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Sopé da ladeira do Cumbe

Por François Silvestre

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Era um pequenino sítio, ali posto. Subindo a ladeira, no alto do Cumbe, via-se o talhe da serra de Portalegre. E ao se espalhar os olhos estendia-se a vasta estepe muito distante, para o olhar de criança, da paisagem do sertão ali exposta.

Mas o assunto é o sítio, de dimensões raquíticas, como já dito. Uma casa de cinco cômodos, piso de barro batido, à exceção da sala maior, biblioteca do dono, tijolada e bem cuidada. Uma baixada com mangueiras, jaqueiras, cajueiros, laranjeiras e trapiás, desaguada numa pequena lagoa, que aguava também outros sítios vizinhos.

O dono? O padre Alexandrino Suassuna de Alencar. Nesse sítio eu vivi minha primeira infância. Oito anos. Desmamado da minha mãe, aos três meses de idade, fui criado por uma cabocla que o padre trouxe de Serra Talhada para esse fim. O padre Alexandrino, cujo nome era uma homenagem a Alexandrino Suassuna, pai de João Suassuna, que foi governador da Paraíba, e avô de Saulo, Humberto, João, Marcos, Selma e Ariano Suassuna.

O padre Alexandrino, ordenado em São Paulo, após seminário menor em Fortaleza, foi Reitor do Seminário de Pesqueira, Pernambuco, vigário de Serra Talhada, de onde trouxe meu pai, que casou com minha mãe, irmã dele. Depois exerceu o sacerdócio em várias paróquias de Rio Grande do Norte. Caraúbas, Campo Grande, Lajes, Goianinha, Macaíba.

Essa foi sua última paróquia, ao abandonar a atividade eclesiástica para fixar-se nesse sítio do Martins. E lá estão seus últimos paramentos sacerdotais, complementos das vestes talares, num museu na casa do Ferreiro Torto. Ele batizou Valério Mesquita e obrigou os pais do batizado a se casarem na igreja católica. Aí não sei quem é currículo positivo ou negativo desse feito. “Só sei que foi assim”.

Na sala da sua biblioteca, no Sítio do Pé do Cumbe, até meus oito anos, sem referência a Cassimiro de Abreu, meus brinquedos dividiam espaço com seus livros. Bolas de borracha ou gude, carros de plástico ou de cascas de cajazeiras, se escondiam por trás de Tomás de Aquino, Aristóteles, Platão, Fustel de Coulanges, Goethe, Padre Vieira, Padre Antônio Tomaz, Antero de Quental, Santo Agostinho, Érico Veríssimo, José de Alencar e outros…muitos outros.

Ariano Suassuna, seu primo, ainda não merecia lugar ali. Eles se encontravam em Recife, nas peças encenadas nos palcos do Santa Isabel. Aos quarenta e nove anos ele morre de um infarto fulminante, embaixo de uma touceira de açaí, cortando maniva pras vacas de leite, na beira da pequenina lagoa. E eu? Fui deserdado do sítio do pé do Cumbe.

Mas isso é outra história.

François Silvestre é escritor

Um livro puxou a manga de minha camisa

Por Honório de Medeiros

Em algum lugar defendi a hipótese seguinte: os livros nos procuram; engana-se quem supõe que nós os escolhemos.

Assim foi na noite em que o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o IHGRN, promoveu sua Terceira Noite do Livro, sob a liderança do seu Presidente Valério Mesquita, contando com o apoio de nomes consagrados das letras potiguares, tais como o Professor e ex-Presidente da Ordem dos Advogados do Rio Grande do Norte (OAB) Carlos de Miranda Gomes, o memorialista e escritor Ormuz Barbalho Simonetti, o ex-Presidente da Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte Odúlio Botelho, a Presidente da Academia Cearamirinense de Letras – Joventina Simões, dentre outros.

