Desde que iniciou o mandato, o presidente Bolsonaro montou um comitê de chantagem. E tem usado direta ou indiretamente referências a ações ilegais a serem referendadas pelas Forças Armadas. Esse é o angu.Porém, entretanto, mas porém, (né Zé Limeira?), sabemos lá no Sertão profundo que angu dos bons tem de ter caroço. Isto é, alguma mistura consistente que dê sustança ao alimento. Pose ser um ovo cozido ou um chambão de boi.
Começou com “acabou, porra”! Lembram? foi lá no início. E o que foi que acabou? Nada. Ele continuou mentindo, o país sofrendo e as instituições funcionando. É bem verdade que ele comprou um Procurador Geral da República, um senhor Aras, que em nada tem arado. Mas, mesmo na sujeira da venalidade, preservou-se a capa formal da legalidade.
De lá pra cá, as chantagens são continuadas e repetidas. De tão repetidas, ninguém põe fé nelas. Um general dá entrevista e diz: “Não estiquem a corda”. A única corda esticada é a engolida pelo próprio general. Aí vieram notas, indiretas e bobagens que só desmoralizam os chefes das Forças. Hoje, mais uma ameaça. Cadê o caroço? O caroço é o golpe? Pois mostrem. Aqui, ó!
Mas ele precisa manter o angu. É o angu que mantém aceso o aboio ao gado. Pra ir tocando a boiada. Que espera ele chegar num cavalo fogoso ou numa motocicleta turbinada, feito Sinésio, o alumioso, com seu capacete dourado, entrando ao meio dia em Taperoá. Né, não, Ariano?
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Saímos cedo de Pau dos Ferros no rumo de Patos, na Paraíba. Lá chegamos ao meio-dia. Hospedamo-nos no Hotel Zurick. À noite, perguntamos ao recepcionista o porquê esse nome. Com um certo sarcasmo sertanejo ele nos disse: “o homem andou por lá e por certo achou esse nome bonito.” Franklin Jorge comentou: “se Cascudo tivesse estado aqui escreveria uma crônica com o seguinte título ‘Zurick em pleno Sertão paraibano’; faria algo grandioso e o dono terminaria recebendo o título de cônsul honorário da Suíça”.
Fomos à Matriz. Prédio simples. Chegamos em plena missa das 16h. Arrodeamos a Igreja cujos fundos dão para uma rua estreita, pequena. Olhávamos para uma porta, indecisos, quando um homem trigueiro, alto, encorpado, trinta e poucos anos, cabelos curtíssimos, vestido com uma camisa de mangas compridas abotoada nos pulsos, se aproximou maciamente.
Perguntei-lhe se ali era a Secretaria da Paróquia. Ele disse que não e nos apontou onde ficava. Perguntei-lhe se era padre. Confirmou com aqueles ademanes típicos, mas discretos, de seminarista, contidos por sua estrutura física maciça, embora não desmesurada, e nos entregou sua mão macia para apertarmos. Padre Francisco foi gentil, delicado.
Patos fica no sertão paraibano e tem aquela circulação intensa de gente no seu espaço comercial (Foto: Alex Costa)
Na livraria da cidade pedimos à vendedora obras dos autores locais. Ela nos apontou, com certa displicência, um canto afastado de uma estante. Encontramos uma gramática em versos, que eu logo comprei, e livros e mais livros de um poeta local. Nada mais.
Depois, fomos às ruas: vibrantes, febris, plenamente comerciais. Carros, motos, bicicletas… Pessoas iam e vinham rápidas, com aquele semblante típico de quem precisa chegar logo em algum lugar específico, para resolver algo.
Não havia pedintes, nem pastoradores de carro, nem lavadores de pára-brisa, tampouco deficientes físicos. Havia somente uma louca, personagem folclórica, que me abordou na farmácia: “lindão, me dê um dinheiro”. Como não dar? “Ela dá sempre esse golpe em quem não é daqui” disse-me o caixa da farmácia.
