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Juíza, mulher de Álvaro Dias responderá por improbidade

Do Blog Jurinews

Depois dos ex-desembargadores do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro terem sido afastados por atos de improbidade, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, autorizou a abertura de ação de improbidade administrativa contra a juíza de Direito Amanda Grace Diógenes Freitas Costa Dias.

Álvaro e Grace: política em jogo (Foto: redes sociais)

A decisão do ministro nos autos do Recurso Especial – RE 771077 foi publicada no dia 1º de fevereiro e atende ao pedido do Ministério Público Federal (MPF/RN). A magistrada, mulher do prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB), é acusada por práticas de atos ímprobos previsto no art. 11, II, da Lei 8.429, e prevê entre outras sanções a perda da função pública, além do pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração percebida pelo agente.

A magistrada que agora será réu no processo de improbidade autorizado pelo Supremo Tribunal Federal sofreu várias derrotas sucessivas nas instâncias superiores. A juíza Amanda Grace é defendida pelo advogado Felipe Cortez que perdeu no STJ e perdeu novamente perante o STF.

Justiça Eleitoral

A ação de improbidade administrativa ajuizada em 2007 pelos procuradores da República do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/RN tem também como réus o marido da magistrada, o então deputado estadual Álvaro Costa Dias e hoje prefeito de Natal; e o ex-prefeito do município de Jardim do Seridó, Patrício Joaquim de Medeiros Júnior.

De acordo com a investigação do MPF, a juíza Amanda Grace praticou atos que violaram os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade perante a Justiça Eleitoral. Isso porque exerceu as funções de juíza eleitoral da 23ª Zona, em Jardim do Seridó, de setembro de 2002 a abril de 2004 sem praticar nenhum ato processual em dois processos penais eleitorais.

Ambos apuravam a possível prática de crimes eleitorais por Patrício Joaquim de Medeiros Júnior. O ex-prefeito possui laços de parentesco e vínculos políticos com Álvaro Dias e o apoio na campanha ao cargo de deputado federal em 2002. Os dois pertenciam à mesma legenda, o PDT.

Mesmo após deixar a Zona Eleitoral de Jardim do Seridó, a magistrada teria permanecido de posse dos dois processos até 5 de dezembro de 2005, só os devolvendo, pelos Correios, depois que uma servidora do cartório eleitoral solicitou expressamente, por ordem da nova juíza local.

P.S – 15h10 – À propósito dessa notícia originalmente publicada pelo Jurinews, o advogado Felipe Cortez, que defende os interesses da juíza Amanda Grace, pronuncia-se:

– “Em relação a notícia reproduzida no seu blog sobre continuidade de processo que envolvia a esposa do prefeito Álvaro Dias gostaria de esclarecer que a decisão do ministro Fux foi transitória e já estava prejudicada em razão do julgamento do mérito da ação principal no qual a doutora Amanda Grace Costa Dias foi absolvida na primeira instância da Justiça Federal como também já havia sido absolvida pelo plenário do TJRN“.

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Principal envolvida em escândalo na AL está na João Chaves

A chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, está em prisão temporária no Complexo Penal Doutor João Chaves, em Natal. Foi levada para lá à manhã de segunda-feira (17).

Pavilhão Feminino é endereço de Ana e Carla (Foto: TN)

Ana está no Pavilhão Feminino (para nível superior), dividindo cela com Carla Ubarana. Sua companheira de cárcere é ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Encabeçava uma quadrilha que desviou R$ 14.195.702,82 em precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Quanto à Ana Augusta, o Ministério Público do RN (MPRN) a acusa de ser peça-chave de esquema com uso de servidores fantasmas lotados no gabinete do seu chefe, Ezequiel Ferreira.

Milhões

Teriam sido desviados mais de R$ 2,440 milhões, desde 2015, atesta o parquet estadual.

Ela cumpre modalidade de prisão cautelar (são cinco dias), que pode ser prorrogada em até cinco dias. Não deve ser descartada hipótese de pedido de prisão preventiva.

Ana Augusta foi alcançada pela “Operação Canastra Real” (veja série de postagens AQUI),

Carla Ubarana cumpre condenação ao mesmo tempo em que dois nomes ilustres do desvio milionário, desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, foram ‘punidos’ com afastamento compulsório do poder, mas empalmando aposentadoria (integral). Ano passado, até tiveram direito a auxílio-moradia retroativo de mais de R$ 200 mil cada um.

Veja AQUI e AQUI série de postagens sobre o escândalo da “Operação Judas” no TJRN .

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A discrição de um magistrado e “a vida como ela é…”

Um assunto bastante comentado nas rodas de bate-papo em Natal, entre interlocutores do universo jurídico e político, é a condenação dos desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz (veja AQUI).

