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Consulta pública “Fala Mossoró” é lançada pela Ouvidoria do Município

Janaína Holanda, ouvidora-geral, mostrou o que se pretende com a iniciativa (Foto: Célio Duarte)
Janaína Holanda, ouvidora-geral, mostrou o que se pretende com a iniciativa (Foto: Célio Duarte)

O Poder Executivo mossoroense, por meio da Ouvidoria-Geral do Município, lançou nessa quinta-feira (9), em solenidade realizada no auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania, a consulta pública “Fala Mossoró”. A iniciativa tem como objetivo oportunizar à população em geral e aos servidores públicos municipais um espaço de contato direto e avaliação dos serviços oferecidos pela gestão.

Através de formulário digital que já pode ser acessado no portal da Prefeitura de Mossoró (www.mossoro.rn.gov.br), a pessoa pode se pronunciar.

O lançamento da consulta contou com a presença da ouvidora-geral Janaína Holanda e do prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade). A ouvidora destaca a importância da campanha:

– “É um marco importante. Nós estamos oferecendo, através de consulta pública, um espaço de fala para a população de uma forma geral, para os servidores que agora estão tendo um canal para também avaliar os diversos serviços oferecidos pela Prefeitura Municipal de Mossoró”.

A consulta estará disponível, virtualmente, até o dia 23 de dezembro.

Ao acessar o formulário, o cidadão não precisa se identificar. Ele deve responder, inicialmente, se é servidor municipal ou não. Na sequência, são apresentadas as perguntas referentes à avaliação dos serviços/atendimentos disponibilizados pela Prefeitura e, no caso do servidor, questiona-se também como ele avalia o diretor da unidade ou setor em que esteja lotado e o que pode ser aperfeiçoado naquela repartição, entre outras perguntas.

Com informações da PMM.

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Presidente anuncia corte de quase 700 cargos comissionados

Ajustes na gestão da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte foram anunciadas em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira (01) pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB). Ezequiel reafirmou o compromisso de cumprir com os deveres institucionais, políticos e administrativos que cabem à presidência da Casa.

Um deles é garantir as ações do Planejamento Estratégico implantando na atual gestão, incluindo o corte de quase 700 cargos comissionados, a convocação de todos os concursados e a criação da Ouvidoria Legislativa.

Ezequiel fez anúncio de medidas durante sessão da Assembleia Legislativa (Foto: AL)

“Em fevereiro de 2015, há exatamente um ano, adotamos um Planejamento Estratégico. Seguimos um cronograma de ações, projetos e medidas que estão sendo tomadas pela atual gestão. Foi a partir do Planejamento Estratégico que economizamos R$ 15 milhões no custeio da Casa em 2015, com ações como a redução de prédios anexos. O Planejamento estabelece ainda 36 planos de ação, com os quais reduzimos 20% das despesas com a manutenção e funcionamento da Assembleia”, disse o presidente.

Ezequiel Ferreira ressaltou o clamor social pelo equilíbrio dos gastos públicos em todos os Poderes e instituições. “E isso é legítimo. Ser capaz de transformar a Assembleia em um órgão mais eficiente como exemplo na área pública não é tarefa pouco laborosa. E esta Casa tem sido colocada em xeque por parte da sociedade, que lhe exige respostas. E não vamos nos furtar”, disse o deputado lembrando que a Casa não irá cometer injustiças, nem pré-julgamento.

Durante o pronunciamento, Ezequiel destacou o corte de quase 700 cargos comissionados que será feito “de forma planejada e responsável” e anunciou que os ajustes na gestão continuarão com o acompanhamento técnico da instituição nacional, a Fundação Getúlio Vargas. “Estamos em um novo momento. Surge uma nova Assembleia, com austeridade nos gastos, redução de despesas e mais transparência. Nosso Planejamento Estratégico prevê uma Reforma Administrativa, a qual instituirá planejamento para os cargos, setores e salário dos servidores, incluindo a necessidade de diminuir a estrutura dos cargos comissionados, respeitando as prerrogativas do Poder Legislativo”, detalhou.

