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A polarização tem cura?

Por Wilson Gomes (Do Canal Meio para o BCS)

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

A política é atividade competitiva por excelência, pois o seu ponto de partida é a divergência e o conflito de interesses, vontades e valores. E não há nada de errado nisso; ao contrário, trata-se de forma mais civilizada de mediação dos inevitáveis conflitos que resultam da liberdade e da singularidade humanas.

Já a polarização é um problema porque produz uma série de efeitos corrosivos sobre a política democrática. Em primeiro lugar, ela intensifica a hostilidade entre cidadãos e grupos, frequentemente associando a identidade política a sentimentos de aversão, medo e desconfiança. Essa animosidade não permanece no plano simbólico, pois pode se traduzir em violência, intimidação e outras formas de agressão dirigidas a indivíduos em razão de sua filiação política. Em segundo lugar, a polarização fragiliza a coesão social, uma vez que transforma adversários em inimigos morais e favorece processos de desumanização recíproca que tornam mais difícil o reconhecimento mútuo necessário à convivência democrática.

Além disso, a polarização alimenta percepções distorcidas sobre o grupo rival, reforça estereótipos negativos e sustenta a crença de que o outro representa uma ameaça existencial à ordem política. Esse clima de antagonismo favorece a radicalização, na medida em que indivíduos passam a considerar aceitável o uso de meios ilegais ou antidemocráticos para impedir a vitória do adversário, que já não é visto como um concorrente legítimo, mas como um perigo a ser neutralizado. Por fim, ao generalizar emoções negativas e legitimar atitudes extremas, a polarização contribui para um ambiente político instável e destrutivo, enfraquecendo a confiança nas instituições e tornando as democracias mais vulneráveis à ruptura e à erosão interna.

É verdade que vem se tornando frequente no Brasil, principalmente na esquerda, o negacionismo da polarização. Ainda esta semana, Reinaldo Azevedo gravou um vídeo para supostamente desmascarar a má-fé de quem fala de polarização no país. A razão é simples: não existe aqui um radicalismo proporcional de esquerda e de direita. A direita radical, de fato, tem número suficiente para vencer eleições, conquistar governos e produzir leis, mas não existe uma extrema-esquerda no país que represente uma ameaça semelhante.

A direita é que se radicalizou, enquanto a esquerda continua no ponto onde sempre esteve. A suposição desse argumento é que, para haver polarização, seria necessário haver dois polos políticos radicais com igual apelo ou filiação. Além disso, sustenta-se que, ao dizer que existe polarização, se está atribuindo à esquerda uma imputação moral por uma situação negativa que não seria responsabilidade dela.

Ora, a premissa implícita nesse raciocínio é falsa, porque polarização não exige simetria entre os polos, seja em grau de radicalização, em tamanho ou em poder político. A polarização pode, inclusive, ser assimétrica. Não se trata de um conceito que descreve posições no espectro ideológico, mas sim da estrutura da relação entre grupos políticos.

Há polarização quando grupos passam a se perceber como moralmente incompatíveis, seja entre si, seja em relação ao restante da sociedade. Isso também ocorre quando a identificação política se transforma na identidade social central, como no caso de quem afirma “eu não voto em Bolsonaro, eu sou Bolsonaro”. Da mesma forma, há polarização quando o adversário deixa de ser visto como concorrente legítimo e passa a ser percebido como uma ameaça que não deve, em hipótese alguma, ser “normalizada”. O fenômeno também se manifesta quando a distância entre posições se torna tão grande que impede soluções de compromisso ou quando o centro e a moderação passam a ser abandonados e desqualificados pela maioria. Se tais características podem ser encontradas em grande volume em nossa sociedade, então, meus amigos, a polarização está entre nós.

A divergência deixou de ser vista como parte normal da vida democrática e passou a ser interpretada como sinal de ameaça

O fato é que a polarização política se tornou um dos traços mais visíveis das democracias contemporâneas. Ela aparece nas análises acadêmicas, nas colunas de jornal e na experiência cotidiana de cidadãos que passaram a perceber o adversário não apenas como alguém com posições diferentes, mas como representante de uma visão de mundo considerada moralmente ilegítima. A divergência deixou de ser vista como parte normal da vida democrática e passou a ser interpretada como sinal de ameaça.

Nesse contexto, surge uma pergunta inevitável. A polarização, que tem se intensificado em toda parte nos últimos anos, é uma condição irreversível das democracias contemporâneas ou um fenômeno que pode ser reduzido?

Um estudo recente oferece uma resposta que merece atenção. O artigo foi publicado na revista Political Psychology e assinado por Steffen Moritz, professor do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Universitätsklinikum Hamburg-Eppendorf, em colaboração com pesquisadores da Universität Augsburg e do mesmo centro clínico em Hamburgo. O grupo investiga há décadas os mecanismos cognitivos que sustentam convicções rígidas e resistentes à correção, inicialmente no contexto clínico de pacientes que sustentam ideias falsas com certeza absoluta e, mais recentemente, no campo da psicologia política.

Os pesquisadores queriam testar se a hostilidade política entre grupos rivais poderia ser reduzida por meio de uma intervenção metacognitiva extremamente simples. Essa intervenção consistia em expor as pessoas a seus próprios erros em julgamentos factuais sobre o “outro lado”, especialmente quando esses julgamentos eram sustentados com alto grau de convicção. O termo “metacognitiva” indica que o objetivo não era persuadir os participantes a mudar suas convicções políticas, mas levá-los a refletir sobre a confiabilidade de seus próprios julgamentos. Isso ocorria sobretudo quando descobriam que certezas que sustentavam com segurança sobre o grupo adversário não correspondiam à realidade.

O experimento concentrou-se em eleitores de dois partidos que representam polos opostos da política alemã contemporânea: o Alternative für Deutschland (AfD), frequentemente associado à direita radical populista, e o Bündnis 90/Die Grünen, o Partido Verde, identificado com a esquerda progressista. Esses dois grupos não foram escolhidos ao acaso. Ambos simbolizam, no contexto alemão, a distância ideológica que caracteriza a polarização contemporânea e têm sido alvos frequentes de hostilidade política recíproca.

A ideia por trás do estudo era que a hostilidade política depende de três elementos centrais: estereótipos rígidos sobre o outro lado, percepções equivocadas sobre o que o outro pensa e excesso de confiança nas próprias convicções. Esse excesso de confiança produz rigidez cognitiva, que, por sua vez, favorece a desumanização e intensifica a hostilidade contra o “outro lado”, podendo inclusive levar à legitimação da violência. A implicação mais forte é clara: a intolerância política não depende apenas de ideologia, mas também de um estado cognitivo específico, que consiste na incapacidade de reconhecer a falibilidade da própria perspectiva. A intervenção, como veremos, atua precisamente nesse terceiro ponto, criando o que os autores chamam de “sementes de dúvida”, isto é, dúvidas de natureza metacognitiva.

Para isso, os pesquisadores aplicaram um procedimento conhecido como treinamento metacognitivo (Metacognitive Training, MCT), um método originalmente desenvolvido para tratar pacientes que sustentam convicções falsas com elevado grau de certeza. O método foi originalmente desenvolvido para o tratamento de pacientes com esquizofrenia que apresentam delírios persistentes. Seu alvo não é o conteúdo das convicções, mas o excesso de confiança com que são sustentadas. Os pesquisadores aplicaram esse mesmo princípio ao estudo da polarização política, partindo da hipótese de que a hostilidade entre grupos rivais é alimentada por um mecanismo cognitivo semelhante: a tendência de tratar como absolutamente certas interpretações que podem estar equivocadas.

O experimento foi conduzido com pouco mais de mil participantes recrutados na Alemanha, todos identificados como eleitores de um dos dois partidos analisados. Os participantes responderam a uma série de perguntas factuais sobre o grupo político rival e também tiveram de indicar o grau de confiança em suas respostas.

Esse detalhe é decisivo. Após responderem, receberam imediatamente o feedback correto, acompanhado da indicação de que haviam respondido incorretamente em questões nas quais haviam declarado alta convicção. Esse confronto entre certeza subjetiva e erro constitui o processo de semeadura de dúvidas, pois produz a experiência direta de que uma convicção sustentada com segurança pode estar errada. O objetivo, naturalmente, era enfraquecer a convicção implícita de que percepções sustentadas com absoluta certeza sobre o adversário seriam necessariamente corretas. Tratava-se, portanto, de alterar a relação das pessoas com a própria certeza.

Imagine ser indagado se a maioria dos eleitores do partido adversário apoia determinada posição política e responder com segurança que sim. Em seguida, você descobre que os dados mostram o contrário e que sua resposta estava errada. O experimento consistiu precisamente em produzir esse tipo de experiência.

Esse método faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções experimentais destinadas a reduzir a polarização. Entre elas estão o chamado pensamento paradoxal, que expõe versões exacerbadas das próprias convicções para que o indivíduo se dê conta dos exageros implícitos em suas crenças, e a exposição a contraestereótipos, que apresenta exemplos capazes de contradizer caricaturas comuns sobre o grupo adversário. Essas abordagens têm em comum o objetivo de enfraquecer a rigidez cognitiva que sustenta a hostilidade política, restaurando a capacidade de reconhecer a complexidade do mundo social. O treinamento metacognitivo, no entanto, atua em um nível ainda mais profundo, pois não confronta diretamente o conteúdo das convicções, mas a certeza com que são sustentadas.