Ivanaldo ouve Osvaldo Cruz em processo (Foto: Emanuel Amaral/TN)

Emerge o pensamento majoritário, sem necessário juízo de valor quanto aos réus, sobre a postura firme e reservada do judicante Ivanaldo Bezerra (6ª Vara Criminal do Natal), que prolatou a sentença.

Discrição é seu forte, traço comum à enorme maioria dos bons magistrados.

Mesma postura foi adotada pelo portal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em relação ao assunto: não publicou uma única linha sobre o caso, mas por outras razões.

Quem teve proeminência na página virtual desse poder devido nova sentença condenatória (veja AQUI) foi o ex-governador Fernando Freire. Há muito está no ostracismo e preso. Segundo os autos, ele e comparsas teriam desviado um total de R$ 88.240,00 do governo estadual.

Já Godeiro e Cruz drenaram, com colaboradores, mais de R$ 14 milhões de precatórios do próprio TJRN.

A vida como ela é…

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Justiça condena dois desembargadores aposentados do RN

Osvaldo e Rafael: condenações (Foto: Arquivo)

Os ex-desembargadores Osvaldo Soares Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho foram condenados pelo juiz Ivanaldo Bezerra (6ª Vara Criminal do Natal) por envolvimento em um esquema fraudulento que desviou R$ 14.195.702,82 do Setor de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), no período em que eram presidentes da instituição. Decisão saiu nesse dia 30 (segunda-feira).

A decisão é resultado de investigações do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que resultaram na deflagração da Operação Judas, em janeiro de 2012.

Osvaldo Cruz foi condenado por peculato e lavagem de dinheiro com pena de 15 anos de prisão e Rafael Godeiro por peculato, com pena de 7 anos e seis meses de reclusão. Além da reclusão em regime fechado, os ex-desembargadores também foram condenados a repararem, cada um, o valor de R$ 3 milhões. Cabe recurso.

Em junho de 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia aplicado punição máxima a ambos em relação aos desvios de dinheiro praticados na Divisão de Precatório do Tribunal de Justiça do RN.

Aposentadorias

Com a condenação, o desembargador Oswaldo Cruz foi aposentado compulsoriamente e Rafael Godeiro, que já estava aposentado, teve sua aposentadoria por idade convertida em compulsória, que é a punição máxima na esfera administrativa.

Deflagrada no final de janeiro de 2012 por promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal com participação da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (CAOP-PP) e de policiais da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (DEICOT), a Operação Judas investigou irregularidades na Divisão de Precatórios no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão de cinco pessoas, nas cidades de Natal, Canguaretama e Recife (PE).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Veja sentença NA ÍNTEGRA clicando AQUI.

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Desembargador escapa da morte em ‘julgamento’ do PCC

Em relato enviado para amigos, via Internet, o desembargador aposentado Osvaldo Cruz conta como foram as horas de terror que viveu, nas mãos de assaltantes, à noite da última sexta-feira (22).

Ele estava em sua fazenda no município de Taipu e limites com Ceará-Mirim. Quatro bandidos fortemente armados invadiram a propriedade, roubaram bens diversos e levaram-no como refém.

Osvaldo Cruz afirma que chegou a ser filmado por bandidos no interior do carro usado na fuga (Foto Novo Jornal)

Em poder da quadrilha, ele foi supostamente ‘julgado’ por um “Conselho” (‘Tribunal) do Primeiro Comando da Capital (PCC), ganhando liberdade pela madrugada.

Leia abaixo:

Amigos, hoje só tenho motivos para agradecer a Deus pela minha vida, da minha mulher e pela vida de todos que estiveram comigo ameaçados durante horas de terror. Quatro assaltantes encapuzados e fortemente armados vieram em busca do dinheiro que o juiz tinha recebido, joias, armas, celulares e objetos de valor. E ameaçaram me executar caso eu tivesse condenado algum membro da sua organização.

Levaram-me refém ordenando que Izalva não acionasse a policia durante 1 hora, caso contrário me apagariam. Partiram comigo dentro do meu carro em alta velocidade, com armas na minha cabeça, até caírem numa vala, estourando 2 pneus laterais e por pouco não capotamos.

Abandonaram meu carro e passaram a usar carros roubados chegando a trocar 5 vezes de carro. Nesse ínterim fui rebocado de olhos vedados pelo mato, na chuva. Sugeriam pedir um resgate de 2 milhões de reais.

Tiraram minha foto e fizeram um vídeo com minha voz enviando para o Conselho deles para que decidissem meu destino.

Pela graça divina o comando deles que diziam ser do PCC determinou que eu não fosse executado.

