Junção dos Rosado revelou uma necessidade (Foto: arquivo)
Do Blog da Chris
O quadro “6eis Perguntas” continua. Hoje, conversamos com o jornalista e blogueiro Carlos Santos, do Blog Carlos Santos.
Carlos, na entrevista fala sobre a administração Rosalba Ciarlini (PP): “O quadro atual é incomum, mas a prefeita adota um modelo de governo baseado numa época distante, de muitas facilidades, insistindo em medidas cosméticas, propaganda e ações previsíveis”; da relação imprensa com a administração municipal:” Nada muda porque a própria imprensa em sua maioria não cuida de sua imagem”; e futuro da família Rosado: “A prioridade em 2018 é sobrevivência, ou sobrevida. Isso é normal”.
Veja abaixo um pequeno trecho desse bate-papo:
Blog da Chris – Em Mossoró, como o senhor vislumbra o futuro político da família Rosado e esses nomes “novos” que começaram a surgir?
Carlos Santos – A junção de Rosado-Rosado em 2016 foi um sinalizador de esgotamento da fórmula. Isso se desenha há tempos, até porque a família praticamente não tem mais peças de reposição com forte apelo popular, engenhosidade política e poder de articulação. Parece ter chegado ao seu limite, mas não ao seu fim político, que fique claro. A prioridade em 2018 é sobrevivência, ou sobrevida. Isso é normal. As oligarquias são por natureza um atraso, como o próprio Platão as definia há mais de 2 mil e 400 anos em Atenas, em “A República”. É um poder para poucos e de poucos. Mas a simples substituição de um Rosado por um Oliveira, Santos, Silveira, Couto, Moreira, Freire, Dias etc., não significa que mudaremos de conceito na política e na gestão da urbe. Nas eleições municipais de Mossoró em 2016, a maioria dos eleitores não votou nos Rosado. Rosalba foi eleita pela minoria, mas ninguém na oposição pode se sentir dono desse capital não-Rosado. Política, costumo afirmar, é uma atividade de inteligência e transpiração.
Nota do Blog Carlos Santos – Obrigado, Chris. É de enorme generosidade a abertura de seu espaço virtual para nós do Blog Carlos Santos, o “Nosso Blog”.
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Quem consegue olhar os primeiros dias da campanha mossoroense, testemunhando acontecimentos até insólitos, como a adesão do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) à candidatura da arqui-adversária Rosalba Ciarlini (PP), já percebeu que essa “união” não é ampla, geral e irrestrita. Há incômodo de lado a lado.
Como este Blog já afirmou, elas estão misturadas, mas não juntas (veja matéria especial sobre o tema clicando AQUI). Estão aprendendo a andar no mesmo passo nesses quase 15 dias de campanha (um terço da jornada de 45 dias).
Rosto cerrado de Sandra, com ar de incredulidade, mostra a 'sintonia' com Rosalba ao microfone (Foto: cedida)
Quase três décadas de escaramuças e arranca-rabos não foram aplacados e esquecidos em tão poucos dias. Tratada por adversários e setores da mídia como “acordão”, a aliança é de fato pontual e atende a interesses distintos. O comum é que buscam a sobrevivência política.
A família Rosado tenta sobreviver às intempéries das urnas dos últimos anos. Foi atingida quase à extinção política. A campanha 2016 é um ambiente onde muita coisa vem à tona, a ponto de ocorrer o expurgo de um dos tentáculos políticos da família: a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) foi obrigada a escolher o palanque de Tião Couto (PSDB) – veja AQUI.
Outro cenário
O grupo de Sandra precisava preservar pelo menos uma vaga de vereador na Câmara Municipal, já que perdera espaços na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Da Prefeitura tem lembrança episódica, de mandato de cerca de 70 dias no distante ano de 1996, com a própria Sandra como prefeita, em face da morte do então titular Dix-huit Rosado (ela era sua vice).
Quanto à Rosalba, a escolha foi e é dolorosa. Ela aposta que parte do capital eleitoral do grupo da prima migrará para sua chapa, sem o inconveniente de ter o vereador Lahyrinho Rosado (PSB), filho de Sandra, como vice. Seria pesado demais.
