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“Chuva de Bala” vira patrimônio municipal e terá alcance ampliado

O escritor Tarcísio Gurgel, autor do texto do “Chuva de bala no país de Mossoró”, esteve sexta-feira (14) na cidade. Ao Jornal das 6, da 95 FM, falou sobre conversão da obra em patrimônio municipal. Mais cedo, um compromisso histórico à cultura local, no Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

Solenidade é um marco para cultura mossoroense e valoriza obra atemporal (Foto: Célio Duarte)
Solenidade é um marco para cultura mossoroense e valoriza obra atemporal (Foto: Célio Duarte)

O texto original que conta a história da invasão do bando de Lampião teve direitos cedidos à municipalidade em solenidade no Salão dos Grandes Atos, sede do Poder Executivo de Mossoró, na mesma sexta-feira.

O prefeito Allyson Bezerra justificou a decisão sob a ótica legal, valorização de um marco cultural e de seu autor, além de exaltação à história mossoroense. Neste ano, o espetáculo completa 21 anos. Com a medida, a Prefeitura garante a continuidade da peça, inclusive com planos de levar a encenação da história de Mossoró para outras cidades do Brasil e do mundo.

– Existia uma insegurança jurídica, porque a Prefeitura passou anos e anos e não resolveu essa situação, ou seja, incorporar o texto e esse projeto como patrimônio do município de Mossoró. O que era muito ruim também para o autor. A partir de agora está incorporado ao patrimônio de Mossoró e cuidaremos para que adiante tenha uma ampliação em seu alcance, não ficando restrito ao Cidade Junina, e além dos limites de Mossoró, sempre contando com artistas locais – disse o prefeito.

“Eu considero essa peça uma consagração. Consagração que eu sempre acreditei quando me dispus a fazer, ainda no meu primeiro conto. O espetáculo é pra mim, autor, uma coisa rigorosamente surpreendente, sobretudo pelo que ele representa para preservar e ressaltar essa imagem de resistência da cidade de Mossoró”, ressaltou o escritor.

Tarcísio Gurgel é o autor do texto que se consagra mais ainda a cada ano (Foto: Célio Duarte)
Tarcísio Gurgel é o autor do texto que se consagra mais ainda a cada ano (Foto: Célio Duarte)

*Ouça bate-papo de Tarcísio Gurgel com os apresentadores do noticioso da 95, Elisângela Moura e Tárcio Araújo, clicando AQUI.

Nota do Canal BCS – Nossa prosa foi adiada, caro Tarcísio. Fica para outra vez. 

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Eu não sou escritor

óculos, livros, escola, sala de aulaPor Carlos Santos

Apesar de ter publicado dois livros, escritor não sou. Repito o amigo e também jornalista – Jânio Rêgo: “Sou prisioneiro do ‘lead'”. Jornalistas me entendem.

Ah, gostaria, sim, de ser um romancista! Talento algum. E aqui, deixe-me ser claro: não é caso de humildade, mas de crença.

Por vezes em que me chamam para fazer alguma palestra (palestrante não sou), até me apresentam como escritor. Sempre, de chofre, faço reparo:

– “Eu não sou escritor. Apenas publiquei dois livros.”

Da poesia, do canto, duas outras paixões, também fui vetado.

Falam que existe a “inveja boa”. Discuto.

Sinto admiração, uma completude no talento que não me pertence, mas que me encanta.

Isso é inveja boa?

Inveja boa é o pecado disfarçado. Jogo semântico.

Os felizes com a magia alheia sorriem para ela.

Aplaudem-na.

Eu aplaudo e meus olhos brilham com a poesia de Paulo de Tarso Correia de Melo, Cid Augusto, Antônio Francisco e Aluísio Barros (virou bissexto na produção).

A prosa de Tarcísio Gurgel, o romance de Marcos Ferreira, a crônica escultural de Vicente Serejo, o detalhismo histórico romanceado de José Almeida Júnior; Dorian Jorge Freire e Jaime Hipólito – sacrários de minha infância ainda, quando não imaginava que um dia poderia escrever e ser lido. Honório de Medeiros: único.