Os resultados do estudo foram claros. Após uma única intervenção breve, os participantes passaram a expressar níveis significativamente menores de hostilidade em relação ao grupo político rival. Eles não abandonaram suas convicções políticas nem passaram a concordar com o adversário. O que mudou foi a forma como percebiam o outro lado. O adversário deixou de ser visto como uma ameaça absoluta e passou a ser percebido como um grupo legítimo, ainda que equivocado em suas posições.

Quanto maior a certeza com que sustenta uma convicção falsa, maior a mudança após a confrontação com a realidade

O aspecto mais revelador do estudo, no entanto, não foi simplesmente a redução da hostilidade, mas o fator que a tornou possível. A variável decisiva não foi o nível de informação política dos participantes, nem sua escolaridade, nem sua posição ideológica. O fator determinante foi o número de vezes em que descobriram que estavam errados em julgamentos que haviam sustentado com elevada confiança. Quanto maior a certeza com que sustentavam uma convicção falsa, maior foi a mudança após a confrontação com a realidade .

Esse resultado revela algo fundamental sobre a natureza da polarização contemporânea. O que transforma divergência em polarização destrutiva não é a distância entre as posições, mas a convicção de que a própria posição é infalível e de que a posição adversária só pode ser fruto de ignorância ou má-fé. O problema não é que discordamos demais, mas que temos confiança excessiva em nossas próprias convicções.

Essa certeza manifesta-se de formas facilmente reconhecíveis. Ela aparece quando alguém conclui que qualquer pessoa que vota no partido adversário só pode ser ignorante ou manipulada. Aparece quando a divergência deixa de ser interpretada como diferença de julgamento e passa a ser vista como evidência de falha moral. Aparece também quando deixamos de perguntar por que o outro pensa de forma diferente e passamos a supor que sua posição é simplesmente ilegítima.

O estudo conduzido por Moritz e seus colegas sugere que a polarização é sustentada por um mecanismo cognitivo específico, que consiste no excesso de confiança nas próprias convicções. Esse excesso de certeza produz uma forma de rigidez mental que impede o reconhecimento da própria falibilidade. Quando essa rigidez é enfraquecida, ainda que momentaneamente, a hostilidade diminui. Isso não ocorre porque as pessoas abandonem suas posições, mas porque deixam de ver o adversário como uma ameaça existencial.

Esses resultados permitem responder à pergunta inicial com maior precisão. A polarização não é uma condição irreversível nem uma consequência inevitável da diversidade social. Ela é sustentada por mecanismos cognitivos que podem ser modificados. O conflito político não desaparecerá, nem deveria desaparecer. O que pode mudar é a forma como os indivíduos se relacionam com suas próprias convicções e com aqueles que sustentam posições diferentes.

A democracia não depende da ausência de divergências. Ela depende, isto sim, da capacidade de conviver com divergências. Essa capacidade não exige que abandonemos nossas convicções, mas que reconheçamos sua natureza falível. A polarização não nasce da divergência, mas da certeza absoluta. E é precisamente por isso que ela pode ser reduzida.

Wilson Gomes é doutor em filosofia, professor titular da Universidade Federal da Bahia e autor de “Crônica de uma Tragédia Anunciada”

Lições sobre a polarização brasileira

Por Flávia Tavares e Giullia Chechia (Canal Meio)

Brasília, o epicentro do poder e o núcleo das diferenças que se transformaram em fosso (Foto: Reprodução do Canal Meio)
Brasília, o epicentro do poder e o núcleo das diferenças que se transformaram em fosso (Foto: Reprodução do Canal Meio)

Há quem considere que chegamos a um nível de polarização intransponível. Há quem resista à noção de polarização por negar que os extremos sejam equivalentes. Há ainda quem responsabilize sempre o outro pela situação. Só não há quem ignore que o Brasil vive um momento de divisão acentuada — e que, ao interditar o diálogo, essa cisão corrói a qualidade da nossa democracia.

Compreender o que nos polariza politicamente é o único caminho para superar esse afastamento. Pensadores de diferentes formações vêm se dedicando à tarefa de investigar, por meio de pesquisas, a polarização no Brasil. O Meio ouviu os quatro maiores especialistas no tema para extrair lições que possam iluminar as portas de saída.

Pablo Ortellado é filósofo, professor de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo e diretor-executivo da More in Common Brasil. Felipe Nunes é cientista político, CEO da Quaest e diretor do ConnectLab, novo laboratório de estudos da escola de economia da FGV-SP. Mauricio Moura é economista, fundador do Instituto Ideia e professor da Universidade George Washington. Renato Meirelles é comunicólogo, escritor e presidente do Instituto Locomotiva. Todos esquadrinham, indo a campo, o que nos divide. Aqui, eles apontam algumas de suas conclusões.

Ortellado e Nunes concentram seus achados na polarização afetiva, a divisão que supera aquela diferença de opiniões e de preferências partidárias, saudável num ambiente democrático. Ambos oferecem dados inéditos de suas pesquisas para explicar o movimento de calcificação de identidades que torna o outro, o diferente, tão ameaçador — e, portanto, um inimigo a ser eliminado.

Moura e Meirelles analisam os efeitos eleitorais dessa cisão. A maneira binária como o Brasil elege presidentes da República, em dois turnos, e a onipresença do PT e de Lula, direta ou indiretamente, desde 1989 consolidaram os polos entre petismo e antipetismo — mas há alguma porosidade a ser explorada entre as duas pontas. A seguir, alguns dos principais pontos das conversas com os quatro pesquisadores.

O outro como a negação de mim

Há sete anos, o Brasil fervia às vésperas do segundo turno que levaria Jair Bolsonaro à Presidência da República. No dia 21 de outubro de 2018 — exatamente uma semana antes do pleito —, o Hino Nacional ecoava na Praia de Copacabana. Um buzinaço atravessava todas as faixas que ligam o Museu da República ao Congresso Nacional em Brasília. E, em São Paulo, a Avenida Paulista se tingia de verde e amarelo.

Agitando o público paulistano, falando pelo telefone — ele estava em casa de casa se recuperando da facada —, Bolsonaro bradou: “Petralhada, vai tudo vocês (sic) pra ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria porque eu vou cortar todas as mordomias de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil”. Seu discurso foi entrecortado pelos gritos dos manifestantes: “Mito, mito, mito!”.

Aquele era, essencialmente, o mesmo público que se reunira um ano antes em apoio à Lava Jato. Mas algo havia mudado no âmago do movimento.

Em março de 2017, no ato liderado por Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre (MBL) e Revoltados Online, apenas 31% dos manifestantes se definiam como de direita. Outros 27% se colocavam no centro; 4% se diziam de esquerda, mas estavam ali. A maioria, 36%, não se encaixava em nenhum espectro. Nem mesmo os valores os uniam: 47% se consideravam muito conservadores, 34% pouco e 15% nada conservadores. O que realmente os conectava era o antipetismo: 85% se reconheciam nesse sentimento.

Em outubro de 2018, a autopercepção dos manifestantes da Paulista havia mudado. A direita dominava: 72% se declaravam assim. O centro minguara a 17%. A esquerda sumiu daquela cena. Apenas 9% continuavam sem se encaixar em nenhum lado. O antipetismo cresceu ainda mais: 91% eram muito antipetistas, 5% pouco e 3% nada. Nos costumes, 74% se diziam muito conservadores, 23% pouco e apenas 2% nada conservadores.

Com o passar do tempo, ser de direita, conservador e bolsonarista foi se consolidando em uma única identidade. Numa outra manifestação, em setembro de 2022, 82% dos entrevistados já se reconheciam no campo da direita (3% permaneciam no centro e outros 3% continuavam fora de qualquer etiqueta política); 80% muito conservadores, e 77% muito antipetistas.

Os dados colhidos pelo Monitor do Debate Político da USP revelam que, nesse intervalo, os manifestantes afinaram suas identidades políticas. O que antes se apresentava como um levante antipetista, mas diverso, passou a movimento alinhado: mais do que antipetistas, aquelas eram pessoas de direita e conservadoras. E essa, segundo Pablo Ortellado, é uma das chaves para entender a polarização.

Primeiramente, ele observa que há dois tipos de polarização que preocupam mais os cientistas sociais. A primeira é a polarização de opinião, que mede a migração gradual da opinião pública para os extremos. A segunda, e mais alarmante, é a polarização afetiva. “É a animosidade de quem adota uma identidade por quem adota a identidade adversária”, explica. “É a ojeriza e o desgosto de uma pessoa de esquerda por uma de direita — e vice-versa.” O problema, segundo ele, é que os estudos recentes indicam que a polarização afetiva tem avançado mais rápido do que a de opinião.

Na tentativa de compreender esse descompasso, Ortellado se apoia nos estudos da cientista política americana Lilliana Mason, da Universidade Johns Hopkins. Suas pesquisas se enraízam na Teoria da Identidade Social, desenvolvida a partir de um experimento clássico conduzido em 1971 pelo psicólogo britânico Henri Tajfel.

Tajfel provou, num experimento, o quanto o simples fato de pertencer a um grupo já bastava para que as pessoas favorecessem “os seus” e hostilizassem “os outros”, mesmo sem motivos concretos.

Mason transpôs essa lógica para o campo político. Até os anos 1990, media-se a polarização apenas pela radicalização das ideias. O afastamento das opiniões para os extremos parecia bastar para explicar o todo. Mas, em meados de 2010, ela notou que as peças não se encaixavam. Sim, as opiniões estavam mudando, se radicalizando. Só que este deslocamento aos extremos se dava lentamente, enquanto a hostilidade entre os grupos crescia rapidamente.

