Arquivo da tag: Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM)

Verba indenizatória de vereador fica mais rígida para evitar desvios

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

A Câmara Municipal de Natal atualizou as regras da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), a verba indenizatória, com a aprovação da Lei nº 8.009/2025, sancionada em dezembro pelo prefeito Paulinho Freire (UB). A reformulação foi conduzida pelo próprio Legislativo, em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado com o Ministério Público de Contas (MPC/RN) e homologado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN).

O TAG teve origem em análises técnicas do MPC/RN que identificaram lacunas como critérios imprecisos, limites pouco definidos e falhas de transparência que dificultavam a atuação da Controladoria da Câmara e comprometiam a segurança na aplicação de recursos públicos.

Mudanças

A nova lei estabelece limite mensal de R$ 22 mil, cria tetos por tipo de despesa e define de forma expressa o que pode ou não ser ressarcido. Passam a ser proibidos gastos com publicidade sem caráter educativo, locação de imóveis, manutenção de veículos, consultorias sem justificativa técnica, passagens sem autorização prévia e contratos com empresas ou pessoas vinculadas a parlamentares ou servidores. O caso da vereadora Brisa Bracchi (PT), que responde a processo que pode cassá-la, concorreu para maior rigidez da verba indenizatória.

Também foi criado o Núcleo da Verba Indenizatória (NVI), formado majoritariamente por servidores efetivos, responsável pela análise técnica de todos os processos. Os pagamentos só ocorrerão após parecer conclusivo do NVI e manifestação da Controladoria, padronizando procedimentos e fortalecendo o controle interno.

O caso da vereadora Brisa Bracchi (PT), que responde a processo interno que pode cassá-la, concorreu para maior rigidez da verba indenizatória. Ela teria utilizado recursos públicos para financiamento de evento de apelo político-partidário (veja AQUI).

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Promotoria recomenda que vereadores não recebam verba

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Mossoró, recomendou que a Câmara Municipal suspenda imediatamente o pagamento da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM). Em inquérito civil, a unidade ministerial verificou a publicação de uma lei (em janeiro desse ano) que traz uma suposta afronta à medida cautelar aplicada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), em um acórdão.

A lei não discrimina nem regulamenta as despesas ordinárias que serão licitadas pela Câmara Municipal de Mossoró. Isso vai de encontro às normas da execução da despesa pública previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O diploma legal ainda desautoriza o exercício de juízo de valor, pelo órgão de controle interno, acerca do objeto da contratação, conferindo, portanto, verdadeiro salvo-conduto para a aquisição indiscriminada de bens e serviços, entre outras anomalias.

A conduta afronta os princípios da eficiência, moralidade e economicidade – assinala o MPRN.

Acompanhe AQUI, em várias matérias, cobertura sobre a instituição da CEAPM.

Leia a íntegra da recomendação AQUI.

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Juiz nega liminar contra instituição de Verba de Gabinete

Pedro: nova tentativa (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

O juiz Pedro Cordeiro Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, negou liminar solicitada pelos advogados Jeferson Santos e Joathan Robério, que pedia a suspensão imediata da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), a conhecida Verba de Gabinete, na Câmara Municipal de Mossoró.

No entanto, o mérito dessa ação ainda não foi julgado.

O magistrado levou em conta o argumento da Procuradoria da Câmara: o benefício não é pago desde 2016 e só será retomado depois do mérito ser julgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que foi quem orientou a suspensão.

O juiz não viu a necessidade de urgência para apreciação e também não julgou legalidade ou ilegalidade.

A verba de gabinete foi aprovada pelos parlamentares no dia 23 de janeiro deste ano e sancionada logo no dia seguinte. O valor é de R$ 4,5 mil/mês, por vereador.

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Vereadores engrossam “pelotão” contra penduricalhos

Até o final da manhã de hoje (14), quatro vereadores oficializaram à Câmara Municipal de Mossoró renúncia ao recebimento da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), a “Verba Indenizatória”, e cota mensal de combustível.

Quem abriu o “pelotão” ontem (veja AQUI) foi Raério Araújo (PRB); professor Francisco Carlos (PP), Gilberto Diógenes (PT) e Emílio Ferreira (PSD) também não querem.

