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Pandemia amplia casos de doenças psicológicas e afastamentos

Rotinas exaustivas, assédios e insatisfação com o cargo ocupado têm sido os principais motivos de afastamento dos postos de trabalho no Brasil. Com isso, psicólogos, especialistas, órgãos públicos e empresas privadas tentam minimizar riscos de doenças mentais entre os colaboradores.onda-de-doenças-mentais-covid

O país fecha o mês de setembro, destinado à Campanha Setembro Amarelo, com aumento nos afastamentos por doenças mentais.

De acordo com dados do Ministério da Economia, no ano passado foram 576,6 mil afastamentos, uma alta de 26% em relação a 2019, e em 2021 os números devem aumentar. A pandemia da Covid-19 é o principal ‘motor’ dessa arrancada estatística.

Doenças e sintomas

Segundo pesquisa divulgada pelo órgão, o transtorno misto ansioso e depressivo, como é identificado na Classificação Internacional de Doenças (CID), é a principal consequência apontada nos pedidos de benefícios ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

“As empresas devem estar atentas a sintomas como: cansaço extremo, angústia, ansiedade, problemas de sono, irritabilidade, distanciamento e sensação de frustração constante. Caso identifique algum desses indicativos, deve-se buscar ajuda profissional com um psicólogo ou psiquiatra”, recomenda  a psicóloga Karen Fantine.

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A angústia de cada um de nós

Desde 1992 moro isolado nas montanhas.

Por opção, que se diga.

De forma impositiva é diferente.

Cansa, às vezes angustia, porque tenho familiares, amigos e até anônimos que me preocupam com suas dores.

Estou preparado, calejado no tempo, mas sofro.

E quem não está sofrendo, de algum modo?

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A tensão e o peso de um governo que se angustia

Fátima (cabeça abaixada): tensão (Foto: web)

Em sua passagem por Mossoró nessa terça-feira (21), para participar do evento denominado Centro Regional da Brazil Conference em Mossoró, a governadora Fátima Bezerra (PT) revelou semblante tenso, carregado.

Em alguns momentos, ela parecia até dispersa, distante.

O protesto microscópico e mesmo assim comedido de algumas pessoas, no Teatro Lauro Monte Filho, não chegaram a lhe causar maior incômodo.

Telefonemas, conversas com assessores, pareciam muito mais indicadores desse estado de ânimo.

É, não está fácil.

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Espectros da noite – universos e sombras

Por Marcos Pinto

Qual o tamanho da noite? A noite tem o tamanho do tamanho que a noite tem. Nenhuma noite é maior que aquela quando o homem está só” (Lude Mendes)

Quando  Deus  criou  o  mundo,  enfeitou  magnificamente   a  noite  com o  brilho  mágico  da  lua e  a luz  especial  das  estrelas,  imprimindo-lhes  um  encantamento  voluptuoso  aos  olhos  das  almas  ardentes.  Inspira  poesia  em  demasia  aos  poetas  notívagos.

A  esses,  não importa  o  tamanho  da  lua  nem  a  quantidade  das  estrelas.  Nossos  boêmios  noturnos  sempre  deixam  impressões  de  fidalgos empobrecidos  e  orgulhosos, verdadeiros  “poços  de orgulhos”, altivamente  desocupados, desafiadoramente  ociosos   –  espécimes  de  rasgos de  ócio.

Cínicos  para  sobreviver  a  má  sorte, são  donos  de  humor  satírico, a   princípio   ingênuo  e  depois  perverso  até  onde vai  a pilhéria.

Patéticos  e  estoicos  nas  suas  pobrezas  duramente  escondidas.  Mais  pose  do  que  capacidade  intelectiva.  Irrequietos  folgazões com horizontes  limitados,  acumulando  contratempos, dificuldades  cruentas  e  até  desfechos  em  crimes  passionais.  Ocultam  suas  dores em pileques  etílicos   homéricos.

O  alcoolismo  tem  o  poder  de  nos  transportar  ao  mundo  das  evocações  silenciosas,  restritas  ao  ego, de coisas  vividas  ou  simplesmente imaginadas. O seu  manto  apresenta-se  sob  vários  matizes. Escura   e  silenciosa,  a  noite  acumplicia-se ao  universo  dos  espectros malignos  e  imaginosos, projetando  sombras  maquiavélicas   cheias  de  inventivas  mortais.

Os  espectros  do mal  aproveitam-se  do  crepe para  concretizarem  o  golpe  fatal,  forjado  na  virulência  letal  e  exterminante.  Os  mistérios sombrios  da noite  emolduram-se  de  forma magistral  ao  silêncio  e  a  escuridão, como  marcas inconfundíveis.

Emite imagens  fantasiosas  nas  mentes das  crianças, surgindo  em forma  de  lobisomens,  mulas-sem-cabeças, papa-figos, tipos  tradicionais das  ruas  e  das  estradas.  Essas  figuras  lendárias da  noite  tem surtos  de  aparição  em “suas  horas”,  essas  “horas”  que  elas  próprias escamoteiam,  burlando  armadilhas  em forma  de  emboscadas.

Ao  despontar  do  dia, servem  de  elementos  fomentadores  aos  cochichos dos  madrugadores  desocupados, criadores  de  estórias envolventes de  honras  alheias,  em conclusões  precipitadas. Nas  guerras, os  universos  de  estratégias bélicas são formatadas  no  silêncio  da  noite.

Esta, por  sua  vez,  tem  sido  diuturna escola  tanto  para  homens  rudes,  educados  na  valentia, como para  homens  de  singelos  hábitos e  de imperturbáveis  serenidades, o  que lhes  proporciona  estoicismo  ante  as  adversidades.

Noites  que retratam  sem  retoques  homens  e  fatos  em  suas   exatas  configurações. Na  juventude,  a  noite  é  um  romance, desejo  incontido de  que  as noites  de  amor  durem  a  noite  toda.

Na  velhice,  é  um recordar  incessante, com  a  ansiedade  premente  de  um  rápido amanhecer.   Durante  a  noite  dos  idosos a  vida  pesa indubitavelmente monótona,  e  ás  vezes  cheia  de  agonias.

Todos  nós  temos  nossas horas  de angústias  e  aflições  caladas  e  reprimidas  na  solidão  da noite.  Revela-se  atroz  no  ermo  de  nossas almas  feridas,  sem  perspectiva senão a  de  ver  o  último  sol  se  por.  Equilibramo-nos  de acordo com as  circunstâncias  entre  tendências em conflito  e  a  permanente insatisfação  com  o  modo  de  vida. Não  há  como  deixar  de   escapar um  traço  de  recalque  e  de  rancor.

A   noite  engendra  conspirações com  requintes  de   pormenores,  que  até  a  lucidez  mais  moderada se  deixa  eclipsar.  Satura  a  alma  de ilusões  e  desencantos, testemunhando  ao  longo da  vida  o  triunfo  quase  sempre  da  utopia  deprimente.

Revelam  uma  multiplicidade  de portas  e  partos prematuros  de  sonhos  irrealizáveis. Espreita  com  precisão  cirúrgica  a  distância  das recordações, promovendo presenças, mapeando estratégias, catalogando tristezas, revelando instigantes e voluptuosos desejos.

Inté.

Marcos Pinto é escritor e advogado