O Governo do Estado efetuou o pagamento de mais uma parcela referente aos procedimentos desenvolvidos no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM). O repasse de R$ 482.245,95 à unidade foi efetuado nesta semana.
“Conforme foi acordado na reunião realizada na semana passada em nosso gabinete (veja AQUI), o secretário George Antunes honrou a palavra dada aos servidores e efetuou o pagamento ao Centro de Oncologia”, disse o vereador Genivan Vale (PDT).
“Contando com a sensibilidade do secretário, conseguimos que fosse liberado o pagamento de julho no último dia 14 para que o COHM pudesse resolver a pendência das certidões e receber os recursos. Esperamos com isso, que o Governo não mais atrase os recursos, possibilitando que a unidade continue a realizar seus procedimentos de forma regular”, declara o edil.
Com informações da Assessoria de Genivan Vale e do Blog.
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A convite do vereador Genivan Vale (PDT), o secretário estadual de Saúde, George Antunes, participou de reunião com servidores e pacientes do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) para discutir a questão do pagamento do débito com a unidade. O encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira, 13, no gabinete do parlamentar na Câmara Municipal de Mossoró.
George (de cabeça baixa) analisou situação da oncologia e prometeu agilidade (Foto: Edilberto Barros)
Na ocasião, o secretário estadual George Antunes explicou que o atraso no pagamento dos procedimentos ocorreu devido a questões burocráticas relacionadas a certidões apresentadas pelo prestador de serviço. Todavia, diante da urgência da situação, cuja continuidade do serviço do hospital depende diretamente do repasse dos recursos, Antunes se comprometeu em efetuar o pagamento de julho, que representa uma parcela de R$ 700 mil, até esta segunda-feira, 17, condicionando o repasse das demais parcelas à regularização da documentação.
De acordo com os servidores, o atraso no repasse dos recursos faz com que o Centro de Oncologia fique com pendências na documentação, impedindo que o Governo conclua o procedimento para o pagamento dos procedimentos. “Cria-se assim, um ciclo vicioso que acaba prejudicando à população”, observa os trabalhadores.
Com o intuito de quebrar este ciclo, ficou acertado que o Estado irá analisar possíveis mudanças na forma de pagamento aos procedimentos feito ao Centro de Oncologia. Atualmente, o pagamento é feito após auditoria do serviço apresentado na prestação de contas, a ideia é inverter esse procedimento, ou seja, primeiro pagar e depois auditar os serviços, a fim de agilizar o repasse dos recursos ao hospital.
Para o vereador Genivan Vale, o resultado do encontro foi bastante positivo, pois os serviços da Oncologia estão paralisados e a doença é letal. “Conseguimos a garantia do pagamento e o compromisso de que o Estado buscará formas para não mais atrasar os repasses. Esperamos que o Governo possa cumprir com este compromisso para que os serviços aos pacientes com câncer não sejam mais interrompidos”, frisa.
O vereador Genivan Vale (PDT) propôs ao presidente da Câmara Municipal de Mossoró, vereador Jório Nogueira (PSD), que devolvesse à Prefeitura de Mossoró os recursos que seriam destinados à verba de gabinete para os próximos três meses, para que parte do débito do município com instituições que tratam pessoas com câncer seja coberto.
Ele apresentou a ideia na sessão dessa terça-feira (11) da Casa. Pacientes e funcionários do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) e do Hospital da Solidariedade estiveram na Câmara em protesto contra a paralisação dos serviços nas unidades hospitalares. Eles pedem, com máxima urgência, o apoio dos vereadores para que as atividades nos respectivos hospitais retornem e não prejudique os pacientes que necessitam dos serviços.
Vereadores receberam comissão de pacientes e funcionários da oncologia (Foto: Edilberto Barros)
“A verba de gabinete está suspensa desde maio, e estes recursos que não estão indo para os vereadores, também não são devolvidos para o Município, ou seja, eles ficam na Câmara à disposição da presidência. Então, sugerimos que a Câmara de Mossoró devolva para o município o valor da verba de gabinete dos próximos três meses para quitar parte do débito com o Centro de Oncologia. É um valor em torno de R$ 500 mil, que dá para amenizar o problema. Esta é uma medida que pode ser feita de imediato, basta o presidente da Câmara querer e a maioria da Casa aprovar”, declara Genivan Vale.
Ele lembra que a proposta de devolução dos recursos da verba de gabinete para o Município investi-los na área da saúde já foi apresentada em outras oportunidades no Plenário da Câmara Municipal de Mossoró. A vereadora Izabel Montenegro (PMDB) já manifestou esse pensamento.
Jório Nogueira reage
A respeito da proposta de alguns vereadores da devolução de recursos da Câmara, relativos à verba indenizatória, para custeio de unidades hospitalares, o presidente da Casa, Jório Nogueira (PSD), emitiu nota através de sua assessoria, mostrando a impossibilidade legal de atender a esse apelo.
“Não há recursos carimbados, no Orçamento do Legislativo, para verba indenizatória”, afirmou.
