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Deputado-médico quer priorizar saúde pública em mandato

Eleito como o terceiro nome mais votado (42.049 votos) entre os 24 próximos ocupantes do plenário da Assembleia Legislativa do RN, o médico Bernardo Amorim (Avante), 51, tem uma agenda definida para a legislatura de quatro anos: “A prioridade será a saúde, principalmente de nossa região”.

Bernardo Amorim quer levar sua experiência e conhecimento de gestão e sobre a saúde à AL (Foto: Web)

Ex-prefeito de Almino Afonso (Médio Oeste) por duas vezes, nativo de Mossoró, “onde moro, vivo e voto”, Bernardo César Carlos Belarmino de Amorim fala sobre saúde pública com propriedade. Não é da boca para fora, mas do exercício diário da medicina há vários anos.

Segundo ele, a interiorização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e fortalecimento dos hospitais estratégicos de Caraúbas e Apodi são fundamentais. “O Alto Oeste tem uma saúde menos precária com os investimentos feitos no Hospital Regional de Pau dos Ferros. Deputados da região trabalham para isso”, destaca.

Mas para Bernardo, mesmo com melhorias pontuais e restruturação desses equipamentos de saúde, não é possível conviver com algo irreal como tabela do Serviço Único de Saúde (SUS). “Está há 17 anos com valores congelados. Para você ter uma ideia, uma equipe médica faz cesariana com R$ 150,05 do Sus”, comenta.

Noas/Sus/Apamim

O agravante desse quadro, na ótica do deputado eleito e médico, foi o fechamento de sete unidades municipais (Governador Dix-sept Rosado, Campo Grande, Caraúbas, Patu, Apodi, Umarizal e Martins) da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância (APAMIM). A partir daí houve crescente sobrecarga de equipamentos como o Hospital Regional Tarcísio Maia  (HRTM) e a Apamim (Mossoró).

O Blog Carlos Santos lembra um desses casos.

A Maternidade Onzieme Rosado foi fechada em 2013 em Governador Dix-sept Rosado, após cerca de 50 anos de atividades (veja AQUI). Realizava internamento, oferecia serviços de eletrocardiograma e ultrassonografia, quando ainda contava com a parceria da Prefeitura de Municipal e recursos das Autorizações de Internamento Hospitalar (AIH’s), que encolheram drasticamente.

O atual modelo de saúde a partir da instituição da Norma Operacional de Assistência à Saúde (NOAS/SUS), no início da década passada, concorre para resultados aquém do proposto – observa Bernardo Amorim. O Objetivo da NOAS/SUS seria promover maior equidade na alocação de recursos e no acesso da população às ações e serviços de saúde em todos os níveis de atenção, dentro de um processo de regionalização como estratégia de hierarquização dos serviços de saúde e de busca de maior equidade.

– Em Mossoró, por exemplo, a gente vê a Prefeitura Municipal de Mossoró suplementando o custo e pagando por atendimento a milhares de pessoas vindas de outros municípios, sem pactuação. A Justiça Federal deveria determinar que a União arcasse com seus compromissos. Desse jeito quebra tudo e não há como se prestar serviço a contento para a população – opina.

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