Fui abandonado em Rego Muleiro, São Gonçalo do Amarante.

Sem noção de onde estava bati na madrugada em várias casas mas todos temiam abrir suas portas. Por fim uma Senhora resolveu ligar pra polícia e foi informada que me acolhesse, pois já estavam à minha procura.

Parece um filme mas infelizmente é a nossa realidade nua e crua.

Agradeço o carinho e a solidariedade de toda a família e amigos.

Que Deus abençoe a todos com muita Paz e dias melhores!

Feliz 2018! Forte abraço!

Leia também: Desembargador aposentado é roubado e sequestrado.

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TJ muda decisão após roubo e sequestro de desembargador

A decisão neste domingo (24) tomada pela desembargadora do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Judite Nunes, determinando o retorno de policiais civis, militares e miliares bombeiros ao trabalho (veja AQUI), ocorre menos de 48 após o desembargador aposentado Osvaldo Cruz ter tido sua fazendo roubada e ele sofrer sequestro.

Coincidência? Talvez. Mas se for o caso, realmente é muita coincidência.

Desembargador Osvaldo Cruz viveu o terror com a falta de policiamento (Foto: Alberto Leandro)

Um pouco antes, na sexta-feira (22), o desembargador Dilermando Mota tinha rejeitado Ação Cível Originária protocolada pelo governo estadual, que pedia a “ilegalidade” dos movimentos policiais. A gestão Robinson Faria (PSD) arguia que se tratavam de “greves disfarçadas”.

Direito à greve

O direito à greve, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), é vedado aos policiais militares e militares das Forças Armadas, estendido aos policiais civis.

Dilermando não acolheu o arrazoado do governo (veja AQUI), garantindo o “aquartelamento” dos militares e a “Operação Padrão” dos policiais civis, além de endossar a própria luta por atualização dos salários deles.

Judite Nunes viu tudo sob outro prisma neste domingo, contrariando o que Dilermando Mota tinha interpretado antes.

Leia também: Desembargador aposentado é roubado e sequestrado.

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Desembargador aposentado é roubado e sequestrado

Do Blog Robson Pires

Na noite desta sexta-feira (22), por volta das 20h, quatro homens encapuzados invadiram a fazenda do desembargador aposentado Osvaldo Cruz que fica entre os municípios de Ceará-Mirim e Taipu.

Osvaldo: drama pessoal e familiar (Foto: Novo Jornal)

Os marginais renderam o morador e o obrigaram a chamá-lo. Quando o desembargador abriu a porta eles anunciaram o assalto e o fizerem de refém.

Roubaram tudo que puderam e colocaram dentro do Kia Sportage pertencente a família do desembargador e fugiram com ele dentro do veiculo. Na fuga perderam o controle e caíram dentro de uma ribanceira.

Eles conseguiram sair levando o desembargador, roubaram mais dois veículos e liberaram Osvaldo Cruz por volta de 01h da madrugada em São Gonçalo do Amarante.

Nota do Blog Carlos Santos – Osvaldo Cruz foi aposentado compulsoriamente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por envolvimento no escândalo dos precatórios, ao lado do também desembargador Rafael Godeiro.

Os dois, recentemente, mesmo aposentados obrigatoriamente, ainda receberam auxílio-moradia retroativo do TJRN: Osvaldo Soares da Cruz recebeu R$ 178.208,01 e Rafael Godeiro Sobrinho empalmou R$ 158.047,35 – Veja AQUI.

Leia também: CNJ aposenta desembargadores acusados de rapinagem;

Leia também: Desembargadores são condenados à devolução de dinheiro;

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Magistrados chegam a receber R$ 211 mil de auxílio-moradia

Do G1RN

Portal da Transparência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte divulgou quanto cada magistrado potiguar recebeu de auxílio-moradia no último mês de outubro. Ao todo, foram pagos quase de R$ 40 milhões, em valores retroativos, a 22 desembargadores e 195 juízes.

Osvaldo e Rafael: nova "punição" (Foto: TN)

A validade do pagamento está em discussão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os valores recebidos pelos magistrados foram dividido em duas folhas suplementares, dentro do portal da transparência. Somando as duas, portanto, alguns deles chegaram a receber mais de R$ 211 mil.

As folhas podem ser consultadas aqui (folha 1)aqui (folha 2).

Entre os beneficiados pelo pagamento estão os dois desembargadores aposentados compulsoriamente em 2013 por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por um suposto envolvimento em um esquema que desviou pelo menos R$ 14 milhões da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte – descoberto pela Operação Judas.

