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Operação da Federal provoca tensão com ministro do STF

Do Canal Meio para o BCS

Master e Toffoli, uma relação de muito estresse e várias interrogações (Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e Rosinei Coutinho/SCO STF)
Master e Toffoli, uma relação de muito estresse e várias interrogações (Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil e Rosinei Coutinho/SCO STF)

Uma nova operação da Polícia Federal sobre o suposto esquema de fraudes financeiras do Banco Master provocou tensão entre a PF e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que havia autorizado a ação. A PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro, e a parentes dele, além de outros nomes do mercado. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcava para os Emirados Árabes Unidos.

Além disso, foram bloqueados bens que superam R$ 5,7 bilhões. A investigação aponta captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de dinheiro para o patrimônio pessoal de Vorcaro e familiares. O celular do empresário foi apreendido. Também foram alvos o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, investigada por suposta lavagem de dinheiro do PCC. (g1)

Embora ele próprio tivesse autorizado a operação, o ministro Dias Toffoli fez ainda pela manhã uma crítica dura à PF. Em despacho, ele acusou a corporação de atrasar a ação e descumprir o prazo fixado pelo Supremo. Segundo o ministro, a decisão que autorizava os 42 mandados de busca e apreensão foi assinada na segunda-feira às 14h52, com ordem de cumprimento em até 24 horas, o que não ocorreu. Para Toffoli, a demora pode ter permitido a descaracterização de provas e eventual frustração das medidas cautelares seria resultado de “inércia exclusiva da PF”. Em um primeiro momento, Toffoli determinou que todo o material apreendido na quarta-feira fosse lacrado e enviado ao STF, o que provocou reações na PF. Os agentes temiam, por exemplo, que telefones celulares apreendidos fossem acessados remotamente e tivessem dados apagados. (CNN Brasil)

Mais tarde, no entanto, Toffoli voltou atrás e decidiu que o material apreendido será analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro reconsiderou sua decisão após pedido do procurador-geral Paulo Gonet, entendendo que cabe ao Ministério Público, como titular da ação penal, conduzir a extração e a perícia dos dados. Com isso, celulares, documentos e demais materiais apreendidos pela Polícia Federal serão remetidos à PGR, com a orientação de que os aparelhos fiquem preservados e fora de redes até a análise técnica. (UOL)

A acusação de Toffoli sobre a suposta “inércia da PF” foi recebida com surpresa. Como conta Malu Gaspar, as medidas cautelares autorizadas na segunda-feira haviam sido pedidas pela Polícia Federal em outubro do ano passado, antes mesmo da liquidação do Master e da decisão de Toffoli de puxar para si todo o caso. (Globo)

Enquanto isso… O também ministro do STF Alexandre de Moraes abriu de ofício (sem pedido da PGR ou da PF) um inquérito para apurar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram ilegalmente o sigilo fiscal de ministros da Corte e seus parentes. A determinação aconteceu após ser divulgado que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, tem um contrato com o Banco Master, no valor total de R$ 131,3 milhões em 3 anos. (Poder360)

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Relator do TCU recua e inspeção no Banco Central atrofia

A 'caixa-preta' do master parece angustiar muita gente (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
A ‘caixa-preta’ do master parece angustiar muita gente (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Do Canal Meio para o BCS

O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jhonatan de Jesus, deve recuar e suspender a inspeção presencial no Banco Central (BC) autorizada por ele próprio para apurar a condução da liquidação do banco de Daniel Vorcaro. A paralisação ocorre após uma onda de reações negativas do mercado, do governo e da autoridade monetária. Nos bastidores, o ministro relator já assegura a colegas que não pretende, em nenhuma hipótese, reverter a liquidação decretada pelo BC em novembro.

A sinalização é interpretada como um esforço para arrefecer a tensão acumulada nas últimas semanas, inclusive entre investidores estrangeiros. Integrantes da Corte avaliam que qualquer mudança na decisão do BC só poderia ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, reforçou essa leitura ao afirmar que o TCU tem “o dever de fiscalizar o processo de liquidação”, mas que “quem liquida é o Banco Central”. (Folha)

Antes de o Banco Master ser liquidado, o banqueiro Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele gastaram ao menos R$ 2 bilhões na compra de mansões, apartamentos, jatinhos e carros de luxo, segundo levantamento do UOL, com 85% dessas aquisições feitas a partir de 2024. Apenas 1% dos bens está no nome de Vorcaro como pessoa física, o restante foi comprado por sociedades anônimas fechadas e offshores ligadas a ele, muitas com estrutura societária sigilosa. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro captado pelo banco foi desviada para benefício pessoal dos executivos, em apuração que corre no STF. (UOL)

Derrota de Haddad

Enquanto isso, a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), publicada ontem em edição extra do Diário Oficial, explicita uma derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que tentou segurar o nome. O presidente Lula (PT) cedeu à pressão do Senado, liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no contexto das negociações para a aprovação de Jorge Messias à vaga aberta no STF.