Raros são os passeantes. Os flâneurs. A maioria mulheres. As mulheres de Patos, são belas, não bonitas. Há uma diferença entre ser bela e ser bonita. A mulher, quando é bela, desafia o tempo. Não pede emprestado à juventude aquilo já possui. Belas, as mulheres de Patos.
Suavemente arredondadas, como um ideal rafaelita amoldado à realidade anoréxica dos tempos atuais. Altivas. Ou contidas. Ou dissimuladas. Pernas longas, levemente grossas, torneadas. Narizes afilados. Belos dentes. Compõem um contraste marcante com o bulício comercial suburbano que ocupa nossos olhos quando caminhamos pelas ruas da cidade.
Não haveria ruas onde não se compra e não se vende? Aparentemente não. Em qualquer lugar há essa atividade febril, tipicamente burguesa, que pressupõe uma interação constante entre as pessoas e que se opõe à percepção do aparente distanciamento das belas mulheres de Patos.
“Por que Patos?”, pergunto à Virgílio Trindade, a quem seu primo, também Virgílio Trindade, comerciante no Mercado Central, procuramos por indicação de um transeunte como sendo bastante antigo na praça, na tentativa de encontrar dois antigos amigos de meu pai, reputa como escritor.
Recebeu-nos muito bem. Tem um programa político em uma rádio importante da cidade. Magro, moreno, careca, sentado por trás de um birô anacrônico em um escritório de um só vão no centro da cidade, deu-nos, com uma voz característica de fumante e locutor, um seu livro de crônicas, “Relíquias”. Falou-nos do seu programa político: “é complicado”. “Por que?” “A gente está falando com alguém ao telefone e no ar e ele grita: eu voto em Lula! Já pensou?”
“Por que Patos?”, repito. “Havia, aqui, antes, uma lagoa chamada ‘Lagoa dos Patos’” “Onde ficava”, insisti. “Ah, quem quer que tenha um quintal em casa diz que era lá.” E esboça um esgar de sorriso sarcástico no canto da boca.
Lelé: cultura popular (Foto: autor)
Virgílio Trindade nos indica outros intelectuais de Patos, dentre eles o Secretário de Educação do Município que também é dirigente do Instituto Histórico local. Fomos até lá. Recebeu-nos uma moçoila loura tão arrumada quanto decrépito era o prédio da Secretaria. Perguntou-nos se tínhamos marcado hora. Foi até o gabinete e voltou cerimoniosa, pedindo-nos que aguardássemos o término de uma reunião.
Sentamo-nos durante breves cinco minutos e nos despedimos, para espanto da secretária, a quem recomendamos, enfaticamente, a leitura dos discursos completos de José Sarney, apropriadíssima para moçoilas secretárias de secretários ocupadíssimos.
Passamos no “troca-troca”. Um galpão aberto para todos os lados onde quem quiser, chega, e expõe sua mercadoria para vender ou trocar. Seu Antônio, um sertanejo idoso, mas rijo, nos acolhe com um sorriso. Na sua banca encontramos desde uma rede de pescar em açudes até rádios antigos.
“Troca-se qualquer coisa aqui, Seu Antônio?” “Qualquer coisa, doutor, até mulher velha por nova, mas dando o troco.” “Você e seu pai são de onde?”, disse ele se virando para Franklin Jorge. Caímos na gargalhada. Franklin diz que não é meu pai. Eu pisco o olho para Seu Antônio: “ele é muito vaidoso”. Despedimo-nos. Seu Antônio olha para mim quando Franklin lhe dá as costas: “eu entendo como é…”
Quem nos recebeu à porta da casa simples, estreita, geminada, praticamente no centro comercial de Patos, quando fomos à procura de Antônio de Lelé, cantador que primeiro fez dupla com Seu Chico Honório em sua breve carreira, foi sua esposa, baixinha, magrinha e enrugadinha. Tudo no “inha”. Abriu a porta que dava para uma área que antecedia a salinha de estar, e nos envolveu com um delicioso cheiro de alguma iguaria que estava sendo cozinhada no cominho.
