Arquivo da tag: procurador Deltan Dallagnol

Taí a “nova” política

Por François Silvestre

Era tudo pra ser novo. E o passado, assim como o diabo, por ser velho, precisava morrer. E foi uma enxurrada de votos. De Bolsonaro aos bolsonaristas, tudo novo. E em novo sendo, tudo brilhantemente limpo.Wilson Witzel, ex-juiz federal, colega de Sérgio Moro e Marcelo Bretas, seria um hiato na vida governamental do Rio de Janeiro. Hiato de pureza, na velha política de corrupção, de longas datas, décadas de patifaria.

Ex-juiz, de dedo no nariz da sociedade, prometia um eldorado de justiça e honestidade. Hoje é afastado por corrupção. Coisa grossa (veja AQUI e foto do portal UOL nessa postagem). Com o mesmo cacoete do Sérgio Cabral, tendo a mulher como cúmplice, e não apenas conge. Bela “nova” política.

O suplente de senador de Flávio BolsonaroPaulo Marinho, informa que sua casa serviu de búnquer da campanha do presidente Bolsonaro para armar ciladas contra adversários e preparar escudos para os seus. Tudo com base em falcatruas já conhecidas e outras programadas. Esses 89 mil na conta da conge do capitão, feito pelo fantasma Queiroz, é pintinho amarelinho no meio desse cipoal. Tudo “nova” política.

O Procurador Deltan Dallagnol, justiceiro de pocilga, incluiu naquelas suas Dez Medidas contra a impunidade o fim da prescrição. Sorte dele que não passou. Agora mesmo, num julgamento de delinquência sua, no Conselho Superior do Ministério Público, o processo foi arquivado por motivo de prescriçãoArguida por ele. O Conselho acatou o pedido de prescrição, mas informou que os delitos foram praticados. O “justiceiro” deixou o rabo preso na saída do chiqueiro. Estuário da “nova” política. O coletivo dessa turma é Ruma. Aquela que fica a feder por trás da moita.

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Até que enfim chegou

Serra: alvo da Lava Jato (Foto: Edilson Rodrigues)

Por François Silvestre

Muito tarde, mas chegou (veja AQUI). A lava-jato finalmente bateu às portas de uma gangue que tinha gozado da proteção escrachada dos operadores “donos” da Operação.

A turma de uma fatia importante do PSDB. José Serra, Aécio Neves e outros menos votados sempre gozaram do amparo do juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol. Numa das conversas publicadas pelo Intercept, há uma advertência do juiz ao pupilo promotor: “Não vamos estender muito, para não aniquilar o sistema político nacional”.

Essa cautela não era para proteger o “sistema político nacional”. Não.

Era para acobertar os corruptos do seu afeto.

De seu amigo “in pectoris” Aécio Neves, dos tucanos paulistas e outros que certamente aparecerão.

Bastou o prestigio imperial do conje Moro decair, para o sol começar a desinfetar a operação. E abandonar a sujeira seletiva de só ter um lado a ser investigado.

Para quem não tem corrupto nem bandido de estimação é uma boa notícia.

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Moro e Dallagnol combinavam ações da Operação Lava Jato

Do UOL e The Intercept

Uma série de reportagens publicadas hoje pelo site “The Intercept Brasil” mostra que o ex-juiz federal e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, orientou as investigações da operação Lava Jato em Curitiba por meio de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram com o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

O site afirmou que recebeu de uma fonte anônima um grande volume de mensagens trocadas no aplicativo entre membros da Lava Jato e entre o procurador Dallagnol e Moro. O “The Intercept” foi fundado pelo jornalista norte-americano Glenn Greenwald, um dos autores da reportagem. Ele ficou conhecido mundialmente após ajudar o ex-analista de sistemas Edward Snowden a revelar informações secretas obtidas pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Nas conversas, ao longo de dois anos, Moro sugeriu que o procurador trocasse a ordem de fases da Lava Jato, para não ficar “muito tempo sem operação”, deu conselhos e pistas informais de investigação e antecipou uma decisão que ele ainda não havia tornado pública.

As mensagens também mostram que Moro criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público.

O Ministério Público Federal do Paraná confirmou em nota que houve vazamento de mensagens de procuradores após um ataque hacker. Segundo o órgão, as mensagens não mostram nenhuma ilegalidade.

Moro contesta irregularidade

Em nota, o ministro Moro afirmou que as mensagens não revelam “qualquer anormalidade ou direcionamento da atuação enquanto magistrado”. O ministro também criticou o site por não tê-lo procurado antes da publicação da reportagem e disse que as conversas foram retiradas de contexto.

Em nota, a força-tarefa da Lava Jato falou em “ataque criminoso” aos membros do MPF-PR e lembrou o ataque de hackers ao celular do ministro Sérgio Moro, na semana passada.

Segundo o documento, os procuradores “mantiveram, ao longo dos últimos cinco anos, discussões em grupos de mensagens, sobre diversos temas, alguns complexos, em paralelo a reuniões pessoais que lhes dão contexto”.

O The Intercept justificou que o site não entrou em contato com procuradores e outros envolvidos nas reportagens “para evitar que eles atuassem para impedir sua publicação e porque os documentos falam por si”.

“Entramos em contato com as partes mencionadas imediatamente após publicarmos as matérias”, explicou o veículo.

Série de reportagens

As reportagens do The Intercept dão início à série “As mensagens secretas da Lava Jato”.

A primeira delas torna públicas as motivações políticas que guiaram as ações da força-tarefa. A segunda matéria revela como Moro instruiu Deltan Dallagnol, sugerindo mudanças nas fases da operação, dando pistas para a investigação, indicando fontes e, assim, violando a neutralidade de magistrado. E a terceira demonstra como a Lava Jato blefou no STF para levar o caso do triplex para Curitiba.

Pouco antes de apresentar a primeira denúncia contra Lula, Dallagnol não tinha certeza da ligação entre o apartamento e o esquema da Petrobras: “até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto”, escreveu aos colegas.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Fátima lembra Eduardo Campos em noite de “governadora”

A senadora e pré-candidata ao governo estadual, Fátima Bezerra (PT), comemorou mais um aniversário no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), em Nova Parnamirim, como faz há alguns anos.

Fátima comemorou aniversário ao lado de correligionários e em clima de otimismo (Foto: divulgação)

Foi à noite dessa sexta-feira (18), com atrações musicais e clima de campanha. Em todas as pesquisas de opinião pública já divulgadas, desde ano passado, a senadora aparece em primeiro lugar na preferência ao governo.

“Governadora, governadora!” e “Lula livre!” foram as palavras de ordem mais ouvidas na comemoração.

“Não vamos desistir do povo do RN e do Brasil”, disse a senadora em discurso, lembrando frase do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que morreu em acidente aéreo em plena campanha à Presidência da República, em 2014:

– “Não vamos desistir do Brasil!”

* O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba-PR, também abraçou a frase de Eduardo Campos em novembro do ano passado (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.