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Setor produtivo reage a projeto de aumento do ICMS

Arte ilustrativa
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As entidades representativas do setor produtivo do Rio Grande do Norte – Fecomércio RN, Fiern, Faern, Facern, FCDL e CDL Natal – comunicam à sociedade potiguar seu posicionamento a respeito do Projeto de Lei encaminhado à Assembleia Legislativa do RN, nessa quarta-feira (5), com proposta de aumento de 18% para 20% da alíquota modal do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Em nota conjunta, reiteram luta anterior sobre proposição idêntica do Governo do Estado, que o legislativo acabou derrubando.

Com base nos resultados de arrecadação e desempenho econômico registrados, bem como no crescimento das despesas do Governo verificado em 2024 e na falta de previsão de um plano de diminuição de gastos, as entidades são unânimes em reforçar sua posição contrária ao aumento do Imposto.

Este é um posicionamento em defesa de toda a sociedade norte-rio-grandense, sobretudo aqueles mais pobres, que são os maiores impactados pelo aumento da carga tributária.

Com o objetivo maior de manter o diálogo respeitoso, as entidades propõem um amplo debate sobre o desenvolvimento sustentável e equilíbrio fiscal norte-rio-grandense, por meio do qual seja possível repactuar o estado.

Convidamos todos os poderes constituídos e instâncias da sociedade para que possamos, juntos, concentrar esforços neste debate que passa, primordialmente, por planejamento e execução de medidas eficazes, em diversas frentes de trabalho.

Reiteramos que é urgente, neste momento, a construção de uma agenda conjunta, a partir do Plano de Equilíbrio Fiscal, que mantenha e atraia novos investimentos para o Rio Grande do Norte, sem penalizar a população.

Afinal, é unânime o entendimento de que não existe ajuste financeiro eficaz e duradouro sem uma real revisão das despesas.

Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte – Fecomércio RN

Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte – FIERN

Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte – Faern

Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte – Facern

Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte – FCDL

Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal – CDL Natal

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Ceará também tem ICMS aumentado para compensar perda bilionária

Bom avisar àquela turma que aplaude tudo que vem do Ceará, como entendimento do perfeito e superior, que no vizinho estado nordestino, a alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) foi aumentada. Deputados estaduais aprovaram por 29 votos favoráveis a 13 contrários, a elevação de 18% para 20%. Mesmo percentual do RN (veja AQUI).

Assembleia Legislativa do Ceará aprovou matéria no dia 15 de fevereiro (Foto: Dário Gabriel)
Assembleia Legislativa do Ceará aprovou matéria no dia 15 de fevereiro (Foto: Dário Gabriel)

Contudo, o aumento do ICMS, que incide sobre combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações, passa a valer a partir do próximo ano: 2024. O RN começa amanhã, dia 1º de abril, até dezembro.

Segundo noticiou a imprensa do Ceará (veja AQUI), o projeto de lei foi aprovado no dia 15 de fevereiro com a expectativa do Governo do Ceará ter aporte financeiro de cerca de R$ 1,9 bilhão com o ajuste, em 2024.

Com a redução do ICMS em 2022, como aconteceu no RN, a queda de arrecadação só para este ano deve chegar a R$ 2,2 bilhões – prevê governo cearense.

“O Governo está tentando fazer um reequilíbrio com muita tranquilidade e transparência agora em fevereiro, mas que só passa a valer a partir do ano que vem, dando tempo para a população, a indústria e o comércio se adequar”, disse o deputado estadual Romeu Aldigueri (PDT), líder do Governo Elmano de Freitas (PT).

A oposição na ALCE resolveu dar entrada numa Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o aumento.

No RN

O titular da Secretaria de Estado da Tributação (SET) do RN, Carlos Eduardo Xavier, afirmou que entre agosto e dezembro do ano passado, o RN registrou uma perda de receita da ordem de R$ 440 milhões, em valores corrigidos (veja AQUI). A compensação do Governo Federal vai ficar em R$ 250 milhões.