Diretor da autarquia e presidente interino desde julho do ano passado, Lobo é apadrinhado por Joesley Batista e, aprovado em sabatina, será o primeiro presidente da CVM escolhido por critérios puramente políticos. (Globo)

Marcos Lisboa: “É surpreendente a reação de alguns órgãos de controle à intervenção no Banco Master. O Brasil enfrentou casos de descontrole em bancos privados com sucesso nos últimos 30 anos, e eu nunca assisti a uma reação como essa. Nesse período, a ação bem realizada pelo Banco Central evitou crises bancárias graves. É muito surpreendente a gente assistir a essa reação descontrolada de órgãos que deveriam ser de controle e não estão sendo”. (Estadão)

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Banco Central e STF batem de frente em nome do Banco Master

Toffoli determinou acareação estranha (Foto: Tom Molina/STF)
Toffoli determinou acareação estranha (Foto: Tom Molina/STF)

Do The News para o BCS

2025 tem sido um ano de tensão constante em Brasília. Teve disputa Congresso vs. Planalto, Congresso vs. Supremo Tribunal Federal (STF) e por aí vai. Agora, já aos 48’ do segundo tempo, surgiu mais um “climão” para fechar o ano: Supremo vs. Banco Central. No fim da última semana, o BC pediu esclarecimentos a Dias Toffoli sobre o pedido feito pelo ministro para uma acareação do Master. O procedimento coloca pessoas com depoimentos contraditórios cara a cara para esclarecer divergências.

Quem também havia se manifestado foi o procurador-geral Paulo Gonet, solicitando ao STF a suspensão da audiência.

Toffoli, no entanto, rejeitou os recursos e manteve a decisão de realizar uma acareação em pleno recesso judicial. Assim, a audiência — marcada para amanhã — vai colocar frente a frente o dono do Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino.

A reação foi imediata

Entidades que representam cerca de 90% do sistema financeiro brasileiro divulgaram uma nota em defesa da independência técnica do BC.

Auditores do Banco Central também falaram em indignação, argumentando que o movimento expõe servidores antes da conclusão das investigações.

Como resposta, o Banco Central deve entrar com recurso no STF contra a participação de um diretor da instituição na acareação, já que Aquino e o BC não são investigados no caso.

Pano de fundo

Além disso, a razão de tanta preocupação por parte do mercado financeiro é sobre a possibilidade de que Toffoli possa reverter a liquidação do Master, o que poderia enfraquecer a imagem do BC.

Vale lembrar que o ministro, que é relator do caso no STF, viajou a Lima para assistir à final da Libertadores no mesmo jatinho em que estava o advogado do Master.

No fundo, o embate vai além do Master. Ele toca num ponto sensível: até onde vai o poder de interferência do Judiciário sobre decisões técnicas do regulador financeiro.

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Novas modalidades de Pix mexem com fluxo de receitas e clientes

Série de informações esclarece questões relacionados ao Pix (Foto ilustrativa de O Globo)
Pix Automático, Pix Agendado Recorrente e Pix Parcelado entram no mix de ações inovadoras (Foto ilustrativa de O Globo/Arquivo)

O sistema de pagamentos instantâneos mais utilizado do país entra em uma nova fase, com funções que vão além da transferência em tempo real. O Banco Central lançou recentemente o Pix Automático (junho de 2025), já havia tornado obrigatório o Pix Agendado Recorrente (outubro de 2024) e trabalha para liberar o Pix Parcelado até o fim deste ano.

O conjunto dessas novidades cria um cenário que pode mudar a forma como negócios organizam o fluxo de caixa e se relacionam com seus clientes.

Para os consumidores, trata-se de conveniência: pagar assinaturas sem esquecimento, programar transferências ou parcelar compras sem depender exclusivamente do cartão de crédito. Mas, para quem empreende, a mudança é ainda mais profunda: maior regularidade no fluxo de receita, mais poder de negociação e possibilidade de atrair novos públicos.

Especialistas apontam que, em médio prazo, o Pix recorrente pode substituir parte dos boletos e até reduzir a necessidade de débito automático em contas bancárias tradicionais.

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Saiba como vai funcionar o chamado ‘Pix 2.0’ a partir de 2026

Banner da página oficial do Banco Central (Reprodução do BCS)
Banner da página oficial do Banco Central (Reprodução do BCS)

O Brasil deve ganhar em 2026 uma versão digital do Real, chamada Drex. Apontado como o “Pix 2.0”, o projeto do Banco Central vai modernizar o sistema financeiro brasileiro, tornando operações mais rápidas, seguras e programáveis. Diferentemente do Pix, que é um meio de pagamento, o Drex será uma nova forma de dinheiro, abrindo caminho para transações mais complexas e automatizadas.

Segundo Estelamaris Reif, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Uniasselvi, o Drex representa uma revolução. “É essencialmente a versão digital da nossa moeda, o Real. O objetivo principal é modernizar o sistema financeiro brasileiro, tornando as transações mais rápidas, seguras e eficientes”, explica.

 ‘Tokenização’ 

Ele funcionará através de uma plataforma que permite transações seguras com ativos digitais e o uso de contratos inteligentes, o que possibilita automatizar pagamentos quando as condições pré-definidas forem cumpridas. O mecanismo funcionará como a base para a ‘tokenização’ de ativos, ou seja, a transformação de bens como imóveis, veículos ou títulos em representações digitais negociáveis. Além disso, permitirá a execução de contratos inteligentes, que são acordos programados para se autoexecutarem quando certas condições são cumpridas.

A expectativa é de que o Drex reduza custos e aumente a agilidade nas operações, além de dificultar a vida do submundo. “Transações complexas, como compra e venda de ativos, poderão ser automatizadas e liquidadas quase instantaneamente”, afirma a professora. Para a contabilidade, os ganhos incluem automação de lançamentos e maior transparência. “Os registros das transações serão imutáveis, o que facilita auditorias e a gestão do fluxo de caixa”, acrescenta.

