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Futebol de cego

Por Bruno Ernesto

Ilustração da Wikimedia
Ilustração da Wikimedia

Não sou – nem de longe – a pessoa mais indicada para comentar futebol, embora reconheça seja ele o esporte mais sociável do mundo.

Dizem que quando uma partida de futebol não terminar em polêmica, confusão ou intriga, as conversas sobre ele concluirão o trabalho.

Lembro muito bem, entretanto, de um episódio envolvendo os jogadores Romário e Edmundo, que no início dos anos dois mil, protagonizaram uma das maiores rusgas dentro e fora do campo; tudo em razão da braçadeira de capitão do time e dos privilégios que Romário tinha no time.

Ao final daquela partida, Edmundo, questionado sobre a sua atuação em campo, disse que o príncipe – Romário-, com as bênçãos do rei – Eurico Miranda, finado cartola-, podia tudo no time, até atrapalhar o desempenho.

O príncipe, digo, Romário, ainda em campo, ao saber da declaração de Edmundo, não se fez de rogado e disparou:

– Bem, então o time agora está completo. Temos o rei, o príncipe e o bobo da corte.

Além de bem colocada, a declaração de Romário demonstra que, na vida, é preciso, antes de tudo, ter sagacidade e perspicácia.

Com um sorriso nos lábios e uma voz suave, há quem ofenda mais do que aquele que perde a compostura e eleve o tom.

A despeito desse episódio, a história de Triboulet – o verdadeiro bobo da corte -, deve sempre servir de exemplo de sagacidade e fazer com que fiquemos atentos a tudo.

O papel de Triboulet consista em expor a hipocrisia na autoridade e os excessos reais, especialmente durante os reinados de Luís XII e Francisco I, da França, beirando, por vezes, o escárnio; e, embora dispusesse da piedade do rei, ele foi longe demais.

Certo dia, após uma de suas apresentações na corte de Francisco I, Triboulet deu um tapa na bunda do rei, que ficou furioso e decidiu por executar o bobo da corte naquele mesmo instante.

Entretanto o rei, como misericórdia, ofereceu à Triboulet a chance de escapar da morte, caso ele conseguisse lhe pedir desculpas de forma ainda mais ofensiva.

Sem titubear, Triboulet se desculpou da pior forma possível: – Desculpe, Majestade. Te confundi com a rainha.

Ao invés de ser perdoado e, pois, escapar da sentença de morte, sua resposta enfureceu ainda mais o rei que, apesar de ter estabelecido tal condicionante, determinou a imediata execução de Triboulet por tamanha ofensa.

Apesar disso, o rei ainda lhe concedeu um último pedido. Talvez como forma de compensação por tantos anos divertindo a corte: poderia escolher como morreria.

De pronto, Triboulet disse ao rei:  – De velhice, Majestade. Quero morrer de velhice.

Triboulet foi um personagem tão marcante, que Victor Hugo o imortalizou em sua peça “O Rei se Diverte”, de 1832.

Quanto à Triboulet, apesar de ter sido banido da corte, escapou da morte e ainda tripudiou do rei na frente de toda a corte.

Como diz o famoso adágio popular: em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Entretanto, penso que Triboulet teria dito outra coisa: – Me arrependo do que disse. Era para ter dito coisa muito pior.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

Livro resgata a memória de um “Estádio Assassinado”

“Memórias Póstumas do Estádio Assassinado – craques, jogos e saudades do Machadão” é o quatro livro do jornalista Rubens Lemos Filho a ser lançado no dia 9 de novembro em Natal na sede da AABB, na Avenida Hermes da Fonseca, 1017, às 18 horas.

É um relato sobre os anos dourados do estádio derrubado para que fosse construída a Arena das Dunas na Copa do Mundo de 2014.

Inaugurado a 4 de junho de 1972, o Machadão, inicialmente batizado de Presidente Castelo Branco no auge da Ditadura, terminou por prestar justa homenagem ao jornaliusta João Machado, presidente da Federação de Futebol por 20 anos.

