Arquivo da tag: psiquiatria

Barbárie e teorias sobre o mal

Compaixão - Foto ilustrativa
Compaixão – Foto ilustrativa

Vejo na Net série de teorias à chacina de crianças hoje em Blumenau-SC (veja AQUI).

Vão da psicologia à psicologia social, além da psiquiatria e política.

Ninguém até aqui é especialista no tema.

Só ‘achismo’.

Eu também acho.

Mas, só acho.

Aguardo a palavra da ciência, com compaixão de pais e filhos.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Meu mundo e nada mais

Próximo alvo da fúria do bolsonarismo delirante, aquele que vai às ruas e rodovias, falando em “intervenção militar”, serão as Forças Armadas. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acuada à bala e pedras segunda-feira (7) no Pará (veja AQUI).

Em Santa Catarina (veja AQUI), também saíram na porrada com a corporação que antes era sua aliada, mas agora é inimiga.

Caso não é de política ou polícia, mas de psicologia social/psiquiatria.

Essa gente é movida por crenças recalcitrantes, resistentes à argumentação racional. Não vai retroceder. E a frustração por não ver as Forças Armadas dando golpe, atendendo sua vontade, a levará à nova paranoia, fazendo-as também sua inimiga.

Basta acompanhar os primeiros surtos diante da frustração do relatório do Ministério da Defesa quanto às urnas eletrônicas. Como não encontraram mínimo indício de fraude, a piração só aumenta, além do desapontamento com a força verde-oliva.

Quem venceu nas urnas, quem está distante, se alimenta de um monte de bizarrices desses bolsonaristas, ao deboche. Mas, entenda: temos algo mais sério do que mimimi, choro de derrotado. Esse delírio afeta famílias, amizades, coabitação civilizada e a democracia rasa que temos.

Vai piorar. Anote.

* Cena do vídeo é no muro do Centro de Instrução de Operações Especiais (C I Op Esp) em Niterói-RJ. Trata-se de uma unidade militar do Exército. Na sequência, cena de uma mulher que usa mordaça e apelo para Forças Armadas salvarem país, no Rio de Janeiro-RJ.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Mossoró ganha novo hospital psiquiátrico nesta sexta-feira

Hospital Psiquiátrico Doutor Milton Marques de Medeiros é outra realidade (Foto: PMM)
Hospital Psiquiátrico Doutor Milton Marques de Medeiros é outra realidade (Foto: Wilson Moreno)

A Prefeitura de Mossoró realizará solenidade de entrega das novas instalações do Hospital Psiquiátrico de Mossoró Dr. Milton Marques de Medeiros, nesta sexta-feira (21), às 19h.

Localizada na antiga Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (FUNDAC), Rua Francisco Sólon, 36, bairro Boa Vista, a estrutura foi reformada e readequada para o Hospital Psiquiátrico.

O imóvel receberá pacientes do antigo Hospital São Camilo de Lellis. Serão 65 pacientes, para os quais o município destinará tratamento psiquiátrico mais humanizado.

Mais adequado para o bem estar de pacientes, familiares e profissionais, o Hospital Psiquiátrico de Mossoró Dr. Milton Marques de Medeiros é uma conquista do povo mossoroense.

Cessão

A Prefeitura de Mossoró buscou parceria com o Governo do Estado para a cessão de uso do imóvel. Investiu na transformação do espaço.

No prédio foi montada cozinha e refeitório, além de dormitórios, dois postos de enfermagem, duas salas psicossociais, um bloco de cinco salas do setor administrativo, três dormitórios para descansos dos profissionais, cada um com um banheiro.

Com informações da PMM.

Nota do Blog – O ponto a que chegou o São Camilo é algo criminoso. Mas, ainda há muito a ser feito pela saúde mental.

Veja o que publicamos no dia 15 de janeiro último: Casa de horrores de Rosalba é o retrato da psiquiatria de Mossoró.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

Pacientes com sequelas da Covid-19 terão atendimento

Sequelças Pós-Covid-19O Hospital Rafael Fernandes abrirá na próxima semana um ambulatório para atendimento a pacientes com sequelas pós-Covid-19.