– Eu me posicionei contrário ao retorno da verba indenizatória nas duas votações ocorridas em plenário e, por uma questão de coerência, responsabilidade e compromisso com ética e moralidade na coisa pública, abri mão tanto da verba quanto da cota de combustível”, afirmou Emílio Ferreira.

A presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB), presente em Natal para audiência pública sobre indústria salineira (veja AQUI), hoje, na Assembleia Legislativa, reiterou ser contra ambos benefícios. A propósito, há tempos.

Nos bastidores do Legislativo, é dado como certo que outros vereadores também abram das duas subvenções, diante da repulsa que os penduricalhos têm provocado na opinião pública.

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Vereador abre mão de Verba de Gabinete e cota de combustível

Vereador oficializou decisão (Reprodução)

Em comunicado oficial passado à Presidência da Câmara Municipal de Mossoró, o vereador Raério Araújo (PRB), o “Raério Cabeção”, cientifica a presidente Izabel Montenegro (MDB) que abre mão de Verba de Gabinete e cota de gasolina.

Ele justifica, que a “decisão foi tomada em consenso com o nosso alinhamento político e pessoal”.

Raério é vereador de oposição e cumpre seu primeiro mandato.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), ou Verba de Gabinete, foi aprovada há pouco menos de um mês, com valor mensal de R$ 4,5 mil mas até o momento não foi paga.

O caso foi judicializado  (veja AQUI e AQUI).

Quando à cota de combustível, o seu valor é de R$ 2 mil/mês por vereador e já está efetivada para liberação.

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Câmara e Prefeitura vão se manifestar sobre verba de gabinete

Cordeiro: Esclarecimentos (Foto: arquivo)

Do Blog Saulo Vale

O juiz Pedro Cordeiro Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, intimou a Presidência da Câmara Municipal e a Procuradoria Geral do Município para se manifestarem sobre a liminar, através de ação popular, que pede a suspensão da verba de gabinete para os 21 vereadores.

A manifestação deve ser em 72h.

Na sexta-feira (8), os advogados Jeferson Santos e Joathan Robério entraram com esse meio processual (veja AQUI) para derrubada da denominada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM).

Cada um dos 21 vereadores da Câmara Municipal de Mossoró deve receber R$ 4,5 mil/mês para despesas gerais de gabinete, segundo aprovação de lei no dia 22 de janeiro, sancionada pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP) no dia seguinte.

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Ação popular tenta derrubar nova verba de gabinete

Jeferson e Joathan: ação cidadã (Foto: Web)

Do Blog  Saulo Vale

Os advogados  Jeferson Santos Teixeira da Silva e Joathan Robério Silva entraram com ação popular para suspender a liberação da verba de gabinete, denominada de Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), para os 21 vereadores da Câmara Municipal de Mossoró.

O benefício foi aprovado pelos parlamentares em 22 de janeiro (veja AQUI), por 11 votos a oito e foi sancionado no dia 23 de janeiro deste ano.

O valor é de R$ 4,5 mil/mês, por vereador.

Os advogados alegam que a verba de gabinete viola a constituição, pois institui verba indenizatória para custear despesas pessoais, que caberiam ao próprio salário do vereador, ou ordinárias, que deveriam ser custeadas pela Câmara mediante licitação.

Pedem ainda que a Justiça determine a devolução dos valores, caso o benefício tenha sido liberado. A ação será julgada pelo juiz Pedro Cordeiro Júnior, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró.

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Verba de R$ 4,5 mil/mês é aprovada; presidente espera TCE

Do Blog Carol Ribeiro

O texto final do projeto que dispõe sobre a verba indenizatória na Câmara de Mossoró foi aprovado nesta terça-feira (22) com sete votos favoráveis. Votaram os vereadores Aline Couto (PHS), Alex Moacir (MDB), Alex do Frango (PMB), Rondinelli Carlos (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Maria das Malhas (PSD) e João Gentil (sem partido).

Mesmo com a aprovação, a presidente Izabel Montenegro (MDB) reafirmou ao Blog que só vai pagar a verba quando mérito da matéria for julgado no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O projeto 339/2018 cria a denominada Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) e teve seis abstenções: Emílio Ferreira (PSD), Petras Vinicius (DEM), Francisco Carlos (PP), Didi de Arnor (PRB), Tony Cabelos (PSD) e Ricardo de Dodoca (PROS).