Nas mãos eu conduzia o “História e Acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte”, obra especial de Maria Arisnete Câmara de Morais e Caio Flávio Fernandes de Oliveira, e “Audiência de um Tempo Vivido”, o primeiro volume das memórias do meu querido Professor Eider Furtado, leitura que recomendo a todos, em direção ao caixa, quando fui puxado pela manga da camisa.

A responsável pela organização do evento me perguntou: “conhece este?” Era o “Patriarcas e Carreiros”, de Manoel Rodrigues de Melo. Eu o conhecia, mas não tinha lido, nem o possuía. Resolvi levá-lo, em respeito à hipótese exposta acima.

Afinal ele, o livro, me procurara.

Faço, aqui, um interlúdio, para registrar minha alegria em reencontrar o Professor Eider Furtado na sua habitual elegância, acuidade mental e auto-ironia sutil, marca característica sua, carregando como poucos a experiência dos seus noventa e poucos anos. Quando fiz o gesto de lhe entregar seu livro para obter o autógrafo ele me olhou e disse “veio devolver?”

Ri e comentei o quanto suas aulas, na minha época de aluno, eram esperadas pela qualidade do conteúdo e de sua verve.

Pois bem, não resisti e folheei “Patriarcas e Carreiros” tão logo cheguei em casa, altas horas. Que “patriarcas” seriam esses, dos quais se ocupou Manoel Rodrigues de Melo? Ele mesmo o diz, incidentalmente, no início da obra: o “(…) patriarca sertanejo (…) varador de sertões, fundador de currais onde mais tarde se levantariam quase todas as cidades nordestinas”. Aí está.

Ele, Manoel Rodrigues de Melo, pelo que eu pude perceber ao folhear seu livro, traça perfis, levanta histórias, apresenta fatos, descreve hábitos e costumes dos séculos XVIII e XIX e começo do século XX. E, em o fazendo, coloca à disposição dos estudiosos uma fonte de primeira grandeza para o estudo desse personagem fundamental no entendimento do nosso processo civilizatório nordestino.

A segunda parte do “Patriarca e Carreiros” é dedicada ao estudo do carro-de-boi. Pelo que eu pude entender, escrita em anos anteriores à metade do século XX, o texto é aberto da seguinte forma, dando ideia imediata da importância do estudo do seu objeto:

“Nenhuma cidade, vila, povoação, fazenda, sítio, margem ou leito de rio, litoral ou sertão, tabuleiro, caatinga, arisco, subida, descida ou chão-de-serra, várzea ou vale, canavial ou simples roçado de algodão, baixa de arroz, de capim ou de melão, vazante, cercado, qualquer que seja o seu nome, poderá dizer que ignora a existência do carro de boi.”

Um clássico, sem dúvida, que me puno por não ter lido antes, mas ao qual sou grato por ter me puxado pela manga da camisa a tempo de corrigir essa desdita.

Assim, aos poucos, o Instituto volta a cumprir seu mister após anos de obscuridade, seja enquanto fruto da obstinação dos seus dirigentes, seja pela imanência que seu passado evoca quando se põe enquanto permanente intermediária entre livros e leitores, idéias e estudiosos, história e pesquisadores.

Longa vida ao IHGRN!

Destino que se revela, também, no gesto da sua funcionária ao me alertar, no momento em que me despedia desapercebido, da Terceira Noite do Livro, para o chamado mudo que me fazia “Patriarcas e Carreiros”.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN

Macaíba está na pauta política de Henrique

A sucessão municipal em Macaíba estará na pauta política do ministro Henrique Alves (PMDB), nessa sexta-feira (3).

A ex-prefeita Marília Dias (PMDB) será recebida em Natal pelo líder Henrique, que tem a hercúlea missão de juntar a oposição municipal.

O conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também ex-prefeito Valério Mesquita, corre noutra raia.

A engenharia política em Macaíba, Henrique sabe, não é fácil.

Valério Mesquita e “Presságios e travessias”

O escritor e ex-deputado estadual Valério Mesquita vai lançar mais um livro.

Está marcado para o próximo dia 30 em Natal, na sede da Academia Norte-riograndense de Letras (ANL), na Rua Mipibu, 443, Petrópolis, a partir das 18h.