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Inadimplência no país tem maior patamar em quase oito anos

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Do Valor Econômico

A inadimplência subiu para o maior patamar em pouco menos de oito anos no Brasil, segundo dados do Banco Central publicados nesta terça-feira (27). No mês passado, a inadimplência no segmento recursos livres, quando não há interferência governamental, registrou 5,2%, ante 5% em junho – em 12 meses, a alta é de 0,8 ponto percentual. Esse é o maior patamar desde novembro de 2017, segundo a série histórica do BC, quando também foi registrado 5,2%, iniciando uma trajetória de queda.

Nos recursos direcionados (com destinação específica), a taxa subiu de 1,6% para 1,8% entre junho e julho.

Na ata da última reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), o BC registrou que, com a entrada em vigor, a partir de janeiro de 2025, de dispositivos da Resolução CMN nº 4.966, de 25 de novembro de 2021, “observou-se um menor volume de baixas para prejuízo, o que resultou em uma mensuração de inadimplência com valores mais altos do que os anteriormente calculados.”

A inadimplência média das operações de crédito subiu de 3,6% em junho para 3,8% em julho. A taxa para as empresas também subiu para 2,5% em julho vindo de 2,4% em junho. No mesmo período, a inadimplência das famílias subiu de 4,3% para 4,5%.

A ata do Comef mostrou ainda que a taxa de juros média anual cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito caiu 0,2 ponto percentual, para 31,4% ao ano em julho, em relação a junho. Em 12 meses, houve avanço de 3,6 pontos percentuais.

A taxa cobrada das pessoas jurídicas avançou 0,4 ponto, para 21,6% ao ano. Para as pessoas físicas, a taxa caiu 0,4 ponto, para 35,9% ao ano.

Nos recursos livres, a taxa média caiu de 45,5% para 45,4% entre junho e julho. No caso dos recursos direcionados, houve estabilidade em 11,8 % entre os dois meses.

O spread, que mede a diferença entre as taxas que os bancos cobram nos empréstimos e o custo de captação desses recursos, caiu de 20,5 pontos em junho para 20,3 pontos percentuais em julho.

Nas operações de crédito com pessoas físicas, o spread ficou em 25,3 pontos percentuais, abaixo dos 25,7 pontos percentuais de junho. No crédito às empresas, ficou em 9,4 pontos em julho, contra 9 pontos no mês anterior.

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Lula libera emendas para acalmar base arredia no Congresso Nacional

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

Depois de uma semana sofrendo derrotas um dia sim e outro também, o governo decidiu atender às demandas do Congresso e liberou mais de R$ 500 milhões em emendas parlamentares. No mesmo movimento, o Planalto também liberou R$ 1,1 bilhão em verbas extras para o Ministério da Saúde, a fim de atender à base aliada — que votou contra o governo em diferentes matérias de interesse do Executivo nesta semana. (UOL)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou minimizar as derrotas no Congresso elogiando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem fracassado em conseguir um acordo com o Parlamento para aprovar as medidas fiscais que aumentam impostos. Lula disse que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é justo e que o governo não pode ceder sempre que está sob pressão. (Folha)

Lula, no entanto, preferiu não comentar a decisão do Banco Central de ampliar a taxa básica de juros para 15% na última reunião do Copom. Ao longo dos anos em que o BC era dirigido por Roberto Campos Neto, Lula foi um crítico contumaz da política monetária adotada pela instituição.

Desta vez, apenas a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou. Ela poupou o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, mas disse que “é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros”. (Metrópoles)

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Pix Automático vai entrar em operação no próximo dia 16

Arte do Poder 360
Arte do Poder 360

Do Poder 360

O Banco Central lançou nessa quarta-feira (04), o Pix Automático. A nova modalidade de pagamento, que entra em vigor no dia 16 de junho, oferece ao usuário uma alternativa ao débito automático.

A funcionalidade permitirá o pagamento automatizado de despesas periódicas como mensalidades escolares e contas de serviços essenciais.

O novo Pix dispensa a necessidade de autorização para cada transação. O recurso funcionará como uma autorização para que cobranças regulares sejam feitas diretamente na conta do usuário, sem necessidade de ação direta para cada pagamento.

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Lula sugere à população que boicote alimentos caros

Do Canal Meio e outras fontes

Está faltando comida na mesa do pobre; Lula sabe disso (Foto ilustrativa)
Está faltando comida na mesa do pobre; Lula sabe disso (Foto ilustrativa)

O presidente Lula (PT) aproveitou uma entrevista a rádios baianas para justificar o peso da inflação no bolso dos brasileiros. Além de responsabilizar a gestão anterior do Banco Central, de Roberto Campos Neto, orientou consumidores a não comprar o que está caro como forma de pressionar empresários a uma redução nos preços dos alimentos, que encerraram o ano com alta de 7,69%, bem acima dos 4,83% do IPCA.