Tantos, tantos outros. Eu, tantinho assim.

Sou prisioneiro do lead. Do jornal impresso, revistas, do rádio, da televisão – episodicamente. Da blogosfera há uma infinidade de tempo

Eu não sou escritor. Infelizmente!

Carlos Santos é fundador e editor do Canal BCS – Blog Carlos Santos

Livro ‘continua’ obra de Câmara Cascudo sobre governos do RN

Livro está à venda Foto: reprodução)
Livro está à venda (Foto: reprodução)

Em 1939, o historiador Luís da Câmara Cascudo apareceu com “Governo do Rio Grande do Norte”, reunindo a história e a trajetória dos governantes que andaram por aqui de 1597 até 1935. O tempo foi passando e ficou uma lacuna a ser preenchida com os que vieram depois.

Foi esta a deixa que levou André Felipe Pignataro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros, em 2018, a reunir uma plêiade de pesquisadores e escritores, dentre eles, historiadores, juristas, jornalistas, professores e continuar até os dias de hoje. O resultado vem a público em e-book (Biblioteca do Ocidente, 2022, 125p), apresentando a trajetória dos governantes do Rio Grande do Norte de 1935 a 2018.

O livro traz, a princípio, uma listagem organizada por ordem cronológica, contemplando cada um dos governos, a que se segue os perfis dos 25 governos que administraram o Estado neste período.

Governo do Rio Grande do Norte (1935-2018), Biblioteca do Ocidente, 2022, 125p.

Organizadores: André Felipe Pignatro, Gustavo Sobral e Honório de Medeiros. Autores: Adilson Gurgel de Castro; André Felipe Pignataro; Carlos Roberto de Miranda Gomes; David de Medeiros Leite; François Silvestre; Honório de Medeiros; Gustavo Sobral; Isaura Rosado; José Antônio Spinelli; Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira; Maria do Nascimento Bezerra; Ramon Ribeiro; Ricardo Sobral; Roberto Homem de Siqueira; Saul Estevam Fernandes; Sérgio Trindade; Tarcísio Gurgel; Thiago Freire Costa de Melo; Vicente Serejo; Walclei de Araújo Azevedo.

Para adquirir o livro acesse endereço clicando AQUI.

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Tarcísio Gurgel e Kydelmir Dantas lançam livro hoje

Trio Mossoró em livro (Foto: reprodução)

Do Blog Túlio Ratto

Acontece nesta quinta-feira (23), no Temis Bar Balcão Club, a partir das 18h, os lançamentos dos livros “Deífilo Gurgel no reino da poesia, no reino do Folclore”, de Tarcísio Gurgel e “Trio Mossoró, uma antologia”,do pesquisador, agrônomo e poeta Kydelmir Dantas.

As obras fazem parte da Coleção Presença, da 8 Editora e Caravela Selo Cultural, e conta com o apoio da Offset Gráfica.

O Temis Bar Balcão Club fica na sede do América, na Av. Rodrigues Alves, no Tirol.

Serviço

Lançamento da coleção Presença.
Hoje, 18h.
Local: Temis Clube, Sede do América
Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol – Natal.

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Autor do “Chuva de Bala” sofre com calote e peça pode acabar

O espetáculo teatral que melhor simboliza o “Mossoró Cidade Junina (MCJ)”, denominado de “Chuva de bala no país de Mossoró”, está ameaçado de não ter continuidade nos próximos anos. O motivo parece até uma bordão comum em toda apresentação de quadrilha junina: “É mentira!!” Mas é verdade, sim.

Reproduziremos a seguir, parte do que ocorre por trás da cortina dessa espécie de opera sertaneja.

Espetáculo é apresentado, ainda, porque autor tem sido tolerante até aqui na cobrança do que lhe devem (Foto: Wigna Ribeiro)

Existe um impasse que se arrasta desde o ano passado, que compromete a continuidade do evento. Seu enredo mistura má-fé com falta de reconhecimento ao valor imaterial e intelectual da obra. Suas apresentações sempre terminam sob aplausos.