O único vereador contrário foi Raério Araújo (PRB).

Izabel

Os vereadores Sandra Rosado (PSDB), Genilson Alves (PMN) e Zé Peixeiro (PTC) não estavam presentes na sessão extraordinária que foi convocada para hoje (22).

O projeto que fixa cota para o exercício da atividade parlamentar já havia sido votado, mas o texto final com 12 emendas precisava de aprovação. O valor da verba indenizatória foi fixado em R$ 4.500.

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Câmara Municipal continua com série de exonerações

Segue na Câmara Municipal de Mossoró a série de exonerações pontuais de nomes indicados por vereadores, para cargos em comissão.

No Diário Oficial da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM/RN) desta quinta-feira (10), mais dois.

Seriam pessoas ligadas ao vereador Zé Peixeiro (MDB); ele nega.

Nessa sexta-feira (11), é provável que outros comissionados tenham o mesmo destino.

Os exonerados são da cota de vereadores que abriram dissidência e deflagraram oposição ostensiva à presidente da Casa, vereadora Izabel Montenegro (MDB). O não pagamento por autorização dela da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) (veja AQUI) – foi o estopim desse conflito.

Leia também: Mais dois cargos comissionados são descartados.

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Mais dois cargos comissionados são descartados

Didi foi alcançado (Foto: Web)

O vereador Didi de Arnor (PRB) teve dois nomes indicados por ele exonerados de cargos comissionados na Câmara Municipal de Mossoró.

Outros parlamentares como João Gentil (sem partido), Aline Couto (sem partido) e Sandra Rosado (PSDB) já tiveram igual bota-fora assinado pela presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB).

O enxugamento é desdobramento da guerra interna entre uma ala de vereadores e Izabel. Foi agravada pela posição da presidente de não atender à operacionalização da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) aprovada em plenário (veja AQUI).

Esse duelo quase impedia a posse de Izabel Montenegro para novo mandato como presidente (veja AQUI).

Outros rounds virão.

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Justiça garante posse de Izabel Montenegro em presidência

A juíza de direito plantonista Giulliana Silveira de Souza emitiu despacho relativo à Ação Ordinária que visava impedir a posse da vereadora Izabel Montenegro (MDB), para novo mandato como presidente da Câmara Municipal de Mossoró. Ela indeferiu o pedido feito por seis vereadores da oposição e do governismo.

Decisão favorável à Izabel é mais um capítulo na luta de vereadores para obtenção de mais benefícios pessoais (Foto: arquivo)

Sua manifestação aconteceu neste sábado (29).

Na inicial, os vereadores também queriam agilizar realização de novas eleições à mesa diretora em regime de urgência, alterando resultado do pleito interno acontecido há mais de um ano e dois meses – 24 de outubro de 2017 – em que eles mesmos votaram em Izabel para novo mandato presidencial. Ela é a atual presidente desde 1º de janeiro de 2017.

Giulliana Silveira de Souza entendeu, que os autores da ação – vereadores Alex do Frango (PMB), Aline Couto (sem partido), Didi de Arnor (PRB), Genilson Alves (PMN), Zé Peixeiro (MDB) e Sandra Rosado (PSDB) – não apresentaram argumentos que sustentassem os pedidos feitos para a liminar.

‘Moralidade’ com atraso

“Os fatos alegados na inicial como sendo aqueles suscetíveis de invalidação por eventual desrespeito ao devido processo legislativo e inobservância ao princípio da moralidade, remontam ao ano de 2017, especificamente aos meses de outubro e novembro. Com efeito, as alterações promovidas no Regimento Interno da Câmara Municipal de Mossoró com relação aos fatos relatados na inicial não foram recentes, tampouco a eleição de Maria Izabel Araújo Montenegro como Presidente da Mesa Diretora (ocorrida em 24/10/2017)”, dissertou a magistrada.

