Mendonça abre, mas também impõe limites (Foto: Arquivo)
Do Canal Meio e outras fontes para o BCS
Em uma guinada de 180 graus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, novo relator da investigação sobre o Banco Master, retirou praticamente todas as restrições impostas pelo antecessor no caso, Dias Toffoli. Retomando o “fluxo ordinário” do processo, Mendonça autorizou a Polícia Federal a periciar sem restrições o material apreendido com o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outros investigados. Toffoli chegou a determinar que todas a provas fossem lacradas e enviadas ao STF.
Depois, num quase recuo, escolheu a dedo quais peritos da PF teriam acesso ao material. Na decisão, anunciada na noite desta quinta-feira, Mendonça também diminuiu o nível de sigilo da investigação, do “sigilo máximo” imposto por Toffoli ao “sigilo padrão”, restringindo as informações aos agentes diretamente envolvidos na apuração.
Segundo o blog de Julia Duailibi, essa determinação busca limitar a influência do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre as investigações, já que ele não teria acesso aos dados. Por outro lado, o ministro determinou que qualquer novo inquérito decorrente do caso Master depende de pedido “expresso e fundamentado” a seu gabinete. (g1)
Mendonça também decidiu que Daniel Vorcaro não é obrigado a comparecer na sessão da CPMI do INSS. Vorcaro era esperado por deputados e senadores para ser ouvido na próxima segunda-feira. Com a decisão de Mendonça, o banqueiro pode decidir se comparecerá ou não ao Congresso. (CNN Brasil)
Já o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que fosse arquivado um pedido de investigação acerca das festas que Vorcaro realizava na praia de Trancoso, na Bahia. O Ministério Público junto ao TCU havia pedido que fosse aberta uma investigação para averiguar se autoridades federais participaram das festas promovidas pelo banqueiro. (UOL)
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), requereu ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE), por meio de seus advogados, a quebra do sigilo das investigações relacionadas à Operação Mederi, da Polícia Federal, realizada no último dia 27 de janeiro.
“Tenho todo o interesse de que o processo deixe de ser sigiloso e se torne público, para que todo o Rio Grande do Norte tenha acesso na íntegra. Eu acredito na Justiça e nas instituições e estou pronto para enfrentar isso com muita altivez, olhando no olho do cidadão do nosso Estado”, afirmou.
O prefeito também criticou a forma como o caso vem sendo divulgado. “Quero ainda combater a forma como está sendo noticiado, sem compromisso com a verdade, de maneira retalhada”, acrescentou.
A estranheza principal é que a Operação Mederi trata de investigação sobre licitações na Saúde, em diversos municípios, com mais de 30 mandados de busca e apreensão. Mas noticiário com supostos “furos” são dirigidos diretamente contra sua gestão e ele, o prefeito de Mossoró.
A declaração foi dada durante entrevista à imprensa nesta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Mossoró, antes da leitura da mensagem anual — a última antes de sua renúncia ao cargo para disputar o Governo do Rio Grande do Norte.
Operação Mederi em banner da Polícia Federal em redes sociais
A distribuidora de medicamentos Dismed, envolvida na Operação Mederi, emitiu nota nesta quarta-feira (28), negando irregularidades em licitações com várias prefeituras. Sobre R$ 52 mil em espécie , encontrados pela Polícia Federal num isopor, garante: “tem origem lícita.”
PF e Controladoria-Geral da União participaram dessa operação.
A nota é assinada pelo advogado Rodrigo de Oliveira Carvalho, responsável pela defesa.
“Os valores existentes e encontrados, em montante aproximado de R$ 52.0000,00, decorrem de atividade comercial lícita, são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico e não configuram qualquer ilícito, sendo pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime”, disse.
O caso envolve prefeituras de Natal, Mossoró, Pau dos Ferros, Upanema, São Miguel, Paraú, José da Penha e outras (veja AQUI e AQUI)
Nota
A defesa que representa a empresa Diamed e Oseas Monthalggan Fernandes Costa acompanha os fatos com responsabilidade e serenidade, confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa.
A DISMED atua há 18 anos de forma contínua e regular no comércio atacadista de medicamentos, exercendo atividade lícita, fiscalizada e amplamente reconhecida no mercado, sem histórico de irregularidades. Esclarece-se, ainda, que não corresponde à realidade a informação publicadas de que teriam sido encontrados cifras de milionários como noticiado por alguns veículos de imprensa, seja nas dependências da empresa, seja na residência de Oseas.
Os valores existentes e encontrados, em montante aproximado de R$ 52.0000,00, decorrem de atividade comercial lícita, são plenamente compatíveis com o ramo farmacêutico e não configuram qualquer ilícito, sendo pacífico o entendimento de que a manutenção de numerário em residência, por si só, não constitui crime.
