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Mais de 100 prefeitos fazem protesto; Fátima não recebe manifestantes

Movimentação aconteceu à manhã desta terça-feira (Foto: Femurn)
Movimentação aconteceu à manhã desta terça-feira (Foto: Femurn)

Na manhã desta terça-feira (25), cerca de 100 prefeitos do RN fez manifestação pacífica com discursos e faixas, cobrando o Governo do RN para o pagamento de débitos milionários que são direitos constitucionais, não repassados às prefeituras. A ação foi liderada pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) e ocorreu no Centro Administrativo do Estado no bairro de Lagoa Nova, em frente à sede da Governadoria.

O Governo do Estado emitiu nota se posicionando (veja ao final desta matéria).

Segundo a Femurn, entre direitos retidos existe o garantido pela Lei Complementar nº 194/2022, que trata de atualização de parcelas relativas à Farmácia Básica e as dívidas ativas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), bem como do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra(União Brasil), ressaltou que apenas o débito com seu município supera a marca dos R$ 90 milhões.

Durante o ato, convidada, a comitiva de prefeitos foi recebida pela secretária de Planejamento Virgínia Ferreira. No entanto, os prefeitos deixaram claro que queriam se reunir com a própria governadora Fátima Bezerra (PT). Porém, Luciano Santos (MDB), prefeito de Lagoa Nova e presidente da Femurn, afirmou que irá protocolar um pedido de audiência  para tratar das pautas de forma mais abrangente.

“A expectativa é que a governadora agende a reunião até o dia 9 de agosto, a fim de receber os prefeitos e debater as nossas pautas. Reiteramos o compromisso em buscar soluções para as demandas dos municípios e continuar lutando pelos interesses das cidades do Rio Grande do Norte, conclui o presidente da Femurn.

Diálogo

Luciano Santos destacou que os prefeitos estão imbuídos em suas pautas e que a mobilização se manterá sob aviso até conseguirem uma reunião com a Governadora Fátima Bezerra (PT). “Tivemos uma reunião prévia com a secretário estadual de Tributação, Cadu Xavier, para discutir o pagamento relativo aos 25% de ICMS devido pelo Estado aos municípios. Contudo, a proposta apresentada por um membro do Conselho Político da Femurn não foi colocada em discussão e votada entre os prefeitos presentes e quando apresentamos aos prefeitos a proposta foi rejeitada pela grande maioria,” afirma.

Proposta

A proposta em questão trata do pagamento parcelado em cinco meses dos R$ 12,667 milhões referentes à compensação financeira estabelecida pela Lei Federal nº 194/2022, que reduziu o ICMS sobre os combustíveis e impactou a arrecadação estadual em R$ 270 milhões. Porém, segundo Luciano Santos, a proposta não foi bem recebida pela maioria dos prefeitos, principalmente aqueles representantes de cidades menores.

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O outro lado

O Governo do Estado emitiu nota sobre esse impasse. Veja abaixo:

Nota do Governo do RN:

O Governo do Estado defende o caminho do diálogo e, no que se refere à pauta de reivindicações apresentada pelos prefeitos através da Femurn, destaca que aceitou a proposta quanto ao principal pleito — a regularização dos repasses em atraso relativos à compensação do ICMS de 2022 —, na quantidade de parcelas sugeridas pela Federação.

Governo e Femurn deixaram a reunião realizada na quinta-feira (20) com o entendimento de manutenção do diálogo para sanar as outras demandas apresentadas pelos gestores municipais. A manutenção de uma mobilização causa estranheza e se afasta do caminho de diálogo construído há menos de uma semana com a Femurn, que no sentir do governo do Estado, é a legítima representante dos municípios junto ao comitê interfederativo, naquele momento tratado em ambiente técnico, num contexto de dificuldades financeiras comum a estados e municípios.

Apesar de não ter recebido nenhuma solicitação de nova reunião para o dia de hoje, ao final da manhã desta terça-feira (25), uma comissão formada por gestores municipais foi recebida pela secretária de Planejamento do Estado, Virgínia Ferreira. Na ocasião os prefeitos solicitaram um novo encontro para discussão de uma pauta comum aos municípios.

O Governo do RN reitera seu compromisso e, especialmente, mantém a discussão afastada das eventuais questões que contaminem as relações institucionais que buscam o melhor para sociedade.

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Municípios podem sofrer perdas em transferências do FPM

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) está preocupada com possíveis reduções orçamentárias que serão impostas a várias prefeituras, devido a queda populacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o novo Censo 2022 aponta que muitas cidades do Estado perderam habitantes nos últimos anos.FPM

Essa conta vai impactar diretamente os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ao todo, esses municípios perderão o equivalente a R$ 100 milhões neste ano. Os recursos são destinados principalmente a gastos na saúde e educação.

O presidente da Femurn, Babá Pereira, enfatiza que para implementar a mudança já em janeiro de 2023 seria necessário que o IBGE tivesse concluído o Censo, o que deverá ocorrer só em março ou abril deste ano.

“A Lei Complementar 165/2019 é clara quando fala do congelamento dos coeficientes dos municípios que, por acaso, tenham diminuição até que seja finalizado o novo Censo, que não foi o que aconteceu, então as alterações ainda não deveriam ser realizadas de imediato. A legislação brasileira é clara neste ponto e estamos analisando uma forma de proteger ao máximo os municípios. Vamos à Justiça para evitar que essa situação acabe prejudicando principalmente a população”, disse Babá.

Conforme levantamento da Femurn, 27 municípios potiguares tiveram alteração negativa no coeficiente do FPM para 2023. Por outro lado, apenas seis registraram aumento da alíquota. Importante acrescentar que o Censo nem mesmo foi concluído ainda no próprio RN. Confira as listas abaixo.