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Governadores buscam saída para queda de arrecadação

A governadora Fátima Bezerra (PT), acompanhada do secretário de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, esteve reunida no Palácio do Buriti, em Brasília (DF), nesta terça-feira (13), com governadores de todo o Brasil, durante o Fórum dos Governadores. O encontro debateu medidas alternativas para mitigar os danos causados pela perda de arrecadação referente ao ICMS, que provocou uma queda na receita dos entes federativos. A preocupação maior se concentra nas áreas de saúde e educação dos estados e também dos municípios.

Problema deixado por Governo Federal afeta todos os estados federados (Foto: Fernanda Martinelli)
Problema deixado por Governo Federal afeta todos os estados federados (Foto: Fernanda Martinelli)

No RN, segmentos empresariais postam-se contra alteração da alíquota. A intenção do governo é ampliar a alíquota de 18% para 20%, em 2023. Para 2024, a proposta é que ocorra redução para 19%, retornando para os atuais 18%, em 2025.

As perdas são decorrentes das Leis Complementares 192 e 194, editadas pelo atual governo federal, adotando uma série de medidas estruturais e permanentes. Desde então, os entes federados lidam com a queda dos tributos relativos à telecomunicação, energia e combustíveis oriundos do ICMS.

Entre os encaminhamentos, os governadores decidiram dar sequência aos diálogos com o Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro relator Gilmar Mendes, para o acordo alcançado em 2 de dezembro entre os representantes dos estados, do Distrito Federal e da União no que se refere à essencialidade de alguns produtos.

Caso a homologação do acordo seja referendada pelos demais ministros do Supremo, a decisão deverá ser encaminhada ao Congresso para que ajustes sejam feitos nas leis complementares 192/2022 e 194/2022.

No Rio Grande do Norte, segundo a Secretaria de Tributação, as perdas na arrecadação de ICMS no quadrimestre agosto-novembro são de R$ 343,8 milhões, o que precariza as áreas de saúde e educação, principalmente, e a de assistência social, entre outras, afetando diretamente os serviços públicos à população.

Comprometimento

Isso porque os gastos mínimos obrigatórios em educação e saúde são diretamente ligados à arrecadação de impostos de estados e municípios. Diferentemente da União, estados e municípios possuem uma dependência maior frente à arrecadação de tributos. Portanto, ao longo do tempo, a queda da receita vai trazer como consequência a precarização dos serviços públicos.

Na noite desta última segunda-feira (12), os governadores também se reuniram com a Ministra Rosa Weber, que atendeu ao pedido do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (CONSEFAZ) e do Fórum dos Governadores, transferindo o julgamento da ação que trata do Difal para fevereiro de forma presencial. O pedido foi feito pela governadora Fátima Bezerra e mais 14 governadores.

O Difal é o Diferencial de Alíquota do ICMS entre os estados e está envolvido em três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7066, 7070 e 7078), que estavam em análise no Plenário Virtual. Agora essas ações serão julgadas em fevereiro de 2023 no Plenário Físico. As ações questionam a Lei Complementar 190/2022.

Consefaz e Confaz

Natal sediou nesta última semana, de 07 a 09 de dezembro, a reunião nacional do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda – Comsefaz, e a reunião nacional do Conselho Nacional de Fazenda – Confaz. Ambas analisaram a situação financeira dos Estados, comprometida pelas reduções das alíquotas de ICMS, sobre as medidas para a recomposição das receitas e ainda em relação à aspiração de uma reforma tributária. Também foi enfatizado a importância de restabelecer o diálogo com os entes federados.

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Setor produtivo se mobiliza contra nova alíquota do ICMS

Por cento, alíquota, imposto, aumento, reajuste,A intenção do Governo do Estado em elevar a alíquota do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação (ICMS), não agrada ao empresariado.

Segmento está mobilizado para enfrentar a mudança que a governadora reeleita Fátima Bezerra (PT) pretende para a próxima gestão.

Pelo projeto do governo, a alíquota caminha para sair de 18 para 22,3% – um aumento de 4,3%.

A revolta é maior, porque acontece justamente após as eleições.

A justificativa é de que seria para compensar perdas na arrecadação com a desoneração de combustíveis, energia elétrica e telecomunicações.

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