No tocante a supostos diálogos envolvendo terceiras pessoas, a defesa aguarda o acesso integral aos autos, a fim de proceder à análise técnica do conteúdo, de sua existência, contexto e legalidade, observando-se rigorosamente as garantias constitucionais.
Por fim, reafirma-se o pleno respeito às instituições, ao devido processo legal e à presunção de inocência, aguardando-se que as apurações sigam seu curso com equilíbrio, discrição e estrita observância das garantias fundamentais.
Dinheiro estava numa caixa de isopor (Reprodução: vídeo da PF)
A operação desencadeada nesta terça-feira (27) pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (veja AQUI) teve alvos em várias municípios do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró, Pau dos Ferros, Upanema, São Miguel, Paraú, José da Penha e outras.
A PF cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no estado. Num dos endereços, pacotes de dinheiro foram apreendidos na casa de um dos sócios de empresa investigada.
Empresas fornecedoras de insumos à saúde estariam sendo beneficiadas em licitações. É o ponto central das apurações.
Elas atuam também fora do RN e investigação é focada na relação delas com o poder público.
Prefeito se pronunciou em nota de advogados (Foto: Arquivo/2024)
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União, deflagrou, nesta terça-feira (27/1), operação com o objetivo de desarticular um esquema voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios. Empresas sediadas no Rio Grande do Norte que fornecem produtos, a dezenas de municípios, são investigadas.
Estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), está entre os alvos. Seus advogados Caio Vitor Barbosa e Fabrizio Feliciado emitiram Nota: “A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.”
As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde, envolvendo empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados. Auditorias identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e por fraudes em contratações administrativas.
Nota
NOTA À IMPRENSA – DEFESA DO PREFEITO ALLYSON BEZERRA
A defesa do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, vem a público esclarecer que, na data de hoje, foi cumprido mandado judicial de busca e apreensão no âmbito de investigação.
A apuração conduzida pelas autoridades federais tem como objeto central contratos firmados entre municípios do Rio Grande do Norte e empresas de medicamentos, envolvendo fatos ocorridos em diferentes entes municipais, e não se confunde com a atuação pessoal do chefe do Poder Executivo de Mossoró.
Pelo que já se teve acesso, não há qualquer fato que vincule pessoalmente o prefeito Allyson Bezerra, tendo a medida sido deferida com base em diálogos envolvendo terceiras pessoas.
O cumprimento da medida cautelar decorre de decisão judicial proferida em fase investigativa, sem qualquer juízo de culpa, sendo importante destacar que o prefeito Allyson Bezerra não foi afastado de suas funções e não sofreu qualquer medida pessoal restritiva. Desde o primeiro momento, o prefeito colaborou integralmente com a diligência, franqueando acesso às informações solicitadas, em respeito às instituições e à legalidade, convicto de que a apuração técnica e imparcial dos fatos demonstrará a correção de sua conduta. Como medida preventiva e de fortalecimento dos mecanismos de controle e transparência, ainda em dezembro de 2023, o prefeito Allyson Bezerra editou o Decreto no 6.994/2023, que tornou obrigatória a utilização do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica – Hórus como sistema oficial de controle de estoque e dispensação de medicamentos no âmbito da Prefeitura de Mossoró, além de atribuir à Controladoria Geral do Município a responsabilidade direta pela fiscalização e acompanhamento de sua correta utilização.
A defesa reafirma a confiança no trabalho das autoridades, nas garantias constitucionais, na preservação da presunção de inocência. O prefeito Allyson Bezerra segue exercendo normalmente suas funções, com foco na gestão pública, na transparência administrativa e no interesse da população de Mossoró.
CAIO VITOR R. BARBOSA e FABRÍZIO FELICIADO Advogados
Zettel e Toffoli: apenas negócio de família (Fotos: Reprodução/Linkedin e Rosinei Coutinho/SCO STF)
O pastor evangélico e empresário Fabiano Zettel, cunhado e homem de confiança de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, comprou parte do resort que pertencia a parentes do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso sobre as supostas fraudes que levaram à liquidação do Master. Detido pela Polícia Federal na quarta-feira e liberado em seguida, Zettel era o único cotista do fundo Leal, por sua vez único cotista do fundo Arleem, que comprou por R$ 6,6 milhões parte do Tayayá Resort, de dois irmãos e um primo de Toffoli.
