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Negócio rural brasileiro assume protagonismo econômico

Por Josivan Barbosa

O avanço da competência internacional do negócio rural brasileiro atingiu uma escala tão significativa, que nos últimos anos tem contribuído decisivamente para o PIB e para o equilíbrio da balança comercial.

Setor tem impulsionado economia brasileira mesmo em período de crise (Foto: web)
Setor tem impulsionado economia brasileira mesmo em período de crise (Foto: web)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil chegou a R$ 8,7 trilhões em 2021. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cresceu 8,36% em 2021, a despeito dos efeitos adversos do clima sobre as safras agrícolas. Com isso, o setor alcançou participação de 27,4% no PIB brasileiro, a maior desde 2004 (quando foi de 27,53%).

Em 2021, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,129 trilhão, 10,1% acima do valor alcançado em 2020 (R$ 1,025 trilhão). De acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as lavouras somaram R$ 768,4 bilhões, o equivalente a 68% do VBP e crescimento de 12,7% na comparação com 2020; e a pecuária, R$ 360,8 bilhões (32% do VBP) e alta de 4,9%. 

Produção de frutas – últimos números 

Segundo os últimos dados publicados pela FAO, a China continua liderando a produção mundial de frutos e hortaliças com um volume em 2020 de mais de 709 milhões de toneladas.

A produção hortofrutícola da China representou 38% do total mundial em 2020, correspondendo a 479 milhões de toneladas de hortaliças , com a batata sendo a mais produzida naquele país asiático (78 milhões de toneladas). Os frutos superaram 232 milhões de toneladas, sendo a melancia o fruto mais produzido (60 milhões de toneladas).

A China é seguida de longe pela Índia, com 208 milhões de toneladas, representando 11% do total mundial, sendo 119 milhões de toneladas de hortaliças e 88 milhões de toneladas de frutos. O terceiro lugar nos dados da FAO é representado pelos EUA com 66,5 milhões de toneladas, 4% do total (43 milhões de toneladas de hortaliças e 23 milhões de toneladas de frutos).

O quarto produtor mundial de frutas e hortaliças em 2020 foi a Turquia com 52 milhões de toneladas e o quinto o Brasil com 45 milhões de toneladas. Ambos os países ocupavam as mesmas posições em 2019.

O sexto produtor mundial em 2020 foi o México com 36 milhões de toneladas e o sétimo foi a Rússia com 35,6 milhões de toneladas. A Espanha ocupou o oitavo lugar, a mesma posição de 2019, com 32 milhões de toneladas.

Diversificação da produção de frutos no Semiárido

Entre as oportunidades que o produtor tem no Semiárido para diversificar a produção de frutos, a pitaya tem sido uma cultura que aos poucos está avançando no Semiárido em área cultivada. Em recente visita ao Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA) pudemos constatar in loco o cultivo de diversas novas áreas, sendo que apenas um produtor já possui cerca de 50 Ha e outro com 30 ha.

Outro fruto que está sendo testado no nosso Semiárido (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) é o figo. Nos municípios de Russas, Quixeré, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte já têm áreas implantadas com essa cultura que tem se mostrado bastante produtivo nas nossas condições climáticas.

Um terceiro fruto que o produtor do Semiárido tem usado para diversificar a produção tem sido a atemoia (híbrido de pinha com cherimoia). Trata-se de um fruto de excelente qualidade e tem mostrado excelente adaptação na região Semiárida. Um produtor do DIJA tem uma área de cinco hectares e, em função da boa produtividade, já pensa em ampliar a área.

Mercado de frutos exóticos

O produtor tem usado preferencialmente o mercado da Grande Fortaleza e de São Paulo. Mas, esses tipos de frutos são altamente desejados na Europa.