O vereador lembra que o duodécimo repassado à Câmara Municipal pela Prefeitura é destinado ao custeio da Casa (salário, aluguel, água, luz, telefone, fornecedores, etc). “Portanto, não existe dinheiro específico de verba indenizatória a ser devolvido. Esse assunto não é novo, já foi esclarecido, mas algumas pessoas teimam em passa-lo à opinião pública”, explica Jório.
Reunião com Saúde
Ele acrescenta que a Presidência só é recomendada a devolver recursos ao Executivo, ao fim do exercício financeiro, desde que, sanada todas as despesas da Câmara, haja dinheiro excedente. “Nesse caso, o Legislativo é até obrigado a fazer a devolução”, observa o presidente.
Jório vê impossibilidade (Foto: Walmir Alves)
Ademais, continua Jório, recursos não aplicados na verba indenizatória, cuja suspensão foi recomendada pelo TCE por excessos cometidos por alguns vereadores, podem ser redirecionados para saneamento de contas da Câmara, como pagamento de dívidas herdadas de gestões passadas, valorização do servidor, entre outras áreas.
“Além disso, os poderes que têm a prerrogativa legal de custear as unidades hospitalares de Mossoró, o Governo do Estado e a Prefeitura, já foram mobilizados pela Câmara”, adianta.
“Conseguimos uma reunião com as secretarias de Saúde do Estado e do Município, próxima quinta-feira, às 8h, em busca de uma solução. O Legislativo está fazendo a parte dele”, frisa o presidente.
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Agrava-se a crise no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM). As cirurgias do Sistema Único de Saúde (SUS) foram suspensas nesta terça-feira (20), assim como o funcionamento de sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Cure: "ainda pior" (Foto: extraída da Web, sem identificação)
“A UTI do hospital já vinha operando com limitações e de seus 10 leitos apenas quatro ainda estão ocupados com pacientes do sistema único.
Não temos mais condições de manter o serviço funcionando, e a partir de agora iniciaremos a transferência desses pacientes”, avisa o médico José Cure de Medeiros, diretor do hospital. Segundo ele, a situação se arrasta há anos e poderia ser evitada, se o Governo do Estado e a Prefeitura pagassem o “plus” (complementação de cirurgias).
Sem o apoio do Estado e da prefeitura, o COHM arca com a despesa sozinho, alocando recursos de outros serviços para pagamento das escalas de plantão médico. “A situação chegou a um momento insustentável e lamentavelmente não temos mais como cobrir esse custo extra, sem o adicional sobre os valores pagos pelo SUS”, diz Cure.
No caso das cirurgias, o COHM deixa de fazer 10 intervenções por dia (300 no mês).
Ainda pior
Além do “plus” para os médicos, os hospitais de Mossoró também reivindicam do Estado, o reajuste no valor nas diárias de UTIs. Enquanto em Natal, uma diária de UTI para um paciente do Sistema Único de Saúde é de R$ 1.500,00.
Em Mossoró, apenas R$ 450,00. Um tratamento desigual, que prejudica os serviços de saúde em Mossoró.
“Em Natal, os plantonistas suspenderam o atendimento pelo Sistema Único de Saúde devido ao atraso do pagamento do plus. A situação de Mossoró é ainda pior, porque sequer existe essa complementação para os médicos”, lamenta Cure. Para ele, esse tratamento desigual está levando o serviço de oncologia a uma crise sem precedentes.
Os serviços em oncologia estão novamente paralisados em Mossoró. O permanente atraso no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) compromete o atendimento aos pacientes com câncer e agrava a crise financeira do hospital.
As dívidas acumuladas do município e estado com o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) já ultrapassam R$ 1,5 milhão. A pendência maior é da Prefeitura Municipal, que deixou de pagar ao COHM a produção dos meses de junho e julho.
Em valores exatos, o montante da dívida acumulada da Prefeitura com o Centro de Oncologia é de R$ 831.096,41. Do total, cerca de R$ 70 mil são de despesas com médicos e R$ 761 mil de serviços hospitalares. As dificuldades não param por aí.
Se não bastassem as pendências da Prefeitura, o COHM sofre também com o atraso no recebimento de dinheiro do SUS por parte do Estado. O governo deve ao hospital o faturamento do mês de julho. Em números precisos, o total é de R$ 702.353,19.
Salários em atraso
Além desse valor, o Estado ainda deve ao Centro de Oncologia R$ 116 mil de produção de 2015. São recursos de despesas com quimioterapia e exames.
Sem a verba, o atendimento à população fica comprometido e o tratamento do câncer prejudicado.
“Mais uma vez, consultas, cirurgias e a até a quimioterapia estão sendo paralisados. Não temos como manter a regularidade nos serviços, se chega a faltar dinheiro para comprar medicamentos e pagar funcionários, que estão com seus salários com dois meses de atraso”, diz o médico José Cure de Medeiros, diretor-técnico do hospital.
Para se ter ideia do cenário real, desde maio o hospital não consegue mais pagar regularmente os plantões dos médicos. “Somente com esses profissionais, há uma dívida de R$ 480 mil”, diz Cure, além de R$ 600 mil com folha de pessoal. A dívida do hospital já supera R$ 1 milhão.
