Trabalho é orientado pelo Ministério da Saúde (Foto: Wilson Moreno)
A Prefeitura de Mossoró realizará mais um Dia D em prol da vacinação da população, no sábado (4). As equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) irão ofertar imunizantes contra Influenza, HPV e febre amarela.
Os locais de vacinação abertos ao público serão: Unidade Básica de Saúde Dr. Chico Costa (Santo Antônio) e Unidade Básica de Saúde Maria Soares da Costa (Alto de São Manoel), das 8h às 16h. Haverá ainda vacinas no Partage Shopping, das 10h às 18h.
A vacina contra a Influenza é ofertada para a população acima dos seis meses de idade. A ampliação na faixa etária se deu nesta semana devido a uma recomendação do Ministério da Saúde.
A proteção contra HPV é voltada para o público de 9 a 19 anos de idade. Já a vacina contra febre amarela, direcionada para as pessoas de nove meses a 59 anos de idade.
O programa Mossoró Vacina aplica a primeira dose contra a Covid-19 em adolescentes com 12 anos + população geral, nesse sábado (25). Atendimento vai até 16h.
A imunização ocorre em dois pontos: Ginásio Poliesportivo Engenheiro Esporte Pedro Ciarlini e Ginásio do Sesi. Terá continuidade no domingo (26), a partir das 8h e com término também às 16h, apenas no Pedro Ciarlini Neto.
O anúncio do novo grupo foi feito na manhã de hoje pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade).
Ao buscar o ponto de vacinação, os adolescentes devem apresentar a seguinte documentação: originais e cópias de Certidão de nascimento ou documento com foto; Comprovante de residência (no nome do pai/mãe ou responsável). O adolescente deve estar acompanhado do pai/mãe ou responsável, além de CPF do pai/mãe ou responsável.
Segunda dose
Mossoró também segue a aplicação da segunda dose da Pfizer, Coronavac/Butantan e AstraZeneca/Oxford. O prazo para tomar a segunda dose dos imunizantes Pfizer é 56 dias ou 8 semanas; da Astrazeneca/Oxford é de 85 dias e da Coronavac/Butantan é de 28 dias.
Para tomar a segunda dose é necessário apresentar apenas originais do documento com foto e cartão de vacina.
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Pelo menos 9.878 brasileiros que morreram por covid-19 no Brasil já haviam tomado as duas doses da vacina ou a aplicação única do imunizante da Janssen, revela pesquisa da Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia das universidades estaduais USP e Unesp.
Exemplos em dois municípios paulistas mostram efeito das vacinas (Foto: CNN Brasil)
O levantamento usou dados no Ministério da Saúde e analisou os casos ocorridos entre 28 de fevereiro, quando as primeiras pessoas no Brasil concluíram a janela de imunização, e 27 de julho.
Os quase 10 mil mortos equivalem a 3,68% do total de óbitos por covid no período.
Apesar dessas mortes por covid-19, a vacinação ainda é a melhor forma de controlar a doença. Nenhum dos imunizantes contra o coronavírus até hoje desenvolvidos garante 100% de proteção, mas todos reduzem drasticamente as chances de internações, casos graves e mortes pela doença.
Redução de internações
Na cidade de Serrana (SP), a vacinação de toda população adulta com a CoronaVac derrubou as internações em 86% e as mortes em 95% após a segunda dose. O mesmo experimento em Botucatu (SP) com a AstraZeneca reduziu as internações em 75% e as mortes em 39% após a primeira dose. A segunda começou a ser aplicada no último domingo (8).
Especialista defende o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social a todos que receberam a imunização completa, especialmente os idosos.
A Prefeitura de Mossoró na programação denominada “Mossoró Vacina” começa a alcançar público de 38 anos ou mais, sem comorbidades.
O ginásio do Serviço Social da Indústria à Rua Benjamim Constant, 64, no bairro Doze Anos, faz o atendimento até às 16h.
Alguns documentos são necessários para recebimento da primeira dose. O beneficiado deve apresentar originais e cópias de documento oficial com foto, comprovante de residência e cartão de vacina (se houver).
Relação de idolatria entre muitos policiais e Bolsonaro explica parte do fenômeno da recusa (Foto ilustrativa)
Do Blog do Barreto
De acordo com dados do Governo do Estado o Rio Grande do Norte já perdeu 49 policiais militares para a covid-19 desde o início da pandemia, em 2020. Os números preocupam e reforçam uma necessidade que foi reivindicada inclusive pelos próprios policias: a inclusão do segmento no grupo prioritário da vacinação e a urgência na chegada de mais doses anti-covid.
