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Carro é incendiado em Mossoró; ônibus é atacado em Baraúna

Do Blog Fim da Linha

Carro foi devorado pelas chamas no Alto da Pelonha (Foto: Reprodução)
Carro foi devorado pelas chamas no Alto da Pelonha (Foto: Reprodução)

A cidade de Mossoró na região Oeste do Rio Grande do Norte registrou na noite desta sexta-feira 17 de março de 2023, um ataque criminoso na região do Alto da Pelonha, próximo ao novo Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. De acordo com a Polícia Milita,r cerca de cinco indivíduos abordaram um veículo e ordenaram que o motorista saísse do carro.

Quando assim ele o fez, os criminosos atearam fogo. O veículo ficou completamente destruído. O caso deixou moradores do local em pânico. A Polícia Militar foi acionada, mas quando chegou no local, não havia nenhum suspeito por perto, só o carro destrúido pelo fogo.

Ataque em Baraúna

Na Comunidade de Campestre na zona rural de Baraúna, a 32 km de Mossoró, também, foi registrado um ataque criminoso. Bandidos de motocicletas, tentaram incendiar um ônibus.

Segundo informações da polícia, os criminosos utilizaram gasolina para tentar queimar o veículo, mas não conseguiram, uma vez que populares apagaram o fogo.

Nota do Canal BCS – Sobre esse crime do carro queimado em Mossoró, a polícia apura outra versão. Investigação vai noutro caminho bem diferente. Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cheyenne, Cherokee ou Navajo.

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A saga de Valdetário Carneiro, precursor do ‘novo cangaço’

Valdetário morreu aos 44 anos em 2003 (Foto: reprodução)
Valdetário morreu aos 44 anos em 2003 (Foto: reprodução)

O maior portal de notícias da América Latina, o UOL, tem postagem especial nessa quinta-feira (11) focando Valdetário Carneiro, morto em operação policial no dia 10 de dezembro de 2003, no sítio Pau de Leite, município de Lucrécia-RN, região Oeste do RN.

A matéria assinada pelo colunista Josmar Jozino faz um resumo da vida errante do mecânico José Valdetário Benevides Carneiro, natural de Caraúbas-RN, que morreu aos 44 anos de idade. Ele é considerado o precursor do chamado “novo cangaço”, fenômeno criminógeno que eclodiu na região e ganhou extensão nacional, caracterizado por assaltos ousados, formação de numerosas quadrilhas e armamento pesado.

Segundo Josmar Jozino, livro-reportagem lançado em 2013 sobre ele (“Valdetário Carneiro – A essência da bala”, escrito pelos jornalistas Rafael Barbosa e Paulo Nascimento) será relançado.

Também existe em curso projeto para produção de um longa-metragem, com roteiro a partir desse livro.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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O silêncio confessa

Bolsonaro x Ciro: acusação e silêncio (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

Faz tempo, muito tempo, que Ciro Gomes acusa Jair Bolsonaro de crime. “É corrupto, com desvios de dinheiro público na Câmara dos Deputados; e é ladrão, pois parte desses desvios foi para seu bolso”. Isso, em não sendo verdade, devidamente comprovada, configura-se calúnia. Punível com pena grave, contra o caluniador. No caso, Ciro Gomes.

Só que até agora, o silêncio de Bolsonaro é suspeito. Não é uma difamação, que dispensa a exceção da verdade. Por exemplo, se Ciro Gomes dissesse “Bolsonaro é um velhaco, não paga suas contas”. Seria punido mesmo se fosse verdade, pois é uma ofensa de reputação.

Não é uma injúria, que também dispensa a exceção da verdade. Por exemplo, se Ciro Gomes dissesse “Bolsonaro é um corno”. mesmo se for verdade ele não pode dizer isso publicamente, pois é uma ofensa de honra, punível mesmo se verdadeira.