“Tivemos um aumento do dólar, porque tivemos um BC totalmente irresponsável que deixou uma arapuca que a gente não pode desmontar de uma hora para outra. Eu não posso fazer congelamento [de preços], não posso colocar fiscal para ir em fazenda ver se o gado está guardado ou não”, disse Lula. “Se todo mundo tivesse a consciência de não comprar aquilo que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, senão vai estragar.” Segundo Lula, o governo está “trabalhando, conversando com empresários, utilizando a competência dos ministérios para que a gente encontre uma solução para reduzir preços”. (CNN Brasil)

As declarações do chefe do Executivo foram um prato cheio para parlamentares de oposição. “Se o arroz está caro, é só não comer. Se o gás está caro, é só não cozinhar. Se a gasolina está cara, é só ficar em casa. Nada de cortar gastos nos ministérios, colocar gente competente nas estatais ou gerir melhor a economia”, publicou o senador Ciro Nogueira, presidente do PP. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) fez coro: “Se a comida está cara, ‘não compra’. Se o aluguel está caro, ‘mora na rua’. Se o remédio está caro, ‘morre’. E assim segue o governo do cinismo”, postou.

Já o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do presidente: “Com diálogo e ação, a prioridade é reduzir o preço da carne e outros produtos essenciais da cesta básica. Lula reafirma: comida boa e barata na mesa de todos”. (g1)

Começa campanha 2026

Com popularidade em baixa, Lula pretende repetir a tática usada durante a crise do mensalão: intensificar viagens pelo país com o objetivo de melhorar a imagem de seu governo. Pesquisa da Genial/Quaest divulgada na última semana mostrou pela primeira vez um índice de desaprovação (49%) do mandato maior do que o de aprovação (47%). E a primeira parada foi o Rio de Janeiro, onde Lula participou ontem da cerimônia de reabertura da emergência do Hospital Federal de Bonsucesso.

O novo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, vai adotar uma nova dinâmica nas viagens presidenciais, com menos tempo de palanque com autoridades e falas políticas mais enxutas. Já o contato com o povo será intensificado tanto nas ruas quanto nas redes sociais. (Globo)

O caminho proposto por Sidônio para sair da crise também prevê a divisão de tarefas com a primeira-dama Janja, o vice Geraldo Alckmin e vários ministros. Para Lula, “2026 já começou” e, nesta segunda metade do governo, é preciso fazer a disputa “no gogó” com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, além do enfrentamento nas redes. (Estadão)

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Boatos sobre Pix estimulam fraudes e deixam governo atordoado

Série de informações esclarece questões relacionados ao Pix (Foto ilustrativa de O Globo)
Série de informações esclarece questões relacionados ao Pix (Foto ilustrativa de O Globo)

Do Canal Meio e outras fontes

A onda de notícias falsas a respeito de uma suposta cobrança de impostos sobre operações de Pix vem dando fôlego a fraudes com o dinheiro de contribuintes desavisados. No último dia 8, a Receita Federal ampliou a tomada de informações sobre operações financeiras, que já eram fornecidas desde 2003 por bancos tradicionais públicos e privados.

Além de elevar de R$ 2 mil para R$ 5 mil o valor mínimo a partir do qual as informações tinham de ser prestadas, o Fisco incluiu fintechs e operadoras de cartões (as “maquininhas”) entre as instituições que precisam prestar contas. Bastou para que fossem divulgadas nas redes fake news sobre um imposto que seria cobrado sobre transações por Pix acima desse valor.

Desde o fim de semana, pessoas estão recebendo mensagens com boletos usando a marca da Receita para pagarem o “imposto” por excederem o “limite do Pix”. “Isso é falso, não é verdade”, diz o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “Nada muda para o cidadão. Não há qualquer cobrança, não há imposto sobre Pix, nada disso. O cidadão não precisa fazer nada, declarar nada, apenas seguir sua vida normalmente”, garante o secretário. (g1)

A boataria mobilizou o governo. O presidente Lula se reuniu nesta segunda-feira com o ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) da presidência, Sidônio Palmeira, que toma posse hoje, para tratar do assunto. O teor do encontro não foi divulgado, mas Sidônio já vinha trabalhando desde a semana passada na tentativa de conter a onda de notícias falsas.

Foi ideia dele o vídeo em que Lula faz um Pix para o Corinthians, seu time do coração, e mostra que não há cobrança na operação. (Globo)

Saiba mais:

Pix acima de R$ 5 mil será taxado?

Mito. A Receita vai monitorar operações que somarem mais de R$ 5 mil por mês. O limite para empresas é de R$ 15 mil mensais. Isso vale para transações via Pix, TED, DOC e cartão de crédito.

Como é a soma, não são apenas transações com essas cifras exatas que serão monitoradas. Se uma pessoa fizer várias transferências menores que superem esse valor, ela também terá as informações repassadas à Receita pelos bancos.

As operações feitas entre contas do mesmo titular também serão monitoradas.

O objetivo da Receita com a fiscalização é identificar operações atípicas, que podem, entre outras irregularidades, indicar sonegação de impostos. Se for comprovada sonegação, o contribuinte terá de prestar contas ao Fisco.

O vídeo do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dizendo que vai “taxar tudo” e que “todo mundo sabe que imposto e Big Brother são paixões nacionais” é falso. A Polícia Federal já foi acionada para descobrir quem é o autor.

Monitoramento do Pix será em tempo real?

Mito. A Receita Federal não monitorará em tempo real todas as transações acima de R$ 5 mil. No fim de cada mês, as instituições financeiras irão somar as movimentações e, se o total ultrapassar esse valor, os dados serão repassados à Receita. Isso vai acontecer semestralmente.

Ou seja, as informações são coletadas a cada mês e repassadas ao governo duas vezes por ano. Os bancos tradicionais já faziam isso. O que a nova regra diz é que bancos digitais também passarão a fazer.

A Receita vai saber o perfil dos meus gastos?