Antônio de Lelé não estava, apesar de Dona Maria dizer que ele nunca saía de casa, fato desmentido diversas vezes ao longo do dia. Haveria algo freudiano nessa negação do óbvio? Finalmente damos com Antônio de Lelé, lá pela quarta procura. Surpresa: é como ver Padre Sátiro Dantas na nossa frente, sem aquela impaciência que o distingue.
Antônio de Lelé conversa longamente com Seu Chico Honório pelo celular enquanto assediamos Dona Maria com elogios rasgados ao cheiro de sua comida. Queríamos um convite. Era um bode no cominho. “O que acompanha?” “Arroz, farofa na gordura, uma saladinha.” “Rapadura, também”. E ia recuando, agoniada para escapar da obrigação sertaneja de oferecer a iguaria elogiada. Constrangida pelo cerco implacável, não entregava os pontos: “se não fosse tão pouca a comida eu até que convidava.”
Renunciamos ao ataque. Terminamos sem provar o bode. Nesse tempo, Antônio de Lelé já se despedia alegando que tinha que ir ao Banco, mas nos aguardava de tarde, e garantindo que o livro de Orlando Tejo sobre Zé Limeira, com quem ele cantou várias vezes, tinha muita mentira.
Eu fiquei me lembrando de Orlando Tejo no meu apartamento em Brasília, levado por Jânio Rego, espojado na cadeira de balanço a lançar fumaça de um cachimbo preto que empesteava o ambiente, falando acerca da Serra do Teixeira, onde há um marco que fica no meio de tudo, porque fica no meio do nada.
Escrever acerca do Homem e das Coisas e de suas relações. Existirão Coisas ou tudo, além do Homem, nada mais é que um sonho? E se este Universo nada mais for que um átomo dentre ilimitados outros de um Universo inconcebível que, por sua vez, é um átomo de um outro Universo inimaginável, tudo isso em escala infinita?
Virgílio e seus livros (Foto: autor)
Enquanto o carro avançava Sertão adentro, no rumo de Cajazeiras, nossa próxima etapa, ladeado pela vegetação típica do semiárido aqui e acolá matizada por um ipê-roxo, juazeiro ou quixabeira especialmente frondosos, e pelos serrotes despidos e enfeitados com pedras esculpidas aleatoriamente, que faziam ondular a paisagem, divagávamos acerca da relevância da pesquisa que fazíamos e mergulhávamos na Metafísica.
Mas a metafísica cansa e deprime, o mais das vezes, tamanha a vastidão daquilo que ela contém e tamanha nossa incapacidade. Voltamos ao concreto. O oceano bravio de questões que se tornou nosso assunto de viajem fez-nos correr em busca de um Porto Seguro: o dia-a-dia, o cotidiano, o detalhe mágico do andar felino do camponês que se prontificou, sem nos conhecer, a ir conosco em busca de um ex-vereador que, segundo ele, “sabia tudo” de Santa Terezinha, Município acerca de vinte quilômetros de Patos, onde tínhamos ido procurar o rastro de um tio de Massilon.
Nada encontramos. Somente esse andar felino, o português arcaico, a cidadezinha pequeníssima, a sensação de absoluta irrelevância de qualquer pressa. Não por outra razão, ao falar em pressa, diz o sertanejo que “o apressado é agoniado do juízo”. O “sabe-tudo” nada sabia. Ouvira falar que, antigamente… e coçava o rosto, empurrava o chapéu de couro para trás da cabeça e deixava o olhar vagando pelo cercado onde um menino tangia cabras para algum destino incerto.