“Era muito comum a pessoa ser republicana e liberal, ou conservadora e democrata”, lembra Ortellado. Essas identidades cruzadas, as sobreposições, funcionavam como amortecedores. Impediam o choque direto entre mundos. Havia zonas de contato, frestas por onde o outro ainda parecia humano, familiar, possível.

Com o tempo, essas frestas se estreitaram. As identidades começaram a se cristalizar, a se empilhar umas sobre as outras até formarem blocos densos, compactos. A lealdade ao grupo cresceu — e, com ela, o reflexo automático da hostilidade. O outro deixa de ser apenas alguém que pensa diferente: virou a negação de tudo o que sustenta o meu mundo. E, por isso, passa a ser visto como uma ameaça à minha própria existência.

Ortellado vê o mesmo processo em curso no Brasil — e embasa essa percepção com dados inéditos, que compartilhou com o Meio. Alguém que antes se dizia apenas antipetista, ao se reconhecer também como de direita e conservador, passa a fazer parte de uma constelação inteira de identidades alinhadas. E, dentro desse alinhamento, o confronto ganha potência.

“A vida é um mosaico de identidades. Quando elas se equilibram, os efeitos são suavizados.” Mas, segundo o professor, atravessamos um momento em que o movimento é inverso: o mosaico está sendo fundido em um bloco único. As peças se colam, e seus efeitos não apenas se somam. Se amplificam.

Para testar a hipótese, a More in Common, em parceria com a Quaest, convidou participantes a se posicionarem em três eixos: esquerda ou direita, bolsonarista ou petista, progressista ou conservador. Depois, pediram que avaliassem o quanto gostam ou desgostam dos pares e dos opostos. O resultado demonstrou que, quanto mais coerentes e alinhadas as identidades, maior o ódio ao grupo adversário.

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Mas que adversário? Outra pesquisa, feita em São Paulo, buscou desenhar o rosto desse ódio. Os entrevistados foram convidados a se definir ideologicamente e a definir os grupos no polo oposto. “Cada grupo projetou no adversário aquilo que nega em si mesmo”, explica Ortellado.

Na prática, as descrições ficaram assim: a direita, em sua maioria (36%), se vê como guardiã da família, da ordem e dos valores tradicionais. Mais 22% se enxergam como pessoas de bem, contra a corrupção e os bandidos. E como eles veem a esquerda? Para eles, 17% são contra a família, a ordem e os valores tradicionais; e 12% são corruptos, bandidos e a favor da corrupção.

Do outro lado, ficaram assim: 56% da esquerda se define como defensora dos trabalhadores e dos mais pobres. Mais 38% são a favor dos direitos humanos e do direito de mulheres, negros e população LGBT. E como eles veem a direita? Para eles, 22% são capitalistas, ricos ou egoístas e a favor das desigualdades sociais; e 16% são contra os direitos humanos ou contra o direito de mulheres, negros e população LGBT.

Ortellado traduz o que esses números expressam: “Quando você projeta no outro a negação de si mesmo, ele deixa de ser apenas alguém diferente. Vira uma ameaça existencial. Não enxergamos a diferença, mas a contradição. Ou melhor: nem enxergamos — imaginamos. E o outro se torna, na nossa cabeça, o oposto absoluto de quem somos”.

A ferocidade do outro

A reação a uma ameaça depende também da dimensão atribuída a ela. Quanto maior o medo, maior a energia empenhada na autoproteção e no contra-ataque. Um dos efeitos da polarização que o Brasil vive apareceu em uma parte ainda inédita da pesquisa Polarização Política no Brasil – 2025. O estudo foi coordenado pelos professores Felipe Nunes, Nara Pavão, Fred Batista e Natalia Bueno, todos pesquisadores do ConnectLab, da FGV.

“A polarização afetiva só existe porque eu tenho medo de que o outro seja uma ameaça a mim”, explica Nunes. Essa percepção de ameaça acaba sendo um terreno fértil para a desumanização do outro. Para se ter uma ideia do grau que isso atinge, os pesquisadores incluem entre as perguntas uma sobre em que grau de evolução estaria o grupo político oposto ao seu. Eles usam aquela foto que todos já vimos na escola, da evolução humana representada do macaco ao Homo sapiens. Lulistas colocam os bolsonaristas na escala macaco. Bolsonaristas fazem o mesmo com lulistas. Todos se veem como mais evoluídos, e isso mostra que o Brasil está num padrão parecido com o dos Estados Unidos de desumanização do outro.

Além disso, cada grupo numa das pontas percebe a si próprio maior do que realmente é. A pesquisa faz questão de segmentar os grupos de maneira a identificar e dimensionar os polos, separando-os dos campos maiores em que eles estão inseridos. Assim, nas proporções autodeclaradas, os lulistas são 20% dos entrevistados. Aqueles da esquerda não-lulista são 15%. Os bolsonaristas são 13%. A direita não-bolsonarista chega a 22%. E os que não se identificam com nenhuma ideologia, os independentes, são 29%. “Ou seja, o lulismo é maior do que a esquerda. A direita é maior do que o bolsonarismo. Isso diz muito sobre como o bolsonarismo consegue ser ruidoso dentro da direita, mesmo não sendo majoritário, e como a esquerda identitária consegue ser ruidosa, mesmo não sendo majoritária na esquerda.”

Mas Nunes e seus colegas queriam extrair mais dessas autopercepções e passaram a perguntar também o seguinte: Qual você acha que é o tamanho do bolsonarismo na sociedade brasileira? E o do lulismo?

A surpresa foi grande. Os lulistas acreditam ser 41% da sociedade, quando são 20%. Do outro lado, os bolsonaristas acham que são 46% do Brasil, quando são 13%. Ambos subestimam grandemente os independentes. As percepções de tamanho de cada segmento estão totalmente distorcidas.

E os pesquisadores foram além. Questionaram ainda sobre o que cada grupo acha que o outro lado quer fazer com o seu. Mais de 80% dos lulistas acreditam que bolsonaristas apoiam a violência contra o seu grupo. A estatística se repete na mão contrária. Na prática, estão todos achando que são muitos e que o lado de lá quer atacar. “A polarização existe na cabeça dos brasileiros. Há uma crença equivocada de que seu grupo é ‘fortão’. Mas por que a polarização persiste na cabeça das pessoas? Porque temos medo que o outro grupo possa nos atacar. Todo mundo, mesmo os independentes, tem medo de que o outro, qualquer outro, faça algo para lhe prejudicar”, acrescenta Nunes.

Seria possível imaginar, então, que conforme o líder de um dos polos se retire do cenário político-eleitoral, já que Jair Bolsonaro está inelegível e preso, essa polarização diminua?

Nunes não é otimista aqui. Isso porque, para ele, grande parte da polarização que o Brasil vive tem uma fonte institucional importante, que é o sistema eleitoral brasileiro de dois turnos. No livro Biografia do Abismo, que escreveu com Thomas Traumann, já havia começado a explorar a diferença de polarização em sistemas presidenciais de primeiro turno e de segundo turno. “ O segundo turno reforça a tese de que você, eleitor, tem de ter um lado e força esse eleitor a escolher o time logo no primeiro turno, abrindo mão do voto sincero e já adotando o estratégico.”

A decorrência é que há um padrão recorrente de votação nos municípios, nos estados, e que está tornando cada vez mais difícil mudar a opinião das pessoas, porque, quando vestem uma camisa, elas sentem a obrigação de defender aquele time mesmo depois que o jogo já acabou e se ele não for tão bem. “Essas camisas estão sendo vestidas cada vez com mais antecedência e mais constância”, diz Nunes. Prova disso é que o índice de correlação de uma eleição anterior para outra, na comparação de urnas, beira os 95%. Ou seja, se o PT teve 800 votos numa urna, numa eleição, ele tende a ter 800 nessa urna na eleição seguinte. “A identidade de time, de grupo, reforçada pela ameaça de que o outro grupo pode te aniquilar, é tão forte hoje na mentalidade brasileira que isso está calcificando preferências eleitorais. Mesmo sem Bolsonaro, mesmo sem Lula, a gente tende a ter uma certa organização da política em torno dos afetos a essas duas lideranças.”

O antipetismo como vetor

E se tem um afeto que polariza é o antipetismo. É em torno dele que o Brasil se divide, ao menos eleitoralmente, na visão de Mauricio Moura. Ao destrinchar o conceito de polarização, ele revisita a ameaça existencial citada por Ortellado, a desumanização por Nunes e reforça a camada da rejeição.

“Ao demonizar o opositor, o eleitor vai para a urna convicto de que qualquer coisa é melhor do que o adversário. É o que chamamos de batalha de rejeições. No Brasil, isso se potencializa pelo sistema binário de escolha. Não temos apenas dois partidos, mas temos um segundo turno que obriga o eleitor a transitar entre um polo e outro”, explica Moura. Ele argumenta que o parlamentarismo tende a frear isso. Na Alemanha, por exemplo, há uma extrema direita crescente, mas ela não governa o país justamente pelo sistema parlamentarista — assim como na Holanda.

O binarismo brasileiro se dá, para Moura, com o agravante de que Lula e o PT estão na urna, no segundo turno, de alguma maneira desde 1989. “Isso faz com que seja muito difícil encontrar alguém que não tenha uma opinião forte sobre Lula e PT, certo? Seja uma opinião anti-Lula ou anti-PT, seja uma opinião favorável.” E, embora a polarização nas eleições estaduais seja bem menos acentuada, com maior trânsito dos eleitores entre os grupos, como elas coincidem com as presidenciais acabam contaminadas.