“De fato, não se vislumbra nos documentos juntados com a inicial qualquer impugnação às alterações e à eleição da referida vereadora no período oportuno, inclusive não tendo sido interposta até a presente data qualquer ação judicial a este respeito (exceto esta, obviamente)”, reforçou Giulliana Silveira de Souza.

Dinheiro

Em sua defesa, Izabel Montenegro alertou que “num arroubo tardio de disfarçada ‘moralidade'”, os vereadores tentavam na verdade a sua destituição presidencial, com intuito de se apropriarem de direitos subjetivos. “O verdadeiro pano de fundo é a briga dos Vereadores para receber a verba de gabinete (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal-CEAPM), sustada por medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE)”, apontou.

Em face do pronunciamento judicial, a posse de Izabel Montenegro para presidir a Câmara Municipal de Mossoró por mais dois anos (2019-2020) está mantida. Acontecerá na próxima quinta-feira (3), às 10h, na sede desse poder.

Leia também: Izabel reage à ‘disfarçada moralidade’ de vereadores revoltados.

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Izabel reage à ‘disfarçada moralidade’ de vereadores revoltados

A ação protocolada por seis vereadores consorciados das alas governista e oposicionista em Mossoró, com objetivo de barrar a posse para novo biênio presidencial na Câmara Municipal de Mossoró, da atual presidente Izabel Montenegro (MDB), teve manifestação em juízo da parlamentar. Um contra-ataque, que se diga.

A defesa foi formalizada nessa sexta-feira (28) pelo advogado Marcos Araújo. Enfrenta ação apresentada no plantão judicial natalino no último dia 24, pelos vereadores Alex do Frango (PMB), Aline Couto (sem partido), Didi de Arnor (PRB), Genilson Alves (PMN), Zé Peixeiro (MDB) e Sandra Rosado (PSDB). Eles tentam provocar nova eleição ao cargo e mesa diretora como um todo.No pleito interno acontecido no dia 24 de outubro de 2017, portando há mais de um ano e dois meses, todos os litigantes votaram para novo mandato presidencial de Izabel. Os bastidores foram tensos. Leia: Izabel obtém nova presidência abortando conspiração.

A demanda dos vereadores é tratada como “tentativa de extorsão por via judicial e Litigância de má-fé”, na manifestação de Izabel Montenegro.

No arrazoado, o advogado assinala: (…) Passados mais de um ano das alterações legislativas na Lei Orgânica do Município e das eleições para a Mesa Diretora da Câmara, num arroubo tardio de disfarçada “moralidade”, estando o Judiciário em pleno recesso, querem os autores “a suspensão imediata dos efeitos da eleição e a posse dos membros da Mesa Diretora havida na Quinquagésima Sexta (56ª) Sessão Ordinária do Segundo (2º) período da Décima Oitava (18ª) legislatura da Câmara Municipal de Mossoró, datada de 24 de outubro de 2017, para o biênio 2019/2020″.

Verba em jogo

O Blog Carlos Santos na quinta-feira (27), em postagem sob o título Complô de insatisfeitos tenta implodir posse de presidente, já levantara essa linha de raciocínio. Apontamos: “(…) Amuados, com interesses particulares contrariados, os vereadores procuram melar o que avalizaram lá atrás, para parecer que tudo ficará limpo daqui para frente. Esse complô de insatisfeitos e arrependidos é caricato”.

O advogado é esclarecedor: “O verdadeiro pano de fundo é a briga dos Vereadores para receber a verba de gabinete, sustada por medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 20. Por decisão do TCE – Tribunal de Contas do Estado, foi suspenso o pagamento da verba de gabinete aos vereadores, por entender aquele órgão que tal elemento de despesa seria insuscetível de controle e aferência do interesse público na consumação dos gastos”.

Saindo da linha política para arrimar o contraponto em aspectos meramente jurídicos, Marcos Araújo lista que as fundamentações da inicial contra Izabel Montenegro são teratológicas (mal concebidas, monstruosas). Não se sustentam numa simples espiadela de soslaio à legislação.