Não. Ciro Gomes, que não possui foro privilegiado, está acusado Bolsonaro de corrupto e ladrão. Crimes. Em não sendo verdade, o criminoso é Ciro Gomes, se não provar a acusação. Crime de Calúnia. Porém, entretanto mas porém, Ciro só será punido se Bolsonaro processá-lo, e Ciro não provar. O que falta para provocar a Justiça? Um dos dois é criminoso. Ou um é caluniador ou o outro é ladrão. Não há terceira via. Sacou?

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No Brasil, vale a pena mesmo cometer crimes?

Por José Herval Sampaio Júnior

Essa pergunta tem que ser feita a todo momento, pois não é mais possível que continuemos com tanta impunidade, principalmente entre os que detém o poder econômico e o político. E ao indagarmos em público, criaremos o necessário constrangimento republicano, ao tempo em que colocamos todas as autoridades em desafio de demonstrarem que estão fazendo a sua parte.

Sem nos referirmos a nenhum caso concreto, mas ao mesmo tempo preocupado com as últimas notícias de possível interferência na maior operação contra a corrupção em nosso país, principalmente enfraquecendo as autoridades constitucionais que devem ser rigorosas no cumprimento da lei em relação aos poderosos de outrora, deparamo-nos com outras autoridades fazendo as velhas investidas para barrar as indispensáveis investigações.

Ora, já avançamos muito em relação ao passado, em que diversos escândalos não davam em nada, propiciando aos infratores, até mesmo um prêmio por seus crimes. Essa fase deve ficar no passado e de lá não sair nunca mais. É hora de avançarmos ainda mais no combate ao crime que tantas vítimas faz de uma vez só. A corrupção mata de forma semelhante aos atentados terroristas que tanto nos assustam.

Tá na hora do povo brasileiro se indignar contra os corruptos da mesma forma que fazemos contra esses terroristas. Qual a diferença entre eles, se o número de pessoas mortas muitas vezes se equiparam, ou até mesmo passam?

Não dá mais para aguentar essa forma de gerir o dinheiro público pensando em si e nos seus apadrinhados, no que cunho chamar de estrutura de poder pelo poder, a qual tem origem na corrupção eleitoral que tanto luto para pelo menos diminuí-la e em que pese também o avanço, ainda se denota ser o modo de agir, regra geral, de nossos políticos.

Até quando, meu Deus, vamos aguentar isso calados? Será que já não passaram do limite?

Oportuno, mais uma vez, transcrevermos uma pequena fala de nosso parceiro de luta contra a corrupção, Affonso Ghizzo, sobre a velha tática de governar sem qualquer cerimônia na hora de cometer as infrações:

“A MESMA MANEIRA DE GOVERNAR O BRASIL: Característica marcante e partilhada nos últimos governos, a aceitação da impunidade dos delitos e atos de corrupção contam com o apoio de boa parte da academia jurídica e da mídia nacional. A impunidade, intimamente relacionada com a prática política adotada, provem da omissão e da cumplicidade de muitos políticos e empresários. As relações íntimas, os interesses comuns e as “razões de Estado” são circunstâncias determinantes para o aceite da transgressão das regras, convertendo-se em estímulo à reprodução contínua e crescente dos mais variados delitos. Como diria Eduardo Galeano, o crime compensa quando praticado em grande escala. A impunidade recompensa o delito, induz à sua repetição e faz sua propaganda: estimula o delinquente e torna contagioso seu exemplo”.

Sou juiz e jurista, e me orgulho de tais atributos, contudo hoje penso diuturnamente em minha obrigação cívica de combate à corrupção na esperança de que nossos filhos e netos não sofram o que hoje passamos, onde falta tudo em termos de serviço público e sobra cara de pau para cometimento dos crimes e porque será?