Ficando estabelecido que em um polo está o PT ou o lulismo, no outro, sabemos que o bolsonarismo, em si, tem uma representatividade perto dos 13%. Mas ele conta, a cada nova eleição, com o que Moura chama de “antipetismo de chegada”. Já no primeiro turno, eleitores abriram mão, em 2018, de votar em Geraldo Alckmin, Ciro Gomes e qualquer outro, apenas para votar em quem tinha mais condição de derrotar o PT. Em 2022, idem. E, assim, o polo bolsonarista parece se fortalecer, mas o que dita mesmo o polo oposto é o antipetismo.

Moura admite que Lula é maior que o antipetismo, tendo testemunhado aquele estranho fenômeno de pessoas que diziam, em 2018, que votariam em Bolsonaro só porque Lula não era o candidato. O que acontece, então, se Bolsonaro sai de cena? O grande desafio do lulismo, no ciclo de 2026, é mobilizar seu eleitorado a ir votar, diz Moura. Afinal, sempre que se trata de uma tentativa de reeleição, o presidente incumbente é o protagonista. A pergunta que polariza é se aquele presidente deve permanecer no cargo.

Ocorre que, tradicionalmente, incluídos no alto índice de abstenção, estão eleitores de baixa renda e baixa escolaridade, perfis que tendem a votar no PT. Não raro, as pesquisas indicam o candidato lulista na frente por mais de 10 pontos e, no dia da eleição, ele ganha por 3 ou 4. “E na segunda-feria todo mundo diz que as pesquisas erraram. Não se trata disso. Só que muitos daqueles que diziam que votariam no candidato do PT simplesmente não comparecem.”

Além disso, há uma pequena massa de insatisfeitos, ali na casa dos 3%, que não entram automaticamente na lógica da polarização, a serem conquistados. Sim, para Moura, ela é pequena assim. Do ponto de vista quantitativo, a prova disso é que, quando se pergunta ao eleitor de Bolsonaro no segundo turno qual a avaliação do governo Lula, a resposta é taxativa. “Não tem ninguém que votou no Bolsonaro que aprova esse governo. E isso independe de elas serem bolsonaristas convictas.” Hoje, embora em alta, a aprovação de Lula é menor do que a do primeiro trimestre do governo. O teto dele é baixo.

Arte ilustrativa
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A porosidade eleitoral

Se à primeira vista a polarização parece um muro intransponível, Renato Meirelles insiste em procurar as brechas. À frente do Instituto Locomotiva, ele investiga onde ainda há espaço para diálogo. Um compilado de estudos revela que, por trás dos ruídos estridentes, persistem zonas de contato entre os brasileiros. São territórios em disputa – e excedem os 3%.

A partir do comportamento eleitoral e do autoposicionamento ideológico, o Locomotiva traçou um mapa do que nos divide. E descobriu que 7 em cada 10 brasileiros vivem nesse terreno movediço que separa um polo do outro. É gente que se inclina, hesita, muda de ideia. É o eleitorado da permeabilidade, que transita de um lado a outro, mas resiste a se fixar.

Entre os que pendem à esquerda, 27% votaram no PT em 2022 e não se arrependem, embora não necessariamente tenham feito o mesmo em 2018, ou sequer se reconheçam como parte da esquerda. Do outro lado, 18% tendem à direita. E há ainda um grupo expressivo que se descolou completamente de qualquer polo: 26% de desiludidos, desmotivados, abstenções, votos nulos, arrependimentos. Esses percentuais deixam de fora os extremos do espectro político e descrevem justamente o espaço intermediário, a área onde predominam as nuances e as mudanças de rota. É a fatia do meio.

Nesse cenário de instabilidade, Meirelles identifica os primeiros sinais de frestas para romper a polarização. Duas cenas ilustram a permeabilidade: dos inclinados à direita, 39% defendem que o Estado deve intervir na economia para garantir o crescimento do país. Entre os que se aproximam da esquerda, 36% acreditam que o aborto deveria continuar sendo considerado crime. “Isso é importante porque você começa a entender onde estão os pontos de porosidade dentro dessa suposta calcificação do eleitorado — e percebe também algumas incoerências.”

Longe de serem apenas paradoxos, essas contradições apontam caminhos possíveis. “Quando pensamos em superar a polarização, precisamos perder menos tempo com os convictos e caminhar em direção ao grupo mais intermediário”, defende. É um eleitorado que, muitas vezes, não se envolve o suficiente para sequer ir votar. Ou que decide o voto na ponta do laço.

A cada eleição, o Brasil repete um velho padrão: indecisão prolongada e alta abstenção. No último pleito presidencial, 1 em cada 5 eleitores não compareceu às urnas no segundo turno, e 14% escolheram o candidato apenas na véspera ou no próprio dia. Ao acompanhar o mesmo grupo de eleitores por quatro semanas, durante o segundo turno, o Locomotiva encontrou 30% de volatilidade — votos que mudavam de direção entre uma rodada e outra. A instabilidade se concentrava entre os mais pobres, os mais jovens e os menos escolarizados. Destes, 18% alteraram o voto efetivamente depositado nas urnas em relação à intenção declarada três dias antes do pleito.

E a oscilação passou longe de se encerrar no domingo da eleição. Atravessou o tempo, ressurgiu nas conversas, nas avaliações de governo, no vai e vem das opiniões. A volatilidade tornou-se quase um modo de estar na política. Mesmo com o governo avançando para o último ano, cerca de um terço dos eleitores ainda se declara disposto a mudar de opinião sobre Lula. Em números, isso significa que o presidente pode alcançar até 56% de aprovação, enquanto o teto do descontentamento se estabiliza em 43%. Esse movimento no centro reverbera nas bordas do espectro político.

Mesmo nas extremidades do debate, onde o ruído é mais intenso, Meirelles identifica pequenas rachaduras. São os territórios mais rígidos — 11% de petistas convictos e 18% de bolsonaristas fiéis —, mas nem eles escapam das contradições. Quando provocados em temas como tributação, porte de armas, aborto e drogas, até os mais convictos vacilam. Entre os petistas ferrenhos, 69% sustentam opiniões progressistas em três desses temas ou mais; entre os bolsonaristas, 63% mantêm posturas conservadoras.

Percepções que, aliás, também não estão tão distantes quanto parecem. O instituto presidido por Meirelles replicou no Brasil uma pesquisa da Pew Research, feita nos Estados Unidos, e perguntou a eleitores de Lula e Bolsonaro sobre temas de costumes e de Estado. Identidade de gênero, posse de armas, família, casamento, eficiência do governo, programas sociais e auxílios entraram no balaio. “Na dimensão dos costumes, há 19 pontos percentuais separando eleitores de Lula e Bolsonaro. Na visão de Estado, 16 pontos. Ou seja, em média, o que divide os brasileiros são 18 pontos percentuais — contra 50 nos Estados Unidos, entre eleitores de Donald Trump e Kamala Harris. Temos, portanto, uma polarização real, mas muito menos profunda que a norte-americana”, afirma.

O retrato pintado por Meirelles revela um país menos aprisionado em trincheiras e mais como um solo vivo, que se reorganiza a cada passo. A polarização, pondera, é real, mas jamais inquebrável. As fissuras no eleitorado abrem pequenas frestas de diálogo, passagens tênues por onde o sopro da conversa pública ainda circula. É por essas aberturas que surge a possibilidade de reconstruir pontes e dar novo fôlego à democracia.

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Bolsonarismo abandona polarização com o PT e foca em Allyson

Screenshot_2024-04-19-01-13-15-695_com.android.chrome-editO bolsonarismo recalibra estratégia e tática para a disputa municipal em Mossoró. A prioridade do discurso ideológico/antipetista está sendo abandonada.

O foco é confrontar e desconstruir o prefeito Allyson Bezerra (UB). Começou a tentativa de polarizar com ele, puxando-o à planície.

Quanto ao PT, entende-se, vai definhar mais ainda, sozinho. O desgaste corrosivo da governadora Fátima Bezerra (veja AQUI) e o pânico da deputada estadual Isolda Dantas (PT), em ser candidata, falam tudo.

Não compensaria gasto de energia e atenção com o partido, que sequer tem pré- candidato a prefeito e poderá ter um apenas para marcar posição.

Leia também: Em ruínas, Nogueirão é bandeira de pressão oposicionista.

O bolsonarismo aposta em crescimento célere do pré-candidato Genivan Vale (PL), inclusive com adesões de peso. Novidades não faltam para os próximos dias.

Cada lado da polarização esconde números de sua pesquisa

pesquisa, sondagem, cargos,Os dois lados que polarizam a política de Areia Branca – sem espaço para terceira força alguma – estão com pesquisas em mãos.

Ninguém trabalha sem elas, sem essa bússola, apesar da importância do casa a casa, do olho no olho.

E num ponto estão empatados: nenhum dos concorrentes deixa transpirar números, informações mais claras ou mesmo mínimas sobre o que suas pesquisas “falam” agora.

De um lado, o ex-deputado estadual e ex-prefeito Souza Neto (ainda no PSB) é o nome declarado à prefeitura pela oposição.

No governismo, se não ocorrer qualquer imprevisto, será o médico e atual vice-prefeito Bruno Filho (MDB).

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Partido de Bolsonaro chegará como maior na Câmara dos Deputados

O partido do presidente Jair Bolsonaro (PL) chegará à Câmara dos Deputados à próxima legislatura (2023-2026) como a maior bancada desse poder. Sairá do total de 76 deputados atuais para 99 na próxima legislatura. Em segundo lugar está a Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV , com 80 deputados eleitos (PT com 68, PCdoB com 6  e PV com 6).Bancada Federal eleita no país em 2022 e a atual composição partidária na Câmara dos Deputados - Arte da Agência Câmara

Polarização

Esse cenário repete a polarização política iniciada em 2018, quando o PT elegeu 54 deputados e o PSL, então partido do presidente Jair Bolsonaro, 52.