“Plus”
A situação financeira do hospital agrava-se ainda mais, segundo Cure, por causa da falta do pagamento do “plus” (complementação da tabela do SUS) pelo Governo do Estado, como é feito em Natal e Parnamirim. Lá, o Estado paga 150% de adicional, em todos os serviços médicos, sobre a tabela SUS.
Ademais, o Estado paga R$ 1.500,00 por uma diária de UTI em Natal, quando em Mossoró o valor não ultrapassa R$ 500,00 pelo mesmo tipo de atendimento. “Não temos mais como bancar esses custos”, garante Cure, lamentando que a falta de compromisso das autoridades públicas, prejudique os pacientes.
Outras informações COHM: (84) 9.8117-3053/9.9984-9338.
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Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) suspendeu outra vez o atendimento a pacientes com câncer, gente de Mossoró e dezenas de outros municípios.
Sua direção atesta que os governo do Estado e Prefeitura de Mossoró têm débito de R$ 1,2 milhão com o COHM.
Pelo menos R$ 800 mil caberiam ao Governo do Estado e R$ 400 mil à Prefeitura de Mossoró.
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A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado devem ao Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) mais de R$ 1 milhão 700 mil, referentes a serviços e procedimentos médicos realizados nos meses de fevereiro e março de 2016. Com a retenção dos recursos do Sistema Único de Saúde, o hospital enfrenta enormes dificuldades para manter os serviços de tratamento do câncer.
Pronto-socorro deve ser paralisado amanhã e todos os serviços a partir de segunda-feira (11).,
“Começa a faltar medicamentos e os salários dos funcionários já estão atrasados dois três”, conta o médico José Cure de Medeiros, diretor do COHM. Segundo ele, a dívida da Prefeitura com o Centro de Oncologia é superior a R$ 800 mil. Do total, R$ 505 mil são dos serviços, médico e hospital, prestados nos meses de janeiro e fevereiro de 2016, e R$ 300 mil parcelas de acordo judicial, em aberto.
O acordo, explica Cure de Medeiros, refere-se à quitação pela Prefeitura de débitos com o hospital relativos a 2014. Se não bastasse o atraso da Prefeitura, o Governo do Estado segue a mesma linha, atrasando repasses do SUS. “A dívida do Estado já é de R$ 900 mil”, enumera Cure, destacando que R$ 808 mil são verbas do para pagar os serviços de quimio e radioterapia, nos meses de janeiro de fevereiro.
Robinson Faria
O Estado deve ao COHM R$ 391 mil de janeiro, R$ 417 mil de fevereiro e R$ 100 mil referente à produtividade de dezembro de 2015, retida em 15%. Em que pese à orientação dada pelo governador Robinson Faria (PSD), o secretário estadual da Saúde, Ricardo Lagreca, tem ignorado a crise na oncologia de Mossoró e evitado a regularização das pendências financeiras do governo com o Centro de Oncologia.
Fechamento
Diante do cenário, o COHM fecha o seu Pronto-Socorro, já a partir desta quinta-feira, 7 de abril. “Estamos sem condições de atender a população, sem receber os recursos do SUS”, anuncia Cure.
A situação, porém, poderá se agravar ainda mais, porque o hospital poderá paralisar todos os serviços já na próxima segunda-feira,11. O serviço de radioterapia também poderá fechar.
“A situação está insustentável. Além do atraso nos pagamentos, ainda convivemos com outras distorções, como o não pagamento do plus aos médicos de Mossoró. Todos os meses, o Governo do Estado repassa à Prefeitura de Natal R$ 6 milhões de plus, adicional de 150% sobre os valores pagos pelos SUS aos médicos, sem falar na diária de UTI de R$ 1.500,00, em Natal, contra a de R$ 450,00 em Mossoró. Chegamos ao limite. Só nos resta parar nossas atividades”, reitera Cure Medeiros.
A vereadora Izabel Montenegro (PMDB), em sessão ordinária nesta quarta-feira, 30, comunicou a retomada dos serviços prestados pelo Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM).
De acordo com Izabel, a Prefeitura de Mossoró acertou débitos com a entidade, oportunizando a retomada de cirurgias.
“Utilizamos a Tribuna desta Casa para cobrar e agora venho informar que o pagamento que estava em atraso foi realizado. Uma ótima notícia para aquelas pessoas que tem um prazo muito exíguo para se tratar”, comemorou Izabel Montenegro.
A crise no atendimento de oncologia agrava-se em Mossoró. O atraso no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Prefeitura Municipal ao Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) levou o hospital a paralisar o atendimento em seu pronto-socorro.
A prefeitura tem uma dívida superior a R$ 1 milhão mil com o hospital. São R$ 667 mil de produção hospitalar, R$ 49.665 de produtividade médica e mais R$ 300 mil de um acordo judicial, quebrado pelo Executivo Municipal. A maior parte da dívida ainda se refere a faturamentos ainda do ano de 2015.
