Arquivo da tag: Operação Enredados

Apoio de Abraão Lincoln a candidatos em 2024 entra na mira da CPMI

Abraão na posse do prefeito e da vice-prefeita Meyrelle Souza de Porto do Mangue (Foto: rede social do depoente)
Abraão na posse do prefeito e da vice-prefeita Meyrelle Souza de Porto do Mangue (Foto: rede social do depoente)

Na oitiva de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nessa segunda-feira (03), em Brasília, ele cometeu deslizes que o levaram a ser preso (veja AQUI). Apesar de depor apenas como testemunha, mentiu perante os sabatinadores e pode também trazer problemas para alguns políticos do RN.

Pré-candidato a deputado federal, Abraão Lincoln percorreu o RN no ano passado com apoio a vários candidatos a prefeito e a vereador. Na CPMI, ele embaraçou-se e negou – por exemplo – que sequer tivesse andado em Porto do Mangue, na campanha do prefeito eleito Francisco Antônio Faustino (Republicanos), o “Dino.” Foi flagrado mentindo.

– Ele (Abraão) gastou uma fortuna na campanha municipal comprando apoio para a próxima eleição – apontou o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), no interrogatório dessa segunda-feira (veja Vídeo AQUI), na CPMI do INSS. Diante da pressão do deputado, o interrogado deu uma resposta que o condena: “Vou ficar em silêncio.”

Abraão Lincoln participou de eventos de campanha em Porto do Mangue e “chegou junto” em vários outros municípios potiguares, como esses: Mossoró, Montanhas, Macau, Ceará-mirim, Maxaranguape, Baia Formosa, Cruzeta, Tangará, Jucurutu, Nova Cruz, Tibau do Sul, Alexandria, João Dias, Guamaré, João Câmara, Assú, Pedro Velho, Arez, Caiçara do Norte, São Rafael, Canguaretama, Vila Flor, Ipanguaçu, Areia Branca, Martins, Paraú, Macaíba, Várzea, Bom Jesus, São Bento do Norte, Parnamirim, Ielmo Marinho e Parazinho. Não faltam registros nas redes sociais, que a partir de agora passam a ser deletados por quem não quer se ver enroscado com ele.

No dia 28 de agosto deste ano, o BCS antecipou que Abraão Lincoln causaria problemas a muitos políticos, quando houvesse aprofundamento de investigação (veja AQUI).

Na CPMI, ele aparece como um dos principais investigados. A confederação que preside recebeu R$ 221 milhões em descontos associativos, cerca de R$ 10 milhões mensais. A CBPA passou de 4 cadastros em maio de 2023 para 757 mil em 2025, além de tentativas de incluir 40 mil pessoas já falecidas como filiadas.

A CPMI identificou que 99,5% dos filiados não reconheceram os descontos.

Passado que condena

Em 17 de outubro de 2015, Abraão Lincoln foi preso no Rio Grande do Sul por envolvimento em outro escândalo (veja AQUI). Ganhou liberdade em janeiro de 2016. A Operação Enredados – tocada pela Polícia Federal – identificou esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,4 bilhão à União.

Ano passado, ele virou réu em primeiro grau, em ação penal eleitoral decorrente desse mesmo caso.

Votos

Na política, Abraão obteve 63.371 votos (4,01%) em 2014 na tentativa de ser deputado federal. Ficou na primeira suplência da Coligação União pela Mudança, inscrito no PRB. Em 2018, caiu para a quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%), também pelo PRB.

Nota do BCS – Evitamos expor fotos ou vídeos desse ou daquele nome apoiado por Linlcoln, por razão bem clara: o fato de ter recebido apoio dele não significa que o candidato direta ou indiretamente soubesse de supostos desvios do INSS, ou mesmo houvesse ciência de que ele poderia estar participando desse esquema bilionário. A foto no alto da postagem deriva do fato jornalístico, com citação do prefeito Dino de Porto no Mangue na própria CPMI do INSS. Não significa, também, que tenha recebido qualquer benefício ilegal.

Abraão Lincoln é levado preso após depoimento (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
Abraão Lincoln é levado preso após depoimento (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Investigado pode causar problemas para apoiadores no RN

Lincoln tem problemas sérios que não são de agora (Foto: autoria não identificada)
Lincoln tem problemas sérios que não são de agora (Foto: autoria não identificada)

A quebra de sigilos bancário e fiscal de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), pode lhe trazer muitos problemas e desdobramentos complicados para outras pessoas. Os pedidos foram formalizados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.

Ex-candidato a deputado federal e novamente pré-candidato no RN para 2026, Abraão Lincoln tem dado agrados regulares a muitos apoiadores à sua marcha política à Câmara dos Deputados, inclusive em Mossoró. No município, conta com pelo menos quatro políticos que tiveram mandato até dezembro do ano passado, nas fileiras da oposição local.

O investigado é visto como um nome de peso na engrenagem de desvio bilionário da autarquia federal, que atingiu milhões de segurados. ‘Sua’ CBPA teria desviado mais de R$ 221 milhões, em tentáculos fincados por todo o país.