Mito. A Receita Federal já tem acesso a informações fundamentais de cidadãos, como nome, endereço, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e número das contas bancárias.

Mesmo monitorando as operações financeiras, o órgão não vai saber para quem o Pix ou TED foi feito ou com o que o contribuinte estão gastando esse valor. Com as informações repassadas pelos bancos, não há “qualquer elemento que permita identificar a origem ou a natureza dos gastos efetuados”, disse a Receita em nota.

Segundo o Fisco, as novas normas estão em “absoluto respeito às normas legais dos sigilos bancário e fiscal.” O que a Receita fará é ver se a movimentação na conta é compatível com a renda declarada. Se não for, o contribuinte poderá cair na malha fina.

Ganhos acima de R$ 5 mil devem ser declarados?

Verdade. Se você é um servidor público ou trabalhador da iniciativa privada com carteira assinada, o que você recebeu de salário, décimo terceiro e participação nos lucros, por exemplo, já será informado à Receita pelo órgão estatal empregador ou pela empresa em que você trabalha.

Basta que você preencha a declaração anual de Imposto de Renda (IR) com os valores, se você não se enquadrar na faixa de isenção de IR.

Novas regras para transações via Pix entram em vigor dia 1º

Arte com logomarca
Arte com logomarca

Com o objetivo de aumentar a segurança das operações, entram em vigor em 1º de novembro novas regras para transações via Pix.

A principal mudança se refere a aparelhos não cadastrados nas instituições bancárias, que passarão a ter um limite diário de R$ 1.000 e de R$ 200 por operação. Essas restrições não se aplicam a celulares, tablets e computadores já utilizados pelos correntistas, automaticamente reconhecidos pelos sistemas dos bancos.

“A exigência de cadastro se aplica apenas para dispositivos de acesso que nunca tenham sido utilizados para iniciar uma transação Pix por um usuário específico.

O objetivo é dificultar o tipo de fraude em que o agente malicioso consegue, por meio de roubo ou de engenharia social, as credenciais, como login e senha dos clientes”, explicou em nota o BC.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Atendidos pelo Bolsa Família jogam R$ 3 bilhões em ‘bets’ via Pix

Ilustração da Editoria de Arte da Época Negócios
Ilustração da Editoria de Arte da Época Negócios

Do Canal Meio e outras fontes

A “epidemia das bets”, como tem sido chamado o número crescente de apostas online no país, aparece no primeiro raio-x com dados oficiais do Banco Central. No mês passado, 5 milhões de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões às bets, com média de R$ 100 por pessoa.

O volume mensal de transferências via Pix de pessoas físicas para empresas de apostas on-line variou entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões este ano, segundo informações de uma nota técnica produzida a pedido do senador Omar Aziz (PSD-AM).

Apenas em agosto, o volume mensal foi de R$ 20,8 bilhões, bem acima do R$ 1,9 bilhão arrecadado nos sorteios de loterias da Caixa Econômica Federal (CEF). O BC estima que, apenas este ano, 24 milhões de pessoas fizeram ao menos uma aposta usando esse meio de pagamento.

Em média, as empresas ficaram com 15% do total apostado e pagaram o restante em prêmios. O BC admite que o valor arrecadado está subestimado por não considerar apostas pagas via cartão de crédito e TED. (Globo)

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Presidente do Banco Central quer afinação com governo, mas é atacado

Do Canal Meios e outras fontes

Alvo de ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, negou ontem, em entrevista ao Roda Viva (íntegra no YouTube), da TV Cultura, que a instituição tenha viés político. “Se o BC quisesse fazer política, não teria aumentado os juros no ano eleitoral”, disse. A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 13,75% ao ano desde agosto de 2022.

Roberto Campos foi sabatinado nesta segunda-feira no Roda Viva (Foto: Reprodução do Canal BCS)
Roberto Campos foi sabatinado nesta segunda-feira no Roda Viva (Foto: Reprodução do Canal BCS)

“O Banco Central não gosta de juros altos. Óbvio que a gente quer fazer o melhor possível para ter o juro baixo. Então, a gente acredita que é possível fazer fiscal junto com o bem-estar social. Mas a gente acredita que é muito difícil ter bem-estar social com inflação descontrolada”, afirmou Campos Neto. (g1)

A colunista de O Globo, Vera Magalhães, também âncora do programa, comenta: “Já na primeira resposta, quando questionado a respeito de atos seus que feriram a institucionalidade e a independência esperadas de um presidente do BC autônomo, como fazer parte de grupo de WhatsApp com ministros do governo Jair Bolsonaro ou votar com a camisa da Seleção Brasileira, se esquivou da saia justa declarando que as eleições foram legítimas. Recado: Bolsonaro é página virada. Disse até que espera fazer ‘amigos’ no novo governo e quer trabalhar em harmonia com a equipe do petista.” (Globo)

Pressão

O PT, entretanto, segue no ataque. Ontem, o Diretório Nacional do partido aprovou uma resolução para que Campos Neto explique ao Congresso sua política de juros.

“O presidente do Banco Central prestaria um grande serviço ao país, se antecipando e vindo por conta própria ao Congresso”, escreveu o líder do partido na Câmara, Zeca Dirceu (PR).

Segundo pessoas presentes ao encontro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vinha mantendo um bom diálogo com Campos Neto, endossou as críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos juros, dizendo que o chefe da autoridade monetária não pode estar acima do presidente da República nem da política de governo. (CNN Brasil).