A exemplo do Mamão Formosa que é exportado por via aérea, os frutos exóticos podem perfeitamente seguir a mesma logística. O valor elevado do frete aéreo pode ser justificado pelo preço que esses frutos atingem no mercado Europeu. Um bom exemplo é a pitaya que avança na aceitação em diversos países da Europa.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Hospital Regional do vizinho do RN mostra diferencial

Por Josivan Barbosa

Nesta semana durante visita ao Ceará, observamos in loco as obras do Hospital Regional do Vale do Jaguaribe que está sendo construído ao lado da Rodovia BR 116, no município de Limoeiro do Norte. Uma estrutura que está a anos-luz do nosso Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

A unidade será o quarto hospital regional no interior do Estado e deverá atender a 20 municípios da região.A unidade terá 297 leitos (dos quais 170 de internação geral, 20 de UTI adulto, 10 de UTI pediátrica, 10 de UTI neonatal, 20 de UCI neonatal e 67 leitos de apoio) e contará com 20 especialidades médicas e seis salas de centro cirúrgico. O hospital está sendo construído na BR 116, no entroncamento entre os municípios de Limoeiro do Norte, Russas e Morada Nova.

Hospitais regionais

Atualmente, o Ceará conta com três hospitais regionais. O Hospital Regional do Cariri (HRC) foi inaugurado em 2011 em Juazeiro do Norte. O Hospital Regional Norte, em Sobral, está em funcionamento desde 2013, e o Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em processo de implantação.

Fábrica de calçados

Diferente dos pequenos municípios do interior do Rio Grande do Norte onde a economia se resume a aposentadorias, empregos nas prefeituras e ao Programa Bolsa Família, o vizinho Ceará continua avançando na captação de indústrias.

Um bom exemplo é o vizinho município de Quixeré que conseguiu uma fábrica de calçados que vai gerar mais de 500 empregos diretos.

A indústria de calçados no Ceará se espalhou por todas as regiões gerando milhares de empregos e movimentando a economia. Bem diferente do nosso Rio Grande do Norte.

Estradas

Durante a nossa visita da semana ao Vale do Jaguaribe podemos observar como o Governo do Ceará está facilitando o escoamento da produção de produtos da indústria do calcário através da construção de novas estradas.

A BR 116 que liga o Vale do Jaguaribe ao Porto do Pecém está interligada à Chapada do Apodi (lado do Ceará onde estão instaladas as fábricas de cal e de cimento) através de vários acessos por rodovias estaduais recém-construídas. As novas estradas facilitam o escoamento da produção de calcário e derivados nos municípios de Limoeiro do Norte, Quixeré, Russas e Jaguaruana.

Melão para a China

Na qualidade de especialista em Negócio Rural e trabalhando com a cultura do melão há 30 anos, faço uma avaliação diferente quanto à exportação de melão para a China. Apenas o melão da variedade ‘pele-de-sapo’ apresenta vida útil pós-colheita suficiente para a logística de exportação para a China e demais países asiáticos.

Isto exigirá um esforço do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da nossa universidade Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e da Embrapa, em parceria com as multinacionais de sementes no sentido de desenvolver variedades com vida útil pós-colheita de, no mínimo, 40 dias.

Isto não se consegue de uma hora para outra. Demora anos. Outro aspecto fundamental que o MAPA precisa compreender e apontar soluções é que nem o Ceará e nem o Rio Grande do Norte tem água para aumentar a produção de melão.

Atualmente, o Ceará, praticamente dizimou a produção da fruta por falta d’água e o Rio Grande do Norte usa a água da população beber para produzir a fruta. Se não fosse esse tipo de água toda a produção da fruta teria se deslocado para o Piauí. Só que teríamos que começar tudo de novo na adaptação das tecnologias que testamos nos últimos 30 anos.

Em resumo, sem o apoio de recursos financeiros para pesquisa e para a retomada das obras do projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi (3200 ha) parado desde 2015, não vamos aumentar a produção da fruta.

Pernambucanas

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado precisa contribuir para o incremento da economia local e atrair uma unidade da gigante de varejo Pernambucanas para o nosso município.