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN), Mesquita autografará “Presságios e travessias”, com renda toda revertida em favor do próprio IHGRN.

Nota do Blog – É possível que eu esteja em Natal no período, meu caro Valério. Se der, esbarro por aí para prestigiá-lo e pegar meu exemplar, claro.

TCE está há 18 meses sem um de seus titulares

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) continua com uma vaga aberta em seu colegiado. A situação é constrangedora e incomum. A vacância ocorre desde o final de setembro de 2011.

O espaço foi originado por aposentadoria do conselheiro Alcimar Torquato.

Já se passaram mais de 18 meses, ou seja, um ano e meio, de seu afastamento compulsório (devido ter atingido a idade de 70 anos). Um auditor da corte é quem tapa o “buraco” interinamente.

A indicação cabe à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), mas ela transformou o caso num rumoroso enredo de moeda eleitoreira. A princípio, era o trunfo da governadora para convencer a então prefeita mossoroense de direito, Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, a renunciar ao cargo, viabilizando candidatura a prefeito de sua vice e irmã de Rosalba, Ruth Ciarlini (DEM).

Bizarro

A manobra terminou sendo frustrada. Mesmo assim, a governadora não fez qualquer indicação após as eleições, mesmo tendo prometido fazê-lo antes do final do ano passado.

O caso fica ainda mais bizarro, porque nova vaga foi aberta com aposentadoria do conselheiro Valério Mesquita em novembro de 2012. Em menos de trinta dias houve escolha do deputado estadual Poti Júnior (PMDB) como seu substituto.

A posse de Poti aconteceu no dia 13 de dezembro.

Nunca ocorrera uma situação tão vexatória para o TCE, em se tratando de escolha de um de seus componentes.

O temor, é que a proximidade de nova eleição – em 2014 – termine renovando a possibilidade de outra vez o cobiçado cargo ser posto à mesa de negociações, com fins meramente eleitoreiros.

Instituto Histórico empossa nova diretoria hoje

Depois de transcorridas seis décadas, o Instituto Histórico e Geográfico/RN terá nova Diretoria recém-eleita para o triênio 2013-2015 com posse marcada para 15 de março (sexta-feira) às 19h30 horas, em solenidade a ser realizada na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, localizada na Rua Mipibú, 443, Centro, Natal-RN.

A Diretoria é composta por intelectuais e escritores renomados, conhecidos no RN, destacando-se:

– Presidente: Valério Mesquita (advogado, escritor, ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado)

– Vice-presidente: Ormuz Barbalho (escritor, presidente do Instituto de Genealogia/RN)

– Secretário Geral: Carlos de Miranda Gomes (escritor, advogado, professor e ex-presidente da OAB/RN)

–  Secretário Adjunto: Odúlio Botelho (Procurador do Estado, escritor e ex-presidente da OAB/RN)

–    Diretor financeiro: George Veras ( escritor, historiador e advogado)

– Diretor financeiro Adjunto: Eduardo Gosson (escritor, poeta e Presidente da UNE/RN);

– Orador: Adalberto Targino (Procurador do Estado, jornalista, advogado, professor, Presidente da Academia de Letras Jurídicas do RN)

– Diretor da Biblioteca, Arquivo e Museu: Edgard Ramalho Dantas (escritor e historiador)

–  Conselheiro: Eider Furtado (escritor, advogado, professor, jornalista, ex-presidente da OAB/RN)

–  Conselheiro: Paulo Pereira dos Santos (escritor, historiador e professor)

–  Conselheiro: Tomislav Femenick (historiador, professor  e escritor)

– Conselheira suplente: Lúcia Helena Pereira (poeta, escritora e historiadora)

Instituto Histórico do RN empossará Valério Mesquita

O ex-deputado estadual, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e escritor Valério Mesquita vai ser empossado como novo presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Solenidade marcada.

O evento ocorrerá no dia 13 de março, uma sexta-feira, a partir das 19h30, na sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras.