Fragmentação

A fragmentação partidária continua sendo uma marca do sistema político-eleitoral brasileiro, embora novas regras venham diminuindo ao longo do tempo o número de partidos com representação.

Em 2018, saíram das urnas deputados de 30 partidos diferentes, número que foi reduzido para 23 na composição atual da Câmara. Após as federações e as eleições de 2022, haverá 19 partidos com representação na Câmara dos Deputados.

No curso do mandato, esse quadro de composição de forças poderá mudar. Ainda devem existir formatações de federações (união de siglas). Também, com certeza, a relação oposição-governo não pode ser definida pelo resultado das urnas. As costuras política devem levar o presidente eleito Lula a conseguir maioria na casa, não estando preso tão somente àquelas legendas que o apoiaram em campanha.

Veja quem são todos os 513 deputados federais eleitos no país dia 2 de outubro último, por estado, com sigla e total de votos:

Deputados federais em Alagoas (AL)

  • Arthur Lira (PP): 219.444 votos
  • Alfredo Gaspar (União Brasil): 102.039 votos
  • Luciano Amaral (PV): 101.508 votos
  • Marx Beltrão (PP): 88.512 votos
  • Isnaldo Bulhões Jr (MDB): 83.965 votos
  • Paulão (PT): 65.814 votos
  • Daniel Barbosa (PP): 63.385 votos
  • Delegado Fabio Costa (PP): 60.767 votos
  • Rafael Brito (tio Rafa) (MDB): 58.134 votos

Deputados federais no Amapá (AP)

  • Josenildo (PDT): 27.112 votos
  • Acácio Favacho (MDB): 24.064 votos
  • Vinicius Gurgel (PL): 13.253 votos
  • Dorinaldo Malafaia (PDT): 11.473 votos
  • Sonize Barbosa (PL): 9.200 votos
  • Professora Goreth (PDT): 8.409 votos
  • Dr. Pupio (MDB): 5.787 votos
  • Silvia Waiãpi (PL): 5.435 votos

Deputados federais no Amazonas (AM)

  • Amom Mandel (Cidadania) – 288.552 votos
  • Capitão Alberto Neto (PL) – 147.821 votos
  • Saullo Vianna (União) – 127.236 votos
  • Silas Câmara (Republicanos) – 125.009 votos
  • Atila Lins (PSD) – 102.359 votos
  • Sidney Leite (PSD) – 102.104 votos
  • Adail Filho (Republicanos) – 89.677 votos
  • Zé Ricardo (PT) – 88.985 votos

Deputados federais na Bahia (BA)

  • Otto Filho (PSD): 200.909 votos
  • Elmar Nascimento (União Brasil): 175.439 votos
  • Diego Coronel (PSD): 171.684 votos
  • Antonio Brito (PSD): 165.386 votos
  • Neto Carletto (PP): 164.655 votos
  • Roberta Roma (PL): 160.731 votos
  • Claudio Cajado (PP): 154.098 votos
  • Mario Negromonte Jr (PP): 147.711 votos
  • Leo Prates (PDT): 143.763 votos
  • Deputado Dal (União Brasil) – 140.435 votos
  • Gabriel Nunes (PSD) – 138.448 votos
  • Paulo Azi (União Brasil) – 137.383 votos
  • Ricardo Maia (MDB): 136.834 votos
  • Jorge Solla (PT): 128.968 votos
  • Zé Neto (PT): 128.439 votos
  • Daniel (PCdoB): 125.374 votos
  • Alice Portugal (PcdoB): 124.358 votos
  • Adolfo Viana (PSDB): 123.199 votos
  • Marcio Marinho (Republicanos): 118.904 votos
  • Afonso Florence (PT): 118.021 votos
  • Sergio Brito (PSD): 116.960 votos
  • Waldenor Pereira (PT): 113.110 votos
  • Lídice da Mata (PSB): 112.385 votos
  • Bacelar (PV): 110.787 votos
  • Arthur Maia (União Brasil): 108.672 votos
  • Paulo Magalhães (PSD): 107.093 votos
  • Alex Santana (Republicanos): 106.940 votos
  • Ivoneide Caetano (PT): 105.885 votos
  • Joseildo Ramos (PT): 104.228 votos
  • João Leão (PP): 102.376 votos
  • Capitão Alden (PL): 95.151 votos
  • João Carlos Bacelar (PL): 90.229 votos
  • Valmir Assunção (PT): 90.148 votos
  • Rogeria Santos (Republicanos): 82.012 votos
  • Leur Lomanto Jr (União Brasil): 82.004 votos
  • José Rocha (União Brasil): 78.833 votos
  • Pastor Sargento Isidório (Avante): 77.164 votos
  • Felix Mendonça (PDT): 71.774 votos
  • Raimundo Costa (Podemos): 53.486 votos

Deputados federais no Ceará (CE)

  • André Fernandes (PL): 229.509 votos
  • Júnior Mano (PL): 216.531 votos
  • Célio Studart (PSD): 205.106 votos
  • Eunício (MDB): 188.289 votos
  • Idilvan (PDT): 187.433 votos
  • Guimarães do PT (PT): 186.136 votos
  • Luizianne Lins (PT): 182.232 votos
  • Domingos Neto (PSD): 175.074 votos
  • AJ Albuquerque (PP): 155.456 votos
  • Robério Monteiro (PDT): 151.030 votos
  • Matheus Noronha (PL): 150.823 votos
  • Mauro Filho (PDT): 135.038 votos
  • Fernanda Pessoa (União Brasil): 121.469 votos
  • Moses Rodrigues (União Brasil): 113.294 votos
  • André Figueiredo (PDT): 111.886 votos
  • Eduardo Bismark (PDT): 102.287 votos
  • Luiz Gastão (PSD): 96.537 votos
  • Yury do Paredão (PL): 90.425 votos
  • Danilo Forte (União Brasil): 88.470 votos
  • José Airton (PT): 82.274 votos
  • Dr. Jaziel (PL): 79.358 votos
  • Dayany do Capitão (União Brasil): 54.526 votos

Deputados federais no Distrito Federal (DF)

  • Bia Kicis (PL): 214.733 votos
  • Fred Linhares (Republicanos): 165.358 votos
  • Erika Kokay (PT): 146.092 votos
  • Rafael Prudente (MDB): 121.307 votos
  • Julio Cesar (Republicanos): 76.274 votos
  • Professor Reginaldo Veras (PV): 54.557 votos
  • Fraga (PL): 28.825 votos
  • Gilvan Maximo (Republicanos): 20.923 votos

Deputados federais no Espírito Santo (ES)

  • Helder Salomão (PT): 120.337 votos
  • Gilvan, o federal da Direita (PL): 87.994 votos
  • Evair de Melo (PP): 75.034 votos
  • Gilson Daniel (Podemos): 74.215 votos
  • Da Vitória (PP): 71.779 votos
  • Dr. Victor (Podemos): 53.483 votos
  • Amaro Neto (Republicanos): 52.375 votos
  • Jack Rocha (PT): 51.317 votos
  • Paulo Foletto (PSB): 48.776 votos
  • Messias Donato (Republicanos): 42.640 votos

Deputados federais em Goiás (GO)

  • Silvye Alves (União Brasil): 254.653 votos
  • Gustavo Gayer (PL): 200.586 votos
  • Flavia Morais (PDT): 142.155 votos
  • Glaustin da Fokus (PSC): 117.981 votos
  • José Nelto (PP): 104.504 votos
  • Delegada Adriana Accorsi (PT): 96.714 votos
  • Adriano do Baldy (PP): 95.518 votos
  • Célio Silveira (MDB): 92.469 votos
  • Professor Alcides (PL): 90.162 votos
  • Dr. Zacharias Kalil (União Brasil): 87.919 votos
  • Rubens Otoni (PT): 83.539 votos
  • Magda Mofatto (PL): 81.996 votos
  • Marussa Boldrin (MDB): 80.464 votos
  • Daniel Agrobom (PL): 70.529 votos
  • Jerson Rodrigues (Republicanos): 56.026 votos
  • Dr. Isamel Alexandrino (PSD): 54.791 votos
  • Leda Borges (PSDB): 51.346 votos

Deputados federais no Maranhão (MA)

  • Detinha (PL): 161.206 votos
  • Pedro Lucas Fernandes (União Brasil): 159.786 votos
  • Josimar de Maranhãozinho (PL): 158.360 votos
  • Juscelino Filho (União Brasil): 142.419 votos
  • André Fufuca (PP): 135.078 votos
  • Aluísio Mendes (PSC): 126.577 votos
  • Marreca Filho (Patriota): 116.246 votos
  • Duarte Júnior (PSB): 111.019 votos
  • Amanda Gentil (PP): 108.699 votos
  • Márcio Jerry (PCB): 106.143 votos
  • Roseana Sarney (MDB): 97.008 votos
  • Fábio Macedo (Podemos): 95.270 votos
  • Júnior Lourenço (PL): 93.123 votos
  • Rubens Júnior (PT): 91.872 votos
  • Josivaldo JP (PSD): 79.699 votos
  • Cléber Verde (Republicanos): 70.275 votos
  • Pastor Gil (PL): 69.530 votos
  • Márcio Honaiser (PDT): 54.547 votos

Deputados federais no Mato Grosso (MT)