_Sem esses recursos, não temos como continuar a oferecer os serviços disponibilizados pelo SUS à população _, diz o diretor do Centro de Oncologia, médico José Cure de Medeiros. Segundo ele, a situação de hoje, que já é muito crítica, poderá se agravar ainda mais nos próximos dias.
Distorções
Cure alerta que, caso a prefeitura não regularize os repasses financeiros, o Centro de Oncologia será forçado a paralisar também o serviço de quimioterapia, interrompendo o tratamento dos pacientes com câncer. “Cerca de 700 pessoas seriam afetadas com a medida”, calcula o médico.
Se não do atraso no recebimento dos recursos do SUS, os valores pagos pelo Ministério da Saúde aos hospitais são insuficientes para cobrir as despesas com o tratamento. A situação se torna ainda mais complicada com a distorção dos valores pagos.
A diária de uma UTI de oncologia paga a um hospital de Natal é duas vezes maior do que a paga em Mossoró. Lá, o SUS (com complementação do Estado e da Prefeitura) a diária é de R$ 1.500,00. Em Mossoró, esse valor é de apenas R$ 450,00. Duas vezes menos.
Plus
E não é só isso. Uma mastectomia em Natal sai por R$ 1.650,00. Já em Mossoró, o SUS paga ao COHM apenas R$ 650,00. R$ 1 mil a menos. Os oncologistas estão se sentindo desestimulados, e muitos deles estão deixando Mossoró e indo para centros maiores, como Natal.
Um acordo entre a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado, solucionaria o impasse. Além da gritante diferença nos preços de exames e internação de UTI, os médicos querem o pagamento de um “plus” (suplementação) de 150% sobre a tabela de serviços do SUS, pago em Natal.
Com informações do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM).
A assessoria do presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), apresentou uma pauta de reivindicações ao governador Robinson Faria (PSD).
Foi em audiência nessa quinta-feira, 5, em Natal.
Robinson recebeu Jório (Foto: cedida)
Implantação do Programa Ronda Cidadã; melhorias na saúde do município e a instalação de um redutor de velocidade no trevo da RN 013 que liga Mossoró a Tibau/RN. Esses foram os pleitos apresentados por Jório Nogueira.
“Quanto à saúde solicitei mais atenção e ação do Governo do RN para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM)”, especificou.
Segundo o vereador, o governador se mostrou sensível à pauta apresentada por ele, na audiência.
A Câmara Municipal de Mossoró realizou nesta sexta-feira, 26, audiência pública que debateu a situação da Oncologia da cidade. As discussões iniciadas às 15h avançaram pela noite, em face da importância da temática.
Izabel presidiu, com Tomaz, a audiência (Foto: CMM)
Proposta pelos vereadores Izabel Montenegro (PMDB) e Tomaz Neto (PDT), a audiência teve o intuito de institucionalizar a criação da Frente Parlamentar de Estudos e Combate ao Câncer no Município de Mossoró.
A vereadora Izabel Montenegro ressaltou a dificuldade dos pacientes em conseguir uma cirurgia ou um tratamento custeado pelo SUS.
“É necessário destacar a situação periclitante que vivem as pessoas acometidas com essa doença em nossa cidade. Conseguir uma cirurgia ou um tratamento custeado pelo SUS transformou-se em uma verdadeira via crúcis, o que coloca os doentes em situação de risco de morte”, disse Izabel.
Já o vereador Tomaz Neto questionou a aplicação dos recursos públicos do Governo Federal, Estadual e Municipal.
“Hoje não sabemos a realidade da aplicação dos recursos públicos do Governo Federal, Estadual e Municipal, as parcerias, convênios e outros instrumentos de cooperação na área”, falou Tomaz.
Crise sem precedentes
Quanto à Frente Parlamentar, para os edis ela deverá lutar pelo acesso digno aos serviços de saúde por parte da população acometida com a doença.
“Precisamos empreender formas de combater o descaso das autoridades no trato com esse problema que já beira uma crise sem precedentes”, afirmaram.
Em outro momento da audiência, os convidados se pronunciaram. Hematologista Cure Medeiros detalhou o trabalho do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), que ele dirige.
“Já passaram-se 20 anos de serviços prestados a população de Mossoró e Região. Desde 1995 quando o serviço era isolado em Quimioterapia, o objetivo sempre foi o de prover à população carente de um serviço de qualidade, mais próximo de sua casa e de sua família”, disse Cure.
Em seguida, o médico Bernardo Rosado apresentou números do Hospital Wilson Rosado (HWR), e explicou que em nenhum momento o Hospital tentou monopolizar os serviços de saúde em Mossoró.
“Nunca pensamos em monopolizar os serviços de saúde da cidade. Nosso objetivo é somar, disponibilizando o serviço à população”, ressaltou Bernardo.
George Antunes, do Instituto do Coração, defendeu a união de todos em favor de um serviço de suma importância para a população. Em sua ótica, uma competição no setor é prejudicial a quem mais precisa: o paciente. Também assinalou que os serviços cobrados por UTI´s em Mossoró estão defasados, num comparativo com a capital, onde se cobra em média “R$ 1,5” por diária.