O atual presidente da entidade, Jurandyr Navarro da Costa, começou a emitir convites à solenidade.

Nota do Blog – Obrigado pelo convite. Farei esforço para prestigiar o evento, meu caro Mesquita.

 

Poti Júnior será próximo conselheiro do TCE

O próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) será o deputado estadual Poti Júnior (PMDB), que está no segundo mandato parlamentar e é ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante.

A votação na Assembleia Legislativa, à escolha do indicado ao cargo vitalício, aconteceu à manhã de hoje.

Poti obteve 12 votos, contra 11 do também deputado estadual Fábio Dantas (PHS). Houve uma abstenção.

Poti vai substituir o conselheiro aposentado há poucos dias e ex-deputado estadual Valério Mesquita.

Em seu luar, na Assembleia Legislativa, ficará o suplente Kelps Lima (PR), que atualmente ocupa vaga interinamente do licenciado deputado estadual Nélter Queiroz.

Nota do Blog – Os bastidores desse pleito têm enredo dramático para algumas pessoas e forças políticas aparentemente “aliadas”.

Aguarde mais postagens sobre o assunto.

Assembleia começa escolha de nome para TCE

Na sessão ordinária desta quinta feira (22) foi lido pelo deputado George Soares comunicado do presidente da Casa, deputado Ricardo Motta (PMN), informando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicou no Diário Oficial do Estado, edição do 15 deste mês, a Portaria que concedeu aposentadoria do conselheiro Valério Alfredo Mesquita.

Com esse ato ficou vago o cargo, que terá seu preenchimento realizado por indicação da Assembleia Legislativa, na forma do artigo 56 parágrafo 2º da Constituição do Estado.

As bancadas partidárias tem, a partir de amanhã, prazo de cinco dias para indicação de nomes que pretendem ocupar o cargo. Findo esse prazo, em até dois dias os nomes indicados serão publicados no Diário Oficial.

Depois da publicação, em três dias úteis será realizada uma sessão extraordinária para a eleição entre os inscritos.

Tão logo foi lida a comunicação, o deputado Fábio Dantas (PHS) fez a autoindicação do seu nome como um dos pretendentes à vaga no TCE. O deputado Dibson Nasser (PSDB) também indicou, pelo seu partido, o nome de Fábio Dantas.

Novo presidente no Tribunal de Contas do Estado

O conselheiro Tarcísio Costa assumiu hoje a presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ele entra no lugar do ex-deputado estadual Valério Mesquita, que se aposentou pela “compulsória”, ou seja, atingiu a idade-limite de 70 anos.

Tarcísio, irmão do deputado estadual e ex-governador Vivaldo Costa (PR), ficará na presidência até a escolha do novo presidente no próximo dia 4.

A posse acontecerá em 2013.

A credibilidade da lista do tribunal de “faz-de-conta”

Por Jurandy Nóbrega

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) é composto por políticos aposentados, parentes ou indicados por eles. Confira a relação dos “julgadores” desses políticos.

Valério Mesquita foi prefeito de Macaíba, presidente da Fundação José Augusto (FJA) no Governo Tarcísio Maia, deputado pelo PDS e líder do governo Fernando Freire (PMDB).

Tarcísio Costa é irmão do ex-governador e atual deputado estadual Vivaldo Costa (PR), que ao lado dos irmãos Dadá e Bibi Costa foi também prefeito de Caicó.

Adélia Sales tem origens políticas na família na chamada Tromba do Elefante.

Carlos Fernandes é filho do ex-procurador Assis Fernandes nomeado para o TCE por José Agripino.

Paulo Roberto Alves, o “Papau”, é filho do senador Garibaldi Alves (pai) e irmão do ex-governador e atual ministro senador Garibaldi Filho, do PMDB. (Vale lembrar que foi secretário do governo do próprio Garibaldi Filho, seu irmão).

Marco Montenegro é sobrinho do ex-deputado Edgar Montenegro (PFL).