Os dois fundos eram administrados pela Reag Trust, investigada tanto pela participação nas supostas fraudes do Master quanto por lavagem de dinheiro do PCC. Zettel diz ter deixado o investimento em 2022; Toffoli e seus irmãos não se manifestaram. (Estadão)
Na quinta-feira, o Banco Central decretou a liquidação da Reag Trust por “graves violações às normas” do sistema financeiro. João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, foi um dos alvos da operação da PF esta semana no caso Master. Ele deixou a corretora em setembro do ano passado, para tentar conter a perda de credibilidade da empresa após a operação contra o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. (Folha)
E Dias Toffoli fez mais um recuo parcial na polêmica decisão de tirar da PF as provas apreendidas na quarta-feira. Inicialmente, elas deveriam ficar lacradas no próprio STF, mas, após a repercussão negativa da medida, foram encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na quinta-feira, Toffoli autorizou quatro especialistas da PF a periciarem os celulares apreendidos na operação do caso Banco Master sob supervisão da PGR. (g1)
Lauro Jardim: “A controvertida decisão de Dias Toffoli de determinar que a PF entregasse ‘lacrados e acautelados’ ao STF todos os bens e materiais apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero foi entendida como parte de um movimento de desestabilização das instituições que estão investigando o escândalo”. (Globo)
Hélio Schwartsman: “O caso Master virou uma batata quentepara o STF. O melhor caminho para a corte se livrar da encrenca seria devolver o inquérito para a primeira instância.” (Folha)
Master e Toffoli, uma relação de muito estresse e várias interrogações (Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e Rosinei Coutinho/SCO STF)
Uma nova operação da Polícia Federal sobre o suposto esquema de fraudes financeiras do Banco Master provocou tensão entre a PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que havia autorizado a ação. A PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a parentes dele, além de outros nomes do mercado. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcava para os Emirados Árabes Unidos.
Além disso, foram bloqueados bens que superam R$ 5,7 bilhões. A investigação aponta captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de dinheiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares. O celular do empresário foi apreendido. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, investigada por suposta lavagem de dinheiro do PCC. (g1)
Embora ele próprio tivesse autorizado a operação, o ministro Dias Toffoli fez ainda pela manhã uma crítica dura à PF. Em despacho, ele acusou a corporação de atrasar a ação e descumprir o prazo fixado pelo Supremo. Segundo o ministro, a decisão que autorizava os 42 mandados de busca e apreensão foi assinada na segunda-feira às 14h52, com ordem de cumprimento em até 24 horas, o que não ocorreu. Para Toffoli, a demora pode ter permitido a descaracterização de provas e eventual frustração das medidas cautelares seria resultado de “inércia exclusiva da PF”. Em um primeiro momento, Toffoli determinou que todo o material apreendido na quarta-feira fosse lacrado e enviado ao STF, o que provocou reações na PF. Os agentes temiam, por exemplo, que telefones celulares apreendidos fossem acessados remotamente e tivessem dados apagados. (CNN Brasil)
Mais tarde, no entanto, Toffoli voltou atrás e decidiu que o material apreendido será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro reconsiderou sua decisão após pedido do procurador-geral Paulo Gonet, entendendo que cabe ao Ministério Público, como titular da ação penal, conduzir a extração e a perícia dos dados. Com isso, celulares, documentos e demais materiais apreendidos pela Polícia Federal serão remetidos à PGR, com a orientação de que os aparelhos fiquem preservados e fora de redes até a análise técnica. (UOL)
A acusação de Toffoli sobre a suposta “inércia da PF” foi recebida com surpresa. Como conta Malu Gaspar, as medidas cautelares autorizadas na segunda-feira haviam sido pedidas pela Polícia Federal em outubro do ano passado, antes mesmo da liquidação do Master e da decisão de Toffoli de puxar para si todo o caso. (Globo)
Enquanto isso… O também ministro do STF Alexandre de Moraes abriu de ofício (sem pedido da PGR ou da PF) um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram ilegalmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e seus parentes. A determinação aconteceu após ser divulgado que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, tem um contrato com o Banco Master, no valor total de R$ 131,3 milhões em 3 anos. (Poder360)
Veículo com Bolsonaro sai de hospital, em Brasília, direto para a PF (Foto: Nathália Sarmento/Poder 360)
Do Poder 360
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, na noite desta 5ª feira (1º.jan.2026). Ele volta agora para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro estava internado desde 24 de dezembro, quando deu entrada para realizar uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. Além da cirurgia de hérnia, Bolsonaro também foi submetido a procedimentos médicos para tentar conter as crises de soluço. A equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente afirmou na 4ª feira (31.dez) que ele passou a fazer uso de medicação antidepressiva, a pedido.
A defesa de Bolsonaro havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para ele ficar em prisão domiciliar por razões humanitárias. O magistrado negou a solicitação e determinou que Bolsonaro vá direto para a sua cela na PF ao receber alta.