O funcionamento administrativo da Assembleia Legislativa também foi destacado pelo presidente em seu discurso. “Como em todas as instituições públicas temos servidores efetivos, comissionados e aposentados. Iniciamos no ano passado a convocação de concursados e iremos chamar todos os aprovados no certame ainda este ano, demonstração clara de uma nova política administrativa desta Casa”, anuncia o presidente.

Outra ação imediata que faz parte do ajuste na gestão é a criação da Ouvidoria, por meio do Serviço Eletrônico de Informação ao Cidadão (e-SIC). “A Ouvidoria Legislativa é um passo importante para receber reclamações, denúncias e sugestões da população. Uma Ouvidoria ágil, eficiente e transparente. Assim teremos condições de receber as reclamações, apurar e devolver à sociedade o resultado do que foi reclamado”. A previsão é que as reclamações sejam respondidas em até 48 horas.

Ao final, Ezequiel Ferreira disse aos deputados: “Juntos podemos e haveremos de fazer nossa parte, de olhos voltados para a posteridade. Dela nos orgulharemos ao levar adiante ideais daqueles que nos precederam e que muito fizeram por nosso Estado. Todos têm contribuído, cada um com sua melhor medida, com dedicação e espírito público, para que este Parlamento desfrute de respeito e confiança diante da população potiguar”, disse.

Com informações da AL.

CGU dá nota “Zero” em Transparência à Prefeitura de Mossoró

Quando o assunto é a garantia do direito de acesso a informações públicas, o principal gargalo brasileiro são os municípios. É o que revela a segunda edição da Escala Brasil Transparente (EBT), estudo da Controladoria-Geral da União (CGU) que mede o grau de cumprimento de estados e municípios em relação à Lei de Acesso à Informação (LAI, Lei 12.527/11).

No levantamento, o Estado do RN saiu-se muito bem (veja AQUI). Mas os municípios…

Mossoró, que teve até bem pouco tempo secretarias de Transparência e Ouvidoria, rebaixadas para outro patamar em recente reforma do prefeito Francisco José Júnior (PSD), aparece em situação de penúria quando o assunto é transparência. O que não causa estranheza.

A nota de Mossoró é “0” (zero). Veja AQUI o porquê e no boxe abaixo.

Levantamento mostra completo descaso e desrespeito com o cidadão (Reprodução)

Segundo a edição da Escala Brasil Transparente (EBT), a Prefeitura de Mossoró consegue ser ruim em tudo que se relaciona à informação à sociedade.

Bancada derruba pedido de informação

As pastas da Transparência e Ouvidoria, como o Blog já tinha antecipado (veja AQUI) nunca existiram de verdade. Na Câmara Municipal, a bancada governista recebe ordens para derrubar todo e qualquer pedido de informação. Um simples requerimento que solicita dados sobre veículos e imóveis alugados, não passa.

O levantamento divulgado nesta sexta-feira (20) mostra que, em uma escala de 0 a 10, 1.356 dos 1.587 municípios não alcançaram nem a nota 5 no cumprimento da LAI. Apenas 29 obtiveram a pontuação máxima, enquanto 822 (51,9%) não atingiram sequer a nota 1.

O índice leva em consideração critérios como a regulamentação da lei e a transparência passiva (relativa ao atendimento de pedidos de acesso à informação) dos entes federativos avaliados.

Em termos de Rio Grande do Norte – veja AQUI -, o quadro geral é de desinformação. Compreensível que a população fique tão alheia a seus reais interesses.

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* Com lead do Congresso em Foco.

Secretarias rebaixadas nunca existiram de verdade

O encolhe-estica das medidas anunciadas pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD) – veja AQUI – e publicadas dia passado no Jornal Oficial do Município (JOM), para redução de despesas na Prefeitura de Mossoró, provou duas inutilidades.