Renato Dias é filho do ex-deputado Adjuto Dias e irmão do ex-presidente da Assembleia Legislativa e deputado federal Álvaro Dias (PMDB).

E Alcimar Torquato (ex-deputado estadual), que foi um dos responsáveis pela lista dos “inelegíveis cedeu para Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM), a presidência da Assembleia Legislativa.

Aí como repórter, eu deixo a pergunta no ar: a lista (ficha suja) do “faz de contas” é isenta. Merece crédito. Não teve injunção politica?

TCE divulga lista com 575 nomes com ficha suja

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou agora à tarde a lista de agentes públicos que têm problemas relativos a processos de contas irregulares, no âmbito dessa Corte, por decisão transitada em julgado.

São 575 gestores e 1148 processos abrangendo o período de julho de 2004 até a data de hoje. A medida obedece ao que preceitua o art. 71, II da Constituição Federal.

A relação será entregue ainda hoje ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Francisco Saraiva Sobrinho, e ao procurador chefe da Procuradoria Regional Eleitoral, Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior, pelo consultor jurídico do TCE, Cláudio Dantas Marinho.

Acompanhe mais informações sobre este assunto também nos acompanhando pelo Twitter AQUI.

Valério Mesquita – presidente do TCE – fez questão de ressaltar que cabe ao TRE o julgamento das respectivas contas. “A lista divulgada pelo TCE não se reveste de caráter de inelegibilidade, cabendo à Justiça Eleitoral a análise das circunstâncias aferidas dos requisitos previstos em lei”.

Será remetido, também, até 05 de julho, novos nomes que forem incluídos numa listagem posterior.

Fonte: TCE.

Veja a lista completa clicando AQUI.

TCE não aceita um “Tiririca” por lá, diz seu presidente

Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o ex-deputado estadual Valério Alfredo Mesquita afirma hoje ao jornal “O Poti” (Diário de Natal, grupo Diários Associados), que “ninguém pode mandar para aqui, como vai para o poder legislativo, um Tiririca para o Congresso (…)”.

E salienta: “Para o TCE, é preciso atender aos pré-requisitos determinados na Constituição do Estado. Também é necessário que tenha reputação ilibada.”

Chega a negar que as nomeações de conselheiros sigam critério políticos. “Os critérios estão previstos. São experiência administrativa, noções – não precisa ser um sábio – de direito, de economia”, disse Valério. Segundo ele, o indicado tem que ser uma pessoa preparada.

Sobre o bafafá criado com a hipótese de nomeação da atual prefeita de direito de Mossoró para o TCE, a enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, ele preferiu tirar o braço da seringa, se eximir de maior comentário. Mesmo assim, cria embaraços:

– Não posso fazer juízo de valor de ninguém. Seria uma situação aética. Nós esperamos que venha para o Tribunal um nome que preencha os requisitos que a Constituição determina.

De pronto, também foi logo transferindo responsabilidade por qualquer negociata ou despreparo do ungido ou ungida, para a chefe do Executivo, Rosalba Ciarlini (DEM):

– Se está demorando, o problema não é nosso. Quem indica é a governadora. Quem indica tem o ônus e o bônus da indicação.

Nota do Blog – Com todo respeito, meu querido Valério, mas quer dizer que para ser conselheiro do TCE não precisa de critério político, é demais. Ah, tá!

Quanto à nomeação de Fafá, essa manobra ficou moralmente muito complicada, depois que ela mesma deu entrevista à jornalista Anna Ruth (Tribuna do Norte), admitindo uma negociata em conversação, envolvendo seu nome, passando por sua renúncia do cargo de prefeita, para beneficiar a irmã da governadora, vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM).

Veja AQUI as declarações comprometedoras da prefeita.

TCE evita comentar o seu uso como ‘moeda eleitoral’

Do Blog Visor Político (Alex Viana)

No Tribunal de Contas do Estado (TCE) o uso do órgão como moeda eleitoral é tratado com reservas por parte dos conselheiros. Procurado por O Jornal de Hoje, o presidente da Corte de Contas, conselheiro Valério Mesquita, disse que preferia não emitir nenhum juízo de valor.