Foram 39 anos como principal palco do esporte potiguar, onde pisaram os principais nomes do futebol brasileiro de Pelé a Zico, passando por Rivelino, Ademir da Guia, Tostão, Romário,Reinaldo, Júnior, Adílio, Dirceu Lopes, Samarone, Assis, Washington, Geovani, Bebeto, Sócrates e outros monstros sagrados. Além de ídolos locais como Alberi, Danilo Menezes, Hélcio Jacaré,Souza, Garcia, Hélio Show, Marinho Apolônio,Odilon, Sérgio Alves  e Dedé de Dora.

A intenção, segundo o autor, que sempre foi contrário à demolição, é reviver a época áurea do futebol potguar, quando os clássicos enre ABC e América nos anos 1970 levavam até 50 mil pessoas ao estádio, conhecido como “Poema de Concreto”pela sua arquitetura ondulada.

Reencontro com Natal

“O Machadão foi assassinado covardemente e a Copa do Mundo não rendeu qualquer benefício ao nosso Estado. Ao contrário. O patrimônio público foi comprometido e a empresa donatária da arena – onde nunca pisei graças a Deus -, leva R$ 11 milhões todo mês por 20 anos, num Estado falido na segurança, saúde e com servidor recebendo atrasado”, comenta.

Mas engana-se quem pensa que o livro tratará só de futebol.

“É um reencontro com a Natal ainda aldeota, nos anos 1970 e 80, até 90, que é relembrada em suas histórias, seus personagens, seus pontos pitorescos, seus cinemas, o Ducal Hotel, primeiro arranha-céu e também na política, com abordagem sobre todas as eleições do período em que o Machadão esteve de pé”, afirma Rubens Lemos.

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A genialidade do atraso

Por François Silvestre

Há dois tipos de gênios. O da ficção, cuja fricção numa lâmpada mágica o liberta da prisão e o prende à obrigação de servir incondicionalmente ao amo que o libertou. Vem da ficção literária das aventuras de Aladim.

Há o gênio da vida real. Aquela figura humana que se distingue dentre os inteligentes e ainda se põe acima dos mais inteligentes. Posto que, sua inteligência vem abastecida de um talento especialíssimo, seja na ciência ou na arte. E só aí. Fora da arte ou da ciência não há genialidade. Há inteligência, habilidade ou esperteza.

O assunto que motivou este texto vem de citação de Lao Tze, publicada pelo Poeta Jairo Lima, no Portal Infâmia, que diz assim: “Quem adora, venera, exalta e tem na conta de heróis os que se exprimem pelos pés deve estar preparado para levar um chute na bunda”.

Quando o sábio oriental disse isso, o futebol nem havia nascido. Lao Tze era um gênio.

Passou-se impunemente, sem que ninguém contestasse, a adjetivação de gênios a pessoas diferenciadas nos esportes. Pelé é um gênio, Sena é um gênio, Maradona é um gênio. Oscar é um gênio. E foram distribuindo genialidades a torto e a direito.

A genialidade existe sim, mas reside no campo das exceções e no mapa da mente. E não do físico. Tanto é assim que o gênio de verdade aprimora com o tempo a finura da genialidade. Enquanto no físico, o “gênio” tem prazo de validade. Na medida em que envelhece, a genialidade vai desaparecendo. São os “gênios” temporais.

Pelé tentou fazer música. Mas as notas musicais ficaram nos pés. Disse tanta besteira durante a vida, que Romário grafou uma frase perfeita: “Pelé calado é um poeta”.

O Brasil continua esperando pelo vaticínio de Stefan Zweig. “País do futuro”. Perdido na imaturidade cultural, é um país econômica e politicamente amador enquanto aposta todas as fichas no profissionalismo do secundário. E olhe que o esporte é fundamental. Só que até nessa área as preocupações vão apenas ao secundário.