Ronaldo Fixina, representante dos anestesiologistas, elogiou estrutura do HWR e do COHM, assegurando que têm ótimas condições para que os profissionais trabalhem. Cobrou priorização da Saúde e criticou incapacidade dos gestores públicos em todas as esferas, de investirem na Saúde.
Participaram da audiência presidida pela vereadora Izabel Montenegro: Dr. Cure Medeiros, Diretor Técnico do Centro de Oncologia de Mossoró; Dr. Bernardo Rosado, Diretor do Hospital Wilson Rosado; Leodise Cruz, Secretária de Saúde de Mossoró; Aécio Mares Tarouco, representante do Ministério Público Federal (MPF); Sávio Bastos, Promotor de Justiça; Fábio Bezerra, Prefeito de Serra do Mel; Diego Tobias, representante da OAB; Gilberto Pedro, Presidente do Conselho Municipal de Saúde; Ronaldo Fixina, Anestesiologista; Paulo Mendes, Coordenador da Auditoria do Sistema Municipal de Saúde de Mossoró; Thiago Demetrio, representante da UERN; e Andrea Taborda, representante da UFERSA.
Além dos propositores da audiência, Izabel Montenegro e Tomaz Neto, estiveram presentes os vereadores: Jório Nogueira (PSD), Alex Moacir (PMDB), Francisco Carlos (PV), Vingt-un Neto (PSB), Genilson Alves (PTN), Nacízio Silva (PTN), Flávio Tácito (DEM), Genivan Vale (PROS) e Alex do Frango (PV).
A Câmara de Mossoró deverá realizar audiência pública para dissecar o atendimento oncológico (câncer) na cidade.
Falta definir uma data.
Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) também é cogitada, se a audiência pública não for esclarecedora.
Na sessão ordinária de hoje, o tema voltou à tona. Tomaz Neto (PDT) disse que pessoas aflitas o procuram, temendo por familiares com tratamento suspenso. Aí apelou:
– Vamos deixar de perder tempo discutindo Cidade Junina e Chuva de Bala para abordarmos o combate ao câncer e evitarmos uma chuva de morte em Mossoró.
Izabel Montenegro (PMDB) repetiu acusação contra o Hospital Wilson Rosado (HWR), de que tenta provocar fechamento do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) e Hospital da Solidariedade.
Francisco Carlos (PV) disse que a culpa do problema é do poder público, que não honra seus compromissos.
A Prefeitura de Mossoró pode ter contas bloqueadas esta semana.
A intervenção judicial é cobrada pela Liga Contra o Câncer e Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM).
Valores chegariam a cerca de R$ 1,9 milhão, informa uma fonte.
O Estado, forçado judicialmente, abriu o cofre na marra com pouco mais de R$ 900 mil ao Hospital da Solidariedade.
Funcionários com salários em atraso, medicamentos imprescindíveis que faltam e outros insumos sem cobertura, tornam o trabalho contra o câncer ainda mais difícil.
O Hospital Wilson Rosado (HWR) conseguiu receber débitos em grande atraso, graças ao uso desse meio de cobrança.
O Município de Mossoró garantiu a continuidade dos serviços de oncologia oferecidos pelo Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM). O acordo foi feito na manhã desta terça-feira, 24, entre o diretor do hospital, Cure de Medeiros, e o secretário de Planejamento, Josivan Barbosa.
Na negociação, ficou assegurado o repasse e a solução de dívidas anteriores, de maneira a garantir a manutenção dos serviços de relevância para Mossoró e região.
Recentemente, o município também realizou o contrato com os anestesiologistas e garantiu a retomada das cirurgias oncológicas e eletivas, que deverão ser iniciadas já na próxima segunda-feira, 2?
A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado já acumulam dívidas de R$ 3,5 milhões com o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) e o Hospital da Solidariedade (Hospital do Câncer) referente a procedimentos feitos pelo SUS. As dívidas comprometem serviços e prejudicam diretamente a população que busca atendimento público nos hospitais.
Cure: "insustentável" (Foto: extraída da Web, sem identificação)
De acordo com o médico José Cure de Medeiros, a dívida da Prefeitura com o Centro de Oncologia ultrapassa os R$ 2 milhões. “Sem esses recursos, não temos como atender dignamente a população e vamos ter que paralisar serviços”, diz ele. A dívida vai do pagamento a médicos à quitação de despesas com a manutenção da UTI.
A partir dessa quarta-feira (25), caso a Prefeitura não resolva o impasse, o Centro de Oncologia vai paralisar o atendimento pelo SUS. Os pacientes já vinham sendo prejudicados por causa do impasse entre a Prefeitura Municipal e os anestesiologistas, tal pendência já equacionada com um contrato entre as partes.
Situação “insustentável”
“Resolveram o problema dos anestesiologistas, mas estamos esperando que a Prefeitura atualize os repasses ao Centro de Oncologia, para que possamos pagar médicos e funcionários, e custeio, para que a população possa ser atendida”, explica Cure, citando que a situação financeira do COHM “está insustentável” no momento.
