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Agripino, Rosalba e Carlos Augusto são processados por MPF

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com Ação Civil por Ato de Improbidade Administrativa (AIA), na Justiça Federal no RN, contra o ex-senador José Agripino Maia (DEM), Rosalba Ciarlini (PP) – ex-governadora e atual prefeita de Mossoró – e seu marido Carlos Augusto Rosado.

Agripino, Rosalba e Carlos sofrem mais uma ação (antes foi penal) do mesmo caso (Foto: arquivo)

Eles responderão por solicitação e recebimento de mais de R$ 1 milhão em propina para manter contrato de inspeção veicular ambiental com o Detran/RN, obtido irregularmente através de licitação fraudada, em 2010.

O dinheiro foi utilizado como “caixa dois” na campanha de reeleição do parlamentar e de eleição da ex-governadora, em 2010. Na investigação, o MPF constatou que os valores foram pedidos a George Anderson Olímpio da Silveira, que tinha interesse em pagar para assegurar o contrato celebrado com o Consórcio Inspar, administrado por ele.

Em colaboração premiada, o empresário afirmou que também houve acordo para o pagamento mensal de vantagens indevidas. A propina foi negociada diretamente pelo ex-senador e Carlos Augusto Rosado.

O valor de R$ 1.150.000, pedido como “doação eleitoral” extraoficial, foi repassado de forma fracionada. Os primeiros R$ 300 mil vieram de recursos próprios do empresário e os demais R$ 850 mil através de empréstimos junto a agiotas (aos quais pagou juros até o início de 2011) e a uma empresa do próprio Agripino Maia (R$ 150 mil).

Denúncia – Em 2018, o MPF denunciou, na esfera penal, os “não detentores de foro” envolvidos no esquema. Já Agripino Maia e Rosalba Ciarlini foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República no Inquérito n. 4011/DF do Supremo Tribunal Federal. A investigação foi desmembrada e remetida à Justiça Estadual. O Ministério Público do Estado do RN pediu declínio para a Justiça Federal, diante da incompetência da Justiça Estadual para o caso, e a decisão é aguardada.

O suplente do senador, José Bezerra de Araújo Júnior – conhecido como “Ximbica”–, e o assessor parlamentar Antônio Marcos de Souza Lima, também alvos da AIA, participaram da estratégia de ocultação e dissimulação dos valores.

O MPF requereu a indisponibilidade de bens dos réus.

Caso condenados, eles poderão ser sentenciados ao ressarcimento integral do dano, à perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos, ao pagamento de multa e à proibição de contratar com o Poder Público. A AIA tramita na 5ª Vara da Justiça Federal no RN sob o número 0813396-88.2019.4.05.8400.

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Felipe Maia faz desabafo em rede social

Em sua conta pessoal na rede social Twitter, o ex-deputado federal Felipe Maia (DEM) desabafou:

– A verdade. Ela tarda, mas não falha. Pena que reputações, histórias e vidas são manchadas por aqueles que são irresponsáveis ou mal intencionados (sic) – proclamou ele, subliminarmente tratando da delação premiada de executivos da Construtora OAS (veja AQUI), que citou 21 políticos envolvidos. Do RN, apenas a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) apareceu no rol de supostos beneficiados com propinas.

O ex-senador José Agripino (DEM), pai de Felipe, não teve qualquer citação.

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José Serra recebeu R$ 23 milhões via Caixa Dois em 2010

Do Folha de S.Paulo

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes ligados ao PSDB como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, na eleição de 2010.

José Serra é ministro das Relações Exteriores (Foto: Alan Marques/Folhapress)

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que participou da coordenação da campanha de Serra.

Resposta

Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra, disse, por meio de sua assessoria, que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”.

“E reitera que não cometeu irregularidades”.

Em agosto, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral, que as finanças eram de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso ao conteúdo dos relatos.

Ele confirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, mas nega ter feito arrecadação para o tucano.

O ex-deputado Márcio Fortes não retornou ligações da reportagem.

A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Veja mais informações AQUI.

Nota do Blog – A cada dia vai se confirmando o que este Blog repete há anos: testemunhamos uma guerra entre quadrilhas, com raríssimas exceções, na política brasileira.

Instituições de direito civil, boa parte dos grandes partidos brasileiros não passa de organização criminosa.

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Caixa sem número

Por François Silvestre

Essa história de limitação de gastos na campanha eleitoral é uma balela que não engana ninguém.

Mudaram os candidatos? Não. São os mesmos.

E eles viraram honestos? Mudaram os eleitores? Não. São os mesmos.

E eles viraram conscientes? Mudaram os fiscais, do fórum e das contas? Não. São os mesmos.

E eles viraram eficientes? Papo furado pra gente besta acreditar.

Vai ser tudo do mesmo jeito.

Com Caixa numerado ou sem número. Caixa zero, dois ou vinte e dois. Já tem gente comprando e gente se vendendo.

Começa com candidatos retirando candidaturas pra “fazer” alianças. Alianças, é?

O resto será como sempre foi.

Mercado de secos e molhados, mesmo com seca de água.

Nota do Blog – Tudo como dantes ou coisa pior.

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Troca de mensagens compromete Agripino com Caixa 2

Do jornal O Estado de São Paulo

O inquérito que vai investigar o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, foi motivado por uma descoberta fortuita: a troca de mensagens de celular entre o parlamentar e executivos da construtora OAS, identificada por acaso nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura o esquema de lavagem de dinheiro na Petrobras.

Agripino é suspeito de combinar o recebimento de propina com executivos da construtora OAS. Os valores pagos teriam sido desviados das obras de Arena das Dunas, estádio no Rio Grande do Norte que sediou jogos da Copa do Mundo de 2014. A determinação de abertura do inquérito, do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi publicada nesta quarta, 7.

Milhões

O ministro Barroso considera que há indícios de que Agripino recebeu propina “em troca de auxílio na superação de entraves à liberação de recursos de financiamento do BNDES para a construção do Estádio Arena das Dunas, em Natal/RS, pela OAS.” Na decisão, o ministro cita doações da empresa ao DEM na ordem de R$ 500 mil e o pagamento de R$ 150 mil a “alguém do Rio Grande do Norte” após obter o auxílio de Agripino.

De acordo com o ministro Barroso, as informações das mensagens de celular corroboram com a delação premiada de Alberto Yousseff na Lava Jato. O doleiro disse ter administrado o “caixa dois” da OAS e enviado R$ 3 milhões a Natal.

As conversas são entre o senador, o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e Carlos Eduardo Paes Barreto, presidente da OAS Dunas, a empresa constituída em Natal para a construção do estádio. Apenas os dois últimos são investigados na Operação Lava Jato, da PF.