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PT não quer aliança com DEM e PSDB; RN pode ser exceção

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida no Rio de Janeiro nessa sexta-feira (7 de fevereiro), definiu que a politica de alianças para as eleições municipais exclui os partidos que sustentam a política ultraneoliberal do governo Jair Bolsonaro (DEM e PSDB) e veta composições com os partidos de extrema-direita.O PT definiu como centro estratégico eleitoral “a construção de alianças com PCdoB, PSOL, PDT, PSB, Rede, PCO e UP.”

Alianças com outros partidos podem ser feitas, onde o PT tenha candidatos a prefeito, desde que autorizadas pelo Diretório Estadual, mas não podem incluir os partidos ultraneoliberais e os de extrema-direita, diferentemente do que foi noticiado pela imprensa.

No RN

No estado do RN existe uma situação esdrúxula desde o início do Governo Fátima Bezerra (PT), que vai ao encontro das próprias diretrizes partidárias às campanhas municipais deste ano: O PSDB do ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho é o principal aliado da governante e base de sua sustentação parlamentar no âmbito da Assembleia Legislativa.

Sem a liderança do presidente estadual do PSDB e da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, o Governo Fátima Bezerra seria amplamente minoritário na Casa.

Às eleições municipais de 2020 os dois partidos já possuem linhas de entendimento à coalização em vários municípios.

Brecha

Mas o que o PT definiu, a princípio com barreira de exclusão a legendas como PSDB e DEM, também tem brecha para alterar o que está dito. É a conveniência da relação com PSDB, por exemplo, no RN.

“Nas situações em que o PT não encabeça a chapa e o candidato seja de um partido que não integre o espectro citado acima, somente serão permitidas alianças táticas e pontuais se autorizadas pelo Diretório Estadual, desde que candidato(a) tenha compromisso expresso com a oposição a Bolsonaro e suas políticas e não tenha práticas de hostilidade ao PT e aos presidentes Lula e Dilma,” afirma na mesma resolução.

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Fátima Bezerra teve apoio do JBS, mas afirma que foi legal

A campanha da senadora Fátima Bezerra (PT), que se elegeu ao cargo em 2014, foi irrigada por recursos do Grupo JBS, que provoca nova erosão na política nacional, com reflexos no RN.

Os recursos saíram do grupo via PT nacional e PSD no Rio Grande do Norte, sigla com a qual o partido fez aliança e concorreu para a eleição ao governo do estado do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD).

O delator do JBS, Ricardo Saud, explica no vídeo constante dessa postagem, como teria ocorrido esse fluxo financeiro.

O outro lado

A senadora Fátima rebateu informação e tese de que teria recebido apoio financeiro ilegal ou de troca de favores.

Eu não fiz contato, não recebi diretores, não conheço os proprietários do grupo JBS. Minha prestação de contas, entregue e devidamente aprovada pela Justiça Eleitoral, é clara:

Nossa campanha recebeu uma doação de R$ 500 mil, via Direção Estadual do PSD do RN (CNPJ 14.862.435/0001-50), em 18/07/2014, cujo doador originário foi a empresa JBS S/A. Ou seja, quem recebeu da empresa foi o PSD e não nossa campanha.

Posteriormente, em 10/09/2014 e 15/09/2014, a Direção Nacional do PT (CNPJ 00.676.262/0001-70) fez duas outras doações à nossa campanha, nos valores de R$ 190 mil e R$ 475 mil respectivamente. Mais uma vez, nosso doador direto foi o PT e não a JBS.

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