Veja íntegra do programa clicando AQUI.

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Populismo de fancaria em Brasília

Banco Central teve aprovação de seu presidente em 2019 (Foto: arquivo)
Banco Central teve aprovação de seu presidente em 2019 (Foto: arquivo)

Pérola do deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP): “Lula foi eleito Presidente da República por mais de 60 milhões de brasileiros. Quem elegeu Campos Neto para Presidente do Banco Central?”

Jogando para a torcida, como o presidente Lula (PT).

Populismo de fancaria.

Leia também: Campos Neto defende autonomia do Banco Central;

Leia também: Autor da lei da autonomia do Banco Central reage às críticas de Lula;

Leia também: Entenda críticas de Lula e os efeitos na economia.

Nota do Canal BCS – Campos Neto teve seu nome aprovado pelo Senado em 2019, com apenas seis votos contrários e uma abstenção, em votação secreta.

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Ex-adversários apoiam Lula e Herique Meirelles faz balanço econômico

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSB), da Coligação Brasil da Esperança, receberam nesta segunda-feira (19/09) o apoio de ex-candidatos à Presidência da República em eleições anteriores. Entre os presentes estavam Marina Silva, João Vicente Goulart, Cristovam Buarque, Guilherme Boulos, Luciana Genro e Henrique Meirelles.

Meirelles, último à esquerda de Lula, é um nome de prestígio nacional e internacional (Foto: divulgação)
Meirelles, último à esquerda de Lula, é um nome de prestígio nacional e internacional (Foto: divulgação)

Talvez, Meirelles tenha maior representatividade entre todos, por simbolizar um segmento de pensamento e referência em termos de política econômica, tanto para o mercado interno como o setor financeiro internacional. Ele foi titular do Banco Central na gestão Lula, após ser eleito em 2002 como deputado federal por Goiás, no PSDB.

Sequer chegou a tomar posse, aceitando a missão no BC, sob reprovação de boa parcela do PT e da esquerda nacional.

Ex-presidente do Bank of Boston, Henrique Meirelles falou do convite e apoio a Lula, recapitulando em suas redes sociais como foi sua passagem pelo governo, sob a ótica econômica. Leia abaixo:

Trabalhei no governo de Lula durante oito anos, de 2003 até 2010, convidado para comandar o Banco Central. Neste período, mais de dez milhões de empregos foram criados no Brasil. Isso é um fato inquestionável. Quarenta milhões de pessoas saíram da linha da pobreza, o que mudou a vida do país por um longo tempo.

Meirelles foi do BC no governo Lula (Foto: Teirrer)
Meirelles foi do BC no governo Lula (Foto: Teirrer)

Tivemos no país um crescimento médio de 4%, que é relevante – e o último ano, em 2010, foi de mais de 7%. No período em que a meta de inflação foi de 4,5%, de 2005 até 2010, a inflação média foi de 4,5%. Isso é impressionante, e a longo prazo a inflação na meta é a que gera mais emprego. 

No cenário externo, quando assumi o BC, o país tinha baixo nível de reservas cambiais e dívida de US$ 30 bi com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A diretora do FMI à época, Ana Maria Jul, vinha todo ano cumprir a missão de dizer o que o Brasil deveria fazer. Pois bem, eu tive a felicidade de, como presidente do BC, assinar o cheque pagando a dívida e dando adeus ao FMI.

O Brasil decretou sua independência financeira. Ao longo da minha passagem pelo BC, conseguimos acumular quase US$ 300 bilhões em reservas, dando ao país condições de enfrentar situações posteriores difíceis e graves. Encaramos com sucesso a crise de 2008, quando o Brasil teve a menor e mais curta recessão no mundo.

 Este é um resumo dos fatos. Isso é, na minha opinião, o que interessa à população, que é emprego, renda, e melhor padrão de vida. E mostrar quem faz, quem realiza. 

Essa história de só falatório pode impressionar muita gente, mas eu acredito em fatos. Eu olho e vejo os resultados. Isso me fez participar hoje do evento de apoio ao Lula com tranquilidade e confiança, porque sei o que funciona, e o que pode funcionar no Brasil.

Veja AQUI o conteúdo na íntegra.

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CPI ouve nomes da Saúde do RN e pedirá quebra de sigilo bancário

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (11), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do RN, que investiga contratos firmados pelo Governo do Estado para aquisição de Equipamentos de Proteção Individuais(EPIs), contra a Covid-19, ouviu os dois primeiros convocados.

Ao final da reunião, o presidente da Comissão, deputado Kelps Lima (SDD), anunciou a solicitação de quebra de sigilo bancário da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), a ser encaminhado ao Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).

“Vamos continuar ouvindo as pessoas e analisando os documentos que estão chegando. A quebra de sigilo bancário da Secretaria foi aprovada aqui e vamos apurar”, destacou Kelps.

A assistente técnica da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), Vanessa Dantas Martins, foi sabatinada hoje (Foto: Eduardo Maia)
A assistente técnica da Sesap/RN, Vanessa Dantas Martins, foi sabatinada hoje pela CPI (Foto: Eduardo Maia)

A Comissão interrogou a assistente técnica da Sesap/RN – Vanessa Dantas Martins, além do diretor geral da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT), Rolfo Cavalcante de Medeiros, que participaram do processo de aquisição dos equipamentos.