Luiz Antônio: sem transparência (Foto: Raul Pereira)

A extinção das pastas da Transparência e Ouvidoria prova o que nunca existiu: transparência e ouvidoria. Na verdade, não são extinções, mas rebaixamento no organograma.

Dois pesos mortos dentro da administração, apenas para servir de cabide de empregos, sem demonstrarem em nenhum momento valor prático em favor do cidadão e da gestão.

“Encosto”

A Ouvidoria passa a funcionar dentro da Secretaria do Gabinete Civil. Morre como secretaria e se transforma num “encosto”.

A Secretaria de Transparência foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho. Por lá não deverá ocupar sequer um birô. E ninguém sentirá sua falta.

O titular da Ouvidoria era Sebastião Almeida, que desembarcou na Prefeitura na gestão “Silveira” como chefe de Gabinete. Na Transparência estava o “super-secretário” Luiz Antônio, que acumulava o cargo com a pasta do Desenvolvimento Econômico e Trabalho.

Esse fica e ainda mais forte. Tem se mexido muito nos bastidores, participando de altas negociações.

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“Cerco” de TV a governo pode gerar reclamação à Globo

Há uma corrente de assessores do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), que defende a formalização de queixa diretamente à Ouvidoria da Rede Globo de Televisão, contra sua afiliada no estado, a InterTV Cabugi (sede em Natal).

O Blog procurou falar com o prefeito ao final da manhã de hoje, para tratar desse tema e sobre nomeação de secretários.

O contato terminou sendo fugaz, sob a justificativa do próprio prefeito de que estava envolvido intensamente no anúncio do secretariado.

Mas, mesmo assim, admitiu que seu governo se sente discriminado pela emissora nas últimas semanas.

– Não queremos reportagens favoráveis ou de oba-oba. Escutando a gente, dando o direito ao contraditório, é o suficiente. Apontar problemas, dar sugestões e pedir providências são papeis da imprensa. Nós até agradecemos – argumentou.

Blitz

A reclamação é de que a TV estaria com pauta cerrada contra o governo municipal. Em pleno período de campanha eleitoral estadual, tem ocorrido uma “blitz” contra a gestão que politicamente não acompanha o candidato a governador, deputado federal Henrique Alves (PMDB), um dos principais acionistas da InterTV Cabugi.

O Blog falou com outra fonte do Governo, que pediu para ter seu nome preservado. Ponderou que um porta-voz do próprio governo, sob autorização do prefeito, é que poderia falar sobre o caso.

Mesmo assim, relatou: “À semana passada foram muitos assuntos abordados do ponto de vista negativo, colocando a gestão em situação difícil, não por não termos respostas, porque temos para todas as questões apontadas, mas por limitar o espaço da resposta”.

Prefeito aprovado

Acrescentou ainda: “São reportagens em que fazem cortes e edições das falas e  às vezes cobram prontidão de secretários para atendimento, em uma locação que eles acham pertinentes. Mais do que um privilégio, é uma pressão que não leva em conta a própria agenda dessas pessoas”.

Em dias consecutivos, a emissora focalizou problemas com agentes de endemia, falta de médicos, precariedade e escassez de ônibus, poluição do rio Mossoró, sucateamento de praça etc. em Mossoró.

No último dia 27, a pesquisa Consult/Rádio Difusora (veja AQUI), apontou que o prefeito tinha aprovação de 65,15% dos mossoroenses.

Nota do Blog – Em época de campanha os ânimos sempre se exaltam. As relações entre poder e mídia normalmente ficam esgarçadas.

A Rede Globo de Televisão tem um rigoroso acompanhamento da linha editorial de suas afiliadas e recrudesce essa vigilância em períodos eleitorais.

Em relação ao RN, a Globo deverá implantar uma afiliada em Mossoró nos próximos meses, também controlada pelo mesmo grupo da InterTV.

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