  • Fábio Garcia: 98.704 votos;
  • Abílio: 87.072 votos;
  • José Medeiros: 82.182 votos;
  • Juarez Costa: 77.528 votos;
  • Emanuelzinho: 74.720 votos;
  • Amália Barros: 70.294 votos;
  • Coronel Fernanda: 60.304 votos;
  • Coronel Assis: 47.479 votos

Deputados federais no Mato Grosso do Sul (MS)

  • Marcos Pollon (PL): 103.111 votos
  • Beto Pereira (PSDB): 97.872 votos
  • Dr. Geraldo Resende (PSDB): 96.519 votos
  • Vander Loubet (PT): 76.571 votos
  • Camila Jara (PT): 56.552 votos
  • Dagoberto (PSDB): 48.217 votos
  • Dr. Luiz Ovando (PP): 45.491 votos
  • Rodolfo Nogueira (PL): 41.773 votos

Deputados federais em Minas Gerais (MG)

  • Nikolas Ferreira (PL): 1.492.047 votos
  • André Janones (Avante): 238.967 votos
  • Duda Salabert (PDT): 208.332 votos
  • Reginaldo Lopes (PT): 196.760 votos
  • Rogério Correia (PT): 185.918 votos
  • Diego Andrade (PSD): 170.181 votos
  • Fred Costa (Patriota): 158.453 votos
  • Zé Vitor (PL): 152.748 votos
  • Misael Varella (PSD): 149.398 votos
  • Rafael Simões (União Brasil): 144.924 votos
  • Pinheirinho (PP): 136.575 votos
  • Paulo Guedes (PT): 134.494 votos
  • Odair Cunha (PT): 129.146 votos
  • Weliton Prado (Pros): 126.214 votos
  • Gilberto Abramo (Republicanos): 123.370 votos
  • Hercílio Coelho Diniz (MDB): 122.819 votos
  • Rodrigo de Castro (União Brasil): 122.571 votos
  • Emidinho Madeira (PL): 119.101 votos
  • Greyce Elias (Avante): 110.346 votos
  • Luis Tibé (Avante): 107.523 votos
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB): 105.383 votos
  • Newton Cardoso Jr (MDB): 103.056 votos
  • Euclydes Pettersen (PSC): 101.892 votos
  • Célia Xakriabá (PSOL): 101.154 votos
  • Bruno Farias (Avante): 97.246 votos
  • Stefano Aguiar (PSD): 96.503 votos
  • Dimas Fabiano (PP): 96.395 votos
  • Domingos Sávio (PL): 90.236 votos
  • Pedro Aihara (Patriota): 89.404 votos
  • Patrus Ananias (PT): 87.893 votos
  • Zé Silva (Solidariedade): 86.042 votos
  • Dandara (PT): 86.034 votos
  • Padre João (PT): 85.718 votos
  • Aécio Neves (PSDB): 85.341 votos
  • Dr. Frederico (Patriota): 84.771 votos
  • Miguel Ângelo (PT): 84.173 votos
  • Maurício do Vôlei (PL): 83.396 votos
  • Delegado Marcelo Freitas (União Brasil): 82.894 votos
  • Leonardo Monteiro (PT): 81.008 votos
  • Ana Paula Junqueira Leao (PP): 77.990 votos
  • Eros Biondini (PL): 77.900 votos
  • Igor Timo (Podemos): 74.465 votos
  • Ana Pimentel (PT): 72.698 votos
  • Dr. Mário Heringer (PDT): 68.717 votos
  • Lafayette Adrada (Republicanos): 68.677 votos
  • Luiz Fernando (PS): 68.550 votos
  • Nely Aquino (Podemos): 66.866 votos
  • Samuel Viana (PL): 62.704 votos
  • Junio Amaral (PL): 59.297 votos
  • Delegada Ione Barbosa (Avante): 52.630 votos
  • Lincoln Portela (PL): 42.328 votos
  • Rosângela Reis (PL): 42.009 votos
  • Marcelo Álvaro Antônio (PL): 31.025 votos

Deputados federais na Paraíba (PB)

  • Hugo Motta (Republicanos): 158.171 votos
  • Aguinaldo Ribeiro (PP): 135.001 votos
  • Cabo Gilberto Silva (PL): 126.876 votos
  • Mersinho Lucena (PP): 114.818 votos
  • Romero Rodrigues (PSC): 114.573 votos
  • Murilo Galdino (Republicanos): 112.891 votos
  • Wellington Roberto (PL): 109.067 votos
  • Ruy Carneiro (PSC): 102.531 votos
  • Wilson Santiago (Republicanos): 84.407 votos
  • Gervasio Maia (PSB): 69.405 votos;
  • Dr. Damião (União Brasil): 64.023 votos
  • Luiz Couto (PT): 54.851 votos

Deputados federais no Pará (PA)

  • Dra Alessandra Haber (MDB): 258.907 votos
  • Delegado Eder Mauro (PL): 205.543 votos
  • Elcione (MDB): 175.498 votos
  • Priante (MDB): 167.275 votos
  • Renilce Nicodemos (MDB): 162.208 votos
  • Júnior Ferrari (PSD): 160.342 votos
  • Dilvanda Faro (PT): 150.065 votos
  • Celso Sabino (União Brasil): 142.326 votos
  • Antônio Doido (MDB): 126.535 votos
  • Keniston (MDB): 126.027 votos
  • André Siqueira (MDB): 125.004 votos
  • Joaquim Passarinho (PL): 122.553 votos
  • Delegado Caveira (PL): 106.349 votos
  • Olival Marques (MDB): 102.435 votos
  • Airton Faleiro (PT): 79.862 votos
  • Henderson Pinto (MDB): 74.746 votos
  • Raimundo Santos(PSD): 62.366 votos

Deputados federais no Paraná (PR)

  • Deltan Dallagnol (Podemos): 344.917 votos
  • Gleisi Hoffmann (PT): 261.242 votos
  • Filipe Barros (PL): 249.507 votos
  • Beto Preto (PSD): 206.885 votos
  • Sandro Alex (PSD): 168.157 votos
  • Felipe Francischini (União Brasil): 164.334 votos
  • Sargento Fahur (PSD): 161.499 votos
  • Giacobo (PL): 152.342 votos
  • Delegado Matheus Laiola (União Brasil): 132.758 votos
  • Carol Dartora (PT): 130.654 votos
  • Zeca Dirceu (PT): 123.033 votos
  • Tião Medeiros (PP): 109.344 votos
  • Pedro Lupion (PP): 109.043 votos
  • Ricardo Barros (PP): 107.022 votos
  • Sérgio Souza (MDB): 105.661 votos
  • Luciano Ducci (PSB): 95.521 votos
  • Enio Verri (PT): 95.171 votos
  • Aliel Machado (PV): 94.839 votos
  • Tadeu Veneri (PT): 84.758 votos
  • Paulo Litro (PSD): 82.706 votos
  • Leandre (PSD): 80.359 votos
  • Luísa Canziani (PSD): 74.643 votos
  • Beto Richa (PSDB): 74.348 votos
  • Toninho Wandscheer (PROS): 74.262 votos
  • Luiz Nishimori (PSD): 73.202 votos
  • Geraldo Mendes (União Brasil): 71.980 votos
  • Vermelho (PL): 70.790 votos
  • Diego Garcia (Republicanos): 65.416 votos
  • Dilceu Sperafico (PP): 61.689 votos
  • Padovani (União Brasil): 57.185 votos

Deputados federais em Pernambuco (PE)

  • André Ferreira (PL): 273.267 votos
  • Clarissa Tércio (PP): 240.511 votos
  • Pedro Campos (PSB): 172.526 votos
  • Silvio Costa Filho (Republicanos): 162.056 votos
  • Fernando Filho (União Brasil): 155.305 votos
  • Waldemar Oliveira (Avante): 141.386 votos
  • Túlio Gadelha (Rede): 134.391 votos
  • Carlos Veras (PT): 127.482 votos
  • Eduardo da Fonte (PP): 124.850 votos
  • Clodoaldo Magalhães (PV): 110.620 votos
  • Maria Arraes (Solidariedade): 104.571 votos
  • Iza Arruda (MDB): 103.950 votos
  • Augusto Coutinho (Republicanos): 101.142 votos
  • Pastor Eurico (PL): 100.811 votos
  • Fernando Monteiro (PP): 99.751 votos
  • Eriberto Medeiros (PSB): 99.226 votos
  • Lula da Fonte (PP): 94.122 votos
  • Lucas Ramos (PSB): 85.571 votos
  • Guilherme Uchoa Junior (PSB): 84.592 votos
  • Coronel Meira (PL): 78.941 votos
  • Felipe Carreras (PSB): 76.528 votos
  • Mendonça Filho (União Brasil): 76.022 votos
  • Luciano Bivar (União Brasil): 74.425 votos
  • Fernando Rodolfo (PL): 60.088 votos
  • Renildo Calheiros (PCdoB): 59.686 votos

Deputados federais no Rio de Janeiro (RJ)