Salvando vidas

Com 11 anos de trabalho na Saúde estadual, Vanessa disse que jamais tinha passado por uma situação como essa que necessitou de muita urgência porque não havia equipamentos no mercado e eles tinham que ser comprados com urgência, para abastecer os hospitais e as unidades de Saúde.

“Sempre trabalhei pensando em salvar vidas. Precisávamos proteger os servidores que estavam na linha de frente para salvarem outras pessoas. Tive que agilizar os processos com base na pesquisa mercadológica. Trabalhei de domingo a domingo. Se não fosse a compra dos equipamentos teria morrido mais gente no Rio Grande do Norte”, disse Vanessa quando questionada sobre o processo de aquisição.

Ela disse ainda que mais de 40 empresas receberam o e-mail do processo para o fornecimento dos equipamentos, mas apenas cinco responderam, inclusive a Leão Serviços e Comércio Varejista e que a dispensa de licitação foi de acordo com a Lei.

Houve questionamento quando Vanessa informou que trabalhava na dispensa de licitação e que não sabia se esse setor já existia em outras administrações, o que foi questionado por alguns membros da CPI.

Urgência

Ralfo Cavalcante quando foi abordado pelos deputados confirmou que havia urgência na aquisição de toucas, luvas e sapatilhas para o trabalho de combate à Pandemia.

“Nós não tínhamos em estoque. A Unicat deflagrou o processo com base nas necessidades de todas as unidades da Secretaria de Saúde, 20 hospitais e quatro unidades básicas de referência. O processo tomou por base essas demandas” explicou Ralfo.

Logo após os depoimentos, o deputado Francisco do PT, relator da CPI disse que os contratos foram feitos por extrema necessidade para adquirir esses EPIs. “Não houve sobrepreço, não houve dolo e não podemos fazer juízo de valor em apenas um dia de depoimentos. Não podemos fazer prejulgamentos”.

Também participaram da reunião os deputados Getúlio Rêgo (DEM), Gustavo Carvalho (PSDB), George Soares (PL) e Tomba Farias (PSDB).

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Banco Central vê melhora na economia e corta juros

Do G1

O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (31) reduzir de 6,5% ao ano para 6% ao ano a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic.

Com a decisão, a taxa caiu para o menor patamar desde o início do regime de metas de inflação, em 1999.

Na avaliação do Banco Central, houve melhora nos cenários interno e externo, com os indicadores de inflação em “níveis confortáveis”.

“Indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira. O cenário do Copom supõe que essa retomada ocorrerá em ritmo gradual. O cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias”, afirmou o Banco Central.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Saiba o que é a Taxa Selic e no que ela pode influenciar sua vida no país, clicando AQUI.

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Economia renasce em novas técnicas, mas teme perdas

Por Josivan Barbosa

Na semana passada tivemos a felicidade de visitar várias vilas do projeto de cajucultura da vizinha Serra do Mel. O cenário que vimos é animador para a safra de castanha de 2019. São inúmeros os lotes (50 ha) que se encontram bem cuidados (tratos culturais adequados) e em muitos lotes o produtor fez a opção por variedades precoces plantadas diretamente com sementes ou através de mudas, ou ainda, através do processo de substituição de copa do cajueiro gigante por cajueiro anão precoce.

Aos poucos o produtor vai avançando no conhecimento técnico do comportamento das variedades de cajueiro precoce e vai identificando aquelas que melhor se adaptam aos solos arenosos da Serra do Mel.Serra do Mel 2

Apesar das boas notícias sobre as perspectivas de uma ótima safra de castanha para o ano em curso, o produtor ainda vai sofrer muito com as perdas pós-colheita do pedúnculo do caju (pseudofruto que é usado para a produção de polpa ou suco pela indústria). Estima-se que 90% do pedúnculo fique no campo se deteriorando até a fermentação e seja usado como adubo orgânico.

As fábricas que processam o suco a granel ou que industrializam a polpa não possuem capacidade de armazenamento para um volume tão elevado de polpa de caju e a venda do produto fresco é muito difícil, em função da vida útil pós-colheita do fruto que não chega a 48 h após a colheita sem refrigeração.

Castanha de caju

A castanha de caju é um dos itens mais nobre entre todos os produtos agrícolas do Semiárido. No voo da Latam o preço de 50 g é 15 reais, ou seja, 300 reais o quilo. Isto representa 5 vezes o preço da picanha argentina praticado nos supermercados locais. Com uma cadeia produtiva mais organizada, parte considerável e justa desse lucro pode ficar nas mãos do produtor.

Copa-Cogeca

A poderosa comissão européia Copa-Cogeca indagou como pode esse colegiado justificar para os cidadãos e agricultores da Europa que planeja importar mais alimentos do Brasil poucos meses depois do presidente Bolsonaro ter autorizado mais de 150 novos pesticidas, enquanto a mesma comissão propõe exatamente o contrário para os agricultores europeus. Tomara que isto não traga reflexos negativos para a agricultura irrigada do Semiárido, que tem a Europa como principal importador.

Presídios

Se você considera que educação é um serviço público muito caro, analise os dados do custo para o governo mineiro de uma PPP (Parceria Público Privada) do Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP) de Ribeirão das Neves (MG), a única prisão brasileira que funciona em parceria com o setor privado desde a construção.

A quantia paga pelo governo de Minas é variável, mas pode atingir a cifra por preso a cada mês de R$ 3.800. Cerca de metade desse valor corresponde à restituição da construção do presídio e metade é ligada aos indicadores de performance. Além disso, o governo mineiro paga a uma outra empresa responsável por verificar o cumprimento dos critérios estabelecidos na PPP.