Os atendidos serão de média complexidade

A prefeitura irá encaminhar essas pessoas, a partir de triagem.

Especialidades como Neurologia, Cardiologia, Infectologia, Psiquiatria e Pneumologia vão ser disponibilizadas aos pacientes nessa parceria entre Estado e Município.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

A ciência absoluta

Por Roncalli Guimarães

No final do Século XIX, mais precisamente em 1891, um corante chamado  azul de metileno começou a ser usado como um antimalárico. O que ninguém esperava era que décadas depois, mais  precisamente em 1952, um derivado desse Fenotiazídico iria transformar a psiquiatria.

Nessa época, a Fenotiazina já era utilizada como anti-histamínico e por pura casuística um anestesista francês percebeu sua capacidade em acalmar pacientes psicóticos. Daí em diante, a clorpromazina ou o amplictil, como é mais conhecido, transformou a psiquiatria em ciência como a conhecemos.  Evidência e empirismo também fazem parte da medicina.Vivemos hoje momentos de contradição e dúvidas da ética científica no meio de uma pandemia de proporções graves. Sabemos que a ciência tem como princípio basilar repetir e comprovar resultados, porém não há como desprezar as evidências médicas, até porque muitas  descobertas científicas vieram de observações casuísticas.

Alguém poderia descordar com argumentos que nosso momento atual se trata de doença contagiosa, infecciosa, uma síndrome respiratória que não tem relação com doença mental, mas a proposta do texto é outra, é mostrar interesses biopolíticos, manipulações de informações científicas à conveniência de interesses que passam longe da medicina.

Voltando à história da psiquiatria, o amplictil foi comparado à descoberta da penicilina. Doentes mentais eram isolados e confinados em grandes manicômios com camas de ferro soldadas ao piso, incontroláveis situações de higiene e intensa agressividade. Esse era o retrato antes da descoberta da clorpromazina.

Após seu uso, a psiquiatria pôde avançar como ciência facilitando ainda a interdisciplinaridade com outras ciências como a psicologia, terapia ocupacional e serviço social. Mas essa história não teve percurso tão romântico.

Os Estados Unidos não aceitaram tão fácil essa nova descoberta, por questões políticas, por ter sido descoberta na França e também por ideias psicanalíticas já que na época existia forte divisão e ideologização entre a psiquiatria e a psicanálise. Nesse ponto chegamos à semelhança entre um tratamento de doença mental no passado e uma pandemia no século XXI.

Hoje, chefes de estado entram em conflito devido ao uso ou não de medidas protetivas radicais como o isolamento social; evidências científicas são repensadas para poder acomodar saúde pública e saúde econômica. Medicação como a ivermectina, que é um antiparasitário, foi testada in vitro e mostrou eficácia mas não foi testada em humanos, mas isso não dá o direito de ser refutada pelas academias. A ciência trabalha com resultados e protocolos, mas a prática clínica não pode ser desconsiderada. Às vezes, correntes científicas contaminadas por interesses e ideias confundem, desinformam e expõem a sociedade ao risco.

Em 1952, a comunidade médica americana e a sociedade resistiram a forças contrárias e argumentos falsos e dois anos depois o uso de antipsicóticos se disseminou e revolucionou a prática da clínica psiquiátrica. Acredito, que a estática social ou inércia explica essa aceitação de modelos de pensamento tão imobilizadores nos tempos atuais. Talvez isso tenha surgido a partir da fragmentação da sociedade, da “pasteurização” no sentido de que ideias e pensamentos são fabricados, chegando até nós prontos para o consumo.

Fomos perdendo a capacidade crítica e analítica dos fatos, permitindo com isso sermos manipulados por informações e pela criação de um senso comum que só serve a interesses políticos, incluindo a ciência como instrumento legítimo para fomentar muitas vezes a irracionalidade que é o contrário dela, a ciência.