A Pernambucanas, varejista de moda e artigos de cama, mesa e banho, acelera a abertura de lojas neste fim de ano, apesar do comportamento ainda instável da demanda. O objetivo é cumprir a meta de 35 inaugurações até o fim de dezembro – até agora, foram feitas 23, somando 368 pontos de venda no país.

Além da abertura de lojas, a Pernambucanas fortaleceu a oferta de serviços digitais neste ano. Em abril, a companhia lançou uma conta digital pela qual os clientes podem fazer saques, depósitos, recarga de celulares, enviar e receber TED, pagar contas e gerar boletos.

A companhia também passou a oferecer a opção de comprar on-line e retirar na loja, e comprar on-line na loja o produto que está em falta no estoque e receber em casa.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Energia solar poderá gerar arrecadação bilionária

Por Josivan Barbosa

A instalação de sistemas de geração de energia solar de pequeno porte, nos tetos de residências e edifícios, e de condomínios solares – lugares específicos para produção de energia solar disponível para consumidores interessados em utilizar a fonte – pode gerar uma arrecadação de R$ 25 bilhões para os governos federal e estaduais até 2027.

A estimativa faz parte de relatório produzido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e que rebate cálculos feitos pelo Ministério da Economia que apontam que esse tipo de geração de energia solar resultaria em renúncia fiscal de R$ 11 bilhões, entre 2020 e 2035.Energia solar II

A diferença entre as duas contas, explica a vice-presidente de geração distribuída da Absolar, Bárbara Rubim, é que o levantamento do ministério considerou apenas a redução da arrecadação por meio de isenção de PIS, Cofins e ICMS, ainda que existam Estados que cobram ICMS sobre a energia produzida por essas usinas.

A conta da Absolar considera a arrecadação que será obtida a partir da geração de empregos na manutenção dos equipamentos, nos investimentos dos projetos e na liberação de renda dos consumidores que terão economia com projetos de geração distribuída e terão mais recursos para utilizar em outras atividades.

Estrada Pedra de Abelha

A Estrada Pedra de Abelha que beneficiará diretamente os moradores de Felipe Guerra, Apodi e Caraúbas terá grande impacto na atração de empresas de energia eólica a exemplo do que está acontecendo com as novas estradas construídas no vizinho município de Serra do Mel. Os três municípios possuem grandes áreas na Chapada do Apodi, região de ventos fortes e que pode ser um diferencial na instalação de sistemas eólicos. A nova estrada pode ser um fator decisivo para a instalação de empresas eólicas, pois como se verifica na Serra do Mel, há necessidade de acesso fácil para o transporte das turbinas e demais equipamentos.

Estrada Pedra de Abelha II

Outro aspecto importante e que justifica a construção da Estrada Pedra de Abelha é a existência nesses municípios de grandes áreas para a instalação de parques de energia solar. O preço baixo das terras de solos rasos, principalmente entre os municípios de Felipe Guerra e Governador Dix-Sept Rosado pode ser uma referência para atrair empresas do setor.

Estrada de Pedra de Abelha III

A referida estrada pode servir para facilitar o acesso de turistas do Médio Oeste do RN e do Alto Sertão da Paraíba e, ainda, da região serrana do RN às belezas naturais de Felipe Guerra como o parque de cachoeiras e o parque de cavernas, além dos olhos dágua do Sítio Brejo.

Outro setor que pode ser bastante beneficiado é da indústria do calcário, em função da riqueza dessa rocha nos três municípios beneficiados.

Estrada de Pedra de Abelha IV

Com a construção da estrada, a carcinicultura em Felipe Guerra e Apodi pode tomar as dimensões do que ocorreu no Vale do Jaguaribe, notadamente nos municípios de Jaguaruana, Russas, Quixeré, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte. O Vale do Rio Apodi-Mossoró no trecho compreendido entre Apodi e Felipe Guerra tem uma várzea bastante larga e possui todas as características de solo adequadas para a instalação de viveiros de camarão e, também, viveiros para o cultivo de tilápia, tambaqui e outras espécies de peixes cultivadas em cativeiro.

