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O privilégio de ouvir Patrick Raniery e Márcio Rangel

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Neste domingo, 16 de março, às 13h, na Barraca Lua com Mel, na praia de Ponta do Mel (Areia Branca, RN), Márcio Rangel e Patrick Raniery apresentam um show especial em duo. No repertório, clássicos do pop rock, MPB, reggae e muito mais.

Dois músicos com ampla trajetória musical, trazendo interpretações envolventes e cheias de personalidade. Não perca!

Márcio Rangel é violonista, guitarrista e compositor com carreira internacional por vários anos, tendo se apresentado e colaborado com grandes nomes da música na Europa.

Patrick Raniery é cantor barítono e compositor, com uma vasta trajetória na música, destacando-se pela versatilidade e por suas interpretações marcantes em diversos estilos.

Vamos!

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“Cartão postal” da Costa Branca é uma vergonha a céu aberto

Rumo a Porto do Mangue, trajeto é de de dunas e pista carroçável há anos (Foto: cedida)
Rumo a Porto do Mangue, trajeto é com dunas cobrindo pista e estrada carroçável (Foto: cedida)

A RN-404 é um desrespeito a céu aberto, vísceras do claro abandono a que o estado é submetido há tempos, sobretudo nos espaços geográficos longe da capital. Uma vergonha de anos e sem fim.

Para quem não sabe, essa rodovia corta Areia Branca, com evidência à comunidade praiana de Ponta do Mel, além de Pedra Grande, Praia do Rosado (e suas dunas cinematográficas) até chegar à cidade de Porto do Mangue. O cenário ao lado é deslumbrante, mas se você desviar o olhar da estrada correrá risco de acidente.

Bom lembrar que há um fluxo grande de caminhões com carga de sal nesse trecho, com desvio de cerca de 3 km até a área urbana de Porto do Mangue, um setor que há anos experimenta esse atalho vergonhoso.

Um “belo cartão postal” para atrair turistas à chamada Costa Branca virou isso.

Pobre RN Sem Sorte!

Parte carroçável sai do leito original da RN, impondo grandes transtornos (Foto: cedida)
Parte carroçável sai do leito original da RN, impondo grandes transtornos (Foto: cedida)

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Paixão pela profissão; amor pelo mar

Por Odemirton Filho 

Tibau, jangada, (Foto de Ricardo Lopes)
Tibau, jangada, (Foto de Ricardo Lopes)

“A jangada se perde de mar afora. E à boca da noite vai chegando. É um ponto branco no horizonte. Doze horas de alto-mar, de paciência, de espera, de linhas soltas, na espreita das ciobas, das cavalas. Vai chegando. Veranistas se juntam para a compra do pescado. Seu João já encostou a jangada na praia” (…).

O texto acima é um fragmento de uma crônica de José Lins do Rêgo sobre a vida de um pescador. Mostra, com clareza, a labuta diária de quem se aventura no mar, ainda nas madrugadas frias.

Quando vou à cidade de Porto do Mangue pra exercer o meu ofício vislumbro na belíssima praia da Ponta do Mel, na Pedra Grande e na calmaria da praia do Rosado algumas jangadas na areia. E faz um bem danado a minha alma. Na maioria das vezes, não há um pé de pessoa. Só a imensidão do mar e um mundão de areia; a beleza da obra talhada pelas mãos de Deus.

Há algo na vida desses pescadores que me fascina. Talvez, seja a lembrança dos dias da minha infância, quando em férias, brincando na areia da praia, via as jangadas chegaram à beira-mar e os pescadores vendendo os peixes, ainda frescos, debatendo-se num carcomido cesto de palhas.

Vez ou outra, converso com um deles pra ouvir as suas aventuras. Decerto, deve existir um ou outro exagero nas “estórias”. Não me importo. Gosto de prosear. Falam-me da lida, do dinheiro pouco. Mas falam, principalmente, da paixão pela profissão, do amor pelo mar. Deixo claro, porém, que não quero romantizar as dificuldades enfrentadas por eles, de sol a sol. São muitas.

Certa vez, caminhei bastante sobre as dunas da praia do Cristóvão para fazer uma intimação. A casa ficava distante, num ponto alto. Sob um sol escaldante, com os pés atolando nas dunas “pegando fogo” consegui chegar à residência. Uma casa simples, de taipa. O velho pescador me ofereceu água e café. Sentei-me por um bocado de tempo apreciando a linda paisagem.