Osvaldo Soares da Cruz recebeu R$ 178.208,01 e Rafael Godeiro Sobrinho, R$ 158.047,35.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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Envolvida em caso de precatórios não obtém habeas corpus

Ubarana e George Leal: precatórios (Foto: arquivo)

Os desembargadores que integram o Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) voltaram a julgar, na sessão desta quarta-feira, 8, mais um recurso, movido pela defesa de Carla de Paiva Ubarana, ex-chefe da Divisão de Precatórios da Corte potiguar. Ao lado do marido, George Leal, confessou o envolvimento em esquema criminoso que desviou recursos do setor.

Dois desembargadores – Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz – foram afastados e aposentados compulsoriamente (veja AQUI).

Dentre outros pontos, os advogados pediam que a acusada pudesse cumprir pena em casa, até a realização de uma perícia médica, devido ao que definiram como “grave estado de saúde”.

Unanimidade

O mesmo argumento também foi defendido em outros mandados e habeas corpus, porém com o mesmo resultado: negado em todos os julgamentos.

No entanto, os argumentos dos advogados foram rejeitados pelo relator do recurso, desembargador Cornélio Alves. O posicionamento do relator foi acompanhado, à unanimidade, pelos demais integrantes da Corte potiguar.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Desembargadores são condenados à devolução de dinheiro AQUI.

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Desembargadores são condenados à devolução de dinheiro

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) condenou os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, a ex-chefe do setor de precatórios do Tribunal de Justiça do RN, Carla Ubarana, e mais 8 pessoas por dano ao erário no valor de R$ 14,1 milhões, em decorrência de irregularidades ocorridas na gestão de precatórios da Corte de Justiça.

Osvaldo e Rafael: negligência (Foto: TN)

A sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (18) deu continuidade ao julgamento iniciado no dia 31 de janeiro. Naquela ocasião, o relator, conselheiro Paulo Roberto Chaves Alves, votou por responsabilizar Carla Ubarana e George Leal pelos desvios ocorridos no setor de precatórios do TJRN entre os anos de 2007 e 2012, além da empresa Glex Empreendimentos.

O conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes pediu vistas ao processo e apresentou nesta quarta-feira um voto divergente, mantendo a responsabilização de Carla Ubarana e George Leal, mas condenando também os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz e mais 6 pessoas.

Os conselheiros Renato Costa Dias, Maria Adélia Sales e o conselheiro em substituição Antonio Ed Souza Santana acompanharam o entendimento do conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes. O conselheiro Francisco Potiguar Cavalcanti Júnior votou em consonância com o relator. Com o resultado, Carla Ubarana, George Leal, Rafael Godeiro, Osvaldo Cruz, João Batista Pinheiro Cabral, Wilza Dantas Targino, Carlos Alberto Fasanaro Júnior, Cláudia Sueli Silva de Oliveira, Carlos Eduardo Palhares e Tânia Maria da Silva foram condenados por dano ao erário e estão impedidos de ocupar cargo público em comissão ou função de confiança.

Carlos Thompson: rigor (Foto: TCE)

Devolução

A condenação implica o ressarcimento, de forma solidária e na medida da quantidade de atos praticados por cada um, aos cofres públicos dos valores desviados do setor de precatórios do TJRN. Carla Ubarana e George Leal foram condenados ao ressarcimento de R$ 14,1 milhões.

Rafael Godeiro terá de devolver R$ 5,4 milhões e Osvaldo Cruz, R$ 3 milhões.

Além deles, Wilza Dantas (R$ 6,2 milhões), João Batista (R$ 3,5 milhões), Carlos Fasanaro (R$ 8,2 milhões), Carlos Eduardo Palhares (R$ 2,2 milhões) e Tânia Maria da Silva (R$ 330 mil) terão de devolver dinheiro aos cofres públicos. Eles terão de pagar também multas que variam de 3% a 35% dos valores devolvidos.

De acordo com o voto do conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, os desembargadores aposentados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz assinaram cheques, ofícios e guias de pagamentos que foram usadas por Carla Ubarana para desviar recursos públicos do setor de precatórios do TJRN e foram, portanto, “no mínimo negligentes em suas condutas”.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tinha “condenado” os dois desembargadores, impondo-lhes aposentadoria com todos os direitos remuneratórios (veja AQUI).

Aí você vai à Constituição e lê que “todos são iguais perante a lei”.

Pronto. Pode rir.

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Desembargador aposentado por corrupção diz ser inocente

Do portal Noar

O ex-desembargador aposentado Osvaldo Cruz prestou depoimento na manhã desta quinta-feira (29) na 8ª Vara Criminal de Natal, onde tramita a ação penal da qual ele é réu, sob a acusação de ter participado dos desvios do setor de precatórios do Tribunal de Justiça.