Estrada de Pedra de Abelha V

A referida estrada também será vital para o escoamento da produção de arroz vermelho da várzea do Rio Apodi – Mossoró (principal região produtora de arroz vermelho do RN) e de milheto. O arroz vermelho tem como principal mercado a região de Campina Grande – PB e o milheto é vendido para o estado de Pernambuco.

RN tem jeito

O Rio Grande do Norte precisa oferecer condições diferenciadas para tentar atrair a francesa Vicat. O Brasil deverá se tornar um dos principais mercados mundiais da cimenteira francesa Vicat e será uma plataforma para a expansão do grupo na América Latina, onde há planos de aquisições. A empresa, terceira maior do setor na França, finalizou em janeiro a compra de 66% da Ciplan, do Distrito Federal, por € 290 milhões. O primeiro passo no Brasil será adaptar o processo de produção para reduzir progressivamente a utilização de combustíveis fósseis.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Exploração de petróleo fica mais longe do RN e Ceará

Por Josivan Barbosa

A Petrobras colocou à venda parte de quatro concessões que opera na Bacia de Sergipe-Alagoas. As áreas concentram descobertas de óleo e gás na costa sergipana, região que despertou interesse das petroleiras nos últimos leilões.

A Petrobras busca não só reforçar seu caixa como também conseguir sócio com quem dividir os pesados investimentos esperados para viabilizar a produção das seis descobertas: Barra, Farfan, Muriú, Moita Bonita, Poço Verde e Cumbe.

O Plano de Desenvolvimento dos Ativos prevê a instalação de uma plataforma para cada módulo e a construção de gasodutos e unidades de tratamento de gás.

As americanas ExxonMobil e Murphy, e a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), despontam como potenciais candidatas aos ativos.

Juros

A baixa institucionalidade da democracia brasileira faz com que, mesmo em momentos de estabilidade política e econômica, a transição de governo seja vista com enorme desconfiança por cidadãos e mercado. A incerteza em relação à eleição presidencial está refletida nos contratos futuros de juros.

Mesmo com a taxa básica (Selic) hoje em 6,5% ao ano, mantida na reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) da semana passada, os contratos de 2019, 2020 e 2021 mostram taxas bem mais elevadas – respectivamente, 7,91%, 10,31% e 11,20% ao ano.

Juro de contrato futuro não é abstração, palpite, chute. É preço, custo do dinheiro. Mostra que as operações de crédito nos prazos mencionados já estão mais caras, apesar de a Selic estar no menor nível da história. Em outras palavras: já está bem mais caro financiar investimento de médio prazo. Evidentemente, isso faz o empresário adiar novos projetos. Sem investimento, a economia não cresce ou cresce muito pouco.

UBS

O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou o Ministério da Saúde suspender o início das contratações de um programa que visa a informatização de 29,4 mil unidades básicas de saúde em cinco anos, ao custo de R$ 15,1 bilhões. O órgão entendeu que o formato da licitação facilita o direcionamento pelas prefeituras.

A informatização das unidades, espalhadas todos os municípios do país, tem como principal objetivo a universalização do prontuário eletrônico do Serviço Único de Saúde (SUS). Com a informatização dos atendimentos, o governo pretende aprimorar os controles sobre os serviços e construir uma base de dados mais consistente.

A transmissão 100% digital dos dados da rede municipal à base nacional permite ainda que o Ministério da Saúde verifique on-line como está sendo investido cada real do SUS. Com isso, será possível planejar e avaliar melhor as políticas de saúde.

Aftosa

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai declarar todo o Brasil livre de febre aftosa com vacinação na quinta-feira, algo almejado há décadas por governos e pelo setor produtivo.