Citou “reiterados descumprimentos das medidas cautelares diversas da prisão e de atos concretos visando a fuga, inclusive com dolosa destruição da tornozeleira eletrônica”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por uma cirurgia para retirada de hérnia nesta 5ª feira (25.dez.2025), às 9h da manhã. Os médicos da equipe de Claudio Birolini declararam na 4ª feira (24.dez.2025) que o procedimento deverá durar 4 horas.
Segundo eles, com a recuperação do pós-operatório, Bolsonaro só deve ter alta de 5 a 7 dias depois do procedimento. O ex-presidente está internado para realizar cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pelo Supremo depois da manifestação favorável da PGR (Procuradoria Geral da República). Bolsonaro saiu da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta 4ª feira (24.dez.2025), véspera de Natal, e está internado no Hospital DF Star para realizar o procedimento.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, está acompanhando o ex-mandatário. Segundo os médicos, Bolsonaro está ansioso com a cirurgia e, em decorrência da prisão, está deprimido.
Moraes permitiu as visitas dos filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Carlos Bolsonaro (PL-RJ), inicialmente solicitadas pela defesa, e estendeu a autorização a Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. As visitas deverão seguir as regras gerais estabelecidas pelo hospital para todos os pacientes. O ministro, no entanto, reiterou as restrições impostas em decisão anterior, de 23 de dezembro.
Está proibida a entrada no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos. Outras visitas só poderão ocorrer mediante autorização prévia do STF.
Ex-presidente teve laudo prévio favorável para decisão de Moraes (Foto: Sérgio Lima/Poder 360/Fevereiro de 2024)
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja submetido a cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. A decisão veio após laudo da Polícia Federal indicar a necessidade do reparo, mas ressaltou que o procedimento não tem caráter de urgência e deve ser agendado previamente pela defesa.
O laudo da PF apontou que a cirurgia é necessária devido à piora do sono e da alimentação, à resistência aos tratamentos anteriores e ao risco de complicações causadas pela pressão intra-abdominal. Apesar disso, Moraes manteve que o procedimento é eletivo, ou seja, pode ser realizado sem urgência.
Na mesma decisão, o ministro negou o pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra a pena em regime domiciliar. Moraes lembrou que a legislação prevê prisão domiciliar apenas para condenados em regime aberto, enquanto o ex-presidente cumpre pena em regime fechado na Superintendência da PF, em Brasília, por condenação de 27 anos e 3 meses no processo da chamada trama golpista.
Moraes também rejeitou o pedido para alterar o horário das sessões de fisioterapia de Bolsonaro. Segundo o ministro, o atendimento deve seguir as regras administrativas da PF, e o profissional de saúde precisa se adequar aos horários da unidade.
A decisão reforça que Bolsonaro tem autorização judicial para receber atendimento médico e fisioterapêutico, desde que respeitadas as normas de segurança da Superintendência.
Saco para coleta de lixo estava com dinheiro em espécie (Foto: Reprodução)
Do G1
A Polícia Federal (PF) apreendeu cerca de R$ 400 mil em espécie em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em Brasília, segundo informações obtidas pela TV Globo.
Sóstenes Silva Cavalcante está em seu terceiro mandato e nasceu em Maceió (AL), em 16 de janeiro de 1975. No perfil publicado em sua página, afirma “ter raízes na Baixada Fluminense”, em Duque de Caxias, “de onde origina sua família”. O deputado é pastor evangélico, membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, e declarou formação em Teologia pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (Faceten). É casado com Isleia Cavalcante e tem 2 filhos, Junior e Jennifer (saiba mais AQUI).
Segundo investigadores, o valor em espécie estava dentro de um saco preto, em um armário no flat usado pelo deputado, na capital federal (veja nas imagem mais acima).
Sóstenes foi alvo de mandados durante a ação policial que investiga suposto desvio de cotas parlamentares por meio de contratos falsos com uma locadora de veículos. A operação também mira o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo as investigações, os deputados são suspeitos de desviar verba pública para empresas de fachada, entre elas, uma locadora de veículos.
O outro lado
“No dia de hoje, endereços ligados a mim e ao líder do meu partido, deputado Sóstenes Cavalcante, foram alvo de buscas da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro Flávio Dino.
As diligências são um desdobramento de buscas realizadas em dezembro do ano passado e teriam como foco supostas irregularidades no aluguel de veículos do meu gabinete. Uma das alegações é que a empresa contratada — da qual sou cliente desde 2019 — possuiria apenas cinco veículos. Se o contrato existe há anos, o que a operação anterior não encontrou para justificar nova ação agora?
