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Festa de São João renasce com o MCJ e Irmã Kelly encanta multidão

Não, não era a Estação das Artes Elizeu Ventania, local dos grandes shows do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2024. Mas, a noite desse sábado (15), no Largo da Igreja de São João, bairro 12 Anos, em Mossoró, teve também um mar de gente.

Na sequência das festividades religiosas e sociais em torno do padroeiro São João, o grande momento da programação foi o show da Irmã Kelly Patrícia do Instituto Hesed (Misericórdia, em hebraico) de Fortaleza-CE, que atraiu público local e de vários municípios da região.

Em seus endereços nas redes sociais, como o Instagram, onde a cantora e religiosa é seguida por mais de 2,7 milhões de pessoas, ela postou fotos e vídeos da apresentação-pregação.

“Ontem estivemos em Mossoró/RN. Que noite linda de oração 😍🥰Um povo abençoado e cheio de fé! Foi muito especial estar com vocês!”, declarou.

Conheça mais um pouco sobre a Irmã Kelly Patrícia e o Instituto Hesed AQUI.

Nota do BCS – O “Polo São João” passou a fazer parte da programação do próprio MCJ e ganhou outra dimensão. A festa que estava morta, renasceu bem maior. Mesmo que estanque pelo perfil de shows e liturgia religiosa, é uma extensão do que acontece dos demais cenários do MCJ neste ano de 2024.

Fazendo comércio pelo avesso

O comércio que resiste, a seu modo, à modernidade on-line (Foto do autor da crônica)
O comércio que resiste, a seu modo, à modernidade on-line (Foto do autor da crônica)

Por Paulo Procópio

A resistência respira. Ninguém tá sozinho na luta. Nessa pisada a “Venda” de Júnior ou a “Venda de Leivinha”, que são a mesma pessoa, atravessa décadas sem perder a tradição no bairro Doze Anos, em Mossoró. A Venda, de modo inusitado, também é conhecida por Cantinho Bar pelos frequentadores mais antigos, numa referência (ou reverência) ao antigo comércio da família Freitas, que existiu no local há dez mil anos atrás.

Leivinha não aceita pix nem cartão de crédito, e pronto. O aviso tá fixado na entrada pra todo mundo ver. Entrar na venda também é privilégio de poucos. Os estranhos são atendidos do lado de fora, através das grades, por uma portinhola. Esse sistema foi introduzido por prevenção, depois de um assalto.

A Venda só aceita pagamento em espécie. Dinheiro vivo. A única exceção é anotar algumas compras daqueles fregueses cativos do bairro numa caderneta. Esses pagam na quinzena ou no final do mês. Desse jeito ele vai mantendo a velha tradição dos bodegueiros, que herdou do pai. Como um Dom Quixote, enfrenta os moinhos do capitalismo triturador dos costumes locais. Tá nem ai para as praticidades do mundo moderno. Bom mesmo é o papel bordado.

E lá se vende de tudo. Material de limpeza, higiene pessoal, alimentação, refrigerantes, água mineral, cerveja, cachaça, vinho, velas, chocolates, balas, drops, queijos, embutidos e carne de jabá. Tem lápis, borracha, lapiseira, régua, caneta, cola, cadernos e cadernetas. Alfinetes, agulhas, linhas, friso, cortador de unhas, tesouras e lixas. Cigarro, fumo, papel de seda, isqueiro, rádio portátil, pilhas, headphones, carregadores de celular, e o que mais você possa imaginar.

E messe mundo avesso, pelo avesso a Venda funciona. O horário é anticonvencional. Abre das 11h às 14h, quando fecha para uma sesta esticada, e reabre das 18h à meia-noite, com uma clientela cativa.

É assim de domingo a domingo, com algumas exceções, naqueles finais de semana que ele resolve armar a rede na praia de Redondas, depois da divisa, no bom Ceará. Nesses dias a senha para a freguesia é a ausência da placa em tripé com a legenda: Venda, na calçada da Rua Frei Miguelinho, bairro 12 Anos, no Mossoró Grande que eu gosto demais.

Paulo Procópio é jornalista e advogado

Morre Zilma Vieira de Sá, umas das criadoras do Instituto Alvorada

Zilma Vieira de Sá, uma grife da educação (Foto: Reprodução)
Zilma Vieira de Sá, uma grife da educação (Foto: Reprodução)

Mossoró e região perdem um símbolo do apego à educação. Faleceu à madrugada deste sábado (18), a educadora Zilma Vieira de Sá, 86, uma das diretoras do tradicional Instituto Alvorada, localizado no bairro Doze Anos.

Ela estava internada há semanas em leito hospitalar.

Zilma era irmã de Zuleide Vieira de Sá, 90, criadora e gestora com ela do Alvorada, referência há décadas no ensino local e regional.

O velório acontece no Instituto Alvorada, e o sepultamento será às 16h, no cemitério São Sebastião, Centro.

Descanse em paz, professora.

Missão cumprida com louvor.

Um vazio onde sempre foi alegria

Mesa vazia,Num barzinho que frequento há muitos anos, as baixas em pouco mais de um ano chegam a 9 pessoas.

Fiz as contas ao lado de outro frequentador.

Talvez tenhamos esquecido alguém.

São muitas perdas para a Covid-19 e outras doenças.

Que vazio onde sempre foi alegria, aqui no bairro 12 Anos.

Descansem em paz, meus amigos.

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Fátima investe em região Oeste neste feriado estadual

Boa parte do feriado estadual desta quarta-feira (3), a candidata ao Governo do RN pela Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT), dedica à região Oeste.

Às 17 horas deverá começar carreata a partir do Largo da Igreja São João no bairro 12 Anos em Mossoró.

Às 19h começará comício à Rua São João em Pau dos Ferros.

Os dois municípios são estratégicos à campanha da candidata.

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Morre “Seu Lopinho”, personagem do bairro 12 anos

Acabo de saber do falecimento de “Seu Lopinho”, velho comerciante do bairro 12 anos (Mossoró), com mercearia na esquina da rua Princesa Isabel com a Felipe Camarão.

Sei que faleceu hoje – 8 horas – e será sepultado amanhã, também 8 horas.

Seu corpo está sendo velado em sua casa mesmo, à Rua Princesa Isabel, pertinho do endereço de seu antigo comércio.

Seu Lopinho é de minha mais primária infância. Estava regularmente em sua mercearia para comprar “os pão d´água” ou doce, “carolina” e ponche de maracujá, sobretudo às tardes, finalzinho de tarde.

Canelas secas, passadas largas, cabelos finos esvoaçantes. A corrida me deixava ofegante e ansioso para consumir as delícias postas no balcão de madeiras rudes, vidros às vezes embaciados, prateleiras toscas em paredes gastas.

Existe uma cena que se repetiu inúmeras vezes aos meus olhos. Ele, corpulento, bigode espesso, óculos em armação grossa, cabelos densos e escorridos, sempre sério, chacoalhava a garrafa de suco com boca no fundo do copo. Assim, o líquido se espalhava.

Eu, mordendo os lábios, ficava ali… pronto a sorver aquela manjar, geladinho.

Bons tempos