A medida é importante porque vários países de peso na cena internacional, como Indonésia, Coreia do Sul e outros asiáticos, bloqueiam a entrada da carne brasileira por não aceitarem produtos de um país no qual apenas alguns Estados e regiões são considerados livres da doença com vacinação.

A medida também trará benefícios para o setor produtivo da agricultura irrigada, que mesmo sem conexão aparente, mas há resistência internacional para importação de frutas de países que não são livres de febre aftosa.

O primeiro registro oficial de aftosa no Brasil foi em 1895, no Triângulo Mineiro, após casos na Argentina, Chile e Uruguai. Os focos na América do Sul coincidiram com a importação de animais da Europa à época do surgimento da indústria frigorífica brasileira.

Pague Menos

A rede de farmácias Pague Menos pretende abrir neste ano 180 lojas ao invés de 200, como era a meta inicialmente, e a projeção de investimento caiu de R$ 250 milhões para R$ 212 milhões. Apesar da redução, a estimativa de 180 novas lojas se mantém em patamar similar ao de redes líderes do setor. O número é superior ao registrado em 2017, quando foram inaugurados 170 pontos e fechadas 40 lojas.

No caso específico de Mossoró, a tendência é de que a rede não atinja os bairros mais populosos. A loja mais nova foi instalada nas proximidades do Cemitério São Sebastião (Centro).

Movimento de caminhoneiros

Neste sábado (26) nos deslocamos de Mossoró até a BR 116, via estradas vicinais que dão acesso ao município de Jaguaruana, passando pela Estrada do Melão, Comunidade de Aroeira Grande, Serra Dantas, Canal da Meri Pobo e Área de Lazer de Jaguaruana. Logo após o município de Jaguaruana com destino à Russas havia uma longa fila de veículos disputando o abastecimento de gasolina.

Na maioria dos postos de Jaguaruana até Russas não havia combustível. Na BR 116, antes de Russas, sentido Limoeiro do Norte, o primeiro aglomerado de caminhões que caracteriza a tão emblemática greve dos caminhoneiros. O aglomerado de caminhões se repetiu na saída no trevo de Quixeré, na comunidade de Vila de Santa Cruz (subida da Chapada do Apodi) via Baraúna, na saída de Baraúna pela RN 015 e, finalmente, na saída de Mossoró, via 304 com destino a Fortaleza.

Em Mossoró, ao longo da avenida Rio Branco, nas proximidades do viaduto do Santa Delmira, inúmeros veículos com a identificação de táxi aderiram ao movimento dos caminhoneiros, inclusive contando com o apoio de carros de som e similares.

Marília Arraes

Em Pernambuco surge mais um nome da família Arraes que pode fazer a diferença nas eleições para governador em 2018. A bola da vez é a advogada e vereadora Marília Arraes (PT), prima do ex-governador e ex-candidato à presidência morto em 2014 Eduardo Campos (PSB). Ela tem oposição interna – o senador Humberto Costa acha mais conveniente o PT se aliar ao governador Paulo Câmara (PSB).

Marília: nome ao governo (Foto:Jornal do Commercio)

Mas é da trama nacional que vem o maior perigo. Na cúpula do PT considera-se difícil o apoio do PSB. Mas considera-se possível que o partido decida não apoiar ninguém no primeiro turno.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, tem dito que Pernambuco é assunto para ser resolvido pelos petistas de Pernambuco. A definição será no encontro estadual marcado para 10 de junho, quando o PT decidirá sobre política de alianças e a candidatura própria ao governo.

Na prática, a candidatura de Marília pode levar a um impasse do ponto de vista nacional devido à diferença de estratégias eleitorais. Por enquanto ela se mantém de pé, apesar da força gravitacional das articulações em curso que podem abater suas pretensões.

Um bom exemplo é a movimentação que envolveu os governadores petistas da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana e o de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Josivan barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)