Cemitério São Sebastião, no centro: mistérios envolvem pessoas muito vivas na Operação Luctus (Foto: arquivo)
Do Blog Tio Colorau
A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), tem mais um abacaxi pra descascar. Nessa quinta-feira (17), o juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública determinou que o município tem 120 dias para providenciar a licença ambiental dos dois cemitérios públicos da cidade.
Através de uma denúncia anônima, o Ministério Público começou a investigar a situação dos dois cemitérios, daí descobriu muitas irregularidades, inclusive a falta de licença ambiental.
Com as provas em mãos, ajuizou uma ação civil pública.
O Ministério Público também descobriu que o lençol freático pode estar sendo contaminado com necrochorume, substância decorrente da putrefação dos cadáveres.
Mais um descaso da administração municipal.
Nota do Blog Carlos Santos – Paralelamente, caminhamos para um ano da eclosão da chamada Operação Luctus (veja AQUI, AQUI e AQUI), com envolvimento de servidores públicos na venda de sepulturas, violação de cadáveres e outros crimes. E, até aqui, nenhuma denúncia foi formalizada.
Incrível!
* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou 19 de novembro de 2019 (há quase um ano), a Operação Luctus – veja AQUI. Teve o objetivo de apurar um esquema fraudulento de cobranças e recebimentos de valores indevidos relacionados a lotes dos cemitérios públicos em Mossoró. Há envolvimento de servidores da Prefeitura Municipal de Mossoró.
Negociação de sepulturas passava por violação de corpos que têm destino ignorado (Foto: MPRN)
Mas, até o momento não existe previsão de quando será oferecida denúncia. Nessa sexta-feira (4), mais uma vez, procuramos alguma informação sobre o caso em contato com a Assessoria de Comunicação Social do MPRN.
Dessa feita, foi relatado que a promotora do caso, Micaele Fontes Caddad, despachou ontem o inquérito civil correlato. Existem audiências previstas para este mês”.
Organização criminosa
O Procedimento Investigativo Criminal (PIC) está com audiências adiadas.
A Operação Luctus apura ainda crimes de concussão e corrupção passiva, violação de sepultura e vilipêndio de cadáver, cometidos por uma organização criminosa que atuava na cidade. Quem são envolvidos e qual o papel de cada um? Qual a extensão dos crimes?
O Blog Carlos Santos já tentou algumas vezes obter informações oficiais sobre esse assunto, mas sem sucesso (veja AQUI). Hoje, menos mal.
* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.
O Ministério Público do RN (MPRN) não vai mais se pronunciar oficialmente em relação a detalhes da “Operação Luctus” (veja AQUI). Esse trabalho eclodiu no último dia 19 de novembro em Mossoró, alcançando servidores da Prefeitura Municipal de Mossoró e outras pessoas.
Eles formariam quadrilha para recebimento de valores indevidos relacionados a lotes dos cemitérios públicos Novo Tempo e São Sebastião.
Negociação de sepulturas passava por violação de corpos que têm destino ignorado (Foto: MPRN)
– Só haverá nova informação na própria denúncia que será oferecida à Justiça – adiantou uma credenciada fonte do MPRN em conversa com o Blog Carlos Santos.
A Operação Luctus cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão, inclusive prendendo servidores da municipalidade.
Crimes
Apura crimes de concussão e corrupção passiva, violação de sepultura e vilipêndio de cadáver.
Sem autorização das famílias nem respaldo em lei ou regulamento, a quadrilha violava sepulturas e vilipendiava os restos mortais, tudo para obtenção de novos jazigos que eram negociados ilicitamente (veja AQUI). O destino final dos corpos, inclusive, é uma informação a ser elucidada nas investigações do MPRN.
Os negócios têm dimensão financeira ainda sendo perscrutada pelo MPRN, além da possibilidade de envolvimento de gente mais “graúda”, digamos.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
A investigação desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN) que eclodiu nesta terça-feira (19) em Mossoró, com a “Operação Luctus” (veja AQUI), identificou grupo criminoso que violava e negociava túmulos em cemitérios do município, tendo entre seus integrantes pelo menos dois servidores de carreira da Prefeitura Municipal de Mossoró. Mas o enredo tem características ainda mais sórdidas.
Negociação de sepulturas passava por violação de corpos que têm destino ignorado (Foto: MPRN)
Sem autorização das famílias nem respaldo em lei ou regulamento, a quadrilha violava sepulturas e vilipendiava os restos mortais, tudo para obtenção de novos jazigos que eram negociados ilicitamente. O destino final dos corpos, inclusive, é uma informação a ser elucidada nas investigações do MPRN.