Não cabe ao parlamentar fiscalizar a frota ou a estrutura interna da empresa contratada, mas sim contratar o serviço mais eficiente e pelo menor custo, como sempre fiz.
É inadmissível, em uma democracia, que a Polícia Federal seja usada para intimidar parlamentares da oposição. Buscas contra deputados exigem indícios concretos de crimes graves e a atuação de autoridades imparciais.
Causa estranheza que eu e o deputado Sóstenes, justamente quando investigamos o roubo de bilhões do INSS, tenhamos endereços violados e documentos apreendidos enquanto exercemos nosso dever constitucional de fiscalização.
Seguirei firme na oposição e na CPMI do INSS. Essas ações não irão me intimidar nem interromper meu trabalho em defesa dos aposentados”.
Deputado federal Carlos Jordy
Sóstenes está em seu terceiro mandato (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
Bolsonaro, na sede da PF em Brasília, no domingo (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)
Do Poder 360
A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decide nesta 2ª feira (24.nov.2025) se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A sessão virtual extraordinária foi convocada pelo ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, e será realizada das 8h às 20h (horário de Brasília).
Nas sessões virtuais, são determinados períodos para que os ministros publiquem seus votos remotamente, sem debate público sobre os casos em questão.
A prisão preventiva de Bolsonaro foi determinada no sábado (22.nov.2025) por Alexandre de Moraes. A medida substituiu a prisão domiciliar, que era cumprida pelo ex-presidente desde agosto.
A decisão de Moraes foi motivada por novos elementos apresentados pela PF (Polícia Federal), que apontaram risco de fuga e ameaça à ordem pública diante da proximidade do trânsito em julgado da condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo Moraes, Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica à 0h08 de sábado (22.nov). O ministro afirmou que a violação do equipamento demonstra intenção de fuga, que seria favorecida por uma vigília que foi convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, para o mesmo dia.
Em vídeo, Bolsonaro disse ter usado ferro de solda na tornozeleira eletrônica. Segundo relatório da Seape (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) do DF, o equipamento tinha “sinais claros e importantes de avaria”. Ao ser questionado pelas autoridades, Bolsonaro afirmou que começou a manipular o equipamento no fim da tarde de 6ª feira (21.nov). A Seape anexou ao relatório o vídeo em que o ex-presidente diz ter usado um ferro de solda para tentar abrir a tornozeleira eletrônica.
Problemas de saúde
No domingo (23.nov), o cirurgião-geral Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique, médicos de Bolsonaro, assinaram um relatório depois de visitá-lo na Superintendência Regional da PF. Segundo o documento, o uso de Pregabalina, concomitante à Clorpromazina e à Gabapentina, pode ter causado “confusão mental” que levou o ex-presidente a violar a tornozeleira. Bolsonaro sofre com problemas variados de saúde, como hipertensão, câncer de pele e sequelas decorrentes da facada ocorrida em 2018, como crises de vômito e soluços.
Na sede da Polícia Federal, onde está preso preventivamente, Bolsonaro disse que tentou romper a tornozeleira por mera “curiosidade.” Seus advogados apresentaram defesa argumentando que ele passou por quadro de “confusão mental”, seguindo laudo dos médicos. Daí, o pedido para que retorne à prisão domiciliar.
Alessandro Stefanutto é um dos principais alvos (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Do G1
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira (13) durante mais uma movimentação da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas foram presas, incluindo Stefanutto (veja lista abaixo).
Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de fraudes ao órgão se tornou público.
As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
Veja a lista de presos até a última atualização:
Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS;
Antônio Carlos Antunes Camilo, “Careca do INSS”;
André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e relacionamento com o cidadão do INSS;
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;
Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio;
Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);
Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes;
Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário também ligado à Conafer;
Samuel Chrisóstomo do Bonfim Júnior, também ligado à Conafer.
Dezenas de corpos foram expostos por comunidade após o confronto (Foto: Fabio Teixeira/Anadolu via AFP)
Do Canal Meio e outras fontes
O que parecia ser apenas mais um capítulo brutal da crescente violência do Rio de Janeiro se transformou em um momento histórico da brutalidade policial no Brasil. Quando o dia nasceu, mais corpos começaram a ser retirados das regiões de mata no entorno dos complexos do Alemão e da Penha, áreas da Zona Norte carioca controladas pelo Comando Vermelho. Ao final da manhã, dezenas de cadáveres aguardavam, enfileirados, para serem recolhidos ao Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Quando a noite finalmente caiu sobre a Baía da Guanabara já se contavam 121 mortes, incluindo quatro agentes que participaram da mais violenta operação policial da história do Brasil.