Municípios com queda

1 – Alexandria cai de 1.0 para 0.8

2 – Alto do Rodrigues cai de 1.0 pra 0.8

3- Arês cai de 1.0 para 0.8

4- Boa Saúde cai de 0,8 para 0,6

5- Bom Jesus cai de 0,8 para 0,6

6-Canguaretama cai 1.6 para 1.4

7-Carnaubais cai de 0.8 para 0.6

8- Currais Novos cai de 2.0 para 1.8

9- Grossos cai de 0.8 para para 0.6

10- Ielmo Marinho cai de 1.0 para 0.8

11- Lajes cai de 0.8 para 0.6

12-Luiz Gomes cai de 0,8 para 0,6

13-Macau cai de 1.6 para 1.4

14-Nova Cruz cai 1.8 para 1.6

15-Passa e Fica cai de 1.0 para 0.8

16-Pau dos Ferros cai de 1.6 para 1.4

17-Pendências cai de 1.0 para 0.8

18-Poço Branco cai de 1.0 para 0.8

19-Santa Cruz cai de 1.8 para 1.6

20-Santo Antônio do Salto da Onça cai de 1.4 para 1.2

21-São Miguel cai de 1.4 para 1.2

22-São Paulo do Potengi cai de 1.2 para 1.0

23-SãoTomé cai de 0.8 para 0.6

24-Serra Caiada cai de 0.8 para 0.6

25-Tangará cai de 1.0 para 0.8

26- Umarizal cai de 0.8 para 0.6

27- Upanema cai de 1.0 para 0.8

Municípios com aumento

1 – Extremoz sobe de 1.4 para 2.4

2 – Florânia sobe de 0.6 para 0.8

3 – Jaçanã sobe de 0.6 para 0.8

4 – São Gonçalo do Amarante sobe de 3.2 para 3.4

5 – São José do Campestre sobe de 0.8 para 1.0

6 – Tibau do Sul sobe de 1.0 para 1.2

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Governo do RN paga parte da dívida ativa do ICMS e Farmácia Básica

Após a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) ter protocolado ofício junto ao Governo do RN, em que cobrou o pagamento às prefeituras das parcelas em atraso da dívida ativa do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), parte da quantia foi quitada pelo Executivo estadual. Ainda foram repassados às Prefeituras valores referentes a Farmácia Básica, que também estavam atrasadas.Dívida Ativa - ilustraçãoAo todo, os municípios potiguares receberam pouco mais de R$ 2,3 milhões referentes aos recursos que têm direito da dívida ativa do ICMS. Essa quantia é relativa aos meses de abril, maio e junho. Já da Farmácia Básica foram quase R$ 700 mil.

Ainda resta o Governo do RN iniciar o pagamento das parcelas atrasadas relativas à dívida ativa do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

“Importante a atitude do Governo do Estado em repassar esses pagamentos aos municípios que estão enfrentando grandes dificuldades financeiras para honrar seus compromissos. Ficamos agora à espera de uma posição sobre o repasse relativo ao IPVA, que por dificuldades burocráticas ainda não foi possível ser feito”, disse Babá Pereira, presidente da Femurn.

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Federação apela para que prefeitos sigam decreto contra Covid-19

Babá teve reunião on-line (Foto: Femurn)
Babá teve reunião on-line (Foto: Femurn)

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), em conjunto com a Associação dos Municípios do Médio e Alto Oeste Potiguar (AMOP), Associação da Microrregião do Seridó Ocidental (AMSO), Associação dos Municípios do Seridó (AMS) e Associação dos Municípios do Litoral Agreste (AMLAP) decidiu seguir, após reunião com a governadora Fátima Bezerra nessa segunda-feira (22), o decreto mais recente do Governo do RN que dispõe sobre as medidas temporárias para a prevenção ao contágio pelo coronavírus.

A Femurn e as associações reforçam o apelo para que prefeitos dos municípios potiguares se unam aos esforços do governo estadual no sentido de promover o isolamento social, a fim de evitar a propagação da doença.

A posição da federação e das associações se baseia no Decreto nº 30.379, do Governo do Estado, e na recomendação dos Ministérios Públicos Estadual (MPRN), Federal (MPF) e do Trabalho (MPT), que emitiram um documento em conjunto nessa segunda-feira, para que os municípios cumpram fielmente os termos do decreto estadual.

O presidente da Femurn, Babá Pereira, participou de reunião on-line com os demais dirigentes de entidades municipais, para tomada de posição conjunta.

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Avalanche de ações judiciais asfixia aplicação do Proedi

A informação oficial é da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN): já foram impetradas 40 ações judiciais de municípios que são filiados à entidade, e a estimativa é que mais 40 também ingressem na Justiça nos próximos dias, contra o decreto do Governo Fátima Bezerra (PT), que instituiu o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).Após 60 dias de espera e falta de negociação por parte do Governo do Estado, os municípios potiguares decidiram por reclamar na Justiça as suas perdas no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em razão “dos efeitos danosos às finanças públicas municipais”, assinala a Femurn.

Quem “abriu a porteira” foi a Prefeitura do Natal (veja AQUI) que essa semana obteve liminar em seu favor, para deixar de ter sangria tributária em face do Proedi.

“Reclamamos apenas o que é de direito constitucional dos municípios, e que foi violado de forma desrespeitosa pelo Governo Estadual, desde que o decreto nº 29.030/2019 foi instituído, afetando, gravemente, as administrações municipais”, afirmou o presidente da Femurn, Leonardo Cassimiro de Araújo (Naldinho) – prefeito de São Paulo do Potengi.

Leia tambémFiern entrará em processo para manter Proedi em Natal.

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