Cruz disse que não sabia de nada (Foto: Alberto Leandro)

Em juízo, Osvaldo reafirmou sua inocência indicando que foi enganado pela operadora do esquema, Carla Ubarana. Ela já foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão por peculato. Mais de R$ 14 milhões foram desviados da divisão de precatórios.

Em um dos momentos da instrução desta quinta-feira, o desembargador aposentado chegou a ser confrontado pelo Ministério Público sobre a autorização de pagamentos que ele expedia via ofício para Carla Ubarana.

Osvaldo lembrou que a desembargadora Judite Nunes também fazia o mesmo, e que isso não implica em crime porque ambos agiam por boa fé, sem desconfiar que Carla operava desvios.

Operação Judas

O próximo a depor será o desembargador aposentado Rafael Godeiro, em 12 de novembro. Após essa fase, será aberto prazo para alegações finais, com posterior sentença de absolvição ou condenação.

Em 31 de janeiro de 2011, uma ação conjunta do Ministério Público do RN e da Polícia Civil levou para a prisão cinco pessoas, suspeitas de participarem de um esquema identificado no Tribunal de Justiça. Mais tarde, descobriu-se culpa e dolo em apenas duas delas: Carla Ubarana e George Leal, marido e mulher.

Com o avanço das investigações, Carla e George celebraram delação premiada e acusaram Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz de se beneficiarem do esquema.

Pena máxima

Um ano e meio depois, em junho de 2013, o Conselho Nacional de Justiça, instância administrativa e de controle do Judiciário, julgou Rafael e Osvaldo, aplicando-lhe a pena máxima que um tribunal administrativo pode impor: o afastamento permanente do Judiciário com aposentadoria compulsória.

A perda do cargo de desembargadores fez com que os dois magistrados perdessem o foro privilegiado, e passaram a responder a ação penal movida no Superior Tribunal de Justiça no primeiro grau, em Natal.

Nota do Blog Carlos Santos – O.K, tudo bem!

E a grana?

MPF denuncia filha de desembargador aposentado

Do Novo Jornal

O Ministério Público Federal (MPF) incluiu a advogada Tatianny Bezerra Cruz e Sousa, filha do desembargador aposentado Osvaldo Cruz, nas ações penal e de improbidade administrativa que tramitam na Justiça Federal por fraudes em licitações para o fornecimento de merenda escolar em Taipu no ano de 2003. Nos dois processos também foi inserido o nome de João Maria Ferreira.

Os dois são apontados pelos procuradores federais como os verdadeiros proprietários da Distribuidora de Alimentos Santana, vencedora da licitação fraudada.

A Justiça Federal ainda não disse se aceita ou não a inclusão de Tatianny e João Maria nas ações penal e de improbidade. Na primeira denúncia, o dono da distribuidora foi identificado nos documentos da empresa como sendo José do Nascimento, um funcionário da casa de farinha do desembargador aposentado Osvaldo Cruz, pai de Tatianny.

Ao mesmo tempo em que pediu a inclusão dos nomes de Tatianny e João Maria, o MPF também pediu a absolvição de José do Nascimento. “João Maria Ferreira e Tatianny Bezerra Cruz e Sousa (…), apesar de terem inicialmente constado do quadro societário, após algum tempo resolveram se retirar formalmente da referida empresa e inseriram pessoas interpostas no contrato social, evidentemente para evitar que a responsabilização pela prática de ilícitos chegasse a alcançar suas pessoas”, diz a peça dos procuradores.

A denúncia inclui, além do ex-prefeito Francisco Marcelo; os nomes de Adauto Evangelista Neto; Creso Venâncio Dantas e sua esposa Maria do Socorro Rabelo Dantas; Deusimar Silva do Nascimento; Antônio Moraes da Rocha; José Leonardo Pereira do Nascimento, José dos Reis Cavalcante e Genilson Januário da Silva.

Já a ação por improbidade reúne também, entre os réus, a Distribuidora de Alimentos Santana, a Nard Comercial e Serviços Ltda., a JRRC Comércio e Serviços Ltda. e a Rabelo e Dantas Ltda..

O NOVO JORNAL tentou contato com a procuradora da República, Cibele Benevides, para falar sobre o caso, mas a assessoria de comunicação da instituição informou que as informações repassadas pelo MPF estariam em comunicado oficial.

Nota do Blog – Onde estamos metidos…!!!

Vale lembrar que o desembargador foi aposentado (com remuneração integral), como punição administrativa, por envolvimento em desvios de milhões em precatórios no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Mas ainda responde a processo judicial.

O jeito é recorrermos ao Papa Chico.