Ao ler o texto de Lins do Rêgo, lembrei-me dessa diligência e fiquei a imaginar aquele pescador como um personagem da crônica do autor de Menino de Engenho.

“Agora, espichado na porta da casa de palha, olha para o céu. Sopra o vento nos cajueiros floridos e há o barulho dos coqueiros agitados. Seu João vê a lua, vê manchas na lua. Levanta-se e vai dizendo para a mulher”:

“Amanhã é dia de cavala. A lua está dando o sinal”.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Centenas de endereços ficam sem energia devido furto de cabos

Crime se repete sem freio, com números de 2022 superando 2021 (Foto: arquivo)
Crime se repete sem freio, com números de 2022 superando 2021 (Foto: arquivo)

Parece filme repetido. Parece, mas não é. Trata-se de uma rotina que a a segurança pública do RN não consegue barrar. A Neoenergia Cosern informa que registrou o furto de cabos da rede elétrica no distrito de Ponta do Mel, em Areia Branca, no horário de 1h54 da madrugada desta quarta-feira (27).

O furto de quatro vãos da rede elétrica (600 metros) interrompeu o fornecimento de energia para três mil residências. Imediatamente, a Neoenergia Cosern reestabeleceu o fornecimento por meio de manobras para 2.326 clientes e para os demais às 3h22.

Os cabos roubados já estão sendo repostos.

Ao longo do ano de 2021, a Neoenergia Cosern registrou 1.228 interrupções no fornecimento de energia elétrica provocadas por furto de cabos da rede elétrica em todo o estado.

De 1 janeiro a 24 de julho de 2022, já foram registradas 2.031 ocorrências causadas pelo mesmo motivo – o que representa um aumento de 449% em relação ao mesmo período do ano passado (370 ocorrências de furto entre 1 janeiro a 24 de julho de 2022).

Aguardemos mais uma horas ou poucos dias para que novo registro dessa modalidade de crime seja feito.

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A ponte da Costa Branca; um sonho?

Por Odemirton Filho 

Há mais de quinze anos eu faço a travessia nas balsas entre as cidades de Areia Branca e Grossos, quase semanalmente, a fim de cumprir mandados judiciais. Vejo uma ruma de montanhas de sal. Lindas. Uma paisagem deslumbrante. homem-na-frente-de-uma-ponte-quebrada-95575932E, há tempos, eu escuto o lenga-lenga da construção ponte que ligaria as duas cidades.

A ponte, sem dúvida, daria mais vigor ao turismo da Costa Branca. O fluxo de pessoas aumentaria de forma considerável, pois muitas têm medo de fazer a travessia. Por vezes, converso com um ou outro cidadão que me confidencia o medo. É o jeito, dizem. A ponte facilitaria a vida das pessoas que precisam se deslocar às cidades da Costa Branca para resolver os seus problemas.

Saindo de Tibau, o turista pode se deliciar com vários encantos. Conhecer a praia de Pernambuquinho, em Grossos; a beleza de Areia Branca; tomar uma lá no Restaurante de Meinha. As praias de Baixa Grande, Morro Pintado, Redonda, Cristóvão, Ponta do Mel (para mim a mais bela da Costa Branca). Passaria pela praia da pedra grande e do Rosado, em Porto do Mangue. Belezas de encher os olhos.

Há inúmeros pontos turísticos e restaurantes para se conhecer: A pedra do chapéu em Tibau; a barraca azul, em Alagamar; as salinas de Areia Branca. O restaurante do meu amigo Luiz Carlos, na prainha, em Grossos. As dunas do Cristóvão, a fenda do biquíni. Curtir a praia do Rosado.

Os balseiros poderiam realizar passeios e festas, como, aliás, já fazem. Milhares de pessoas sairiam ganhando. Seria um incremento à economia local.

Faltam recursos ou vontade da nossa classe política? Ambos, talvez.

Bom. Eu não sei se há um projeto para a construção da ponte. Mas, neste ano de eleição, seria uma oportunidade para se viabilizar recursos junto à União e ao Estado. Os nossos representantes bem que poderiam encampar essa luta. Unirem-se em favor de uma obra tão relevante para a nossa pobre, mas bela região. A sociedade também, claro.