Antecedentes

Em 17 de outubro de 2015, Abraão Lincoln foi preso no Rio Grande do Sul por envolvimento em outro escândalo (veja AQUI). A Operação Enredados – tocada pela Polícia Federal – identificou esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,4 bilhão à União.

Votos

Na política, Abraão obteve 63.371 votos (4,01%) em 2014 na tentativa de ser deputado federal. Ficou na primeira suplência da Coligação União pela Mudança, inscrito no PRB. Em 2018, caiu para a quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%), também pelo PRB.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI

Abraão Lincoln deve assumir mandato de Rogério Marinho

O primeiro suplente da Coligação União pela Mudança referente à Câmara Federal, eleições de 2014, é Abraão Lincoln (PRB). Ele deverá assumir vaga do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), nesses últimos dias de mandato.

Lincoln foi candidato este ano (Foto: PRB nacional)

Marinho não se reelegeu em 2018, mas com pouco mais de 23 dias para encerrar seu mandato relativo à legislatura iniciada em 2015, irá compor equipe de auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Foi nomeado secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (veja AQUI).

Abraão obteve 4,01% (63.371 votos) em 2014, ficando na primeira suplência da Coligação União pela Mudança.

Sandra Rosado (PSB), atual vereadora em Mossoró e que não se reelegeu em 2014, empalmou àquele ano 3,26% dos votos válidos, ou seja, 51.612.

Foi o nome na segunda suplência.

Votos e prisão

A Coligação União pela Mudança, que arrimou a candidatura ao Governo do RN do então deputado federal Henrique Alves (PMDB, hoje MDB), foi formada por 14 legendas: PMDB, PR, PSB, PROS, PSC, PDT, Solidariedade, DEM, PV, PMN, PRP, PSDB, PSDC e PRB.

Este ano, Abraão Lincoln foi novamente candidato à Câmara Federal, mas ficou na quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%).

Dirigente estadual do PRB, Lincoln foi preso pela Polícia Federal em outubro de 2015 no Rio Grande do Sul, acusado de participar do esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Foi um dos alvos da Operação Enredados.

P.S – 18h44 – Segundo apuração do jornalista Bruno Barreto, em conversa com assessoria de Rogério Marinho, ele não vai se afastar do mandato nesses últimos dias. Há amparo legal para continuar no mandato, mesmo nomeado, só assumindo o cargo no ministério em fevereiro.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Grupo de governador negocia com PRB para campanha

Abraão: esquema na pesca (Foto: reprodução)

O grupo do governador Robinson Faria (PSD) teve reunião hoje (quinta-feira, 15) com dirigentes do PRB no RN. Entre eles, o suplente de deputado federal Abraão Lincoln (PRB).

Ele e seu partido devem reforçar base política do governador com vistas à campanha estadual deste ano.

A meta do PRB é eleger pelo menos dois representantes para a Assembleia Legislativa e garantir uma vaga na Câmara dos Deputados. Robinson fala em projeto de reeleição.

Suplência e escândalo

Abraão Lincoln foi o primeiro suplente em coligação que dava apoio à candidatura do então deputado federal e candidato ao governo Henrique Alves (MDB), em 2014.

Mas em 2015 apareceu de forma nada interessante à sua biografia, em noticiário nacional. Foi preso (veja AQUI) pela Polícia Federal em Porto Alegre-RS no dia 17 de outubro daquele ano.

Pesada contra ele a acusação de participar do esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Foi um dos alvos da Operação Enredados, deflagrada no dia 15 de outubro de 2015 em seis Estados e no Distrito Federal.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Ex-candidato a deputado federal é preso no RS

Do Blog do BG

Abraão Lincoln está preso desde sábado(17), e se encontra a disposição da Justiça Federal em Porto Alegre-RS. Ele  é acusado de participar do esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial, e foi um dos alvos da Operação Enredados, deflagrada no dia 15 em seis Estados e no Distrito Federal.

Abraão: esquema (Foto: reprodução)

Além de dirigente partidário até a sua busca, Lincoln é presidente da Confederação Nacional de Pescadores e Agricultores e tinha acesso ao alto escalão do extinto Ministério da Pesca, que esteve na mira da operação desta quinta. Foi candidato a deputado federal pelo PRB em 2014.

Enredados

As medidas fazem parte da Operação Enredados, deflagrada esta manhã, para desarticular uma quadrilha que comercializava permissões ilegais para pesca industrial, documento emitido pelo ministério -que foi integrado à pasta da Agricultura na reforma ministerial promovida pela presidente Dilma Rousseff no início do mês.

Estão sendo cumpridos 61 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva e 26 de condução coercitiva em cidades do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, São Paulo, do Rio de Janeiro, Distrito Federal, Pará e Rio Grande do Norte.

Permissão

A quadrilha chegava a cobrar R$ 100 mil a interessados em obter a permissão para a pesca industrial, visto necessário para a prática da pesca de grande porte.

Parte das embarcações que conseguiam a licença não cumpriam os requisitos exigidos para receber o documento. Em outros casos, os integrantes da organização criminosa criavam dificuldades a proprietários de barcos aptos, para pressioná-los a pagar a propina.

O esquema contava com a participação de servidores, armadores de pesca, representantes sindicais e intermediários. Eles praticavam corrupção, tráfico de influência e advocacia administrativa.