Argumentos da Defesa:

a) Não ser cabível a medida pretendida em regime de plantão;

b) Por ser a ação eleita totalmente equivocada;

c) Por ser do Tribunal de Justiça a competência para a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal;

d) Por não ter havido vícios procedimentais nos processos legislativos que modificaram a Lei Orgânica Municipal (arts. 44e 45) e o Regimento Interno;

e) Por não existirem os elementos autorizadores (probabilidade do direito e perigo de dano), nos moldes do art. 300 do CPC/15, com base nos argumentos evidenciados nesta petição.

Assim, ele pede que a Justiça negue o pedido de liminar. O processo deverá ser despachado pela juíza Giulliana Silveira  de Souza, que está de plantão até amanhã (domingo, 30).

A posse da atual presidente Izabel Montenegro para o segundo e último biênio da atual legislatura está marcada para o próximo dia 3 (quinta-feira).

Leia também: Nova verba para vereadores custará 1,134/milhão por ano;

Leia também: TCE/RN não reconhece nova Verba de Gabinete de vereadores.

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TCE/RN não reconhece nova verba de gabinete de vereadores

Do Diário Político

A repórter Elizângela Moura da rádio TCM 95 FM de Mossoró entrevistou ontem (terça-feira, 11), por telefone, o presidente do Tribunal de Contas do RN, Gilberto Jales. A pauta da radialista foi motivada pela aprovação do projeto de lei que regulamenta a verba de gabinete na Câmara municipal de Mossoró.

Gilberto: verba de Mossoró sem aval até aqui (Foto: Web)

Perguntado sobre a suspensão da verba indenizatória no legislativo mossoroense em 2016 e aprovação da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), Gilberto Jales, afirmou que são duas coisas distintas sobre o mesmo assunto. É que a verba foi suspensa em mais de 20 Câmaras municipais, inclusive Mossoró, porque não estava servindo à finalidade indenizatória.

“A medida cautelar está válida e ainda não foi julgado mérito da questão, porque ainda estamos ouvindo alguns citados. Sobre esta nova situação o tribunal não pode transcorrer sobre algo que não está no tribunal que até agora não foi provocado”.

Alerta

Em alguns casos onde a verba foi suspensa houve revogação da medida cautelar para retorno dos recursos indenizatórios, mas Mossoró ainda não.

Jales afirmou que provavelmente o TCE vai anexar o conteúdo da lei que foi aprovada ao processo que suspendeu a verba para análise. “Embora tratem do mesmo tema cada um tem sua particularidade”, alertou o presidente do Tribunal.

A Câmara de Mossoró, por intermédio da Presidente Izabel Montenegro (MDB) deverá provocar o TCE/RN ainda esta semana.

Leia também: Câmara aprova verba de R$ 4,5 /mês para cada vereador;

Leia também: Nova verba para vereadores custará R$ 1,134 milhão por ano.

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Nova verba para vereadores custará R$ 1,134 milhão/ano

O projeto de lei 339/2018 que trata da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), aprovada (veja AQUI) à manhã desta terça-feira (11) pela Câmara Municipal de Mossoró, ensejará gasto financeiro de R$ 94.500,00 por mês em favor dos 21 vereadores.

A CEAPM estabelece o uso de R$ 4,5 mil por gabinete todo mês, com despesas (comprovadas) em favor de cada mandato, como material de expediente, produtos de limpeza, água mineral etc.

Ao ano, o custo da CEAPM chegará a R$ 1,134 milhão.

Em entrevista ao Programa Meio-dia Mossoró da FM 95,7 de Mossoró na última quinta-feira (6), a presidente da Câmara Municipal de Mossoró – Izabel Montenegro (MDB) – deixou clara sua posição contrária à aprovação da CEAPM e o porquê:

– “Não pago a verba sem autorização do TCE (Tribunal de Contas do Estado)”.

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Câmara aprova verba de R$ 4,5 mil/mês para cada vereador

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou nesta manhã de terça-feira (11) a implantação da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), nova versão da Verba Indenizatória/Verba de Gabinete.

Placar mostra resultado final da votação com vitória folgada da aprovação (Foto: BCS)

Os vereadores Emílio Ferreira (PSD), Flávio Tácito (PPL), Petras Vinícius (DEM), Francisco Carlos (PP), Manoel Bezerra (PRTB), Raério Araújo (PRB), Tony Cabelos (PSD) e Ricardo de Dodoca (PROS) foram os únicos votos contrários. A presidente Izabel Montenegro (MDB) já tinha se postado contrária à matéria. Porém só vota em caso de empate em plenário, o que não aconteceu.