Segundo ele, o Centro não suporta trabalhar sem receber pelos serviços prestados. “Vamos chegar ao ponto de transferir pacientes”, sinaliza. A Prefeitura também vem retardando a assinatura do convênio com o Centro de Oncologia, necessário ao credenciamento do hospital do Sistema Único de Saúde pública.
A direção do Centro de Oncologia já se reuniu com a secretária de saúde da Prefeitura, Leodise Cruz, que sinalizou em sanar o impasse financeiro, garantindo o pleno funcionamento do COHM com as cirurgias oncológicas, atividades de UTI e serviços ambulatoriais. “Acreditamos que tudo será resolvido logo”, espera Cure.
Estado
A dívida do Estado com o Hospital da Solidariedade é de R$ 1,5 milhão, e se refere à produtividade dos meses de novembro e dezembro de 2014. Credenciado na União como unidade de alta complexidade oncológica, o pagamento dos serviços realizados no hospital é processado através do governo estadual.
O secretário estadual da saúde, Ricardo Lagreca, prometeu liberar parte dos recursos pendentes ainda esta semana, a fim de evitar a descontinuidade na assistência aos pacientes que fazem tratamento de quimioterapia e radioterapia no hospital. A unidade é vinculada à Liga do Câncer e também passa por uma grave crise financeira.
Com informações da Assessoria de Imprensa do COHM e Hospital do Câncer.
Em endereços próprios em redes sociais, hoje, a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) reproduziu informações veiculadas pela InterTV Cabugi sobre o drama de vítimas de câncer em Mossoró e da região.
Gente está morrendo, porque Prefeitura, Estado e anestesiologistas não se entendem.
Cruel, muito cruel.
Leia o que relata a deputada:
Boa noite, amigos.
Passando para fazer um desabafo com vocês. Hoje, o RNTV trouxe um assunto que já alertamos inúmeras vezes, inclusive, apresentando requerimento na Assembleia, cobrando solução urgente para o problema, que é a crise na assistência à pacientes com câncer em Mossoró.
Para se ter ideia da gravidade da situação, mais de 400 pacientes aguardam retirada de tumores e outros procedimentos essenciais contra diversos tipos de câncer. Isso porque as cirurgias ambulatoriais no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) estão paralisadas há quase quatro meses devido à greve de médicos anestesiologistas.
Esse problema seria resolvido se a Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado fizessem parceria, como foi feito em Natal, para pagar adicional de 150% sobre a tabela SUS para os médicos que fazem as cirurgias no Centro de Oncologia.
Em Natal, o Governo entra com contrapartida de 60% do valor pago aos profissionais, e a Prefeitura paga os 40% restantes.
Então, está mais do que na hora de a Prefeitura de Mossoró e o Estado resolverem esse impasse, e garantir isonomia no pagamento por cirurgias feitas em Natal em Mossoró. Porque, caso contrário, as greves seguirão acontecendo, e os pacientes continuarão sendo prejudicados.
Esse tipo de descaso do Poder Público está criando uma situação mais do que absurda: os pacientes com câncer vivem uma verdadeira loteria da vida.
Essa trágica realidade precisa mudar, a crise no tratamento contra o câncer em Mossoró necessita ser resolvida, com urgência, o Poder Público tem que agir imediatamente, porque o câncer não espera.
O povo de Mossoró e de vários outros municípios do Rio Grande do Norte não merecem essa situação absurda.
Fica aqui, mais uma vez, nosso apelo em favor da vida.
O médico-cirurgião de cabeça e pescoço Jorge Moura, membro do corpo clínico do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), participa de 5 (quarta-feira) a 7 (sexta-feira) de novembro, no Rio de Janeiro, de Seminário de Oncologia do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Moura: câncer em expansão (Foto: COHM)
Em pauta, a troca de experiências e a apresentação de novos protocolos de tratamento de doenças oncológicas. Atualmente, o Centro de Oncologia já disponibiliza de todos os procedimentos para o tratamento do câncer oferecidos nos melhores centros médicos de todo o Brasil.
“A nossa participação em seminários de atualização profissional, é importante para que possamos estar informados das novidades e avanços introduzidos no combate ao câncer, especialmente na minha área de atuação, o câncer de cabeça e pescoço”, diz o médico Jorge Moura.
Novos casos
Além do câncer de cabeça e pescoço, o Seminário do Inca tratará de outros tipos de tumores, como os cânceres ginecológicos e digestivos, entre outros. Na área de cabeça e pescoço, são mais frequentes os casos de câncer de laringe, tireoide e de pele.
No caso do câncer de pele, a média de ocorrências da doença em Mossoró e na região, é de 30 novos casos por mês, cerca de 360 notificações anuais.
Com informações da Assessoria de Imprensa do COHM.
Um fracasso de público, mas um êxito quanto ao nível de discussão. É assim que pode ser medida a reunião ampliada para discussão sobre problemas da Saúde em Mossoró, ocorrida no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró, à noite dessa quarta-feira (24).