“Cabe à opinião pública julgar o ônus e o bônus”, afirmou após insistência da reportagem.

O conselheiro Carlos Thompson disse esperar o cumprimento da Constituição no aspecto do que os requisitos exigem para o preenchimento de cargos de tamanha relevância: possuir mais de 35 anos e menos de 65 anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração publica e mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional, que exijam os conhecimentos acima mencionados.

Nota do Blog – Estou em dúvida: é para soltarmos boas gargalhadas ou chorarmos?

O TCE está na iminência de receber um novo componente, saído de possíveis negociações (por favor, não confundir com negociata) na política mossoroense, mas seus integrantes acham tudo normal.

Então, tá!

TCE começa a tratar de investigação no TJRN

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valério Mesquita, presidente; Paulo Roberto Alves e Carlos Thompson foram recebidos ao final da manhã de hoje pela presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Judith Nunes.

Em discussão esteve o pedido feito pela própria presidente, para que o TCE investigue suspeita de ilegalidade no pagamento de precatórios do TJRN.

O montante do suposto desvio não é ainda divulgado, mas os números passeiam com o vocábulo “milhões”. E, nesses casos, ninguém faz a rapinagem só.

Nota do Blog – Importante assinalarmos a decisão proativa e sem assombro da desembargadora, que poderia tratar tudo a cochichos, mas passou à sua publicização e apuração. Doa a quem doer.

TCE tenta evitar seu uso por politicalha mossoroense

Da coluna Roberto Guedes (nominuto.com)

Os atuais integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE) querem que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) mantenha a corte longe da política eleitoral em Mossoró. Esta mensagem foi transmitida há poucos dias com todas as letras por um dos principais dirigentes da corte ao secretário estadual de Articulação Política, bacharel Esdras Alves, durante encontro informal que mantiveram longe de gabinetes.

Segundo fontes do tribunal, o mensageiro teria sido nada menos do que o próprio presidente da casa, o conselheiro Valério Mesquita, cujo mandato na torre de comando tem um ano pela frente.

O que disse claramente foi que os conselheiros começam a se incomodar com o processo de nomeação do sucessor do psiquiatra e ex-deputado estadual Alcimar Torquato no tribunal, tanto pela falta do nome e do anúncio de pelo menos critérios para a designação como, e principalmente, pela tônica político-eleitoral que Rosalba gostaria de adotar no preenchimento da cadeira.

Referindo-se a notícias veiculadas na imprensa de Natal e de Mossoró sobre o interesse que Rosalba nutriria de entregar a vaga à enfermeira Fafá Rosado, prefeita deste município, a fim de assim garantir legalmente a candidatura de sua irmã Ruth Ciarlini, vice-prefeita, à chefia do governo municipal em 2.012, Valério teria dito que os conselheiros gostariam que a escolha prestigiasse critérios mais elevados do que a busca de solução para uma questão política municipal.

Ainda não se sabe que resposta Rosalba deu à mensagem. Informantes acreditam, entretanto, que foi o silêncio. Esta conduta teria levado a cúpula do TCE a lidar diretamente com a Assembléia Legislativa em relação a uma proposta de alteração que acham necessária à lei orgânica e ao regimento interno da corte. O tema só foi submetido à apreciação do executivo depois que conselheiros e deputados a dissecaram em alguns encontros.

Nota do Blog – O TCE não pode se transformar, de vez, numa repartição do Governo do Estado.

E não adianta qualquer fonte direta ou indireta dos inquilinos do poder estadual negar essa operação para levar a prefeita Fátima Rosado ao TCE, em troca da ascensão da irmã da  governadora, à Prefeitura de Mossoró.

Há poucos dias mesmo, a prefeita recebeu em sua mansão uma comitiva de vereadores  lhe pedindo para ficar, informados sobre a articulação à sua renúncia.