Votaram favoravelmente os seguintes vereadores: João Gentil (sem partido), Aline Couto (sem partido), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Alex do Frango (PMB), Alex Moacir (MDB), Maria das Malhas (PSD), Rondinelli Carlos (PMN), Zé Peixeiro (PTC), Didi de Arnoud (PRB),  e Sandra Rosado (PSDB).

A vereadora e deputada estadual eleita Isolda Dantas (PT) é favorável ao projeto de lei 339/2018 que trata da CEAPM, mas não compareceu à sessão.

Cada vereador terá direito a R$ 4,5 mil a mais de gasto por mês. No projeto original apresentado à semana passada, o valor seria de R$ 9 mil (veja AQUI).

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“Não pago a verba sem autorização do TCE”, diz Izabel

Entrevistada no Meio-Dia Mossoró da FM 95.7 de Mossoró nesta quinta-feira (6), a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) foi enfática sobre o possível retorno da verba de gabinete:

Izabel sustenta luta contra a maioria (Foto: Bruno Barreto)

“Não pago a verba sem autorização do TCE”.

Ela explicou que é preciso entender que o Tribunal de Contas do Estado suspendeu o pagamento do serviço em abril de 2016 e só haverá legalidade quando o órgão der a liberação.

“Dizem que o TCE não determina nada, mas pode tornar a gente inelegível. É preciso respeitar a decisão”, explicou ela em sabatina feita pelo jornalista Bruno Barreto, âncora do programa.

Leia também: Nova Verba Indenizatória de vereadores tem amplo apoio na Casa.

Nota do Blog Carlos Santos – A posição da presidente merece elogios. Bate de frente, cria antipatias e abre um fosso entre ela e a maioria dos membros da CMM.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), antes conhecida como Verba de Gabinete ou Verba Indenizatória, está longe de atender o interesse público, mesmo que possa ser importante à melhoria do mandato. É oportuna?

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Nova Verba Indenizatória de vereadores tem amplo apoio

Do Blog Saulo Vale

Se fosse votado hoje, com a presença de todos os vereadores, o Projeto de Lei que garante o retorno do pagamento da Verba de Gabinete (Verba Indenizatória) teria sido aprovado no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. O recurso está suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde maio de 2016.

Plenário majoritariamente favorável (Foto: Edilberto Barros)

A proposta prevê a verba mensal no valor de R$ 4.500, após modificação do documento inicial, que previa R$ 9 mil/mês. O projeto será votado na próxima terça-feira (11), no plenário da Casa.

O Blog Saulo Vale fez uma enquete com os vereadores e mostra o posicionamento de cada parlamentar. A aprovação seria por 12 votos a 8. A presidente da Câmara, Izabel Montenegro (MDB), só votaria em caso de empate, conforme prevê o Regimento Interno.

Contrários ao projeto: Manoel Bezerra (PRTB), Izabel Montenegro (MDB), Francisco Carlos (PP), Petras Vinícius (DEM), Raério Araújo (PRB), Flávio Tácito (PPL), Ricardo de Dodoca (PROS), Emílio Ferreira (PSD) e Tony Cabelos (PSD).

A favor do projeto: João Gentil (sem partido), Aline Couto (sem partido), Genilson Alves (PMN), Ozaniel Mesquita (PR), Alex do Frango (PMB), Alex Moacir (MDB), Maria das Malhas (PSD), Rondinelli Carlos (PMN), Zé Peixeiro (PTC), Didi de Arnould (PRB), Isolda Dantas (PT) e Sandra Rosado (PSDB).

Em tempo: Os vereadores contrários ao projeto afirmam, de forma unânime, que não são contra o retorno da verba de gabinete, já que, segundo eles, o dinheiro já existe. Ou seja, não implicaria em aumento de repasses do duodécimo da Prefeitura à Câmara. Mas destacam que preferem aguardar posição favorável do TCE sobre uso da verba de gabinete.

Leia também: Vereadores adiam votação de nova Verba Indenizatória.