A iniciativa foi promovida por um elenco de entidades e instituições privadas, públicas e filantrópicas que compõem parte do sistema de Saúde em Mossoró. Ao final, ficou a disposição de se produzir uma “Carta de Mossoró” à apresentação a representantes da classe política, Estado, Município e União, além de concorrentes ao Governo do Estado. Um ponto de convergência: ou todos se unem, ou Mossoró terá saúde pública/privada inviabilizada completamente.
Poucas pessoas prestigiaram a reunião, como os vereadores Tomaz Neto e Genivan Vale (Foto: extraída do Twitter)
Tudo pode ficar ainda pior, se é que isso é possível.
A reunião ofertou aos participantes a prerrogativa da intervenção quanto a aspectos diversos da Saúde, em Mossoró.
“”Nunca vi político, deputado, deputada, aparecendo para ser atendido no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM)”, ironizou o anestesiologista Ronaldo Fixina, da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM). Para ele, como esse estamento de poder tem meios financeiros e estrutura privada fora de Mossoró, não consegue medir realmente o drama vivido por pacientes, profissionais da Saúde e familiares. A “preocupação” deles com a Saúde é mera peça de retórica.
Passividade do povo
O hematologista Cure de Medeiros, do Hospital do Câncer e Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), disse estar assustado com “o silêncio dos bons” e a passividade da própria população, que parece ter começado a considerar natural morte de bebês, falta de assistência mínima e tantos outros sofrimentos. “Um dia essas pessoas vão precisar e talvez não tenham atendimento”, previu ele em relação às elites de Mossoró, mas asseverando que a união de todos pode minimizar o caos. “Eu não vou desistir”, declarou.
A médica Jandira Arlete de Freitas, com atuação no Programa Saúde da Família (PSF) desde 1999, criticou a prioridade na construção de UPA´s (Unidades de Pronto-Atendimento), quando o investimento prioritário deveria ser na prevenção, “onde 805 dos problemas podem ser resolvidos”. Para ela, Mossoró perdeu o rumo desse investimento, desperdiçando milhões e concorrendo para essa “vergonha”.
O vereador Genivan Vale (PROS), que é bioquímico-farmacêutico e servidor de carreira da Prefeitura, cobrou da classe médica-hospitalar participação nas discussões orçamentárias do município. Segundo ele, endossando palavras de Jandira Arlete, o investimento em UPA´s “é um equívoco” e de grande custo (cerca de R$ 8 milhões/ano). A prevenção é o caminho, para desafogar hospitais.
Gastos supérfluos
O mesmo vereador lembrou, que a Prefeitura de Mossoró despeja mais de R$ 4 ou 5 milhões por ano em festas, de R$ 5 a 7 milhões em propaganda, numa inversão de prioridade. Também lembrou que o próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) admitiu ter encontrado rombo de mais de R$ 46 milhões, superfaturamento em insulina e gás hospitalar, mas isso não gerou nenhum desdobramento. “Tem dinheiro”, identificou.
Outro raro político presente foi o vereador Tomaz Neto (PDT). Para ele, a crise na Saúde é indisfarçável, mas é também “uma crise moral”, que precisa ser discutida como fonte de boa parte dos problemas.
DIRETOR do Hospital Wilson Rosado (HWR), o cardiologista Bernardo Rosado previu que poderá fechar o atendimento ao sistema SUS no início do próximo ano. Em sua visão, a questão é política e torna-se imprescindível reajuste na tabela desse serviço público. “Está praticamente impossível”, definiu ele.
Representando o Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Mossoró, o ortopedista Manoel Fernandes lembrou que há uma relação de favorecimento à Saúde da capital, em detrimento do interior. Procedimentos pagos na capital, pelo Estado, são acima do que é ofertado a Mossoró. E os serviços são os mesmos. Os governadores até aqui, incluindo a mossoroense e pediatra Rosalba Ciarlini (DEM), desprezaram o interior.
Em Natal, o Estado garante 60% do pagamento em “plus” e a Prefeitura suplementa com 40%. Em Mossoró, isto não existe. É como se Mossoró não fizesse parte do Rio Grande do Norte.
Fechamento
O farmacêutico André Néo, representando a Associação Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), disse que a crise hospitalar é nacional, atingindo hospitais privados e até os filantrópicos. Vários fecharam em Mossoró e estão encerrando atividades pelo país. Mas também apontou que em Natal, por exemplo, o que é pago por uma UTI é o triplo do que a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) recebia.
A reunião contou com a escassa cobertura da imprensa de Mossoró. Por lá, apenas o editor deste Blog e o jornalista Cézar Alves. Nem TV, nem rádio, nem jornal impresso. Dos cerca de 320 médicos que atuam em Mossoró, cerca de 12 presentes. Da classe política, tão-somente os vereadores Tomaz Neto e Genivan Vale.
A secretária da Saúde do Município, Leodise Cruz, compareceu. Mas evitou falar. Apenas ouviu, ouviu, ouviu…
Do outro lado da cidade, no Expocenter, estava ocorrendo abertura da Feira de Fruticultura (Expofruit), com maciça presença de políticos, imprensa, além dos mais variados segmentos da sociedade.