Depois da campanha e das eleições, aí teremos outro cenário. Se conseguir a vitória a prefeito – favorita que é – pela quarta vez, Rosalba terá fôlego revigorado na política paroquial e passará a sonhar em retomar espaço no plano estadual.
Sandra caminha para possível legislatura como vereadora. A filha e ex-deputada estadual (e suplente) Larissa Rosado (PSB) pode retornar à Assembleia Legislativa com mandato efetivo, caso a chapa prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (PMDB) seja eleita à Prefeitura do Natal. Chapa favoritíssima, praticamente sem adversários até aqui.
Recomeço
Esse enredo dando certo, os dois braços familiares do clã Rosado terão o capital mínimo para um recomeço.
Mas não se engane: nada será como antes. Nem como parece ser agora.
Existem sequelas até aqui de todos esses anos de diferenças políticas e até pessoais, que os próprios adversários fazem questão de mexer, revirar e exumar. Não foram poucos os incidentes e constrangimentos as envolvendo, como o caso que a imprensa nacional registrou de Sandra, deputada federal, filmando com seu celular (veja AQUI). Foi no dia 2 de outubro de 2013, quando uma sonora vai cobria a então governadora Rosalba. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff (PT) fazia visita oficial ao RN.
Nota do jornalista Felipe Patury na Época Online deu repercussão ao episódio (Foto: reprodução)
Na própria convivência desses primeiros dias de campanha, Sandra e Rosalba esforçam-se para que tudo pareça normal. Fazem o possível.
Mas às vezes, um simples olhar pode dizer mais do que palavra ou peça de propaganda.
A militância de parte a parte, que antes andava às turras, têm que aprender a conviver com a nova realidade. Isso leva tempo e boa parte dessas cicatrizes seguem insanáveis, principalmente com a decisão de exclusão de um nome indicado por Sandra para vice de Rosalba.
O veto não foi subliminar. Aboletar a jovem ‘desconhecida’ Nayara Gadelha (PP) como vice – Veja AQUI -, em vez de Lahyrinho, por exemplo, é prova clara de que realmente os dois lados têm um acordo para sobrevivência e não de convivência até que a morte os separe.
Exércitos
Foi assim que o rosalbismo fez e deixou Sandra praticamente sem saída, aceitando apenas formar um “chapão” à Câmara Municipal com seu PSB, PDT, PP e PMDB.
Engrossou essa relação de desconfiança mútua e, sincera hipocrisia, a candidatura do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP) a vereador, anunciada logo após o fechamento do chapão (veja AQUI), como se representasse um antídoto à candidatura de Sandra. Cunhado de Rosalba, Betinho é um concorrente e não um aliado de Sandra, sua prima também.
Enfim, o passado de beligerância entre os dois grupos da mesma família, os condena à ficarem ressabiados um com o outro. E não deve ser esquecida uma máxima da política militar: “O exército combatente nem sempre é o de ocupação”.
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Os Rosado vão estar no mesmo palanque na campanha municipal deste ano, em Mossoró. Mas não necessariamente unidos. Simplificando: estarão misturados, mas não juntos.
Betinho e a prima Sandra: misturados (Foto: montagem)
Sinalizador disso é a candidatura a vereador (veja AQUI) do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP). Ensaiada como hipótese, confirmou-se menos de 24 horas depois do grupo da prima e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) oficializar apoio à Rosalba Ciarlini (PP) à Prefeitura (veja AQUI).
Sandra, um pouco antes, anunciará que seria candidata a vereador e fechou ‘chapão’ (veja AQUI) sem Betinho como pré-candidato.
São dois primos de olho não apenas numa vaga à Câmara Municipal, mas também na cadeira de presidente. Cada um com seus interesses, que são excludentes.
Eleita à Prefeitura, certamente que Rosalba não terá interesse em contar com a ‘ex-adversária’ histórica (quase 30 anos como concorrentes) num cargo estratégico como a Presidência.
Betinho não será candidato a vereador por acaso.
Essa campanha promete.
Anote, por favor.
