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O difícil encontro de Fátima governadora com Fátima sindicalista

Caro Carlos Santos,

Ruth e Raquel, dois personagens e um só corpo, na teledramaturgia (Foto: Reprodução Web)
Ruth e Raquel, dois personagens e um só corpo, na teledramaturgia (Foto: Reprodução Web)

Desde 2019 que os servidores do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito do RN) têm acordo realizado com Fátima Bezerra (PT) para a realização do concurso público.

Já foram feitas três greves com essa reivindicação e a promessa não foi cumprida.

Fátima Bezerra governadora precisa conversar com Fátima Bezerra sindicalista.

Ângelo Júnior – Servidor Público

Nota do Canal BCS – Meu caro Ângelo, talvez uma esteja tão distante da outra, como Ruth de Raquel – personagens vividos pela atriz Eva Vilma na extinta TV Tupi, nos anos 70, novela “Mulheres de Areia” – que fica impossível a gente registrar esse encontro.

Uma virou as costas para a outra, talvez.

Lamentavelmente.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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Um atraso salarial, por favor

queimar dinheiro, cédulas,Mossoró segue se superando em bizarrices, sobretudo quando o assunto é política.

Essa semana, não faltou servidor público municipal torcendo em redes sociais para que o salário do funcionalismo atrase.

Pelo visto, as sabotagens, previsões nefastas e pragas não vão vingar esse ano.

O jeito é continuar tentando no próximo.

Eu já vi de tudo, mas ainda não vi tudo.

Pobre gente!

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Arquiteta e urbanista dará Curso de Acessibilidade

A arquiteta e urbanista Giordana Calado será palestrante no Curso de Acessibilidade que será promovido em Mossoró à próxima semana, nos dias 30/31 de agosto e 1º de setembro.A iniciativa é uma realização da Procalc Engenharia e Consultoria.

Acontecerá no Hotel Ibis Mossoró, bairro Ilha de Santa Luzia.

Arquitetos e engenheiros fazem parte do seu público-alvo.

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Atenção, servidores públicos!!

Por François Silvestre

É preciso denunciar e mobilizar-se contra! Essa muganga de vender a folha de pessoal do estado não pode nem deve prevalecer.

O servidor não sabe nem participa desse negócio estranho. Vai mudar de Banco, mudar de agência, fazer operações com taxas escusas, dificultar a movimentação do salário (atrasado) e aderir sem consulta ao sabor de uma instituição bancária privada.

Pra quê? Pro governo “botar em dia” salários dos servidores até às vésperas das eleições. E depois deixar todo mundo entregue aos caprichos e ganâncias de um banqueiro qualquer. Patifaria é o nome disso. E silenciar sobre essa cachorrada é cumplicidade com a safadeza.

Acorda, servidor!

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É preciso respeito ao serviço e servidor público

Por Honório de Medeiros

Há uma nítida distinção, em termos ontológicos, entre serviço público e iniciativa privada. No primeiro caso, o paradigma que norteia a ação pública (iniciativa pública) é cumprir as expectativas da Sociedade, definidas constitucionalmente; no segundo, a ação privada é impulsionada pelo objetivo do lucro.

A própria Constituição Federal, embora estabeleça como princípio constitucional a livre iniciativa e o modelo capitalista de organização da economia, ressalva o caráter social da propriedade.

Essa característica, segundo a melhor hermenêutica, referenda o primado de que o público está acima do privado, como o corrobora, também, a própria legislação infraconstitucional: assim são as previsões de intervenção do Estado na Ordem Econômica sem que, entretanto, se anatematize o lucro.

Quando tratamos de ações voltadas para a Sociedade, do primado do público sobre o privado, temos que convir que dada a especificidade dessa demanda de natureza essencialmente complexa, não somente quanto ao aspecto ético, político e social, mas, também, quanto a quantidade (a Sociedade) e a qualidade, elas necessariamente são, no mínimo, de médio prazo, não obstante as demandas emergenciais, enquanto as ações privadas, por serem pautadas pelo lucro são, essencialmente, instáveis e voláteis.

Se a ação pública se desenvolve, o mais das vezes, a médio e longo prazo, torna-se fundamental a preservação da sua memória, ou seja, qual o recurso humano nela envolvida e a consequente experiência advinda no trato com a questão trabalhada. Sem a preservação dessa memória não é possível a continuidade das políticas públicas, e a consequência é o comprometimento das ações estatais.

