A exatamente cinco meses das eleições de 6 de outubro, a oposição em Mossoró vive situação desesperadora: não tem sequer um nome de verdade à disputa. Quem botou a cabeça fora até aqui, não é visto ou notado. E quem era tido como certo… se esconde, se omite, mergulha.
Conforme as próprias pesquisas recentemente divulgadas, a primeira do Instituto DataVero/93 FM (veja AQUI) e a segunda do Instituto Agorasei/96 FM (AQUI e AQUI), não existe ninguém competitivo. Rejeições aos oposicionistas são bem maiores do que suas intenções de voto.
Enquanto isso, o prefeito Allyson Bezerra (UB) tem performance inversamente proporcional na corrida ao voto e na avaliação de governo, além de baixíssima rejeição.
A oposição realiza pesada campanha contra o governo e contra o prefeito, através de denúncias na imprensa e em redes sociais, além de empilhar outras tantas no Ministério Público. Contudo, ninguém se capitaliza com esse fogo cerrado contra prefeito e governo. Ninguém mesmo.
Apenas Allyson Bezerra soma, infla, cresce.
As próprias pesquisas revelam que nenhum pré-candidato ou pretenso pré-candidato tem dividendos com essa política incendiária.
Moisés (centro) foi quem conduziu o debate entre candidatos a prefeito de Mossoró em outubro de 2022 (Foto: TCM-Telecom/Arquivo)
“As rodadas de pesquisas eleitorais do Grupo TCM serão retomadas após as convenções municipais.” A informação é do jornalista Moisés Albuquerque, diretor de Jornalismo do complexo de comunicação que agrega a TV Cabo Mossoró (TCM Telecom) Canal 10, a 95 FM de Mossoró, a Princesa FM 90.9 de Assú e a 983 de Apodi.
O período de convenções partidárias, segundo a legislação eleitoral 2024, é de 25 de julho a 5 de agosto.
Albuquerque assinala ainda, que mesmo pesquisas relativas à administração pública e espelho das intenções de voto a prefeito e vereador, em Mossoró, estão enquadradas nesse planejamento do Grupo TCM.
Programas especiais, pesquisas e debates acontecerão do período de campanha até as eleições.
Eleições 2020
Veja AQUI como foi o primeiro debate da campanha 2020, promovido pelo Grupo TCM, em 22 de outubro de 2020;
Veja AQUIa última pesquisa a prefeito de Mossoró, veiculada pelo Grupo TCM, em 12 de novembro de 2020.
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As campanhas eleitorais em Mossoró sempre se caracterizaram pelo seu acirramento. O clima político sempre foi quente, fazendo justiça as altas temperaturas da terra de Santa Luzia.
A disputa para o cargo de prefeito deste ano entrará para a história dos pleitos eleitorais.
Allyson venceu a favorita Rosalba numa disputa em que outras concorrentes se voltaram contra ele (Fotomontagem Agora RN)
De um lado, a experiência e a continuidade de um projeto político que há tempos domina o cenário político da cidade, tendo à frente Rosalba Ciarlini, que já administrou o município por quatro vezes, tendo sido senadora e governadora do Estado.
“É a Rosa!”, gritam, entusiasmados, os seus eleitores.
Doutro lado, um jovem deputado estadual, Allyson Bezerra, que, para muitos, de forma surpreendente, conquistou o primeiro mandato em 2018. De origem humilde, sem carregar o sobrenome da tradicional família de Mossoró, enfrentou em pé de igualdade a franca favorita.
“É o Menino!”, como chamam os seus correligionários.
Os demais candidatos a prefeito não conseguiram empolgar os eleitores e obtiveram votações inexpressivas.
Assim, a campanha eleitoral, como se sabe, ficou polarizada entre o Menino e a Rosa.
Em uma época em que as redes sociais são o palco da disputa político-eleitoral, os contendores travaram uma luta medonha à cata do voto.
Acusações de parte a parte que visavam a desqualificar o opositor fizeram parte do mundo real e, principalmente, virtual.
Tudo, é claro, com o objetivo de exaltar as qualidades de seu candidato e descontruir o adversário.
Além disso, várias pesquisas de intenções de votos foram publicadas. Para todos os gostos. Desacreditar a pesquisa na qual o seu candidato estava em desvantagem foi a estratégia adotada no decorrer de toda a campanha.
Para os partidários do Menino e da Rosa somente as pesquisas que os colocava em vantagem estavam corretas.
Alguns institutos de pesquisa, diante de erros graves, perderam a credibilidade. Sabe-se que números contraditórios podem influenciar o eleitor que “não quer votar pra perder”.
Contudo, o mais incrível foram as aglomerações em tempos de pandemia. O eleitor foi às ruas, lotando os comícios, carreatas e passeatas. Parecia que o coronavírus “estava em férias”.
O discurso adotado pela Rosa consistiu em apontar a inexperiência do Menino para administrar um município do porte de Mossoró. Argumentava que era preciso maturidade e experiência para gerir o destino da capital do Oeste potiguar.
“A Rosa tinha feito e iria fazer muito mais”. Aliava a sua fala o fato de ter recebido uma “herança maldita” do seu antecessor.
Já o Menino se apresentou como o “novo”, aquele que venceria uma família que há décadas mandava e desmandava na cidade. Conseguiu atrair a simpatia da maioria dos eleitores, prometendo uma administração diferente e moderna.
O Menino levou bordoadas de todos os lados. Era o “inimigo” comum a ser abatido.
Na reta final da campanha, a troca de acusações se acentuou. A militância dos candidatos ficou com os ânimos à flor da pele.
Não se acreditava na derrota da Rosa, mesmo diante da maioria das pesquisas que indicava a vitória do Menino.
A Rosa perder as eleições em Mossoró sendo candidata? Que conversa é essa?! Ela ganharia, nem que fosse por poucos votos. Vamos apostar?
O resultado das urnas, contudo, apresentou um quadro que, para muitos, parecia impossível de acontecer.
A Rosa não era imbatível. Apesar de toda a sua experiência político-administrativa e inegável carisma não conseguiu se reeleger.
O Menino, com apenas 28 anos de idade e o seu chapéu de vaqueiro, venceu a eleição.
O “impossível”, às vezes, acontece.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Em redes sociais e rádio RPC, que pertence a seu grupo político, o presidente estadual do Progressistas e ex-deputado federal Betinho Rosado afirmou que há campanha orquestrada contra a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), sua cunhada.
Betinho questiona pesquisas (Reprodução: BCS)
Para ele, setores da imprensa em Mossoró e em Natal produzem fatos e jogam pesquisas desqualificando a candidatura à reeleição de Rosalba.
Segundo Betinho, não é real nenhuma pesquisa que tem sido divulgada, com Rosalba atrás até 11 e 14% do deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade).
Pesquisa cancelada
A propósito de pesquisa, o Instituto I2 de Natal deveria apresentar pesquisa no dia passado (quarta-feira, 11), mas acabou recuando.
Seria sobre o quadro eleitoral de Mossoró, com custo próprio, sem nenhum contratante visível e formal.
A publicação ocorreria num jornal impresso de Mossoró ou blog da capital do estado.
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