda passivo, ao declínio de um evento que já teve dias melhores, embora controversos.

A verba de 4 milhões de reais, aprovada pelos vereadores na Câmara Municipal, para a edição do MCJ 2018, se administrada com planejamento e seriedade, daria para executar um evento digno e muito superior ao que está sendo realizado.

O resultado do MCJ, deste ano, tem-se constituído em uma fraude ao consumidor, ao contribuinte, aos comerciantes e à população. Os improvisos, com a utilização de materiais desgastados e com estruturas de aspectos sucateadas, se refletem num visual de desorganização estética e favelização do evento.

Adiamentos e mudanças de cronograma geram prejuízos aos patrocinadores e desmotivam os atores do espetáculo. Isso tudo implica na relação de custo e benefício – que está bem aquém daquela divulgada nas propagandas e em entrevistas oficiais.

O MCJ 2018 supera, com louvor, a edição do ano passado e assume a posição do Pior Mossoró Cidade Junina de todos os tempos. Ano passado eu escrevi que esse título cabia à edição daquele ano (veja AQUI). Mas a versão 2018 vai superá-la.

Caberia à prefeita Rosalba Ciarlini um gesto de grandeza (que ela certamente não terá) em reconhecer tamanho desastre de sua atual gestão, pedir desculpas pelos erros cometidos e procurar repensar tais condutas em prol de uma administração transparente, planejada e com projetos inteligentes e exequíveis, alinhados às normas legais vigentes, claro.

Precisa cair a “ficha” da prefeita. Aquele orçamento superavitário (inflado pelo dinheiro dos royalties), existente sazonalmente em seus mandatos anteriores, não é a realidade de hoje. O momento é de excepcionalidade, não sendo coerente insistir em maquiagem, propaganda e omissões que vão continuar levando Mossoró pro rumo errado.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Maçonaria completa obra no Tarcísio Maia sem apoio do Estado

A obra física da Enfermaria do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), com 36 leitos, está concluída até mesmo com estrutura de energia, água e esgoto.

Estaria pronta para ser usada, mas o Governo do Estado ainda não fez redes de gás, oxigênio e ar comprimido.

Todas essas obras – suplementares – estão sendo bancadas também por movimento da Maçonaria de Mossoró. Ano passado, abraçou essa causa e entrou com cobertura de custo de outros serviços e produtos, fora o que tinha planejado e se comprometido, porque a gestão estadual não deu nada em contrapartida.

Nadica de nada.

A Maçonaria levantou R$ 180 mil através de uma rifa, mas empresas diversas fizeram doação de material e financeira, suplementando o custo.

A obra física seria de 300 mil. Já passou disso, indo bem além.

O Estado – repito – de novo não cumpriu seu compromisso basilar. Mais recursos foram e estão sendo empregados por essa benemerência e cidadania.

No dia 21 de abril às 9h, a Maçonaria de Mossoró estará entregando esse feito magnânimo (o adjetivo é este mesmo, superlativo à altura) à população.

“A gente está fazendo além do prometido, para não deixar a obra sem utilização, mas esperamos que ela seja realmente aproveitada, com o Estado cumprindo pelo menos esse seu papel”, comentou uma fonte da Maçonaria local.

Torçamos que o Governo do Estado pelo menos consiga botar pessoal para trabalhar. É o mínimo que se espera, ante tamanha omissão.

Ufa!

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Sociedade aguarda lista de servidores e salários

Vai terminar a campanha municipal 2012 e as prefeituras de Natal e Mossoró não divulgam a lista de seus servidores e salários. São obrigadas, não se trata de uma concessão. Não é um favor.

A Assembleia Legislativa, na pressão, promete divulgar a lista completa, sem atalhos ou rodeios, até a próxima semana.

Quem também deve algo tintin por tintin, é a Câmara de Mossoró.

A de Natal, também.

Descabido que falem em transparência, omitindo essas informações.

Inaceitável a desculpa de problemas técnicos para segurarem os dados. Se não conseguem sistematizar de forma ágil conteúdo sobre servidores e salários, então fechem as portas. Já!

Desobedecem a Lei de Acesso à Informação e agridem ao contribuinte com o silêncio.

Toda omissão, dessa ordem, dá o direito a que pensemos sempre o pior.

E o pior sempre recai nas costas do cidadão.

Os que se omitem, escondem algo debaixo do tapete, devem tomar como exemplo o Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Esses poderes e órgão técnico – mesmo que por força de lei – cumprem o que está escrito.