E somente é possível a preservação da memória aludida com o respeito ao serviço público, ao servidor público e a sua carreira diferenciada, assegurando-se-lhe o direito de ser credor do investimento de Estado em sua vida profissional, através de aposentadoria distinta, remuneração razoável e estabilidade na carreira.

Trocando em miúdos: o serviço e o servidor público devem ser um investimento do Estado, dadas as peculiaridades do exercício da função pública, que exige sacrifícios indiscutíveis.

Por que essas políticas públicas – aquelas consistentes – demandam tempo para serem implementada? Porque envolvem parcela significativa da Sociedade durante um longo tempo.

É o caso, por exemplo, da erradicação do analfabetismo. As ações públicas que ao longo do tempo efetivamente originaram melhoria na qualidade de vida da Sociedade foram desenvolvidas sob o prisma da permanência, para além dos humores político-partidários.

Podemos comprovar essa afirmação analisando o segmento da Saúde e Educação em países comprovadamente desenvolvidos. Acresça-se outra assertiva: o desenvolvimento – não o econômico, mas, sim, o da qualidade de vida – desses países foi decorrente de políticas públicas, nunca privadas (lembremos a Escandinávia).

Mesmo no Brasil, onde faltam políticas de Estado, embora abunde as de Governo, muitos avanços foram obtidos graças a políticas públicas permanentes. Na área de saúde, citemos, o Brasil é referência mundial não somente no que concerne à erradicação definitiva de algumas moléstias como, também, em relação ao combate preventivo à AIDS.

Parece óbvio que, no caso do Brasil, os parâmetros estabelecidos pelo Consenso de Washington que originaram o cânone neoliberal encontraram solo fértil na tradicional ojeriza da Sociedade à utilização do serviço público e burocracia como instrumentos de obtenção e manutenção de privilégios de classe.

É certo, também, que faz parte da cultura brasileira – embora a raiz possa ser rastreada até Portugal, como lembra Raymundo Faoro em “Os Donos do Poder” – a construção dessa histórica instrumentalização do aparelho estatal por parte do estamento burocrático. É certo, ainda, que o capital internacional considera a presença do Estado na economia como um obstáculo à sua desenvoltura, bem como anatematiza a concepção de desenvolvimento econômico por ele impulsionado.

A conclusão, portanto, errada, do senso comum e das elites atrasadas, é a crença de que o servidor e o serviço público, são alavancas do atraso. Entretanto, a verdade é bem outra.

Podemos desconsiderar o diagnóstico apresentado pelo senso comum da sociedade e teóricos do neoliberalismo em relação ao serviço público brasileiro em seus fundamentos; podemos e devemos criticar veementemente a causa por eles encontrada dos descaminhos específicos do Brasil.

O Estado não é um mal em si mesmo.

Com efeito, condenar o Estado, o serviço e o servidor público na sua totalidade, pelos desacertos da elite governamental, seria como propor igual condenação do Capital pelas falências e concordatas inerentes à iniciativa privada. Contra esse ideário quase consensual que se tornou lugar comum no Ocidente, e que nos legou a permanente fragilidade de nossas instituições, e a favor da compreensão do papel fundamental do serviço e servidor público na obtenção do bem-estar social almejado pela Sociedade, argumenta Jânio de Freitas, em seu artigo intitulado “O Bolso e a Vida”, publicado na Folha de São Paulo de 19 de janeiro de 2003:

– A iniciativa privada não faz um país, no sentido de vida social e econômica organizada. Só o serviço público pode fazê-lo. Os estudos sobre a recuperação da Europa, da devastação do pós-guerra ao bem-estar de hoje, sem igual no mudo, demonstram que o êxito não se explica pelo Plano Marshall, mas pelo papel decisivo do serviço público e pela função atribuída ao Estado naqueles novos ou restaurados regimes democráticos.

Não levar em consideração tal princípio pode nos levar a passarmos por cima do legado histórico de políticas públicas que foram extremamente úteis à Sociedade brasileira e que, com certeza, não poderiam ser implementadas pela iniciativa privada: um exemplo banal é a informatização das eleições no Brasil.

As políticas públicas foram possíveis graças à preservação, governo após governo, qualquer que tivesse sido seu matiz, da memória das instituições.

Esta somente é possível quando o servidor público tem respeitada sua diferença com o privado e a exclusividade de suas atribuições, tal como não trabalhar em nada além daquilo para o qual foi investido (seu cargo) – o que seria um desvio de função -, e que é uma garantia de Estado.