As provas obtidas na investigação revelam todo o modus operandi da organização criminosa e deixam evidente a reutilização de túmulos, valores cobrados, comissões repassadas aos coveiros e atravessadores e demais detalhes dos crimes cometidos. A comercialização dos jazigos era baseada em valores que variavam de R$ 18 mil a R$ 32 mil por sepultura.
Testemunhas
A investigação aponta o envolvimento de um dos investigados na organização criminosa formada para obter vantagem ilícita no âmbito dos cemitérios públicos de Mossoró. Ele é o responsável por comandar a atuação da organização criminosa no Cemitério São Sebastião (cemitério antigo).
Um outro investigado, apontado como principal membro da organização no local, operacionaliza as principais ações do grupo criminoso.
Outro agravante é que as investigações constataram que um dos líderes do grupo investigado procurou as testemunhas a fim de orientá-las para as perguntas do Ministério Público, obstruindo, desse modo, a apuração da verdade. Ainda no mesmo contexto, o principal investigado orientou uma pessoa a retirar as denúncias sobre as vendas de terrenos nos cemitérios.
O MPRN aguarda colaboração da sociedade com informações, pelo Disque Denúncia 127.
Nota do Blog – Esse tipo de atividade criminosa em Mossoró é mais antiga do que a posição fecal. Estranho é que em nota, a municipalidade já tenha se eximido de qualquer responsabilidade, atribuindo tão somente aos servidores presos a suposta culpa.
O problema também não é restrito a Mossoró. Em muitos outros municípios o comércio de túmulos, nos subterrâneos, ocorre com se fosse uma atividade mercantil normal.
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta terça-feira (19/11) a Operação Luctus, com o objetivo de apurar um esquema fraudulento de cobranças e recebimentos de valores indevidos relacionados a lotes dos cemitérios públicos Novo Tempo e São Sebastião, localizados em Mossoró.
Cemitérios foram "visitados" por promotores e policiais; prefeitura se exime de qualquer responsabilidade (Foto: MPRN)
A operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Gente com cargos na municipalidade foi alcançada.
A operação é resultado de uma investigação realizada pela 11ª Promotoria de Justiça de Mossoró e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Apura crimes de concussão e corrupção passiva, violação de sepultura e vilipêndio de cadáver, cometidos por uma organização criminosa que atua na cidade, tendo funcionários públicos como integrantes, incluindo diretores dos cemitérios Novo Tempo e São Sebastião como ocupantes de elevada posição no esquema.
A operação Luctus conta com a participação de 11 promotores de Justiça; 14 servidores do MPRN e 12 equipes policiais. O nome da operação refere-se ao termo luto, em latim.
O outro lado
A Prefeitura de Mossoró emitiu nota oficial se posicionando sobre o caso. Revela que colabora instantaneamente com as investigações e diz que supostos deslizes são de “responsabilidade dos administradores do São Sebastião e Novo Tempo”. Veja abaixo:
A Prefeitura de Mossoró informa que repassou todos os documentos solicitados pelo Ministério Público nas primeiras horas da manhã de hoje. Segundo as equipes que foram à secretaria de Serviços Urbanos, tratam-se de informações sobre os cemitérios públicos municipais.
A ação de busca e apreensão também foi realizada nas residências dos administradores dos cemitérios. Ambos são efetivos e ocupam a função há cerca de 20 anos.
A Prefeitura explica que mensalmente recebe de cada administração e repassa todas os dados sobre as pessoas falecidas, com encaminhamento também do CPF ao INSS, conforme determina o trâmite legal.
O Município esclarece que cada cemitério possui sua gestão, com livros e informações específicos, como certidão de óbito, entre outros dados, que são de responsabilidade dos administradores do São Sebastião e Novo Tempo.
A Prefeitura está à disposição do MP e polícia para prestar quaisquer informações que auxiliem na investigação. A operação nesta manhã foi acompanhada pelo procurador adjunto do Município, Júlio César Soares, e assessoria jurídica da secretaria.
Nota do Blog – Nem os mortos estão a salvo em Mossoró. Incrível. Mas perigo mesmo são os muito vivos. No dia que o MPRN resolver montar uma força-tarefa para apurar dispensa de licitações (em profusão), licitações estranhas, terceirizações, nepotismo cruzado e o inalcançável e multimilionário negócio do “lixo”, até os falecidos contribuintes agradecerão.
Amém!
Acompanhe oBlog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI, FacebookAQUI e Youtube AQUI.