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Jean-Paul Prates assume vaga do RN no Senado

Jean: posse em Brasilia (Foto: rede social)

O advogado, economista, consultor e empresário carioca Jean-Paul Terra Prates (PT), 50, tomou posse nesta quinta-feira (3) em Brasília, como novo senador pelo Rio Grande do Norte.

É o substituto da governadora empossada Fátima Bezerra (PT), paraibana de origem, que fora eleita ao Senado em 2014, tendo-o como primeiro suplente.

Prates tem quatro anos de mandato pela frente.

Fixado no RN desde 2005, ele assumiu a Secretaria de Estado de Energia do Rio Grande do Norte na primeira gestão Wilma de Faria (já falecida).

É formado em direito pela Universidade do Estado do RJ (UERJ) e Economia pela Pontifícia Universidade Católica do RJ (PUC-RJ). Tornou-se mestre em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade de Pensilvânia nos Estados Unidos e concluiu mestrado em Economia de Petróleo e Motores, pelo Institut Français du Pétrole (IFP) na França.

O RN terá como senadores, além de Prates, o Capitão Styvenson Valentim (Rede) e Zenaide Maia (PHS).

José Agripino (DEM) não tentou a reeleição e foi derrotado em disputa à Câmara Federal ano passado e Garibaldi Filho (MDB) não logrou êxito ao tentar se reeleger.

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Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern

Quando você pensa na parte, deve ao mesmo tempo pensar no todo.” (Carl Von Clausewitz, em Da Guerra)

 

Num momento em que o professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) engatilha nova paralisação, sob a crença de que estará ladeado por outras várias categorias (o que não acontecerá), poucos conseguem fazer uma leitura da atual conjuntura do RN e país. Erro crasso na política sindical, com viés partidário (ou não).

O impulso em defesa da instituição, do emprego e salários em dia – pleitos absolutamente justos, sem “as costas largas”, pode ter efeito contrário como este Blog já alertou (veja AQUI).

Um bom exemplo do que assombra e ronda a Uern, é o que ocorre no Rio de Janeiro, espécie de Brasil do amanhã, ou o Brasil do daqui a pouco.

Parecer do Ministério da Fazenda sobre Regime de Recuperação do Estado do Rio de Janeiro sugere medidas adicionais de contenção de gastos. Pela primeira vez, a intenção de fechar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as Universidades Estaduais foi oficialmente documentada em setembro.

Entre as outras medidas, estão a demissão de servidores ativos, a extinção de benefícios previstos para servidores estaduais e criação de alíquota extra para a Previdência.

Em parecer assinado pela Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, são sugeridas outras formas de arrocho, além das aprovadas na Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ).

Uma realidade que pode em breve espaço de tempo alcançar, no Rio Grande do Norte, a Universidade do Estado do RN.

Por que não?

Desconfiança e fardo

Se a toda-poderosa Uerj está em frangalhos, com servidores há meses com salários em atraso e recebendo socorro (em feiras e dinheiro) até de outros congêneres (como de colegas da própria Uern), por que não acreditar no pior no RN Sem Sorte?

O governo estadual tem dito repetidas vezes que não tem planos de se livrar da universidade. Um bom motivo para desconfiar, portanto.

Há poucos dias,  em sua tibieza e perfil baço – traços comuns à sua gestão, Robinson Faria (PSD) usou o vice (ou governador em exercício) Fábio Dantas (PCdoB) para apresentar projetos de ajustes fiscais que mexeriam com a vida do funcionalismo. Pressionado, pediu de volta os projetos protocolados na Assembleia Legislativa.

Daqui a pouco, manda-os novamente à AL.

Outros compromissos veementes do governador Robinson Faria (PSD), como não fechar o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, se transformaram em risco n’água.

Então, acreditar que a Uern é uma instituição sólida e capaz de enfrentar essas atuais adversidades, sem qualquer anteparo e apenas no gogó, é um pecado muito primário. Política é uma atividade de inteligência e transpiração.

Sediada em Mossoró, mesmo com enorme importância para o RN, a universidade não é unanimidade no centro do poder político, em Natal, nem é conhecida por seus valores (abstratos), mas por seus gastos superlativos. Para muitos que não a conhecem, é um fardo pesado demais.

Se é sobrepeso, pode ser “desovada”.

Da Guerra

Sem conseguir “se vender” pelo que vale e questionada pelo o que custa, a Uern pode se transformar em presa fácil àquelas pessoas que acreditam ter a solução para a crise financeiro-administrativa do Governo do RN, ou seja, se livrar dela.

Os ‘grevistas’ precisam fazer a leitura do todo e não apenas de uma parte dessa crise, para entenderem o que está ocorrendo. Até aqui, tudo indica que não se detiveram a essa matéria. Rufaram os tambores para o confronto e devem ser presas fáceis na arena.

O movimento de combate à vitória, nem sempre é para frente. Começa no entendimento do todo, parte a parte, esquadrinhando cada detalhe por mais insignificante que possa ser, como ensinou o general prussiano Carl Von Clausewitz, em “Da Guerra”.

Leia também: Fazenda pede fim da Uerj e demissão de servidores AQUI.

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Mossoroense toma posse na Academia Brasileira de Letras

É hoje (sexta-feira, 28), às 21h, a posse do diplomata e escritor mossoroense João Almino, na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro-RJ.

Almino: grande momento (Foto: Veja)

A solenidade acontecerá no Petit Trianon, local para as reuniões regulares dos Acadêmicos e para as Sessões Solenes comemorativas e de posse de novos membros da ABL (conheça AQUI).

Ele ocupará a cadeira que anteriormente era de Ivo Pitanguy, a de número 22. A acadêmica Ana Maria Machado fará discurso de recepção ao novo integrante da casa

Livros

Nascido em Mossoró em 1950, Almino foi diretor do Instituto Rio Branco, se formou em direito pela Universidade do Estado do RJ (UERJ) e é mestre em sociologia pela Universidade de Brasília (UNB). Entre seus livros, “Ideias para onde  passar o fim do mundo”, “As cinco estações do amor” e “O livro das emoções” são alguns destaques de crítica.

Foi eleito para a ABL no dia 8 de março deste ano.

Uma delegação de amigos e escritores potiguares viajaram ao Rio de Janeiro para prestigiá-lo.

Leia também: Escritor mossoroense chega à Academia Brasileira de Letras AQUI;

Leia também: João Almino e o pulsar das letras, por David Leite AQUI.

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