Por fim, da mesma forma como deve ter acontecido ao longo do processo histórico pelo qual passaram países altamente desenvolvidos e nos quais a participação do Estado foi fundamental – lembremo-nos da Dinamarca, Suécia, Canadá, França, Noruega, Japão -, para que o serviço e o servidor público sejam devidamente respeitados, necessário é combater a burocracia, a corrupção, e a ineficiência.

Em o fazendo, asseguramos passaporte para um futuro melhor, capitaneado por um Estado que reflita os anseios da Sociedade. Pois, afinal, o Estado não é um mal em si mesmo.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

De Roraima para o Rio Grande do Norte

O Censo Previdenciário promovido pelo Estado tem gerado um corre-corre no interior e capital.

Mas tem gente vindo de muito longe para dizer que existe.

Já se constatou até servidor residindo em Roraima, que há décadas não aparecia por essas bandas.

Mas claro, que o salário sempre cevado nunca deixou de pingar em sua conta, mesmo que aqui e ali com algum atraso.

É luta medonha!

O grande nó górdio que Robinson precisa desatar

Por Honório de Medeiros (Blog Honório de Medeiros)

Diz a lenda que o rei da Frígia morrera sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciara a chegada, à cidade, do sucessor, num carro de bois. Um camponês, de nome Górdio, foi coroado.

Para não esquecer de seu passado humilde ele colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus. E a amarrou com um nó impossível de desatar, a uma coluna, e que por isso ficou famoso. Górdio reinou por muitos anos e quando morreu seu filho Midas assumiu o trono.

Midas expandiu o império mas não deixou herdeiros.

O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio dominaria toda a Ásia Menor.

Em 334 a.C Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar pela Frígia. Intrigado com a questão foi até o templo de Zeus observar o feito de Górdio. Após muito analisar, desembainhou sua espada e cortou o nó em dois, desatando-o.

Lenda ou não, o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois.

Pois bem, o nó Górdio que Robinson Faria terá que desatar quando assumir o Governo do Rio Grande do Norte diz respeito ao servidor público estadual. O Rio Grande do Norte tem aproximadamente 3,4 milhões de habitantes. Desses, 102.841 são servidores do Estado.

Multiplicando cada servidor por cinco, que é a média histórica de dependentes diretos seus, teremos um total de 514.205 norte-rio-grandenses. Esse número, entretanto, não dá a verdadeira dimensão da importância da remuneração do servidor público para a sobrevivência daqueles que vivem em seu entorno.

Se diretamente a média é em torno de cinco pessoas para cada servidor, de forma indireta podemos, sem medo, multiplicar cada servidor por dez. Ou seja, temos mais ou menos um milhão de pessoas vivendo às custas da remuneração de cada servidor público estadual no Rio Grande do Norte.

Parece exagerado?

Pense em um servidor público e relacione seus familiares, seus empregados, aqueles que lhe prestam serviços, e assim por diante, e conclua. Pois bem, a influência política de cada servidor sobre seus dependentes diretos e indiretos é muito forte. E a influência do conjunto dos servidores públicos estaduais sobre a política partidária maior ainda.

Aqui no Rio Grande do Norte dois Governadores, de forma mais expressiva, foram atingidos diretamente pela revolta do servidor público: Geraldo Melo e Rosalba Ciarlini. Certos ou errados, desde o início de seus governos abriram um contencioso tenso contra os servidores e amargaram índices muito altos de rejeição popular no final do mandato.

Esse nó Górdio, em relação a Robinson, é ainda mais complexo dada a peculiaridade de seu futuro Governo: com uma mão terá que administrar uma pesada herança de natureza financeira, fruto de gestões passadas, e, com outra, demandas incisivas dos servidores, historicamente espoliados, e dessa vez apadrinhados por quem praticamente lhe deu a vitória, o PT.

Demandas cada vez maiores face à inflação oficial alta e extra-oficial altíssima (inflação de serviço), e a compressão salarial. Medidas paliativas, ou de negaceio, historicamente utilizadas, não resultarão em nada favorável. Caso sejam utilizadas em muito breve hão de dilapidar seu patrimônio de legitimidade política. E confrontos, bem como a inércia do servidor “emburrado”, vão paralisar sua administração.

Há soluções?

É possível.