Até logo, até logo, muito obrigado. Muito obrigado ao pessoal do Cartório que, nada encontrando do que procurávamos, nos fez encontrar outra pista. Muito obrigado a Dona Madalena, da Secretaria da Diocese de Patos. A senhora é tão boa, tão gentil, tão atenciosa, quanto é magra, pequenininha, delicada. E perfumada – a “Alma de Flores” – e elegante, naquela elegância anacrônica de moça velha que dedicou sua vida a secretariar Sua Excelência Reverendíssima, o Bispo Diocesano. E organizada, com seu birô impecável, onde duas caixetas, uma para “recebido”, outra para “devolvido”, cumpria a burocracia temporal da Igreja, sua face terrena e humana, a “Cidade dos Homens” que se contrapõe à “Cidade de Deus”, da qual nos deu a conhecer Santo Agostinho.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN
O Brasil é grandioso na geografia, na exuberância da natureza, na cultura popular. É grandioso na arte. No festivo e nos folguedos. Mais ou menos no esporte, menos que mais no futebol. É um dos maiores, na hipocrisia.
Porém, entretanto, mas porém, como dizia Zé Limeira, é o Brasil um país institucionalmente apequenado. Historicamente duvidoso, juridicamente inseguro, socialmente injusto, culturalmente abandonado.
Acabamos de sair de uma eleição municipal, no meio de uma crise quase sem precedentes. Falência do erário e quebradeira empresarial. Promiscuidade nas relações do poder público com a atividade empresarial.
Eleições livres? Sim e não. Livres na forma da Lei. No aparato formal, na lisura da apuração. Não se nega. Mas a liberdade é muito mais do que isso.
Eleição realmente livre não se atrela ao poder econômico. Não depende de quem detém o poder, principalmente nos municípios, onde a dependência da população é quase insuperável.
Há exceções? Sim. Porém, o raciocínio analítico sustenta-se na regra. Mesmo reconhecendo as exceções.
E é com o arrazoado do excepcional que temos visto e lido todo tipo de constatação sobre o resultado dos pleitos. Das constatações pueris aos argumentos mais fronteiriços da asneira.
Uma coisa é certa: O Brasil vive um dos seus momentos históricos de maior pobreza. Aqui a palavra pobreza sai do campo da exceção generosa para a regra generalizada.
Pobreza política, institucional, social, econômica. Saímos de uma vasta mentira de inclusão social. Esmola sob a farsa dessa “generosidade”, que era apenas um projeto de poder. No processo de esmolar, só o doador se sai bem. Pois faz a catarse de consciência e aquieta o necessitado
Quando cessa o efeito da esmola, o “status quo” anterior retorna com mais violência e mais pobreza.
Abstenção, voto branco ou nulo, conscientemente, tem a força da contestação. Infelizmente, num país nivelado pela mediocridade de cidadania, fica difícil aquilatar o nível dessa consciência.
O voto obrigatório é uma demonstração de que nem os políticos nem a Justiça Eleitoral confiam no próprio taco. Na Democracia respeitável, o voto é direito e não dever.
Mediocridade política e institucional; na vida pública e privada, onde o que é privado se locupleta na teta pública, e o que é público se completa na privada. Com todos os sentidos.
Exemplo dessa promiscuidade deu-se no quase assassinato da nossa maior empresa. Um orgulho acabrunhado. A Petrobrás foi assaltada com uma brutalidade que a corrupção superou a si mesma. Caiu o mito da eficiência privada, com a constatação da roubalheira praticada por grandes empresas, cooptadas pelo poder público larápio.
É esse o nosso tempo. Sem segurança, sem saúde, sem educação. Sobra a ideologia da estultice e da mediocridade!
Chegando a Martins, encontro uma amiga de longo tempo, no Mirante Mãe-Guilé. Abração e cheiros. Ela pergunta: “François, você já foi alcoólatra”?.
Respondi de pronto: “Não. Eu sou alcoólatra”. Não consigo viver sob abstemia de álcool.
Porém, como em tudo tem porém, ou entretanto mas porém, como dizia Zé Limeira, meu alcoolismo é seletivo. Só tomo cerveja. E só tomo cerveja muito gelada. Ou chopp com pressão. E tem as marcas preferidas.
Na ausência da cerveja, não tomo pinga nem uísque nem vinho. Quando muito, no meu alpendre em Cajuais da Serra, um vinho do Porto com queijo de coalho maturado, envelhecido fora de geladeira.