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Vereadores adiam votação de nova “Verba Indenizatória”

O projeto que trata da implantação da Verba Indenizatória dos vereadores mossoroenses, agora sob denominação de Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), acabou retirado de pauta pela presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (MDB).

Ela justificou, sob protesto de alguns vereadores, que a matéria não tinha cumprido prazo regimental para apreciação e votação.

O assunto não está encerrado.

À próxima semana, o projeto deverá ser aprovado. Há acordo de lideranças e a grande maioria endossa a proposição, mas com alteração do texto original que previa injeção de R$ 9 mil por gabinete, por vereador, mensalmente.

A mudança enseja o recuo no valor mensal por vereador/gabinete para R$ 4.500,00.

Leia também: Vereadores podem receber “Cota” de mais de R$ 2,2 milhões.

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Vereadores ignoram terceirizados e apressam verba milionária

Câmara deve explicações (Foto: arquivo)

A agilidade com que a Câmara Municipal de Mossoró marcha para aprovar o projeto que dispõe sobre a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), é diametralmente oposta ao drama de centenas de pessoas que ela deveria escudar e não o faz.

Até o momento, os vereadores não conseguiram marcar uma data e horário para realização de Audiência Pública sobre o atraso no pagamento de servidores terceirizados da Prefeitura Municipal de Mossoró. Tem incontáveis trabalhadores que estão há mais de oito ou dez meses sem pagamento.

Mas a votação do projeto da CEAPM (veja AQUI e AQUI) deverá acontecer nessa quarta-feira (5). Poderá gerar um gasto suplementar de mais de R$ 2,2 milhões em 2019 nesse poder, com verba mensal de R$ 9 mil por gabinete de vereador.

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Vereadores podem receber “Cota” de mais de R$ 2,2 milhões

Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM) vai ser aprovado (Foto: Diário Político)

O penduricalho que vereadores de Mossoró tentavam aprovar, “na moita”, descoberto nesta terça-feira (4) pelo jornalista Vonúvio Praxedes em seu Blog Diário Político (veja AQUI), poderá custar R$ 2,268 milhões em 2019 ao contribuinte mossoroense.

É a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM), nomenclatura pomposa para substituir a desgastada denominação de “Verba de Gabinete” ou “Verba Indenizatória”. Acordo de bastidores vai levá-lo à aprovação em regime de urgência, mas noutra sessão, com alguma alteração.

Sem alardes e no apagar das luzes do ano passado (veja AQUI), a CMM aprovou a Verba Indenizatória de Atividade Parlamentar, publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) de 26 de dezembro de 2017 AQUI. Mas condicionou o desembolso às condições de caixa desse poder.

Estabelecia uma cota/mês de R$ 4.410,00 para despesas (comprovadas) em favor de cada mandato. A lei dizia que o limite máximo mensal seria correspondente a 35% do subsídio bruto do vereador, “progressivamente ao orçamento anual”.

Subsídios, férias, 13º e agora o CEAPM

O custo mensal (21 parlamentares) da Verba Indenizatória ficaria em torno de R$ 92.110,00 e totalizaria R$ 1,320 milhão no primeiro ano, para atender a todos os parlamentares.

Nesse novo projeto, cumulativamente os 21 parlamentares terão R$ 189 mil/mês (em vez de R$ 92.110,00) para melhoria do exercício legislativo, com gastos do gabinete.

Se não houver mudança no enunciado da matéria, com encolhimento de valores, o custo da CEAPM atingirá a soma de R$ 2,268 milhões em 2019.

Mixaria de R$ 9 mil/mês por vereador e não mais R$ 4.410,00.

Custo anual de R$ 108 mil por parlamentar, em vez de 52.920,00 do projeto aprovado em 2017.

Nessa contabilidade não entra, claro, os subsídios brutos mensais de cada vereador que chegam a R$ 12.600,00  – veja AQUI. Eles ainda possuem direito a um terço de férias remuneradas (veja AQUI) e empalmam o 13º salário.

Nota do Blog – A CEAPM pode ser legal, mas é sensato, é prudente nesses tempos de crise tão aguda?

P.S – Leia também: Vereadores adiam votação para retorno de verba (Diário Político).

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