Um primeiro e importante passo é enfrentar o problema imediatamente, admitindo sua existência e o tratando com a importância que ele sempre teve e merece. Como não pode deixar de ser, alguns passos têm natureza político estratégica. Alguns outros são de natureza essencialmente técnica…

Esse é, apenas, um dos primeiros passos que precisam ser dados para que o Governador eleito possa estabelecer uma diferença essencial em relação aos governos anteriores. Há muito outros, claro.

Entretanto como se trata de algo que afeta profundamente as finanças públicas do Estado, e atinge diretamente um número expressivo de seus habitantes que têm forte poder de replicação, é possível considera-lo o verdadeiro nó Górdio das administrações públicas estaduais.

Vereador quer disciplinar ocupação de cargos comissionados

Nas próximas semanas, o vereador em terceiro mandato – Tomaz Neto (PDT) – prepara alguns projetos que devem causar grande repercussão na Câmara de Mossoró e fora dela. “Tratam do interesse público, estão em sintonia com a probidade administrativa, além de valorizarem o servidor municipal e contribuinte”, justifica.

Tomaz quer o próprio servidor fiscalizando repartições

Segundo Tomaz, que retornou ao Legislativo no ano passado, após concluir seu último mandato em dezembro de 1996, os projetos que pretende apresentar no início do período legislativo deste ano, estão sendo finalizados. Depois serão protocolados à apreciação e votação da Casa a partir deste mês.

Um deles, dispõe sobre disciplinamento à nomeação de pessoal para cargos comissionados. “Meu projeto deve estabelecer que pelo menos 70% dos cargos comissionados do município sejam preenchidos por servidores de carreira”, assinala. E acrescenta: “Esses nomeados precisarão ter diplomação acadêmica completa ou em formação”.

Ele justifica que a proposição visa valorizar e estimular a carreira funcional do servidor, além de reduzir a influência e pressão meramente politiqueira sobre o prefeito. “Não importa quem seja o prefeito ou prefeita. Fundamental é que ele (ela) possa dispor de um elenco de auxiliares com reconhecida capacidade e não por critérios de apadrinhamento e camaradagem”, argumenta.

Transparência

Outra proposta, também em vias de finalização, pretende tornar obrigatório a fixação da lista de servidores em cada repartição, num mural de fácil visualização. “Assim, os demais trabalhadores e o público usuário de serviços e programas do Município, podem exercer a mais direta fiscalização, sabendo quem trabalha ou não”.

Tomaz Neto explica, que essa lista deve ser atualizada mensalmente, com relação de servidores sendo colocada de forma detalhada. “Nome, cargo, se é servidor de carreira ou não, se está de férias ou licença etc.”, esclarece.

“A lista deve ser endossada pelo secretário titular da pasta, de modo a assumir responsabilidade direta pelos dados publicados”, detalha.

Portal

Para o vereador, a lista vai além do que oferece o Portal da Transparência, emaranhado de informações na Internet, muitas vezes cheio de labirintos, dificultando o papel fiscalizador da sociedade e da imprensa.

“Com a lista no mural, algo simples e de custo insignificante, estará tudo ali, na frente, na cara de cada um. Se existir um servidor fantasma, ele logo será identificado pelos próprios colegas que trabalham. Não há o que temer. Quem trabalha, não tem o que temer”, afirma.

Com informações da Assessoria do Vereador Tomaz Neto.

 

Prefeitura e servidores fecham acordo

A Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) vai conceder reajuste salarial de 5,84% aos servidores públicos municipais. O aumento foi aprovado durante audiência do secretariado da prefeita Cláudia Regina com membros do sindicato da categoria. O percentual será pago no dia 5 de junho, em folha complementar do mês de maio.

Reunião foi considerada equilibrda e muito proveitosa (Carlos Costa)

A reunião entre as partes aconteceu na tarde desta quarta-feira, no Palácio da Resistência, com a participação dos secretários da Administração, Antoneide Pereira; da Fazenda, José Hélio; da Educação, Iêda Chaves, da Comunicação Social, Julierme Torres, além da Controladora Geral do Município, Fátima Marques; a procuradora do município, Rafaela Burlamaqui e do consultor geral, Olavo Hamilton.

Entendimento

Os vereadores Genivan Vale (PR) e Tomaz Neto (PDT) acompanharam os representantes dos servidores na audiência.

Para o magistério municipal, houve entendimento para pagar o reajuste de 4.76% em duas parcelas (Junho e Julho). Com isso, o aumento total para os servidores da Educação, acumulado neste ano, soma 12,73%. Em fevereiro, a categoria já havia tido o salário reajustado em 7,97%.