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Foi selada publicamente a aliança do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) com o grupo da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PSD). O anúncio oficial foi à noite dessa quinta-feira (4), na casa que pertenceu ao deputado federal Vingt Rosado (pai de Sandra), no centro de Mossoró.
Rosalba foi recebida por Sandra, vereador Lahyrinho Rosado (PSB) e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). No dia anterior, Larissa já tinha emitido nota abrindo mão de pré-candidatura a prefeito em favor de Rosalba (veja AQUI).
Larissa discursa ladeada por Rosalba e Sandra: momento histórico (Foto: cedida)
Nos discursos, um foco comum: reconstruir Mossoró. O adversário – e alvo das falas – foi o prefeito Francisco José Júnior (PSD), que fez convenção municipal (veja AQUI) também nessa quinta-feira.
“Há 21 anos Rosalba não entra nessa casa. A última vez foi no dia em que meu pai partiu. Hoje, ela está voltando. Tenho certeza que meu pai iluminou essa união, porque a nossa história, que começou com Vingt e Dix-Sept Rosado, não poderia terminar com um distanciamento político”, saudou Sandra.
Adversários históricos
Adversários históricos, os dois grupos vão fazer uma campanha com composição inédita nos últimos 28 anos, marcados principalmente por seguidas derrotas do grupo da prima Sandra, em pleitos eleitorais municipais.
Rosalba foi eleita a primeira vez em 1988. Impôs derrota a Laíre Rosado, marido de Sandra.
Já em 1992, o troco. Sandra foi eleita vice-prefeita, na chapa encabeçada pelo tio Dix-huit Rosado (PDT), suplantando a chapa Luiz Pinto (PFL)-João Batista Xavier (PCB), apoiada por Rosalba.
Em 1996, a vítima foi a própria Sandra. Já em 2000, quem terminou sendo derrotada foi a enfermeira Fafá Rosado, que era do grupo de Sandra Rosado.
Nas eleições de 2004 e 2008, Fafá mudou de lado e de apoio para ser eleita e reeleita ao lado de Rosado, em duas derrotas infligidas contra Larissa Rosado, filha de Sandra.
Já em 2012, foi a vez da vereadora Cláudia Regina (DEM) ser eleita à Prefeitura, com apoio de Rosalba e da própria Fafá.
Quanto à eleição suplementar de 2014, Rosalba não defendeu de público qualquer candidatura, mas soprou para sua militância votar em Francisco José Júnior, para ajudar a derrotar indiretamente Larissa, pela quarta vez.
Mas em relação à campanha deste ano, a ideia é passar uma borracha no passado e juntar militantes e eleitores que passaram todo esse tempo se digladiando.
Coligações
Nesta sexta-feira (5), a partir das 18h no Garbos Recepções e Eventos, o PP de Rosalba Ciarlini vai realizar convenção que definirá o nome dela a prefeito. Quanto ao vice, até aqui não houve revelação pública quanto ao escolhido.
Durante vários meses Sandra Rosado tentou viabilizar o nome do seu filho, Lahyrinho Rosado (PSB). Não emplacou. Recuou para priorizar um “chapão” (veja AQUI) à Câmara Municipal, em troca de apoio à Rosalba. Na vaga de Lahyrinho entrará a própria ex-deputada como puxadora de votos.
Desta sexta-feira não passará o anúncio.
As definições estão prontas quanto às faixas de coligações à Câmara Municipal, entre os sete partidos que arrimam a postulação de Rosalba.
PP, PMDB, PDT e PSB terão coligação própria, o chamado “chapão”.
O PHS terá sua própria nominata.
PTdoB e PTB resolveram formar outra coligação.
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A ex-deputada estadual e pré-candidata a prefeito de Mossoró Larissa Rosado (PSB) emitiu nota, há poucos minutos, retirando sua postulação. Segundo ela, em nome da “união das forças políticas que fazem oposição à atual gestão municial”.
Veja nota na íntegra abaixo:
Larissa e Rosalba: união dos Rosado (Foto: arquivo)
Participo da atividade política com muito amor e dedicação há muito tempo. Nesse período, graças a Deus, faço parte ativamente de todas as campanhas políticas defendendo projetos e ideias, sempre respeitando quem também defendia por seus ideais, lutando pelo melhor para Mossoró e para o Rio Grande do Norte.
