Fátima sempre teve Antenor como um supersecretário sem pasta (Foto: arquivo)
Em Brasília, a inclinação do presidente eleito Lula (PT) é destinar ao diligente vice Geraldo Alckmin (PSB) uma pasta específica na Esplanada dos Ministérios.
E o próprio papel de Alckmin na transição, chefiando equipe, demonstra a confiança presidencial no companheiro de chapa.
O exemplo, a princípio, não será seguido por Fátima Bezerra, a governadora petista reeleita ainda no primeiro turno.
Ela vai precisar se virar para acomodar tantos interesses e apoios cativados cumulativamente à sua campanha e, no segundo turno, à de Lula.
Mais do que isso: seu vice, deputado federal Walter Alves (MDB), não é equivalente em afinidade como ocorre quanto a Antenor Roberto (PCdoB), eleito com ela em 2018, mas que sobrou na chapa de 2022, por interesses superiores do PT e Lula.
Antenor é e tem sido muito mais do que vice. É um supersecretário sem pasta.
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Adversários nas eleições de 2006 e possíveis companheiros de chapa em 2022, o ex-presidente Lula (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB, fizeram ontem seu primeiro encontro público. Os dois participaram de um jantar na capital paulista organizado pelo Prerrogativas, um grupo de advogados críticos à Lava-Jato. Fotos dos dois se abraçando circularam pelas redes sociais antes mesmo do fim do evento.
Lula teve reencontro com ‘ex-adversário’ e pensa em escolher até o partido dele – o PSD (Foto: Poder 36)
Os dois desconversaram sobre uma possível aliança.
“É só um jantar de fim de ano”, disse o ex-governador, enquanto Lula afirmou que a decisão será dos partidos e minimizou o enfrentamento entre os dois no passado. “Independente de qualquer coisa, quero dizer que aprendi a respeitar certas pessoas”, disse. E falou explicitamente como candidato:
– “Sei que o Brasil que eu vou pegar em 2023 é muito pior que eu peguei em 2003”.
PSB ou PSD
Alckmin, que lidera pesquisas para o governo de São Paulo, estuda entrar para o PSB para formar a chapa com Lula. Ontem o ex-governador se reuniu com o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), filiado recente à legenda e potencial candidato ao governo do Rio. (Estadão)
Interlocutores de Lula dizem que ele prefere ter Alckmin na chapa pelo PSD, não pelo PSB. Os motivos seriam trazer o partido de Gilberto Kassab logo para sua aliança e pressionar os socialistas a desistirem da candidatura de Márcio França ao governo paulista em favor de Fernando Haddad.
O PSD já lançou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), como seu pré-candidato ao Planalto, mas ele aparece com números irrisórios nas pesquisas. (Poder360)
Nota do Canal BCS – Novamente os mais fanáticos vão bater de cara com a realidade que passa longe de seus delírios e ‘purismo’. O “Picolé de Chuchu”, apelido cunhado pelo jornalista e humorista José Simão, em 2002, fixando-o em Alckmin, foi satanizado e ainda o é, por muitos petistas.
Porém, pela vontade soberana de Lula, que realmente manda em tudo, diz como é e como não é, o ex-adversário caminha para ser o seu vice, inclusive no partido escolhido pelo ex-presidente. Fazer o quê? Votar, mudar de partido, país ou planeta? Votar, claro. E tentar ser menos babaquara.
Lula está certíssimo. É realmente um animal político, e quer ganhar e não ser figurante na próxima disputa.
Como dizia o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, “não tenho inimigos eternos nem aliados para sempre na política”.
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