Precisamos de um antidoto, um remédio para tratar os males da hipocrisia e esse remédio requer um longo caminho, porque teremos que voltar para o século IV antes de Cristo, lá na antiga Grécia. Um tempo em que a ciência e a política começaram e só existiram pela inquietação de pessoas que não acreditavam em historinhas de deuses ou mitos, que tinham respostas falaciosas para todos os fenômenos e encantavam as pessoas que apenas assistiam e  reproduziam essa narrativas.

Foi a partir de um olhar crítico e desafiador de pessoas comprometidas com a verdade, não a verdade absoluta, mas a busca incessante para explicar o inexplicável, que surgiu a ciência, essa mesma ciência que hoje em algumas situações está a serviço da política e do mercado.

Roncalli Guimarães é psiquiatra

Ansiedade e pânico numa sociedade que impõe o ‘ser feliz’

Por Roncalli Guimarães

“O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam, temor e tremor me dominam; o medo tomou conta de mim”. Essa narrativa não é de um paciente no consultório psiquiátrico ou de algum consultório de um terapeuta, trata-se de texto bíblico do livro dos Salmos, escrito possivelmente há 1.400 anos antes de Cristo.

Assim como esse relato bíblico que narra conturbado período da saída do povo de Israel do Egito, outras descrições na literatura também tratam desses sobressaltos. É o caso de Giovanni  Boccaccio no seu clássico Decamerão – escrito no período renascentista, século XIV. Ele descreve a tragédia da peste negra que assombrou a Europa (não é um livro erótico como muitos imaginam) e narra logo no seu início o pânico e ansiedade vividos pelos florentinos na época.Ansiedade e pânico acompanham a história do homem, estão inseridas na evolução da sociedade. O medo faz parte do arsenal de sobrevivência. A ansiedade é um mecanismo natural e adaptativo ao perigo, uma forma de se antecipar para programar respostas de defesa. Sem ele, com certeza, não teríamos chegado onde chegamos.

O reconhecimento de pânico e ansiedade como entidades nosológicas surgiram a partir de observações clínicas no período moderno. Antes, sintomas de pânico e ansiedade eram descritos em situações de instabilidade como em períodos de guerra, fome devido a prejuízos de colheitas ou no surgimento de doenças de caráter coletivo como as “pestes.”

Após a revolução industrial houve um recrudescimento desses motivos psicológicos para desenvolvimento de transtorno de pânico e ansiedade. Houve um momento de “segurança” em relação ao futuro, porém novos motivos surgiram com a mudança da nova ordem mundial.

Necessidades de pertencimento social, adequação a modelos sociais determinados, sensação de inadequação a padrões impostos por propagandas que estimulam consumo de industrializados ou de “industrialização” e busca de um corpo perfeito mexem com o indivíduo. Também temos o esforço para retardar o envelhecimento físico, necessidade extrema de produzir, de acumular riqueza para garantir felicidade futura, a crescente relação incestuosa com o tempo onde não temos o direito de cultuar o ócio saudável, não podemos parar para pensar porque tempo é dinheiro e não interessa se isso cause prejuízo às relações sociais.

A nova ordem impõe suas regras onde a vida é secundária ao capital ou subserviente a ele.

Novas profissões surgiram enxergando o adoecimento das pessoas e a queda da  produtividade. É o caso do “coaching”, que tenta mostrar que a felicidade é possível quando aprendemos a usar nosso potencial neural de forma adequada, utilizando conhecimento de neurociências e filosofia dos estoicos e meditação dos budistas, o que pode ajudar, mas nunca será formula da felicidade.

Os valores do pensamento filosófico ocidental e oriental antigos não cabem no nosso mundo acelerado e competitivo moderno.

Nesse contexto sabemos que o homem desde o tempo da dominação dos hebreus pelos babilônios, como descrito em texto bíblico, é o mesmo homem da era da alta conectividade do 5G. Temos o mesmo genoma e mesmos circuitos cerebrais para ativação da ansiedade e pânico.