A Prefeitura de Mossoró, responsável pela produção da peça cênica, esquiva-se de fazer o elementar e legal em relação ao autor do texto, o jornalista, escritor e professor dos quadros da Universidade Federal do RN (UFRN), Tarcísio Gurgel. Simplesmente não lhe paga direitos autorais, valores modestíssimos, num comparativo com milhões investidos anualmente na contratação de cantores.

No ano passado, já lhe dera um calote. E não foi à falta de cobrança pessoal e direta do próprio autor, que magnetiza milhares de pessoas todos os anos no adro da Capela de São Vicente, narrando um épico do povo de Mossoró ocorrido em 13 de junho de 1927, a invasão do bando do cangaceiro Lampião à cidade.

Enfim, não houve pagamento ou justificativa ao alheamento.

Merda

Esquecido e ignorado, Tarcísio chegou a enviar uma intimação extrajudicial à municipalidade, lembrando-lhe a autoria e o débito correspondente, bem como a importância da marca em discussão. Em contraposição, de novo teve o silêncio como resposta.

De tanto pressionar o Governo Municipal, Tarcísio Gurgel finalmente passou a ser ouvido, mas não escutado. A nova fase dessa relação é uma dolorosa chicana burocrática que lhe obriga a apresentar um calhamaço de documentos para provar – na prática – autoria do Chuva de Bala.

Tarcísio: "Merda!"

Não satisfeita, a Prefeitura ganha tempo e testa a paciência do autor. Mais e mais papeis (como uma cópia patenteada do seu roteiro) são exigidos, sob a promessa de que um dia receberá o pagamento.

Quem assina embaixo? O prefeito Francisco José Júnior (PSD)?

No caso, o mossoroense Tarcísio Gurgel não tem uma garantia mínima de recebimento do que lhe é devido, mesmo aquela máxima dos velhacos na cultura nordestina: “Devo, não nego; pago quando puder!”

Mais um pouco, ele terá de ressuscitar os cangaceiros Jararaca e Colchete como testemunhas ou cobradores. Armados até os dentes, claro. Ou seguir suportando o deboche com a fleuma que um de seus personagens não teria: padre Mota.

Na linguagem teatral, quando se pretende desejar boa sorte a um ator à entrada em cena, utiliza-se uma expressão de origem francesa: “Mérde” (merda).

Tarcísio Gurgel vai precisar.

Já o prefeito se ouvir o mesmo coro, não deve confundi-lo como incentivo. Será puro substantivo arremessado à sua face.

Merda!!

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“O inventário do possível” com Tarcísio Gurgel

Mossoró vai conhecer nessa quinta – feira (11), “O Inventário do Possível”.  É o sexto livro do jornalista e escritor Tarcísio Gurgel.

Tarcísio terá sessão de autógrafos na Biblioteca Ney Pontes Duarte, a partir das 19h.

Em Natal, o lançamento ocorrerá dia 2 de julho, no Teatro Alberto Maranhão, a partir das 19h.

O título sai pela editora mossoroense Sarau das Letras, em 260 páginas. No livro, o autor passeia pelo passado de sua família, germinada a partir de Areia Branca.

Morre Deífilo Gurgel

Morreu o folclorista e pesquisador Deífilo Gurgel, areia-branquense da gema.

Residia há anos em Natal.

Vinha com saúde abalada e estava internado há vários dias no Papi (hospital).

Era irmão, entre outros, do escritor e professor Tarcísio Gurgel.

Que descanse em paz.

Nota do Blog – Não existe informação ainda sobre velório e sepultamento de Deífilo.

Nota do Blog 2 (02 de fevereiro de 2012, às 4h45) – Um reparo diametralmente oposto à notícia acima. É o que se chama no jornalismo de “barriga”, notícia improcedente. Deífilo continua vivo no Papi, em estado muito grave.

A informação de sua morte correu ontem no início da tarde por todo o RN e Web, até via familiares. O Blog chegou a receber “Nota Oficial” de autoridades e até do Governo do Estado, em luto e solidariedade à família.

Mas graças a Deus, ele continua vivo. Que consiga superar mais esse desafio, forte como é e tem sido. Ave, Deífilo.