Enfim. Toda vez que eu vou a Grossos ou a Areia Branca, pelas balsas, fico a pensar como seria importante a construção da ponte da Costa Branca.

Continuará a ser um sonho?

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Diretor de hospital morre em acidente com parapente

Nelson (foto acima no local do acidente) morreu porque equipamento teria fechado repentinamente (Fotomontagem BCS)
Nelson (foto acima no local do acidente) morreu porque equipamento teria fechado repentinamente (Fotomontagem BCS)

O Câmera

O advogado Nelson Benício Maia Neto, 60, diretor do Hospital Centenário de Pau dos Ferros, morreu na tarde desta terça-feira (60), vítima de um acidente durante voo de parapente na praia de Ponta do Mel, no litoral de Areia Branca.

A notícia foi dada em primeira mão pelo blog do Ismael Sousa e, em seguida, confirmada pela cronista social Soraya Vieira, da cidade de Pau dos Ferros.

Parapente em Ponta do Mel é muito praticado (Foto: cedida)
Parapente em Ponta do Mel é muito praticado (Foto: cedida)

“Um praticante de parapente morreu ao sofrer um acidente com o equipamento durante voo na tarde desta terça-feira 27, na praia de Ponta do Mel, munícipio de Areia Branca, região salineira do Estado”, noticiou o blog.

Em seguida, Soraya Vieira confirmou a identidade da vítima: “Nelsinho, como era conhecido o advogado Nelson Maia.”

Nelsinho morreu antes da chegada do socorro médico. Uma equipe do Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP) foi acionada para fazer a perícia e recolhimento do corpo.

Advogado e pessoa bem conceituada em toda a região do Alto Oeste, Nelsinho era filho de Nelson Maia (falecido em 1999) e da professora Maria Eliza de Albuquerque Maia, que dá o nome do campus avançado de Pau dos Ferros da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Ele dirigia o Hospital Centenário Nelson Maia, também em Pau dos Ferros. Era casado com Mércia.

Nota do Blog Carlos Santos – Conversei com um praticante do esporte e que conhece bem a área. Seu relato é de que o equipamento fechou, algo raro, causando acidente. Além disso, a vítima era muito experiente nos voos.

Que descanse em paz.

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Chuvas comprometem estrada da região da Costa Branca

Quem precisar transitar pela RN 404 (Comunidade de Ponta do Mel em Areia Branca e Porto do Mangue) deve redobrar a atenção. As chuvas do feriadão prolongado danificaram a pista de rolamento em alguns pontos. A estrada faz parte da região da Costa Branca.

Foram feitos reparos emergenciais em certos locais, mas nada saneador.

Estrada já apresentava problemas com dunas móveis e buracos e agora tem quadro agravado (Foto: 2º DPRE)

O tráfego no percurso há muito tempo já tem sido difícil devido acentuada buraqueira e em face das dunas móveis.

O Núcleo de Operações Rodoviárias Estadual (NORE) com sede em Assu e o 2º Distrito de Polícia Rodoviária Estadual (DPRE), sediado em Mossoró, tem feito sinalizações na área e tentativa de controle de tráfego.

A Assembleia Legislativa do RN realizou no dia 30 de novembro do ano passado, no Ecoposto do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), em Porto do Mangue, uma audiência pública para buscar soluções para a RN-404. Algumas providências foram apresentadas e encaminhadas para questões como buracos e dunas móveis (veja AQUI).

O cenário agora está agravado.

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Audiência discute solução para RN importante da Costa Branca

A Assembleia Legislativa do RN realiza na próxima quinta-feira (30), a partir das 9h, no Ecoposto do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), em Porto do Mangue, região da Costa Branca, mais uma importante audiência publica. Servirá para discutir problemas relacionados à RN-404 e encontrar alternativas a curto, médio e longo prazos de sua viabilidade.

Buracos, dunas móveis e animais comprometem tráfego (Foto: Assis Nascimento, Redes Sociais)

A RN-404 liga os municípios praianos de Areia Branca (distrito de Ponta do Mel) e Porto do Mangue, um dos trechos mais bonitos do litoral potiguar. A proposição é do deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS).