Na praça Floriano, do Rio de Janeiro, tomo chopp com salmão grelhado.
No bar da esquina da Cândido Mendes, na Glória, chopp com frango acebolado.
No Catete, defronte do Palácio de mesmo nome, chopp com bolinho de bacalhau.
É ou não é um alcoolismo afrescalhado?
Na Colônia Penal eu tomava até refresco de maracujá com álcool.
Gazaneo Cabral trazia álcool da oficina e nós o misturávamos numa proporção de uma garrafa de álcool para três de suco do maracujá.
Mas hoje é democracia. Para esse regime de bosta, melhor do que a merda milicada, nada como uma frescura alcoólica.
Fui, forçado pelas molecas, a uma psiquiatra. Ela lá pras tantas me perguntou: “Por que o senhor insiste na cerveja”?
Respondi: “Pra não ter de gastar dinheiro com a senhora”!
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O Rio Grande do Norte é um antiquário político. E como a antiguidade merece respeito, respeitemo-la.
Não falemos de idades, que é deselegante. E a elegância é uma hipocrisia agradável. Certa vez, Zé Limeira perguntou a dona Antonieta, mulher do Governador Agamenon: “Quantos anos tem a senhora”? Dona Antonieta repreendeu: “Poeta, não é elegante perguntar a idade de uma dama”. Zé Limeira respondeu: “Pois eu jurava que a senhora era mais nova”.
Não é disso que trato. Mas da incapacidade nossa, papagerimum, de renovação política. De 1960 até hoje, nenhuma renovação. E se alguma houve, não foi mérito dos “novos”, mas imposição da Ditadura, ao matar a democracia adolescente.
O ano que nasce enrugado é tempo de eleições. São as mesmas e velhas lideranças que tecem as rugas de cada época. E o povo, essa abstração invisível, a oferecer muletas e guias espertos aos olhos embaçados do mesmo comando geriátrico. No meio do fingimento do orgasmo coletivo.
Donde se conclui que o velho mais idiota é o próprio povo, na forma de eleitores. O gaiato Arlequim da Democracia. Que se desculpa ao espernear contra a desgraça pública e depois sai pinotando nas passeatas, feito frevolentes, ao som de ruídos loucos e discursos ocos. Quem são os candidatos?
Robinson Faria diz que é. Quer ser. Topa ser. Mas daí a viabilizar-se há uma baita distância. Por não ter sido candidato, nas eleições passadas, rompeu com o governo e elegeu-se Vice na oposição. Desprestigiado, rompeu novamente e lançou-se candidato. Mendiga aliados.
Fernando Bezerra não se lançou. Nem pediu. Foi convidado e aguarda o tocar das ondas.
Garibaldi Filho jura de pés juntos que não é. Tem motivos. Não lhe acrescenta nada à biografia, a não ser o desassossego de um Estado falido.
Henrique Alves sempre quis. Mas sabe que não pode querer. Mesmo querendo. Tem uma excelente posição nacional, como poucos daqui tiveram. E um histórico de eleições majoritárias nada animador.
Rosalba Ciarlini é afônica, gritando aos ouvidos dos navegantes de Odisseu, defronte do Promontório da Lucárnia.
José Agripino Maia tenta salvar o mandato do filho, numa composição com tradicionais adversários. Nem põe o nome nas alternativas. Originário da exceção, virou regra do museu.
O PT quer vaga no Senado, com qualquer companhia. A pureza também envelheceu, na cavilosa e aconchegante rede do poder.
Wilma de Faria é o Lázaro de todos esses “cristos” aí citados. Ressuscitaram-na. Uns, por descuido. Outros, por incompetência. Nenhum deles gosta dela. Detestam-na. Ela sabe, eles disfarçam. Ela não quer o governo. Maestrina do pantim, quer o Senado. Paraíso-recompensa do pós purgatório. Verão os que viverem.
É o que vejo. E olhe que meus olhos são cuidados pelo Dr. Alexandre Bezerra. Té mais.