CNJ aposenta desembargadores acusados de rapinagem

Por Moisés de Lima (Portal No Ar)

Osvaldo e Rafael (Blog de Túlio Lemos): saída ainda por cima

Em sessão extraordinária, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou a aposentadora compulsória dos ex-presidentes do Tribunal de Justiça do RN, Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, ambos acusados de envolvimento no esquema de desvio de precatórios pela ex-servidora Carla Ubarana.

Durante mais de cinco foram descritos todos os fatos relacionados à responsabilidade  dos  dois desembargadores quanto a gestão e fiscalização dos recursos desviados irregularmente que totaliza mais de R$ 14 milhões.

Jorge Hélio pediu  o envio dos áudios da audiência ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) para investigação do ato de improbidade administrativa.

Durante a sessão os conselheiros entenderam que no caso do desembargador Rafael Godeiro que já havia se retirado pela aposentadoria  antes do processo administrativo ser iniciado, podem haver novos processos administrativos em razão de atos irregulares cometidos durante sua administração.

“Os dois incorreram em ato de improbidade administrativa . Faltou no mínimo cautela e controle sobre o pagamento de precatórios. Eles podem inclusive sofrer um novo processo administrativo por um novo  exercício ilícito durante suas gestões”, declarou o relator.

Nota do Blog – Pais diferenciado é assim: dois homens que deveriam dar exemplo de correção, numa corte, são flagrados num escândalo dessa envergadura e ganham “condenação” de aposentadoria com gordos salários.

O CNJ impôs-lhes penas administrativas, mas ainda respondem a processos judiciais.

Há esperança que, adiante, os processos abertos na Justiça possam assegurar perdas desses benefícios, xilindró e devolução do que foi rapinado.

Bem, claro que estou delirando. Mas não custa nada sonhar.

Na prática, serão anos com processos se arrastando, carregados de recursos e outros dribles processuais que vão lhes garantir um final de vida financeiramente tranquilo, mesmo que moralmente sem reparos.

Bandidos fazem a festa em liberdade

A ex-chefe do setor de precatórios do TJ, Carla Ubarana, que estava presa no presídio feminino da João Chaves na Zona Norte foi solta a poucos instantes. O advogado, Marcus Leal esteve no local, resolvendo com a diretoria os últimos trâmites para a libertação. Em seguida, Ubarana seguiu direto para sua casa, no bairro de Petrópolis juntamente com seu advogado.

Na manhã desta terça-feira, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça concedeu o habeas corpus em em favor de Ubarana e do seu marido George Leal. O casal é envolvido no esquema que desviou mais de R$ 14 milhões dos cofres do TJ responderá o processo em liberdade.

Os desembargadores afastados Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz – implicados no mesmo caso – respondem a procedimentos administrativos no âmbito do Conselho Nacional de Justiça e demanda judicial que está no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A corriola do mensalão encontra brechas aqui e ali, sustentando liberdade, não obstante condenação por crime que teria sido praticado durante o primeiro governo Lula.

Já um menor de idade que assaltou um ônibus no Rio de Janeiro, acrescentando ao seu crime o estupro de passageira de 30 anos, diante dos demais ocupantes do veículo, deverá cumprir medida sócio-educativa por essas barbaridades. Jamais ficará mais do que 3 anos alojado em ambiente para ser “recuperado”.

E você ainda acredita que esse país tem futuro, com uma legislação dessa natureza, que é feita e usada para proteger bandido?

Desista.

Vivemos uma enorme farsa.

Com informações sobre Carla Ubarana do Portal No Ar.

 

Desembargador sob denúncia ganha aposentadoria

Por Marcos Dantas

O desembargador afastado Rafael Godeiro está oficialmente aposentado. O ato, que foi assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN), desembargador Aderson Silvino foi publicado na edição do Diário Oficial deste sábado (02).

Rafael Godeiro foi aposentado compulsoriamente por chegar aos 70 anos, idade limite para um servidor público continuar no exercício de cargos dos quadros efetivos, de acordo com o Regime Jurídico Único.

Ele é um dos envolvidos na investigação de fraudes nos precatórios do TJRN.

Agora o desembargador não poderá mais ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça, uma vez que a pena máxima, nesta instância, seria exatamente a aposentadoria compulsória.

Nota do Blog – Paralelamente, corre processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o mesmo desembargador e seu colega de plenário, também afastado, Osvaldo Cruz.

E fica uma pergunta elementar?

Quem vai devolver aos cofres públicos mais de R$ 11 milhões em precatórios que teriam sido desviados do TJRN?

Eu me arrisco na resposta: nós pagamos a conta e não se fala mais nisso.

Veja AQUI links de diversas matérias que detalham esse caso abjeto. Argh!!