Devido o movimento de dunas móveis na região, o acesso a Porto do Mangue esta praticamente intransitável. Tem criado problemas para o turismo, fluxo de veículos de transporte escolar e alternativos, além de carros de passeio e caminhões com cargas comerciais.

Sal

Também afeta o escoamento da produção de sal de salinas na região, que ocorre com caminhões que muitas vezes ficam atolados.

A pista de rolamento sofre ainda com incontáveis buracos, além do trânsito de animais, um perigo para os motoristas principalmente à noite.

“Se não fossem as ações cotidianas da prefeitura, já não seria possível o pleno aproveitamento da via estadual. Através do nosso mandato solicitamos ao Idema que fizesse uma visita in loco, e que apresentasse alternativas a curto, médio e longo prazo. Ocorre que o avanço das dunas, não permite que aguardemos por muito tempo essa definição, e que medidas emergenciais e alternativas sejam apresentadas e executadas”, justifica o deputado Souza.

Foram convidados para o debate os gestores municipais da região, vereadores e representantes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Idema, Secretaria de Estado do Turismo (SETUR) e Secretaria do Planejamento, Orçamento e Finanças (SEPLAN) do Estado.

Com informações da Assembleia Legislativa.

A vida após a “morte” do nosso jornal impresso

No Dia do Jornalista, recebo uma pergunta recorrente pelas redes sociais: “O jornal impresso vai morrer?”

Minha resposta é monossilábica: “Não”. Mas acrescento algumas observações e análises nesta página.

O jornal impresso terá que se renovar. O pior para um jornal impresso não é a morte e, sim, ser um zumbi, um morto-vivo, sem opinião própria, incapaz de mudar o curso do rio.

Alguns são até bonitinhos, mas ordinários. Não irão longe. Em vez de jornalismo promovem “assessoria de incenso” ou “vendem proteção”, como bandos de jagunços ou forças mercenárias à margem da lei.

O mundo passou a ser digital, meu caro.

O arco e flecha ainda existem, como esporte e arma de uns poucos em operações de comandos especiais militares espalhados pelo mundo. Entretanto, ninguém deixa de ter um AK-47 (fuzil criado em 1947, é símbolo de arma eficiente, apesar de tantas outras, mais modernas, terem surgido) para empunhar arco e flecha primitivos.

Como o AK-47 que continua vivo, mas reciclado, o jornal precisa se adaptar. O jornal continuará vivo, como ainda temos máquina datilográfica e disco de vinil. Porém, será que numa escolha fria, desprovida de saudosismo e paixão, ficaremos com uma Olivetti e LP ‘bolachão” em vez de um Macintosh e um Ipod de 60 Gigas?

Os tempos são outros.

Um Fusca e uma Ferrari podem ir naturalmente da Cidade Alta à Ponta Negra, em Natal. Mas qual o melhor, heim? Qual oferecerá melhor conforto, segurança, agilidade, eficiência etc.?

Digo-lhes com metáforas e alegorias o que nem precisaria ser sustentado em rodeios para ficar tão translúcido: O mundo é digital, sem celulose e tinta. Eis o fato. O webjornalismo não é um caso de futuro: é o presente, com base no passado.

A hegemonia analógica, o pontificado da teledifusão e o reinado da voz pelas ondas do rádio, estão passando. A palavra chave é “convergência”. Ninguém vai morrer de morte matada, mas muitos desaparecerão por um cruel ‘harakiri’ (suicídio oriental, em que literalmente se corta a barriga). Pior, que sem um pingo de honra, como os guerreiros samurais.

A informação não tem mais dono e desaba a cada dia o monopólio da opinião. A Web é irreversível e não chegou para aniquilar outros meios de comunicação. Ela é a ‘prancha’, mas que precisará sempre de um bom surfista para deslizar do Hawaii à Ponta do Mel, da redação do Le monde à taba do Xingu.

O melhor disso tudo, em se tratando de jornalismo, é que em qualquer tempo, meio – ou época, a principal ‘ferramenta’ continuará sendo o homem, força-motriz de todas as transformações. Falamos em cibernética, bytes, plataformas, convergência, mídias, visão colaborativa, redes sociais, hiperlink etc., mas o homem, esse bicho antigo de alguns milhões de anos, será sempre “o cara”.