A ansiedade e pânico são doenças crônicas, limitantes, que causam sofrimento psíquico apesar de não causarem risco a vida. Medo irracional e desmotivado de aparecimento súbito ou sensações de perigo iminente que podem estar associados a sintomas físicos como palpitações ou falta de ar, fazem parte dos critérios. Isso tem tratamento e se tem, tem eficácia? Sim tem tratamento.

Pesquisas em novos medicamentos e novas técnicas de psicoterapia mostram resultados surpreendentes mas não podemos ser relapsos e deixar de esclarecer que o homem é na sua essência um ser sociável. A base da sua evolução foi o desenvolvimento da linguagem tanto falada, como escrita ou mesmo corporal.

Nascemos com receptores em todo corpo, que funcionam como sensores que detectam num simples abraço, aperto de mão, ou num olhar, toda uma resposta emocional, algo que não podemos obter da mesma forma através de celulares.

A tecnologia ainda não conseguiu criar amor no toque dos teclados.

Roncalli Guimarães é psiquiatra

A intensa dor que o Setembro Amarelo nos alerta

Por Roncalli Guimarães

Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado MIKE, de classe média, inteligente, habilidoso e que tinha como hobby restaurar carros morreu de modo trágico e surpreendentemente. Iniciando um artigo com esse contexto, parece que vamos (vou) descrever um enredo de conto de fadas.

Mas esse jovem bonito, rico e talentoso que estava restaurando um Mustang amarelo tirou sua própria vida. A família e a sociedade custaram a entender e aceitar que esse jovem sofria de transtornos psicológicos e ninguém o compreendia.No dia do seu velório, como forma de homenageá-lo, foram confeccionadas fitas amarelas (talvez em alusão ao Mustang amarelo). Mas o fato é que essa trágica história serviu com estímulo para despertar uma das campanhas de Saúde Pública mais importantes do mundo: a prevenção ao suicídio.

A partir de 2015, o Brasil iniciou e adotou o mês de setembro como mês de prevenção ao suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 32 mortes por dia, sem contabilizar as tentativas. Trata-se da quarta causa de morte entre jovens, matando mais do que Aids e câncer.

O risco de suicídio é uma emergência médica, em que contamos com a informação como seu principal componente preventivo. Estudos mostram que 98% dos casos de suicídio são associados à doença mental, onde a principal é a depressão.

A campanha do Setembro Amarelo é de extrema importância em Saúde Pública e serve para alertar e diminuir os tabus que envolvem o suicídio. Ainda prevalece o medo de falar a alguém sobre o pensamento de tirar a própria vida, há o medo de que falar sobre isso gere estímulo para alguém cometer “suicídio”, o que é completamente equivocado.

Quem sente tamanha dor, como a dor da angústia, precisa ser ouvido, respeitado e diagnosticado.

Na medicina, nenhuma dor como sinal semiológico é tão intensa que seja necessário tirar a própria vida para evitá-la, enquanto a dor da alma (subjetiva). Invisível aos exames ou marcadores biológicos, necessitam de empatia e acolhimento para evitar uma morte.

Roncalli Guimarães é médico Psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas CAPS AD II – Mossoró

Meu filho (a) é autista! O que faço agora?

Por Thiago Fernando de Queiroz

Nossa!!! Desconfio ou descobrir realmente que meu filho é autista, e agora? O que eu faço? A quem devo procurar? Como será a educação de meu filho?  Quais os direitos que ele tem? Essas são algumas perguntas que a maioria dos pais têm quando descobrem que seu filho é autista. Em breve palavras, serão expostas algumas explicações:O que faço? O primeiro passo é buscar o apoio de profissionais da saúde como um Pediatra, Psiquiatra, Psicólogo ou Neuropediatra. Esses profissionais da saúde irão encaminhar seu filho para um Fonoaudiólogo, um Terapeuta Ocupacional, e na questão da educação, para um Psicopedagogo; e, após toda uma avaliação desses profissionais, é dado um parecer final com o laudo médico.