Rapinagem no Tribunal de Justiça terá nova apuração

Do G1

Por maioria, os integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiram, nesta terça-feira (29), reabrir as investigações que apuram a suposta participação de dois desembargadores em uma fraude milionária no sistema de pagamento de precatórios (dívidas do estado com cidadãos determinadas pela Justiça) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN).

Os conselheiros entenderam que é preciso refazer as perícias do caso para evitar futuros questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os desembargadores Rafael Godeiro Sobrinho e Osvaldo Soares Cruz, suspeitos de terem desviado R$ 11 milhões do setor de precatórios no período em que presidiram a corte potiguar, alegam que houve “cerceamento de defesa” durante o processo.

O relator do caso no CNJ, conselheiro Jorge Hélio, apontou a responsabilidade dos desembargadores potiguares no esquema criminoso. Em seu relatório, Jorge Hélio recomendou a aposentadoria compulsória dos dois magistrados.

Se forem condenados, os desembargadores terão como punição máxima a aposentadoria compulsória.

Nota do Blog – Lembro meu querido ex-professor Odemirton Filho com uma exclamação necessária:

Que maravilha!

Vale ouvir Dom e Ravel, símbolo do “milagre brasileiro” com o refrão seguinte: “Esse é um país que vai pra frente, uou, uou, uou, uou, uou…”

E os mais de 11 milhões de reais que teriam sumido, serão devolvidos ao erário?

Eu respondo: claro que não.

Risível!

Desembargadores são vítimas de assalto em Natal

Deu na Tribuna do Norte

Quatro homens ainda não identificados pela polícia assaltaram a casa do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), desembargador João Batista Rebouças.

O crime aconteceu por volta das 7h30 de ontem. Os assaltantes agiram no momento em que o magistrado estava na calçada da residência localizada no bairro Capim Macio, zona Sul de Natal, se despedindo do também desembargador Osvaldo Cruz.

Os bandidos aproveitaram o momento de descuido e anunciaram o assalto.

Os dois desembargadores e a esposa de João Rebouças foram mantidos como reféns dentro de um dos quartos da casa.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do TRE/RN, não houve agressões físicas.

Os bandidos fugiram num carro modelo Corolla levando objetos de valor da família.

Nota do Blog – De uma coisa o Rio Grande do Norte não pode se queixar: a falta de isonomia no crime.

A bandidagem não está poupando ninguém. A próxima vítima pode ser a própria governadora Rosalba Ciarlini (DEM), é só sua segurança pessoal se descuidar. Um sobrinho seu já passou por assalto e sequestro-relâmpago.

Pobre RN!

Desembargador tenta se salvar no Supremo

Por Dinarte Assunção

Caiu no colo do ministro Dias Toffoli o mandado de segurança que o desembargador Osvaldo Cruz impetrou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Conselho Nacional de Justiça.

Ao acusar o CNJ de ter exorbitado na decisão que culminou em seu afastamento do pleno do TJRN, o desembargador espera reverter a situação a seu favor.

Em tempo: o mesmo pedido foi formulado por Rafael Godeiro, também afastado, e negado pelo ministro relator Joaquim Barbosa.

Godeiro e Cruz são suspeitos de terem se beneficiado do festim praticado com dinheiro público do setor de precatórios.

Nota do Blog – Os dois desembargadores são acusados de rapinagem em esquema de precatórios no âmbito do TJRN.

Praça que homenageia desembargador é alvo de vândalos

Folha de São Paulo

Uma homenagem a um desembargador envolvido no maior escândalo recente da história do Judiciário do Rio Grande do Norte vem sendo alvo de críticas no Estado.

A principal praça de Taipu (52 km de Natal) ganhou em 2001 o nome do desembargador Osvaldo Soares da Cruz, nascido no local há 66 anos.

A designação causa polêmica desde então, mas a divergência cresceu após o magistrado ter sido citado em esquema de fraudes montado no Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Ex-presidente do órgão, Cruz está afastado desde abril, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga desvios acima de R$ 11 milhões.

Na praça, pedradas e pichações marcam agora o busto que cita o “filho ilustre” do município.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte pede na Justiça o retorno ao nome original –10 de Março, data da emancipação do município.

A Promotoria, cuja sede fica na mesma praça, entende que a homenagem ao desembargador fere a Constituição (que proíbe a promoção pessoal de autoridades ou servidores) e uma lei federal que veta a atribuição de nome de pessoa viva a bem público.

O prefeito Sebastião de Melo (PSB) recebeu recomendação da Promotoria e da Justiça para fazer a mudança, mas disse esperar a decisão judicial porque a cidade está dividida e “é ano eleitoral”.

O batismo foi sancionado pelo ex-prefeito Marcelo Queiroz (PMDB na época), que era amigo do desembargador, segundo o atual prefeito. A reportagem não conseguiu localizá-lo.