Nos mandatos como deputada estadual apresentei projetos e empunhei bandeiras importantes para o nosso Estado. Quando concorri à Prefeitura planejei o melhor para o Plano de Governo. Este ano, o meu partido, o Partido Socialista Brasileiro, nossa militância e eleitores me convocaram para que eu concorresse mais uma vez. Meu nome sempre esteve e sempre estará à disposição de Mossoró.
Há tempos venho defendendo a união das forças políticas que fazem oposição à atual gestão municipal, que tem maltratado nossa cidade e nossos irmãos mossoroenses. Após refletirmos bastante, consultando nossos amigos, chegamos a conclusão que a cidade precisa realmente dessa união.
Agradecendo o apoio que sempre recebi dos companheiros de todas as horas, comunico que retiro minha pré-candidatura à Prefeitura para buscar a união de projetos que, assim como os nossos, pretendem o melhor para recuperar Mossoró, reerguer nossas instituições e devolver a alegria aos mossoroenses.
Larissa Rosado.
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O eleitor mossoroense não deve se surpreender se ocorrer uma hipotética união, em chapa majoritária, dos grupos da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) e da sua prima, adversária e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB).
Rosalba a prefeito, vereador Lahyrinho Rosado (PSB) a vice – digamos.
Formalizando-se, repetirá o que já aconteceu incontáveis vezes na política nativa e nacional.
É preciso uma razão muito forte para juntar os contrários. Na retórica, a pregação é de que está em jogo o “interesse público” e o desejo de “reconstruir Mossoró”. Menos, gente. Nem uma coisa nem outra.
“Sobrevivência política” é o termo correto. Os dois grupos precisam sobreviver.
Os contrários se juntam, normalmente, quando percebem que possuem um problema comum com dificuldade de ser superado individualmente.
Atenas e Esparta juntaram-se na antiguidade para combater o poderio bélico e expansionista da Pérsia. Depois voltaram a brigar como antes.
Getúlio e Café
Exemplo: Alves e Maia estiveram juntos em 2010, para frear o crescimento contínuo de Wilma de Faria (PSB, hoje no PTdoB), depois de décadas de embates.
Getúlio e Café: antipatia (Foto reprodução)
Getúlio Vargas (PSD) detestava o deputado federal natalense Café Filho (PSP), mas o aceitou como vice na disputa presidencial de 1950, para ter o apoio estratégico do líder paulista Ademar de Barros (PSP). Foram eleitos, num tempo em que a legislação estabelecia que o vice concorria com outros adversários, sendo votado à parte da cabeça de chapa.
Os próprios Rosado passaram décadas trocando farpas com o aluizismo, para depois se acomodarem no combate comum aos Maia.
Um dia, já repetimos “ene” vezes, os Rosado estarão todos apinhados no mesmo palanque.
Talvez não tenha chegado ainda o momento.
A quem interessaria hoje a união de Rosalba e Sandra?
Dix-huit e Sandra
A princípio, tão-somente a Sandra/seu grupo, que busca a sombra da ex-governadora que é tida por muita gente como virtual eleita, uma espécie de “prefeita em férias”.
À Rosalba, por enquanto nada sinaliza para essa necessidade. Não existe uma ameaça iminente à sua potencial eleição. Levar o grupo de Sandra Rosado a tiracolo pode ser um problema pré-fixado.
Foi assim na relação de Sandra com o tio Dix-huit Rosado, eleito prefeito pela terceira vez em 1992, tendo ela como vice. Em poucos meses bateram de frente, a ponto do prefeito despejar Sandra do Gabinete de vice. Rompimento político e familiar traumático.
Chegou 2016. Vamos ver o que eles decidem, em nome da sobrevivência.
Nas últimas duas eleições municipais, o clã Rosado (subdividido em três facções) não conseguiu eleger um integrante à Prefeitura de Mossoró.
Deu Cláudia Regina (DEM) em 2012, mesmo com apoio da banda rosadista da então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP).
Já em 2014, o eleito em disputa suplementar foi o então prefeito interino e vereador Francisco José Júnior (PSD), com reforço do esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).