Nunca vencemos uma Olimpíada no futebol. Por quê? Porque nas Olimpíadas o esporte tem base na atividade amadora do esporte. E é o amadorismo, no esporte, que comprova o profissionalismo social de um país. O Brasil é amador no que deveria ser profissional e profissional no que deveria ser amador.

Pra compensar supre o complexo de inferioridade profissional distribuindo títulos e adjetivos pomposos à tripa forra. Muita grana para poucos. E “gênios” de miçanga, vendidos como vendiam seda os mascates árabes nas grotas do sertão.

Certa vez, um admirador chamou Di Cavalcanti de gênio. E ele modestamente corrigiu: “Meu filho, gênio é quem toca piano aos quatro anos”.

Desde que a Ditadura acabou, nós não fazemos outra coisa senão brincar de liberdade. E nessa brincadeira vamos adiando a feitura do país. Enquanto espertos e pilantras vão edificando a genialidade do embuste.

Té mais.

François Silvestre é escritor

O “sempre matador” Romário

A passagem do ex-jogador de futebol e deputado federal Romário, por Mossoró, foi significativa sob a ótica política.

Mas nos bastidores, há histórias ainda mais interessantes.

No estúdio em que são feitos os programas de rádio e TV da Coligação Mossoró Feliz, Romário aguarda o momento de gravar seu depoimento. Mas…

Uma mosca impertinente perturba o ambiente e faz firulas intermináveis diante do rosto do baixinho. Impossível se concentrar.

Uma pessoa da produção é escalada para aniquilar o inseto, utilizando uma enorme raquete, mas sem êxito.

Silente, sentado, microfone embutido à camisa e com braços colados ao próprio corpo, Romário entra na “área”.

Num movimento brusco com as duas mãos empalmadas, ele bate uma contra a outra e esmaga a impertinente mosca.

Respirando fundo, sorriso com boca semi-aberta, Romário ensina:

– Sempre fui matador.

Romário agita campanha de Larissa Rosado

Surpreendente. É assim que pode ser denominada a passagem do ex-jogador de futebol e atual deputado federal pelo PSB do Rio de Janeiro, Romário, por Mossoró. Foi um dia de intenso calor humano por onde ele passou hoje.

Romário atraiu público numeroso (Euclides Sátiro)

Proveniente de Aracaju-SE, o tetracampeão desembarcou por volta das 14h15 no Aeroporto Dix-sept Rosado, de onde foi direto para estúdio montado no Bairro Belo Horizonte, gravar participação no programa eleitoral de Larissa.

Na tarde/noite, participou de passeata em favor dos candidatos a prefeito e vice pela Coligação Mossoró Feliz, deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e Josivan Barbosa (PT), ao lado também dos colegas deputados federais do PSB Givaldo Carimbão (PSB-AL), Sandra Rosado (PSB-RN) e o deputado estadual Domingos Neto (PSB/CE).

O ponto de partida foi área próxima à Central de Abastecimento (antiga Cobal), no bairro Paredões.

Tido como jogador “marrento” em campo e extremamente polêmico fora dele, Romário em Mossoró – por algumas horas – revelou outro lado de sua personalidade, agora como político. Esbanjou simpatia vestido numa camisa verde que exaltava a candidata Larissa.

Ele posou para fotos, deu dezenas de autógrafos ao longo do percurso da passeata-carreta e discursou em favor da candidata.

Larissa agradeceu a presença de Romário, Carimbão e Domingos Neto, frisando a união do PSB pelo município e que o apoio dos deputados e do povo é fundamental para consolidar vitória, prevista em todas as pesquisas.

“A presença dos deputados aqui significa que tudo o que precisarmos em Brasília, teremos o PSB unido para conseguir recursos federais para Mossoró”, frisou Larissa, lembrando da importância da presidenta Dilma Rousseff (PT).

Com informações da Coligação Mossoró Feliz.