Sabe o porquê de tudo isso? É que hoje o diagnóstico da pessoa autista é biopsicossocial. Isto está implícito no Artigo 2 Parágrafo 1º da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015):

Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

§ 1º A avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:

I – os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;

II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;

III – a limitação no desempenho de atividades; e

IV – a restrição de participação.

Como será a educação de meu filho ou filha? No aspecto da educação, seu filho ou filha terá o direito de estar em sala de aula com as demais crianças no ensino regular, terá o direito quando necessário, a um acompanhante em sala de aula para dar todo o apoio e suporte para sua educação e seu desenvolvimento, bem como será dever da escola propiciar os materiais necessários para a aprendizagem da criança.

Aonde encontro esses direitos para a educação de meu filho ou filha? No Artigo 58 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/96); no Artigo 3, Inciso IV Parágrafo Único da Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012); no Artigo 24 da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto nº 6.949/2009) e nos Artigos 27, 28 e 30 da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).

Quais os direitos que meu filho ou filha tem? Primeiro, dependendo de sua renda ou o quanto é gasto com o tratamento, seu filho ou filha terá direito ao amparo social por meio do Benefício de Prestação Continuada – BPC, onde as regras estabelecidas sobre esse direito se encontram nos Artigos 20, 21 e 21-A da Lei nº 8.742/93.

No tocante a saúde, o Artigo 18 da Lei nº 13.146/15 aborda que a pessoa com deficiência deve ter todo o apoio necessário, bem como ter o laudo médico conforme as normas existentes como o Código de Ética Médica em que no Capítulo III, Artigo 11 explica o como deve ser feito os laudos médicos e atestados; e, a Resolução do Conselho Federal de Medicina n. º 1.658/2002 expõe o que deve conter nos atestados e laudos médicos, vejamos:

I. Deve identificar-se como emissor, mediante assinatura e número do registro no CRM; II. Registrar os dados de maneira legível; III. Preencher o diagnóstico. No caso do paciente, ou representante legal, solicitar que seja escrito, isso deverá constar, caso não seja, é obrigação médica colocar apenas o CID; IV. Discorrer a conduta terapêutica; V. Relatar as consequências à saúde do paciente e provável tempo de repouso estimado necessário para a sua recuperação.

Além do mais, teu filho ou filha tem por garantia todos os direitos sociais previstos no Artigo 6º da Constituição Federal, ao qual, tem suas regulamentações por meio da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da Lei Brasileira de Inclusão, aqui já citadas.

Em face de todas essas informações, se seu filho ou filha tiver alguns desses direitos restringidos, procure Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua casa, procure os órgãos do Controle Social de seu município, como o Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Conselho Municipal de Saúde; procure a Comissão da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de sua região. Informe ao Ministério Público de sua cidade.

Na luta pela inclusão das pessoas com deficiência, precisamos lutar juntos, pois, como sempre digo: Juntos somos mais fortes!!!

Thiago Fernando de Queiroz é aluno especial do Mestrado em Educação (UERN) e conselheiro municipal de Saúde de Mossoró.

Criminalidade e psiquiatria serão temas de evento em abril

No dia 08 de abril o auditório do Campus Central do Instituto Federal do RN (IFRN) vai receber um evento imperdível para quem atua, estuda ou pelo menos se interessa por temas ligados à violência, criminalidade e a influência da mente humana para esses fenômenos.

O evento “Diálogos: Criminalidade & Psiquiatria” é uma realização da Associação Norte-rio-grandense de Psiquiatria (ANP), com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria, e será aberto ao público em geral e totalmente gratuito.

Com formato inovador, objetivando a atratividade, as informações serão passadas em entrevistas, como num “talk show”.

Participarão do encontro o secretário de Justiça e Cidadania do estado, delegado Wallber Virgolino, o psiquiatra forense Guaraci Barbosa e o juiz de Direito Luiz Felipe Barros.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.