Dólar

O Banco Central está prometendo que em breve divulgará uma minuta da nova lei cambial e que a permissão da conta em dólares será um processo gradual, que não ocorrerá de um dia para o outro. O objetivo é estabelecer um roteiro de ações que vai permitir chegar à conversibilidade da moeda. Segundo o banco, outros países menos preparados que o Brasil estão em graus mais avançados de conversibilidade e colhem os benefícios dessa condição.

Na Argentina, a permissão para a abertura de contas em moeda estrangeira levou à dolarização da economia.

RN tem jeito

O Rio Grande do Norte precisa agir com rapidez e preparar uma carteira de projetos para captar recursos extras do Governo Federal através do novo programa de desenvolvimento regional. O decreto que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) contempla três regiões do País: Amazônia, Nordeste e Centro-Oeste.

O plano está sendo tratado pelo governo como um “marco histórico” para fomentar “desenvolvimento” fora dos grandes centros, com objetivo de “gerar renda” e “melhorar a qualidade de vida” da população. Apesar disso, o programa será aplicado em parceria com Estados, municípios e a iniciativa privada e, por isso, não possui um valor estimado para investimentos. No caso do Nordeste, a ideia é que a execução do PNDR seja financiada com recursos do Orçamento, do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Novo presidente do Banco Central é anunciado por Meirelles

Ilan Goldfajn é oriundo do Itaú Unibanco (Foto: UOL)

Do UOL

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta terça-feira (17) que o novo presidente do Banco Central será o economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. Ele foi escolhido para substituir Alexandre Tombini.

Antes de assumir, Goldfajn precisa passar por uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, atualmente presidida pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A indicação precisa ser aprovada pelo Senado. Até lá, Tombini, que elogiou a indicação, permanece no BC.

Meirelles também anunciou outros nomes que comporão a nova equipe econômica do presidente interino Michel Temer. As indicações para presidir bancos públicos serão anunciadas nos próximos dias.

Ex-diretor do BC

O economista já exerceu o cargo de diretor de Política Econômica do BC entre 2000 e 2003, quando trabalhou com Armínio Fraga e, depois, com o próprio Meirelles.

Após sair do BC, foi sócio da Gávea Investimentos. Depois, tornou-se sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos, ajudando a fundar a Ciano Consultoria. Saiu em 2009 para assumir o posto de economista-chefe do Itaú Unibanco.

Queda de juros

O economista, bastante reservado sobre sua vida pessoal, mas até informal com quem trabalha, é muito exigente e atento aos detalhes em relação à qualidade do trabalho, demandando horas a mais de dedicação dos que o cercam até que o resultado esteja a contento.

Ele assume com as apostas crescentes de que o banco começará a cortar a taxa de juros em breve. Suas avaliações mais recentes como economista-chefe do Itaú apontam para essa direção. A taxa básica de juros está em 14,25% ao ano desde julho passado.

Saiba mais clicando AQUI.

Homem forte de Lula é o mesmo de Michel Temer

Henrique Meirelles estará na Fazenda de Michel Temer.

Foi homem forte de Lula no Banco Central.

Eleito federal pelo PSDB de Goiás em 2002, nem chegou a assumir, atendendo convocação do presidente eleito petista.

Meirelles foi presidente mundial do Banco de Boston com sede nos Estados Unidos.

Seu retorno revela que tudo será como antes.

Essa curta narrativa Reitera tese que sustento há anos: como eles – PT e PSDB – são próximos, apesar de parecerem excludentes.

A volta de Meirelles e de Lula

Diz-se em Brasília, que o economista Henrique Meirelles vai retornar ao Banco Central.

Esteve lá na gestão Lula a partir de 2013, apesar de ter sido eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás.

Foi indicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), com passagem pela presidência do Banco de Boston dos EUA.

Se isso acontecer, de fato o presidente Lula voltará à presidência.

Dilma será mera coadjuvante em seu próprio governo.

ASG passa em prova de certificação do Banco Central

A auxiliar de serviços gerais (ASG) da Unicred Mossoró, Luzenilda Fernandes da Silva, passou na prova do CPA 10, que se destina a certificar profissionais de instituições financeiras. A prova é bastante concorrida com mais de 50 questões realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA).

Nilda: exemplo a ser seguido (Foto: Unicred)

Nilda é prestadora de serviço da Unicred na área de serviços gerais desde 2011. Conhecida por sua educação, presteza e dedicação, ela foi provocada pelo gerente geral, João Batista, após perceber seu interesse pelo dia a dia da Cooperativa. Segundo Nilda, foram horas e madrugadas debruçada sobre as apostilas e ensinamentos da equipe da Unicred para realizar a prova.

Emoção

“Agradeço a Deus pela oportunidade e a Unicred por me mostrar esse novo caminho que tem me interessado muito”, disse emocionada.

Para o presidente do Conselho de Administração da Unicred Mossoró, Nilson Pedro Siqueira Chaves, fica a grande lição para todos de que com esforço, fé e determinação podemos conquistar nossos sonhos.

Vale lembrar ainda que essa certificação é uma exigência do Banco Central para as pessoas que trabalham no mundo financeiro. Parabéns, Nilda!!

Com informações da Assessoria de Imprensa da Unicred Mossoró.

Nota do Blog – Que belo exemplo.