O encontro foi promovido pela Associação Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), Clínica de Cirurgia de Mossoró, Grupo de Oftalmologia de Mossoró, Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Mossoró, Grupo de Pediatria de Mossoró, Hospital Wilson Rosado (HWR) e Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró.
Acontece nesta quarta-feira (24), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no bairro Nova Betânia, a reunião ampliada para discussão sobre os problemas enfrentados pela saúde pública em Mossoró, convocada por entidades médicas e hospitais. O encontro está previsto para começar às 19h30.
Na reunião, serão debatidos nove temas, tais como: assistência obstétrica totalmente precária e redução “impossível” de leitos para assistência de gravidez de baixo risco; fechamento de UTI adulta e neonatal; impossibilidade de realização de cirurgias oncológicas; ausência de plantonistas da Ortopedia/Traumatologia no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).
E ainda: eormes dificuldades para realização de exames de média e alta complexidade; extensas filas (mais de 700) de espera por procedimentos cirúrgicos de pequena, média e alta complexidade (cirurgias ortopédicas, gerais, ginecológicas, oncológicas); transferência de pacientes para atendimento em Russas, Natal e Alexandria.
Por fim,o encontro médico debaterá ainda a falta de equivalência remuneratória aos profissionais da saúde com co-participação do Estado e Município (já existente em Natal há muito tempo); e o fechamento de oito unidades hospitalares na cidade.
Crises
Para os idealizadores do evento, a saúde pública de Mossoró passa por várias crises em 10 anos.
“A assistência médica especializada está sendo sepultada e a falta de entendimento entre os gestores municipal e estadual – já solucionada na capital do Estado – aliada a indiferença da população, ratifica a nossa preocupação e reforça a necessidade de atuação com responsabilidade, equilíbrio e respeito a todas as partes”, diz a organização em nota oficial.
O encontro será realizado pela Associação Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), Clínica de Cirurgia de Mossoró, Grupo de Oftalmologia de Mossoró, Grupo de Ortopedia e Traumatologia de Mossoró, Grupo de Pediatria de Mossoró, Hospital Wilson Rosado (HWR) e Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia de Mossoró.
O Centro Acadêmico 8 de Julho da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) realizam no período de 15 a 16 próximo (quinta, sexta e sábado), o 2º Simpósio Mossoroense Multidisciplinar de Oncologia.
O encontro propõe a discussão do tema “Discutindo a Oncologia sob Diversos Olhares”.
A abertura do simpósio acontece na quinta-feira (15), às 19h, no auditório da Faculdade de Medicina (bairro Aeroporto), com o credenciamento dos participantes, seguido de mesa redonda sobre o tema “Cuidado ao paciente estomizado”, a cargo da enfermeira Daniela Cardoso Carlos, do COHM.
Tratamento oncológico
O evento será retomado na manhã de sexta-feira (16) com apresentação de um documentário destacando a reabilitação de mulheres mastectomizadas.
Nesse mesmo dia, o simpósio ainda tratará sobre a atenção psicológica no tratamento oncológico, os direitos dos pacientes com câncer, a ocorrência da neurotropenia febril no paciente oncológico, a assistência aos pacientes em radioterapia, a importância na cirurgia oncológica para o tratamento do câncer, entre outras temas importantes.
No sábado, a programação de encerramento do simpósio começa pela manhã, com exposição de documentário sobre o câncer de boca e orofaringe, a cargo do médico Thiago Demétrios. Outros temas estarão em pauta, como por exemplo, a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.
O painel de fechamento do simpósio, às 17h, falará sobre o cuidado na assistência de enfermagem ao paciente oncológico.
No próximo dia 31 de maio, será realizada a 2a etapa do Mutirão da Solidariedade. A ação é promovida conjuntamente pelo Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM), Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) e a Clínica de Pescoço de Mossoró.
Nessa etapa do mutirão, as consultas serão oferecidas para pacientes com suspeita de câncer de tireóide. O atendimento será feito pelos médicos cirurgiões de cabeça e pescoço, Thiago Demetrio, Jorge Moura, Diógenes Paiva; e pelas endocrinologistas Patrícia Jovelina e Gilka Torres.
A ação será realizada das 08:00h às 11:30h no COHM, sem necessidade de agendamento.
Para Mais informações, entrar em contato através dos telefones (84) 3323-7702 e (84) 3323-7709, ou na recepção do Centro de Oncologia de Mossoró, antiga Casa de Saúde Santa Luzia.
Venho através deste pedir para você interceder mais uma vez em favor dos funcionários do Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM).
Com relação a postagem que você colocou no seu Blog mês passado falando sobre o atraso salarial, foi de grande importância, com poucos dias eles pagaram tanto o décimo como o salário do mês de dezembro que estavam atrasados.
Porém, esse mês o silêncio reinou total novamente, o salário do mês de janeiro que era para ter sido paga no quinto dia útil de fevereiro ainda não foi pago, e sobre o plano de saúde ninguém toca no assunto (acho que esse foi esquecido de vez).
Eu gostaria se possível você ajudasse os funcionários novamente, dando uma forcinha aqui no blog.
Desde já agradeço.
Nome preservado para evitar algum tipo de represália.