Para 2016, a família Rosado não quer dar chance ao azar com o terceiro prefeito estranho à sua história de poder municipal.
Estarão unidos de alguma forma.
Perder, nem pensar.
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Uma coisa é mais do que clara na política rococó de Mossoró: o grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) querem desesperadamente a sombra do rosalbismo.
Rosalba e Sandra: 'união' de resgate (Foto: web)
Veem em Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, ex-senadora e ex-prefeita, a tábua de salvação ao resgate político.
Querem sair do ostracismo pelas mãos dela. Querem ser resgatadas, sejamos diretos, sem rodeios.
Não se trata de um projeto de união político-familiar, mas de salvação particular e de seus respectivos grupos.
Entre as três, há um poço de desconfiança comum e quase nenhuma afinidade.
O que existe de mais verdadeiro nessa relação é uma ‘sincera hipocrisia’.
A primeira que ascender, picará letalmente as demais.
O esquema de Fafá Rosado é dependente de fatores e vontades externas, não é proativo e não se movimenta por combustão própria. Busca uma sobrevida.
Foi penduricalho de uma e de outra, até desembarcar na Prefeitura e passar a agir como se fosse uma força política, com luz própria. Depois que saiu do Palácio da Resistência, topou até se apresentar como ‘liderada’ do inquilino do poder da vez, o prefeito Francisco José Júnior (PSD), que a descartou logo adiante.
O tempo e as urnas de 2014 deram a dimensão de sua força sem a retaguarda da Municipalidade: não se elegeu à Câmara Federal e não reelegeu o marido Leonardo Nogueira à Assembleia Legislativa.
Crucial
Com o grupo de Sandra é um pouco diferente, porém igualmente dramático. O momento é particularmente crucial. Tem algum capital de votos, mas incapaz de alçar voo próprio à Prefeitura.
Para renascer, precisará da Prefeitura ou de um “imponderável de almeida” mais adiante, como diria o escritor Nelson Rodrigues, numa metáfora que fala do improvável que acontece.
Um milagre, simplifiquemos.
Rosalba e Fafá: a volta? (Foto: arquivo)
Em relação à Rosalba, a princípio, é possível se identificar o favoritismo à municipalidade em 2016. O atual governante, Francisco José Júnior, versão Micarla de Sousa da política nativa, é seu principal cabo eleitoral.
Melhor, impossível.
A prima Sandra e a ex-aliada Fafá, por enquanto, são úteis para inflar seu ego e valorizá-la publicamente, tamanho o paparico calculado. Mas ambas – ou qualquer uma – podem significar peso enorme à ‘Rosa’ numa nova caminhada ao Governo municipal.
“O povo é quem vai dizer”, como tem repetido Rosalba.
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“Eu acho muito difícil uma união dos grupos Rosado”.
Beto: de olho no Executivo (Foto: assessoria)
O comentário foi feito hoje à noite, na TV Cabo Mossoró (TCM), pelo deputado federal Beto Rosado (PP).
Respondeu à pergunta feita dentro do programa Cenário Político, apresentado pelos jornalistas Carol Ribeiro e Marcello Benévolo. Acrescentou, à mesma resposta, que via como difícil um entendimento na atual conjuntura, até por reprovação da militância política de seu sistema.
Também admitiu ser “muito fã” do Executivo, mas não espera “entrar agora”. Ou seja, não cogita candidatura a prefeito, caso – por exemplo – a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) não possa ser candidata em 2016.
Morosidade
Beto Rosado lembrou da experiência como secretário da Agricultura na curta gestão Cláudia Regina (DEM), avaliando que essa passagem o estimulou à atividade política executiva.
Admitiu ainda dificuldade no Legislativo, devido “morosidade” e a incapacidade de se fazer algo de mais concreto.
Sobre a gestão Francisco José Júnior (PSD), ele avaliou como difícil. Tem acompanhado as dificuldades muito mais pela imprensa e ouvido a população. No caso particular da antecipação de royalties do petróleo, previu que o prefeito está gerando “maiores problemas para o futuro”.
Beto Rosado está em seu primeiro mandato eletivo na Câmara Federal.
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