Também houve acordo quanto ao pagamento do retroativo de janeiro dos professores. Prefeitura e servidores acordaram que o percentual de 7,97% do primeiro mês do ano será pago em duas parcelas, nos meses de setembro e outubro.

Com o novo aumento, na prática, o menor salário pago a um professor da rede municipal de ensino supera em 40% o valor do Piso Nacional do Magistério.

Com informações da PMM.

A apropriação, pelo Estado, da força de trabalho do servidor

Por Honório de Medeiros

Esqueçamos as sofisticadas definições criadas pelos intelectuais acerca do que seja Estado. Vamos pegar a noção do senso comum, que é uma evolução do pensamento de Aristóteles acerca do que seja uma comunidade política: Estado é um território no qual vive uma população submetida a uma elite governamental supostamente representativa dos interesses da maioria, quando em uma democracia.

Essa elite governamental, para aumentar ou perpetuar seu poder, necessita de instrumentos através dos quais isso seja possível, os chamados “Aparelhos do Estado”, como o Poder Executivo, o Legislativo e o Judiciário – todos eles cristalizações de relações de domínio – que “operam, se concretizam” por intermédio dos assim chamados “servidores públicos”.

Em síntese: alguns mandando em muitos através de outros.

Os servidores públicos cumprem, portanto, uma dupla função: concretizam a dominação exercida pela elite governamental, da qual eles são integrantes, sobre a maioria da população e, ao mesmo tempo, são concretamente dominados pelo topo da hierarquia da pirâmide do Estado ao qual pertencem. Nesse papel de “correia de transmissão” entre o Estado e a Sociedade os servidores vendem, ao primeiro, em troca de uma remuneração, sua força de trabalho física ou intelectual.

No Estado brasileiro, por força de disposição constitucional pétrea, ou seja, “imexível”, essa remuneração não pode ser reduzida. Essa mesma remuneração, muito embora não possa ser reduzida, é alvo permanente de apropriação por parte do Estado ao qual o servidor público presta serviço.

Isso ocorre indiretamente, por exemplo, quando seu poder de compra é corroído pela inflação, e o Estado paga cada dia menos pelo mesmo trabalho, ou diretamente, quando a base de cálculo sobre a qual incide a alíquota do imposto de renda permanece baixa por que o Governo não corrige seu valor erodido pelo custo de vida, e, assim, mais servidores são tributados.

Outro exemplo de apropriação direta é a imposição do pagamento da contribuição previdenciária aos aposentados, somente possível vergando-se, via Supremo Tribunal Federal, cláusula pétrea da Constituição.

A lista de exemplos é ampla: o não pagamento, pelos governos, dos débitos oriundos de questões jurídicas transitadas em julgado – os precatórios – e das decisões administrativas indiscutíveis e irrecorríveis, tais como férias vencidas e não pagas, pagamentos a menor, gratificações não incorporadas, e assim por diante; o pagamento vindouro, pelo servidor público, de contribuição previdenciária ao regime complementar, caso queira sobreviver, na aposentadoria, com algo além do teto que lhe reservará o regime próprio de previdência. Outro exemplo é a não implantação do Plano de Cargos e Salários, que impede o servidor público de ascender profissionalmente seja por mérito, seja por antiguidade, e, assim, melhorar sua remuneração.

Em todos esses exemplos se configura aquilo que o Poder Judiciário denomina de “enriquecimento ilícito do Estado”. Resulta da fome pantagruélica do Estado, permanentemente a atingir a classe média, constituída em grande parte por servidores públicos, espremida entre os que muito têm – a quem não importa o que lhes é cobrado – ou aos excluídos e miseráveis, de quem nada se pode arrancar.

O servidor público não tem como fugir da voracidade do Estado: indefeso, passivo, vê, todos os meses, o imposto de renda ser cobrado na fonte, ou seja, em sua remuneração, enquanto os megacontribuintes, pagando caro a escritórios especializados, através das brechas das leis vão driblando os fiscais e engordando seus lucros.

Recente matéria publicada na Revista Veja (edição 2100, ano 42, nº 7, 18 de fevereiro de 2009) aponta para 20 bilhões de reais o débito de madeireiras, siderúrgicas, bancos, financeiras, empresas telefônicas, indústrias, cartéis econômicos, distribuidoras e postos de combustíveis, fabricantes de alimentos e medicamentos, promotores de eventos, supermercados e padarias, empresas aéreas e outros, para com o Governo. Esse valor é apenas estimativo.