Uma ex-funcionária do TJ-RN (Carla Ubarana) diz ter entregue a Cruz, durante cinco anos, envelopes com dinheiro desviado de processos de precatórios. O desembargador nega.

Saiba mais clicando AQUI.

Nota do Blog – Difícil encontrar um ensinamento tão sábio como uma pregação hindu, que sintetiza em duas palavras o que é a passagem humana sobre a terra: “Tudo passa!”

Mas lamentavelmente, muitos babaquaras que andam de nariz empinado em face de alguns cargos ou projeção social-financeira, têm certeza que tudo é eterno.

O ‘doutor’ Osvaldo é um exemplo de como tudo é fugaz. No escândalo do “Caso dos Precatórios” no TJRN, ele é protagonista de uma forma abjeta. Não é estranho que de filho ilustre de Taipu, o desembargador tenha passado à condição de vergonha coletiva. Um ultraje.

Aprendamos com seu triste exemplo.

Ato público fará protesto em frente à Tribunal de Justiça

Algumas forças organizadas da sociedade preparam ato público para a próxima sexta-feira (8), em Natal, de frente à sede do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), na Cidade Alta. Horário e outros detalhes estão sendo definidos.

A movimentação é algo inédito em relação à história dessa corte, envolvida nos últimos meses em pesadas acusações de improbidade de alguns de seus membros.

A princípio, estão afastados os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz. São acusados de envolvimento e participação direta numa quadrilha que teria desviado cerca de R$ 20 milhões do setor de precatórios do TJRN.

Mas pelo menos outros três estão sob investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Cinco desembargadores são investigados por “infrações”

Do Diário de Natal

Desde o dia 26 de abril que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apura infração disciplinar contra cinco pessoas denunciadas pelo Ministério Público do RN à Procuradoria Geral da República (PGR).

Sete dias antes, o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, foi a Brasília apresentar para a PGR documentos e depoimentos que apontavam o suposto envolvimento de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em ilícitos investigados nas Operações Judas – que trata de desvio de verbas do setor de precatórios do TJ – e Sinal Fechado – sobre um esquema de fraudes no processo de implantação da inspeção veicular no RN, via Detran.

O processo, que tem como relatora a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon, está marcado como “sigiloso” em letras vermelhas. E por esta condição, os nomes das partes não são revelados.

Mas, segundo informações e pela consequente análise das iniciais apresentadas no processo, seriam cinco desembargadores representados pelo MP: Francisco Saraiva Dantas Sobrinho (F. S. D. S.), Expedito Ferreira de Souza (E. F. S.), Rafael Godeiro Sobrinho (R. G. S.), Osvaldo Soares da Cruz (O. S. C.) e um quinto nominado no processo pelas iniciais J.R.

As informações sobre o processo de apuração de infração disciplinar ainda são preliminares, por conta do caráter sigiloso imposto pelo STJ. Não se sabe porque todos os desembargadores estão juntos no mesmo processo, já que um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto nesta semana contra Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro.

O CNJ e o MP-RN não confirmaram a identificação do “quinto elemento” investigado pelo órgão fiscalizador do judiciário brasileiro. No entanto, como a última movimentação, datada da manhã de terça-feira passada, aponta que o processo está “concluso para decisão/despacho”, ele deverá ir a plenário na próxima sessão do CNJ, marcada para 5 de junho.

É possível que os nomes de todos os investigados sejam revelados durante a sessão de julgamento.

Veja matéria completa clicando AQUI.

CNJ decide por afastamento de desembargadores do RN

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, teve aprovado seu voto para abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz, do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

A sessão do CNJ encerrou votação agora há pouco em Brasília.

Eliana, relatora da matéria em pauta, foi seguida pela grande maioria dos seus pares. O placar foi de 11 x 1.

“Por fim, afirmo que as provas testemunhais e documentais encaminhadas pelo Tribunal de Justiça e Ministério Público pode-se concluir indicativo de diversas infrações funcionais cometidas pelos desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro”, afirmou textualmente a relatora.

Com a decisão co CNJ, os desembargadores devem ser afastados (sem prejuízo de remuneração) do TJRN. O PAD é a garantia do princípio da ampla defesa. Eles são acusados de corrupção no TJRN, com manipulação fraudulenta de precatórios, num desvio avaliado em R$ 20 milhões.

Paralelamente, eles respondem a outra demanda sobre o mesmo caso, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). É a corte capaz de impor sanções mais severas aos acusados, como perda da condição de desembargador e de sua remuneração.

Veja detalhes da sessão, com teses dos advogados de defesa, clicando AQUI.