Até essa semana, policiais só haviam matado mais no Massacre do Carandiru, quando 111 homens foram mortos em uma operação policial no antigo presídio da região Norte de São Paulo, em 1992. Os números, no entanto, não são definitivos e não há ainda dados concretos que comprovem que as vítimas eram, de fato, criminosos, de acordo com a defensoria pública do Rio. A estimativa é de que o número de vítimas pode passar de 130 pessoas. (UOL)
Comemoração
Independentemente do choque causado pela matança na Zona Norte carioca e das denúncias de abusos policiais desta terça-feira, o governador do Rio, Cláudio Castro, comemorou o resultado obtido pela operação que deixou 119 pessoas mortas. “De vítimas lá só tivemos os policiais”, disse o governador, eleito na esteira da onda bolsonarista de 2018 que pregava uma ação mais violenta contra os criminosos das favelas cariocas.
Castro deu a declaração em um encontro com governadores de direita por videoconferência. Entre eles estavam os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); Minas Gerais, Romeu Zema (Novo); Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil); Santa Catarina, Jorginho Mello (PL); e Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil). (Globo)
“Narcoterrorismo”
Ainda sem saber exatamente como reagir, o governo federal enviou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para se encontrar com Castro. Depois de uma reunião no Palácio Guanabara, Lewandowski e Castro anunciaram a criação de um Escritório Emergencial de Combate ao Crime Organizado no estado. O núcleo será coordenado pelo secretário de Segurança, Victor Santos, e terá atuação conjunta entre forças estaduais e federais.
O encontro discutiu ações contra o Comando Vermelho, além do uso do termo “narcoterrorismo” pelo governo fluminense e da possibilidade de solicitar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) — algo que Castro disse não considerar necessário no momento. “O objetivo é tomar decisões rápidas, sem criar uma estrutura burocrática, até que a crise seja superada”, disse o ministro. Ele afirmou também que o escritório servirá como um embrião da PEC da Segurança Pública, que ainda será votada no Congresso. (g1)
Planejamento da operação
O secretário de Polícia Militar, Marcelo Menezes, explicou que a megaoperação foi planejada com análise de informações de inteligência e de cenários por 60 dias. Os agentes utilizaram como estratégia a tática chamada de “muro do Bope”, no qual policiais entraram por outras áreas das favelas para cercar os traficantes e empurrá-los em direção à mata, uma conhecida rota de fuga. O objetivo, segundo ele, era levar o confronto para áreas desabitadas, evitando mortes de inocentes, ciente de que “a alta letalidade era previsível, mas não desejada”. (g1)
STF quer mais informações
Mesmo assim, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, apresente informações detalhadas sobre a operação policial desta terça-feira nos complexos do Alemão e da Penha. Moraes assumiu a relatoria do caso de forma interina, já que o processo, anteriormente conduzido por Luís Roberto Barroso, está temporariamente sem relator. A ordem foi expedida no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata da letalidade policial no Rio de Janeiro. Embora o STF já tenha reconhecido parte do plano estadual de redução de mortes em ações policiais, a Corte impôs uma série de medidas estruturais e permanentes ao governo fluminense para controle da violência policial. (Estadão)
PF embaraça Lula
Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, admitiu nesta quarta-feira que a PM do Rio consultou a corporação sobre a possibilidade dos federais participarem da operação, mas a avaliação foi que não caberia a entrada da PF. “A partir da análise do planejamento operacional, nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável para que a gente participasse”, afirmou. O presidente Lula ficou irritado com a declaração de Rodrigues, mas decidiu não se pronunciar sobre a operação policial no Rio para evitar acirrar a disputa política e porque, como informa Vera Magalhães, pesquisas internas apontam apoio popular à ação da polícia. (Globo)
Remoção de corpos
A Polícia Civil vai investigar os moradores que removeram os corpos da mata pelo crime de fraude processual. Além das mortes, dez menores foram apreendidos e 113 suspeitos foram presos, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, apontado como o operador financeiro do Comando Vermelho no Complexo da Penha e braço direito de um dos chefes da facção. (CNN Brasil)
Transferências
Em resposta às barricadas e interdições provocadas em diversas vias da cidade após a matança no Alemão e na Penha, dez integrantes da cúpula do Comando Vermelho, que estavam presos em Bangu 3, foram transferidos para um presídio de segurança máxima do estado, em Bangu 1. Eles são apontados como responsáveis por comandar, de dentro das cadeias, a retaliação sobre a operação policial. A transferência é provisória, até que os criminosos sejam levados para presídios federais. (g1)
Avenida Faria Lima – centro financeiro de São Paulo e do Brasil (Foto: Sérgio Souza – Unplash)
Do Canal Meio, O Globo, CNN, Metrópoles, G1 e outras fontes
Segundo noticiou o jornalista Lauro Jardim de O Globo, “a Operação Carbono Oculto também vai alcançar uma outra ponta — os políticos. Não qualquer político, mas alguns que estão no topo de alguns partidos políticos, todos mais à direita.”