Curiosamente durante a última semana foi divulgado um dado pela Polícia Militar do RN de que pelo menos 250 PMs decidiram deliberadamente não se vacinar. O número impressiona, pois, revela um comportamento dissonante daquele tido pela maioria das pessoas, que tem feito de tudo para garantir a imunização contra a doença.
De acordo com o comando da PM a decisão por tomar ou não tomar a vacina é particular, portanto, nenhum oficial pode ser punido pela escolha. Os dados apontam que além dos 250 profissionais que recusaram tomar o imunizante, outros 121 policiais faltaram à vacinação sem justificativa e mais de 1000 não apresentaram nenhuma sinalização aos superiores informando sobre ter tomado a vacina ou não.
Influência
É impossível apontar todos os motivos que levaram o alto número de policiais militares a rejeitar a principal proteção contra a covid-19, mas é inegável que o papel cumprido pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem muitos entusiastas nas fileiras militares, para a desmobilização quanto a vacinação é um elemento a se levar em consideração.
O “Mito”, como é conhecido por seus apoiadores se notabilizou durante a pandemia por uma série de declarações anti-vacina e que colocavam sob suspeição inclusive o número de mortos por Covid-19 no Brasil. Em uma das falas mais esdrúxulas, em dezembro do ano passado, Bolsonaro afirmou: “Se tomar a vacina e virar jacaré não tenho nada a ver”. O presidente do Brasil inclusive é enfático em afirmar que será o último brasileiro a se vacinar. Ele, que possui 66 anos, já teria idade suficiente para ter tomado a primeira dose e estaria às vésperas da imunização, com a segunda dose.
Outro elemento controverso no que se refere a relação entre Bolsonaro e a vacinação foi a morosidade com que o Governo iniciou o processo de compra das vacinas. Tal situação inclusive é o principal tema da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a omissão do Presidente no combate à pandemia.
De acordo com elementos expostos na própria CPI da COVID, o Presidente Bolsonaro foi procurado pela farmacêutica Pfizer, que ofereceu ao Brasil 70 milhões de doses anticovid em um momento em que boa parte do mundo ainda lutava para garantir os imunizantes. O Governo teria ignorado mais de 50 e-mails enviados pela Pfizer, que tentou de todas as formas fechar uma parceria com o país.
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O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública Estadual (DPE/RN) ajuizaram ação civil pública com pedido de liminar para assegurar a aplicação da segunda dose (D2) de Coronavac nos cidadãos potiguares. Com a escassez da vacina e orientação do Ministério da Saúde para aplicação de novas remessas como D1, mais de 56 mil pessoas estão com a imunização em atraso, superando o intervalo indicado de quatro semanas entre as doses.
A ação pede à Justiça Federal a adoção de medidas urgentes pela União, Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Prefeitura do Natal para evitar que a ausência da D2 provoque atraso ainda maior na quebra do esquema vacinal e perda da eficácia da imunização em pessoas dos grupos prioritários.
Os procuradores, promotores e defensora enfatizam que a situação tem gerado “um ambiente de insegurança e até de desespero na população que ainda não completou o seu calendário vacinal” e apontam “a possibilidade do surgimento de mutações virais com cepas mais resistentes do novo coronavírus quando não se perfectibiliza o ciclo vacinal”.
Multa
Com a aplicação da D2 já interrompida por três vezes em Natal, a ação pede que o município seja obrigado a aplicar exclusivamente a segunda dose até que, no mínimo, 85% das pessoas que receberam a D1 de Coronavac tenham o ciclo completado. Já o governo do RN deverá monitorar a oferta de vacinas e assessorar os municípios. Quando necessário, a reserva técnica estadual deve ser disponibilizada para evitar novos atrasos.
A ação pede, ainda, que a União adote o incremento ou exclusividade de doses de Coronovac para o RN nas próximas remessas, ou por antecipação, para atendimento à demanda de D2. A União também deve adotar a obrigatoriedade de reserva de segunda dose para todos os já contemplados com a primeira ou, alternativamente, criar um fundo de vacinas para casos como o do RN.
Os ministérios públicos e a DPE/RN requerem a aplicação de multa em caráter inibitório para prevenir a reiteração das condutas que levaram à falta de doses. A ação tramita na 4ª Vara da Justiça Federal sob o número 0802923-72.2021.4.05.8400.