  • Daniela do Waguinho (União Brasil): 213.706 votos
  • General Pazuello (PL): 205.324 votos
  • Taliria Petrone (PSOL): 198.548 votos
  • Doutor Luizinho (PP): 190.071 votos
  • Altineu Cortes (PL): 167.512 votos
  • Tarcísio Motta (PSOL): 159.928 votos
  • Otoni de Paula (MDB): 158.507 votos
  • Lindbergh Farias (PT): 152.219 votos
  • Gutemberg Reis (MDB): 133.612 votos
  • Helio Fernando Barbosa Lopes (PL): 132.986 votos
  • Soraya Santos (PL): 130.379 votos
  • Chico Alencar (PSOL): 115.023 votos
  • Carlos Jordy (PL): 114.587 votos
  • Benedita da Silva (PT): 113.831 votos
  • Washington Quaquá (PT): 113.282 votos
  • Marcelo Crivella (Republicanos): 110.450 votos
  • Aureo Ribeiro (Solidariedade): 103.321 votos
  • Daniel Soranz (PSD): 98.784 votos
  • Roberto Monteiro Pai (PL): 94.221 votos
  • Max (PROS): 89.507 votos
  • Luciano Vieira (PL): 84.942 votos
  • Jandira Feghali (PCdoB): 84.054 votos
  • Glauber (PSOL): 78.048 votos
  • Chiquinho Brazão (União): 77.367 votos
  • Pedro Paulo (PSD): 76.828 votos
  • Rosângela Gomes (Republicanos): 76.292 votos
  • Dani Cunha (União): 75.810 votos
  • Marcelo Queiroz (PP): 73.728 votos
  • Bandeira de Melo (PSB): 72.725 votos
  • Juninho do Pneu (União) : 70.660 votos
  • Luiz Lima (PL): 69.088 votos
  • Sóstenes Cavalcante (PL): 65.443 votos
  • Marcos Tavares (PDT): 62.086 votos
  • Jorge Braz (Republicanos): 59.201 votos
  • Delegado Ramagem (PL): 59.170 votos
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL): 53.933 votos
  • Chris Tonietto (PL): 52.583 votos
  • Hugo Leal (PSD): 50.067 votos
  • Julio Lopes (PP): 50.019 votos
  • Murillo Gouvêa (União Brasil): 49.921 votos
  • Laura Carneiro (PSD): 48.073 votos
  • Marcos RR Soares (União): 43.533 votos
  • Dimas Gadelha (PT): 41.238 votos
  • Bebeto (PTB): 41.075 votos
  • Reimont (PT): 39.325 votos
  • Sargento Portugal (Podemos): 33.368 votos

Deputados federais no Rio Grande do Norte (RN)

  • Natália Bonavides (PT): 157.565 votos
  • João Maia (PL): 104.254 votos
  • Benes Leocádio (União Brasil): 100.693 votos
  • Robinson Faria (PL): 97.319 votos
  • Mineiro (PT): 83.481 votos
  • Paulinho Freire (União Brasil): 77.906 votos
  • General Girão (PL): 76.698 votos
  • Sargento Gonçalves (PL): 56.315 votos

Deputados federais no Rio Grande do Sul (RS)

  • Tenente Coronel Zucco (Republicanos): 259.023 votos
  • Marcel Van Hattem (Novo): 256.913 votos
  • Paulo Pimenta (PT): 223.109 votos
  • Fernanda Melchionna (PSOL): 199.894 votos
  • Giovani Cherini (PL): 162.036 votos
  • Maria do Rosário (PT): 151.050 votos
  • Mauricio Marcon (Podemos): 140.634 votos
  • Bohn Gass (PT): 131.881 votos
  • Marcon (PT): 129.352 votos
  • Alceu Moreira (MDB): 125.647 votos
  • Lucas Redecker (PSDB): 119.069 votos
  • Any Ortiz (Cidadania): 119.039 votos
  • Pedro Westphalen (PP): 114.258 votos
  • Covatti Filho (PP): 112.910 votos
  • Afonso Hamm (PP): 109.123 votos
  • Osmar Terra (MDB): 103.245 votos
  • Carlos Gomes (Republicanos): 102.363 votos
  • Pompeo de Mattos (PDT): 100.113 votos
  • Marcio Biolchi (MDB): 99.627 votos
  • Danrlei de Deus Goleiro (PSD): 97.824 votos
  • Alexandre Lindenmeyer (PT): 93.768 votos
  • Daiana Santos (PCdoB): 88.107 votos
  • Sanderson (PL): 86.690 votos
  • Marlon Santos (PL): 85.911 votos
  • Marcelo Moraes (PL): 84.247 votos
  • Heitor Schuch (PSB): 77.616 votos
  • Daniel Trzeciak “Daniel da TV” (PSDB): 77.232 votos
  • Afonso Motta (PDT): 70.307 votos
  • Busato (União Brasil): 57.610 votos
  • Denise Pessôa (PT): 44.241 votos
  • Franciane Bayer (Republicanos): 40.555 votos

Deputados federais em Rondônia (RO)

  • Dr. Fernando Máximo (União Brasil): 85.604 votos
  • Silvia Cristina (PL): 65.012 votos
  • Lucio Mosquini (MDB): 48.735 votos
  • Maurício Carvalho (União Brasil): 32.637 votos
  • Coronel Chrisóstomo (PL): 24.406 votos
  • Thiago Flores (MDB): 23.791 votos
  • Cristiane Lopes (União Brasil): 22.806 votos
  • Lebrão (União Brasil): 12.607 votos

Deputados federais em Roraima (RR)

  • Jhonatan de Jesus (Republicanos): 19.881 votos
  • Helena da Asatur (MDB): 15.848 votos
  • Duda Ramos (MDB): 14.793 votos
  • Defensor Stélio Dener (Republicanos): 14.193 votos
  • Albuquerque (Republicanos): 14.015 votos
  • Nicoletti (União Brasil): 10.969 votos
  • Zé Haroldo Cathedral (PSD): 10.361 votos
  • Pastor Diniz (União Brasil): 8.243 votos

Deputados federais em São Paulo (SP)

  • Guilherme Boulos (PSOL): 1.001.472 votos
  • Carla Zambelli (PL): 946.244 votos
  • Eduardo Bolsonaro (PL): 741.701 votos
  • Ricardo Salles (PL): 640.918 votos
  • Delegado Bruno Lima (PP): 461.217 votos
  • Tabata Amaral (PSB): 337.873 votos
  • Celso Russomano (Republicanos): 305.520 votos
  • Kim Kataguiri (União Brasil): 295.460 votos
  • Erika Hilton (PSOL): 256.903 votos
  • Delegado Palumbo (MDB): 254.898 votos
  • Capitão Derrite (PL): 239.772 votos
  • Marina Silva (Rede): 237.526 votos
  • Baleia Rossi (MDB): 236.463 votos
  • Fabio Teruel (MDB): 235.165 votos
  • Marcos Pereira (Republicanos): 235.165 votos
  • Sâmia Bomfim (PSOL): 226.187 votos
  • Pastor Marco Feliciano (PL): 220.595 votos
  • Rosângela Moro (União Brasil): 220.595 votos
  • Rosana Valle (PL): 216.437 votos
  • Alex Manente (Cidadania): 196.866 votos
  • Rui Falcão (PT): 193.990 votos
  • Alexandre Leite (União Brasil): 192.806 votos
  • Marcio Alvino (PL): 187.314 votos
  • Delegado da Cunha (PP): 181.568 votos
  • Renata Abreu (Podemos): 180.247 votos
  • Felipe Becari (União Brasil): 178.777 votos
  • Paulo Alexandre Barbosa (PSDB): 170.378 votos
  • Capitão Augusto (PL): 168.740 votos
  • Kiko Celeguim (PT): 167.438 votos
  • Paulo Freire da Costa (PL): 161.675 votos
  • Jilmar Tatto (PT): 157.843 votos
  • Marco Bertaiolli (PSD): 157.552 votos
  • Sônia Guajajara (PSOL): 156.966 votos
  • Luiz Marinho (PT): 156.202 votos
  • Jefferson Campos (PL): 155.336 votos
  • Nilto Tatto (PT): 151.861 votos
  • Carlo Zarattini (PT): 147.349 votos
  • Arlindo Chinaglia (PT): 144.108 votos
  • Cezinha de Madureira (PSD): 143.434 votos
  • Bruno Ganem (Podemos): 141.595 votos
  • Alexandre Padilha (PT): 140.037 votos
  • Alencar Santana (PT): 139.223 votos
  • Ricardo Silva (PSD): 133.936 votos
  • Mauricio Neves (PP): 129.731 votos
  • Juliana Cardoso (PT): 125.517 votos
  • Paulo Teixeira (PT): 122.800 votos
  • Mario Frias (PL): 122.564 votos
  • Alberto Mourão (MDB): 114.234 votos
  • Luiza Erundina (PSOL): 113.983 votos
  • Arnaldo Jardim (Cidadania): 113.462 votos
  • Vinicius Carvalho (Republicanos): 113.009 votos
  • Marcelo Lima (Solidariedade): 110.430 votos
  • Adriana Ventura (Novo): 109.474 votos
  • Rodrigo Gambale (Podemos): 108.209 votos
  • Miguel Lombardi (PL): 107.869 votos
  • Vitor Lippi (PSDB): 106.661 votos
  • Motta (PL): 104.701 votos
  • Milton Vieira (Republicanos): 98.557 votos
  • Carlos Sampaio (PSDB): 98.102 votos
  • Simone Marquetto (MDB): 97.730 votos
  • Gilberto Nascimento (PSC): 95.077 votos
  • Maria Rosas (Republicanos): 94.787 votos
  • David Soares (União Brasil): 93.831 votos
  • Marangoni (União Brasil): 89.390 votos
  • Jonas Donizette (PSB): 84.044 votos
  • Luiz Philippe de O Bragança (PL): 79.210 votos
  • Antonio Carlos Rodrigues (PL): 72.169 votos
  • Deputado Paulo Bilynskyj (PL): 72.156 votos
  • Tiririca (PL): 71.754 votos