E acrescentou: “Políticos do Centrão estão com a respiração presa.
A Carbono Oculto ocorreu nessa quinta-feira (28) – veja AQUI vídeo e material textualizado.
Seu objetivo é investigar e desbaratar um esquema bilionário de fraude comandado pelo PCC e tem como alvos 18 distribuidoras de combustíveis, bancos e gestoras de investimentos.
A operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (28) atingiu a Faria Lima e algumas das principais instituições do centro financeiro de São Paulo e do Brasil, como Reag Investimentos, Banco Genial, Trustee e Buriti.
Além das mais conhecidas, também há centenas de outras instituições que são alvo das operações, grande parte de fundos de investimento imobiliário, multimercado e multiestratégia (veja lista AQUI).
Segundo a PF, a estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas.
Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.
Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.
Familiares e pessoas próximos veem condenação como certa; PF está vigilante (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Do Canal Meio e outras fontes
A poucos dias do início do julgamento que pode condenar Jair Bolsonaro (PL) a mais de 40 anos de prisão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) aceitou o pedido feito pela Polícia Federal de aumento na vigilância da casa do ex-presidente para evitar uma tentativa de fuga. Em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF solicitou autorização para que houvesse “reforço urgente e imediato do policiamento ostensivo e discreto nas imediações do endereço residencial de Jair Messias Bolsonaro, bem como a manutenção e constante checagem do sistema de monitoramento eletrônico”.
A PGR se manifestou, recomendando que a polícia “destaque equipes de prontidão em tempo integral para que se efetue o monitoramento em tempo real das medidas de cautela adotadas”. No pedido, a PF afirmou ter informações sobre “um perigo concreto” de que Bolsonaro possa tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.
A PF fez questão de frisar que a representação americana está a apenas 10 minutos de carro da casa do ex-presidente. Apesar disso, há pouca expectativa de que o PGR, Paulo Gonet, recomende que a prisão domiciliar de Bolsonaro seja convertida em preventiva, com o ex-presidente sendo enviado para uma cela na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. (CNN Brasil)
Condenação certa
O entornode Bolsonaro dá como certa sua condenação no processo sobre tentativa de golpe de Estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que a última esperança dos bolsonaristas é que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consiga intervir no julgamento da ação penal. “O Trump é a única saída que nós temos, não temos outra.” (g1)
Bolsonaro, por sua vez, tem feito chegar a seus aliados que deseja estar presente nos quatro dias que estão reservados na 1ª Turma do STF para seu julgamento. De acordo com interlocutores, a ideia de comparecer é demonstrar força e refutar a percepção de que estaria acuado diante da previsão de condenação. (Folha)
Mauro Cid viveu manhã de prende-solta em Brasília (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/Arquivo)
Do Estado de Minas, CNN, G1 e outras fontes
Delator na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (13/6), em Brasília (DF). Inicialmente, foi informado que Mauro Cid havia sido preso novamente.
No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou o pedido de prisão e não chegou a ser cumprida, conforme apontado pela defesa do tenente-coronel.
A nova prisão está relacionada a uma investigação sobre uma suposta tentativa de obtenção de passaporte português para viabilizar sua saída do país. Na manhã de hoje, a PF também prendeu o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, em Recife (PE), suspeito de ter articulado o pedido junto ao consulado de Portugal.
Na última terça-feira, quando o pedido de investigação foi feito, Gilson negou que tenha atuado em favor de Cid. Ele afirmou ter ido ao consulado para tratar do passaporte do pai. “Estou surpreso. Nunca fui atrás de nada a respeito de Mauro Cid. Tratei do passaporte para o meu pai”, declarou. Já Cid disse desconhecer a tentativa e seu advogado, Cezar Bitencourt, afirmou que o militar não tinha interesse em deixar o Brasil.
Nota do BCS – Que situação confusa. Uma ordem de prisão é emitida e em poucos minutos é revogada. Nem o STF se entende nessa barafunda.
Busca e apreensão ocorreram em Mossoró e Macaíba (Foto: divulgação)
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (05), a Operação “Proteção Azul”, com o objetivo de investigar os crimes de produção, armazenamento e compartilhamento de imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes.
As investigações apontaram a existência de material pornográfico infantojuvenil e indícios da prática de abuso de vulnerável. Em uma das conversas analisadas, o investigado menciona que a vítima seria seu próprio irmão, uma criança de 9 anos de idade, diagnosticada com autismo.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um em Mossoró/RN e outro em Macaíba/RN, ambos expedidos pela 10ª Vara Federal do Rio Grande do Norte.