Ex-jogador Romário faz campanha para Larissa hoje

O deputado federal e ex-jogador de futebol Romário (PSB/RJ) desembarca no Aeroporto Dix-sept Rosado às 10h30 de hoje.

De lá, o ex-craque da seleção brasileira e de  clubes do Brasil e da Europa sairá em carreata até o Centro, onde fará caminhada e comício. Ao meio dia, concederá entrevista ao programa Observador Político (TV Mossoró/93 FM).

À tarde, gravará participação no programa eleitoral de Larissa Rosado (PSB) da Coligação Mossoró Feliz e participará de passeata, saindo da Central de Abastecimento (antiga Cobal) em direção ao bairro Santo Antônio.

Ex-jogador Romário faz campanha para Larissa Rosado

O deputado federal Romário (PSB/RJ) cumprirá agenda em Mossoró, quarta-feira (12), reforçando a campanha de Larissa Rosado (PSB) e professor Josivan Barbosa (PT) à Prefeitura.

Romário reforça programação de Larissa

O desembarque no Aeroporto Dix-sept Rosado está previsto para as 10h30.

De lá, o ex-craque da seleção brasileira e de  clubes do Brasil e da Europa sairá em carreata até o Centro, onde fará caminhada e comício. Ao meio dia, concederá entrevista ao programa Observador Político (TV Mossoró/93 FM).

À tarde, gravará participação no programa eleitoral de Larissa e participará de passeata, saindo da Cobal em direção ao bairro Santo Antônio.

Romário volta a Mossoró pouco após de um ano, de novo a convite do PSB local. Dia 19 de agosto de 2011, participou de seminário da Comissão de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados, na Câmara de Mossoró; visitou a sede da Apae e a Casa de Apoio Betel (recuperação de dependentes químicos).

O deputado virá a Mossoró com o colega parlamentar Givaldo Carimbão (PSB/AL), referência no enfrentamento às drogas na Câmara dos Deputados, e que também participou do seminário no Legislativo mossoroense, há um ano.

Com informações da Coligação Mossoró Feliz.

Deputado Romário participa de debate em Mossoró

O deputado federal Romário (PSB-RJ) confirmou participação na audiência pública da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas da Câmara dos Deputados (CEDROGAS) em Mossoró, sexta-feira (19), na Câmara Municipal, coordenada pela deputada Sandra Rosado (PSB).

A chegada de Romário ao Aeroporto Dix-sept Rosado está prevista para as 7h30, procedente de Natal, onde ele participa, quinta-feira (18), de programação da Cedrogas. Do aeroporto, o deputado seguirá para a Câmara de Mossoró, onde a audiência pública começará às 8h.

Da Câmara, Romário visitará a sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), no conjunto Abolição I, e a Casa de Apoio Betel, que ajuda na recuperação de dependentes químicos.

O deputado Romário vem a Mossoró a convite da deputada Sandra Rosado. Também vêm a Mossoró os deputados Givaldo Carimbão (PSB-AL), relator-geral da Cedrogas, e Pastor Eurico (PSB-PE), além de deputados componentes da bancada do Rio Grande do Norte na Câmara.

A audiência pública reunirá especialistas no debate para reforço contra as drogas.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Sandra Rosado.

Cícero Ramalho, goleador no futebol, é atraído por política

O ex-jogador de futebol Cícero Ramalho, que ganhou projeção nacional há alguns anos, levando o Baraúnas à destaque na Copa do Brasil, pode dar uma guinada em sua vida pessoal.

A tentação pela política, seguindo receita de outros ex-desportistas, como o também atacante Romário, parece que mexe com Cícero.

O desejo atrai-o para as primeiras conversas sobre o tema, com a proposta de ser um representante com “pedigree”, dos interesses do futebol na Câmara de Mossoró.

O PSDB é o partido que abriu diálogo com o ex-jogador.

Vamos aguardar o próximo lance do “matador”, que também ganhou apelido de “Cícero Romário”, numa alusão ao goleador mais famoso.