Deputados federais em Santa Catarina (SC)

  • Carol de Toni (PL): 227.632 votos
  • Professor Pedro Uczai (PT): 173.531 votos
  • Jorge Goetten (PL): 159.339 votos
  • Ana Paula Lima (PT): 148.781 votos
  • Carmen Zanotto (Cidadania): 130.138 votos
  • Julia Zanatta (PL): 111.588 votos
  • Ismael (PSD): 110.531 votos
  • Daniel Freitas (PL): 108.001 votos
  • Cobalchini (MDB): 98.124 votos
  • Gilson Marques (Novo): 87.894 votos
  • Daniela Reinehr (PL): 84.631 votos
  • Carlos Chiodini (MDB): 80.089 votos
  • Rodrigo Guidi (PSD): 74.066 votos
  • Zé Trovão (PL): 71.140 votos
  • Rafael Pezenti (MDB): 68.208 votos
  • Fábio Schiochet (União Brasil): 51.824 votos

Deputados federais em Sergipe (SE)

  • Yandra de André (União Brasil): 131.471 votos
  • Ícaro de Valmir (PL): 75.912 votos
  • Fabio Reis (PSD): 75.848 votos
  • Gustinho Ribeiro (Republicanos): 71.831 votos
  • Rodrigo Valadares (União Brasil): 49.696 votos
  • Thiago de Joaldo (PP): 45.698 votos
  • Delegada Katarina (PSD): 38.135 votos
  • Delegado André David (Republicanos): 31.597 votos

Deputados federais no Piauí (PI)

  • Júlio César (PSD): 134.353 votos
  • Dr. Francisco (PT): 128.063 votos
  • Castro Neto (PSD): 127.285 votos
  • Rejane Dias (PT): 125.552 votos
  • Julio Arcoverde (Progressistas): 117.283 votos
  • Florentino Neto (PT): 105.720 votos
  • Flavio Nogueira (PT): 100.109 votos
  • Atila (Progressistas): 92.751 votos
  • Jadyel Da Jupi (PV): 83.156 votos
  • Marcos Aurélio Sampaio (PSD): 79.831 votos

Deputados federais no Tocantins (TO)

  • Toinho Andrade (Republicanos): 63.813 votos
  • Vicentinho Junior (PP): 55.292 votos
  • Alexandre Guimarães (Republicanos): 54.703 votos
  • Carlos Gaguim (União Brasil): 52.203 votos
  • Ricardo Ayres (Republicanos): 45.880 votos
  • Filipe Martins (PL): 36.293 votos
  • Eli Borges (PL): 35.171 votos
  • Lazaro Botelho (PP): 13.668 votos

Com informações complementares da Agência Câmara de Notícias, Exame e outras fontes.

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Para onde vamos?

Por Ney Lopes

A pesquisa do Datafolha é o retrato 3×4 do atual quadro eleitoral brasileiro. Confirma-se que não há provável vencedor ou vencido, por antecipação.

Há dúvidas sobre certos movimentos e reações do eleitor brasileiro, ainda não totalmente fotografados nas pesquisas.bolsonaro-lula-prismada-848x477

O país assiste a disputa do segundo turno entre Lula e Bolsonaro, que é o terceiro mais apertado, desde 1989.

A balança eleitoral mantem-se imprevisível.

O “gargalo” de Lula é o crescimento de Bolsonaro em SP, RJ, MG e o Sudeste em geral, o maior colégio eleitoral do país.

Com a “zebra solta” ambos candidatos tentam evitar a abstenção.

Em 2018, 3% do eleitorado que votou no primeiro turno não foi votar no segundo.

Se isso acontecer em 2022, significaria que mais 4 milhões e meio de pessoas deixariam de votar.

A incógnita é saber de quem seriam esses eleitores.

Como mero palpite, admito que dois fatores centrais influirão decisivamente na decisão final do eleitor.

De um lado, o temor da tendência autoritária de Bolsonaro que, caso saia fortalecido pelas urnas, poderá tentar implantar uma “democracia” ao seu modo no país, no estilo de Erdogan, na Turquia.

Bolsonaro também se considera irmão do político de ultradireita na Hungria, Viktor Orban que combate o sistema judiciário húngaro e entidades de direitos humanos.

De outro lado, o temor de que se repitam os fatos públicos e notórios de corrupção nos governos petistas, com devoluções de somas astronômicas de dinheiro público.

Todos esses temores são agravados, em razão do lulismo e do bolsonarismo terem seguidores, que embora não sendo maioria, formam verdadeiras seitas, com “bolsões” de fanáticos, intolerantes, descompensados, que não raciocinam, apenas repetem “chavões” e se consideram acima do bem e do mal.

O que se observa é que a polarização leva consigo um aprisionamento ao passado dos dois candidatos e o medo de que por isso o futuro seja comprometido.

Não há preocupações com propostas e visões do futuro do país.

A força de Lula surge no ódio a Bolsonaro.

A força de Bolsonaro do ódio a Lula.

A história das eleições presidenciais brasileiras mostra que as campanhas eram diferentes.

Tradicionalmente, antes da explosão do ambiente polarizado, campanhas presidenciais envolviam o mínimo de proposições sobre o futuro, num jogo onde o eleitor aceita perspectivas de um futuro melhor do que o existente.

Hoje nada disso existe.

Situação muito difícil.

Para onde vamos?

Deus nos proteja!

Ney Lopes  é advogado, jornalista e ex-deputado federal

Bravatas populistas mexem com inocentes úteis e sonhadores incautos

populismo, ilusão, messianismo, enganação, ilusionismo, 171, estelionato eleitoralAs bravatas populistas estão em alta na política do RN e país. Quanto maior a crise, mas messianismo e promessas irresponsáveis.

Não temos apenas a polarização político-eleitoral e ideológica, mas também de promessas vãs.

Esse jogo para a plateia é cativante, pois cada um fala o que interessa à massa, conquistando muitos inocentes úteis e sonhadores incautos.

Temos um estelionato eleitoral em larga escala. Novamente.

Essa terra um dia ainda vai cumprir seu ideal.

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Polarização Lula x Bolsonaro se mantém firme e inabalável

Lula e Bolsonaro polarizam sem adversários a luta política no país (Foto: Web)
Lula e Bolsonaro polarizam sem adversários a luta política no país (Foto: Web)

A profusão de pesquisas ano passado e as primeiras nacionais, este ano, mostram e ratificam como a polarização Lula x Bolsonaro segue firme e inabalável.

Nada e ninguém os tiram desse confronto direto.

Cada um tem um capital primário muito sólido, faça chuva ou faça sol. São pontos de cristalização que não se diluem ou migram para qualquer outro pré-candidato.

A chamada terceira via até o momento é difícil de se localizar entre os nomes postos e nenhuma ‘surpresa’ dá sinais de vida à ocupação desse espaço.

Gládio à mão; à luta.

Leia também: Errar é humano, mas não para Lula, Bolsonaro e Pompeia (9 de janeiro de 2019);

Leia também: Polarização continua, apesar de números mostrarem que não (30 de novembro de 2020).

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Terceira via faz movimento mixuruca por impeachment e viabilização

Foi mixuruca a movimentação desse domingo (12), aqui e ali, no país, contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Pouca gente nas ruas e avenidas do país, nos poucos lugares em que houve mobilização.

Luta por impeachment de Bolsonaro envolve Lula, mas o ex-presidente  está longe e fora dessa cruzada ((Reprodução Web)
Luta por impeachment de Bolsonaro envolve Lula, mas o ex-presidente está longe e fora dessa cruzada ((Reprodução Web)

Algumas cenas que se propagaram pelas redes sociais são até constrangedoras para quem se meteu na organização.

Em São Paulo-SP, por exemplo, a Secretaria de Estado da Segurança Pública estimou que não passavam de pouco mais de 6 mil pessoas o aglomerado.

A mobilização do Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, acabou servindo também para hostilizar o ex-presidente Lula.

O pouco barulho foi uma tentativa de sinalizar para terceira via na política brasileira, estancando a polarização entre lulistas e bolsonaristas. Contudo, na verdade, apenas confirmou que esse duelo está mais vivo do que nunca e caminha para ser ‘celebrado’ nas urnas.

Um precisa do outro e vice-versa.

Morta-viva

A oposição de centro-direita segue como zumbi, morta-viva. E olhe que às ruas foram lideranças de peso como o governador João Doria Júnior (PSDB-SP) e o controverso Ciro Gomes (PDT).

Soou engraçado até, convocação deles para que o PT aparecesse e encorpasse o movimento.

O PT e Lula não abrem mão do protagonismo no enfrentamento ao bolsonarismo. Tem razão de pensar assim, até aqui. E quem luta por uma terceira via tem que pavimentar seu próprio caminho.

Não adianta ser como Ciro Gomes, que na Avenida Paulista defendeu “um acordo com a direita e um centro democrático”, pelo impeachment de Bolsonaro.

Se não se exceder muito mais na verborragia e apostar na ruptura a qualquer custo, Jair Bolsonaro vai seguir até o fim, para o juízo final das urnas. A inteligência estratégica de Lula quer assim. A saída dele por impeachment poderia ser um mal maior aos planos político-eleitorais dessa esquerda.

Michel Temer, o ex-presidente que negociou armistício (veja AQUI e AQUI) entre o seu sucessor e o Supremo Tribunal Federal (STF), não estará no palanque de Bolsonaro no próximo ano. Ele e o seu MDB, sabemos, é novamente um sonho de consumo de Lula, mesmo com calafrios de muitos próceres e militantes Brasil afora.

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