Os próximos passos da investigação incluem a realização de exames periciais, que visam esclarecer, com maior precisão, todas as circunstâncias relacionadas aos crimes apurados.
A Polícia Federal vai enviar nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal parte das investigações que apuram o esquema bilionário de desvio dos benefícios de aposentados e inativos do INSS.
De acordo com o colunista Lauro Jardim, a PF descobriu indícios de que vários deputados e senadores estão envolvidos no esquema de desvios. (Globo)
Para ler com calma. Investigações da PF indicam que empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, fizeram pagamentos desde 2022 ao então procurador-geral do instituto, Virgílio de Oliveira Filho, como conta reportagem de Breno Pires.
Oliveira Filho reassumiu o cargo em setembro de 2023, contra um parecer da Advocacia-Geral da União, até ser afastado com a revelação do escândalo dos descontos fraudulentos. (Revista Piauí)
Polícia Federal fez pelo menos cinco prisões (Foto ilustrativa/Agência Brasil)
Do Canal Meio e outras fontes
A Polícia Federal descobriu uma organização criminosa, comandada por militares da reserva e da ativa, que oferecia serviços de espionagem e assassinato de autoridades brasileiras. Ao menos cinco pessoas foram presas no Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, em uma ação autorizada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin.
A quadrilha foi descoberta em uma investigação sobre a morte do advogado Roberto Zampieri, assassinado pelo grupo em 2023 e pivô das denúncias sobre a venda de sentenças no TJ de Mato Grosso e no STJ, em Brasília. (G1)
Autointitulado como C4 (Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos), o grupo guardava anotações sobre os potenciais alvos. Entre os nomes encontrados pela PF estavam o próprio Zanin e seu colega de STF Alexandre de Moraes. (CNN Brasil)
O grupo também mantinha uma tabela com os preços de acordo com a autoridade do alvo. No topo da lista estavam os ministros do STF, que poderiam ser mortos por R$ 250 mil, senadores R$ 150 mil e deputados R$ 100 mil. (Metrópoles)
O Brasil vive um escândalo institucionalizado contra os mais pobres, e o governo petista tenta blindar os culpados. Essa é a visão que o senador Rogério Marinho (PL) expôs, neste sábado (10), em Assú, durante o seminário “Rota 22 PLRN”.
Falando para militantes e políticos da região ligados ao partido que dirige no RN, ele comentou sobre a “Operação sem desconto” (veja AQUI), investigação conduzida pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). O escândalo bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) “tem as digitais do PT”, afirmou.
O seminário Rota 22 aconteceu no Domus Recepções, localizado no bairro Novo Horizonte.
“Careca do INSS” é a ponte para avanço da PF nas investigações (Fotomontagem do G1)
Do Canal Meio e outras fontes
A Polícia Federal trata os 20 cadernos grandes de brochura e capa dura apreendidos no escritório de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, como as provas mais graves colhidas na primeira fase da Operação Sem Desconto. As informações são da colunista Malu Gaspar.
As anotações diárias da secretária de Antunes oferecem detalhes das atividades do operador, apontado pela PF como responsável por pagar a propina das entidades que fraudaram as aposentadorias para os funcionários do INSS.
Entre os registros, estão “Virgilio 5%” e “Stefa 5%”, que a PF acredita se referir aos pagamentos feitos ao procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e ao ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. Os dois foram afastados dos cargos pela Justiça na semana passada. Já haviam sido encontrados indícios de que Virgílio ganhou um carro de luxo da quadrilha, mas ainda não havia evidências de repasses para Stefanutto. (Globo)
Mais embaraços
E sucedem-se os desconfortos envolvendo Wolney Queiroz, escolhido por Lula para substituir Carlos Lupi no Ministério da Previdência. Em 2021, quando era deputado pelo PDT de Pernambuco, Queiroz foi um dos cinco signatários de uma emenda que afrouxou as regras de controle sobre descontos associativos em aposentadorias e pensões, exatamente onde ocorreu a fraude. A emenda a uma Medida Provisória elevou de um para três anos o prazo de revalidação dos descontos. (UOL)
Deputados e senadores da oposição pretendem protocolar hoje o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes no INSS. De acordo com os articuladores do pedido, já foram confirmadas 211 assinaturas, sendo 182 deputados e 29 senadores.
Mas, para que a comissão saia do papel, é preciso que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que viaja com o presidente Lula para a Rússia, leia em plenário o requerimento. A oposição decidiu pela CPMI após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), alegar que uma CPI teria de entrar na fila atrás de outros 11 requerimentos, e apenas cinco comissões desse tipo podem funcionar simultaneamente. (CNN Brasil)