Tampouco consegue reagir a essa apropriação silenciosa e eficiente: ameaçado de todas as formas, inclusive por intermédio da mídia subserviente comprada pelos governantes, assiste, perplexo, a uma permanente campanha difamatória contra si promovida quando o verdadeiro alvo deveria ser os cargos em comissão, as funções de confiança, os detentores de gratificações ou vantagens espúrias ou mal atribuídas, tudo quanto corrói e solapa a administração pública.

Essa apatia, reforçada por mecanismos táticos compensatórios tais como gratificações, horas-extras, diárias, todas elas impossíveis de serem levadas para a aposentadoria, aliena o servidor público e deteriora a prestação do serviço à Sociedade. E não se está analisando, aqui, o mal que a ausência de uma política de qualificação contínua do servidor público pode causar.

Tentativas esporádicas esbarram no óbvio: de que adianta qualificar-se se não há possibilidade de ascensão profissional, se não há promoção, se não há vantagens e regalias para quem se esforça e carrega o piano? Do ponto de vista estratégico o aviltamento da remuneração dos servidores públicos, no Brasil, implica no comprometimento da capacidade de consumo da classe média, fortemente por eles constituída.

Esse aviltamento cerceia seu poder de compra e estimula a corrupção. Por outro lado implica, também, na impossibilidade de elaboração de políticas públicas consistentes, dado sua falta de qualificação. E como não as há, haja contratos milionários com a iniciativa privada para prestação de assessorias, consultorias e outros, através, quase sempre, de licitações – quando as há – manipuladas.

Até quando, portanto, por intermédio dessa contínua apropriação, a classe média e segmento dos servidores públicos permanecerão bancando, alienados, o pagamento do serviço da dívida e financiando ações sociais assistencialistas, populistas, e obras públicas desnecessárias, impostas à Sociedade por meio de estranhos critérios que a mídia áulica se encarrega de legitimar?

Até quando será a classe média e o servidor público responsável pela benemerência dos governantes junto aos excluídos e miseráveis para assegurar-se seu voto e lealdade política, sem qualquer contrapartida?

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

Tibau e sua sina infindável

Tibau (42km de Mosoró) parece mesmo fadada ao sofrimento. É uma sina a sua relação com administradores públicos, desde que foi emancipada.

Ontem, finalzinho de tarde, servidores do município faziam protesto público por atraso em seus salários. Uma caminhada por suas ruas principais, com faixas e palavras de ordem, revelava o sofrimento do funcionalismo.

Pelo visto, o jovem prefeito Rafael Freire (PMDB) é mais um “administrador” a infelicitar Tibau.

Servidor dá sugestões para Governo Rosalba Ciarlini

Boa tarde Carlos Santos,

Já que a desculpa para não atender os grevistas são os gastos com a folha de pagamento, segue algumas sugestões para o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) reduzir gastos de verdade:

1 – Redução de secretarias (foi criada uma Especial para atender uma cunhada da governadora;

2 – Pagamento dos secretários de Educação (professora da UFRN) e Agricultura (Deputado Federal deslocado para atender conveniências politicas)  salários e benesses diferenciados pagos pelo Estado;

3 – Cortar realmente os cargos comissionados e não divulgar que cortou e o Diario Oficial todo dia publicar nomeações;

4 – Rever o caso de  cerca de duzentos servidores espalhados pelo estado que ganham FGSP – Função Gratificada de saúde Pública, inerente ao servidor de carreira que devido a acordos politicos vê seus d reitos usurpados;

5 – Chamar os servidores cedidos aos poderes Legislativo e Judiciário (com ônus para o órgão cedente), que têm salários pagos pelo Estado;.6 – Chamar os poderes Legislativo e Judicário para rever também gastos com a folha de pessoal.

Francisco João (Nome fictício de servidor estadual, para preservar a fonte. Ele identificou-se através de email, nome e telefone perante o Blog)

Trabalhando com o “inimigo” no governo

Ouço esta de um experiente servidor estadual, que já passou por vários e vários governantes. Todos, claro, fugazes, meros inquilinos do poder:

– Amigo, o pior tipo de servidor é o ressentido. O que ele puder fazer para solapar a gestão, o fará!

Nota do Blog – Isso já vem ocorrendo na gestão Rosalba Ciarlini (DEM). As greves são a parte visível dessa mazela. Mas existem sabotagens burocráticas, “operação tartaruga” e outros meios de asfixia dos serviços públicos, que praticamente paralisam o Estado.