Dentre outros fatores, que não nos cabe nesse momento ponderar, temos a certeza que a impunidade é um dos que mais contribuem para o aumento na incidência dos crimes de corrupção, pois os que praticam buscam justamente envolver as autoridades para que o devido processo legal não seja instaurado e quando não conseguem, buscam outros métodos para anular o processo, ficando o mérito do crime em segundo plano.

Não estou aqui a defender que não se obedeça ao devido processo legal no combate a tais crimes e falo com propriedade de quem tem um livro sobre a temática //jurisvox.unipam.edu.br/documents/48188/50622/sampaio.pdf (síntese de nosso livro) , porém entendo que a análise substancial deve preponderar sobre a forma em casos de corrupção, de modo que o equilíbrio seja o norte de atuação das autoridades, sendo desarazoável que o criminoso, muitas vezes em potencial seja absolvido, quando existem provas mais do que cabais do cometimento das infrações.

Sempre sou criticado por essa posição em consentâneo com a realidade, como se eu não colocasse o Direito em primeiro lugar e mesmo respeitando essas vozes, entendo que o que mais faço é colocar o Direito em primeiro lugar, o Direito de ver a lei cumprida em sua inteireza, de modo que os bandidos de “colarinho branco desse pais” sejam todos presos e não voltando a ocupar cargos públicos como se nada tivessem feitos.

Aqui o que mais vemos são corruptos voltando a ocupar cargos públicos, sem a maior cerimônia e o fazem com o aval, muitas vezes, da Justiça. Sou também da Justiça, mas sinceramente não consigo entender o porquê que isso acontece. Uma das únicas leis vinda do povo nesse país, a da ficha limpa, temos tanta dificuldade em vê-la aplicada.

Um projeto que deveria ser de interesse nacional, os das dez medidas contra a corrupção, sofre críticas de todos os lados. Porque os críticos não tentam aperfeiçoá-lo? Ou os que criticam são a favor da corrupção? Estão vendo a incoerência!

Só não ver quem não quer e como eu quero vê, justamente para combater, clamo por esses escritos e outros gestos para que as pessoas de bem desse país se insurjam contra os que querem barrar a evolução da operação lava-jato e penso, sinceramente, que devemos continuar confiando em nossa Polícia, Ministério Público e Justiça, pois estas mesmo com alguns deslizes e isso é natural, já nos comprovaram que a maioria de seus membros são sérios e não compactuam com a bandidagem.

Terminamos esse pequeno texto com uma indagação final, a quem interessa enfraquecer essas carreiras, em especial os Juízes, que ao final são os que punem os corruptos?

Pense bem na sua resposta e acaso entendam aonde queremos chegar, o troco por essa perseguição, a quem quer continuar combatendo esses ladrões, já pode começar a acontecer nas eleições que se avizinham. E eles continuam a agirem do mesmo modo, porque não acreditam nesse nosso troco. Vamos mudar tudo isso e mostrar a eles que a impunidade é passado e que quem vive de passado é museu!

José Herval Sampaio Júnior é juiz de Direito, escritor forense e palestrante

Os crimes de Fernando e os crimes dos marginais de hoje

O ex-governador Fernando Freire (veja AQUI) estará em breve num xilindró no Rio Grande do Norte.

O que ele teria supostamente desviado, mesmo em valores atualizados, não daria para comprar um apartamento de luxo em Natal.

Já o que tem sido descoberto como rapinagem de políticos, executivos de estatais e de grandes construtoras, é um montante superior ao PIB (Produto Interno Bruto) de muitos países.

Pobre RN! Pobre Brasil!

Sinpol emite Nota de Esclarecimento

O SINPOL/RN, sindicato legitimamente constituído para representar todos os policiais civis do Rio Grande do Norte, e com atuação séria e ilibada, vem a público prestar esclarecimentos necessários acerca de “denúncias”  que circulam na imprensa neste início de semana a respeito de texto apócrifo, que está sendo atribuído equivocada e maldosamente a esta entidade, contra delegados, agentes e  servidores da Segurança Pública de outras instituições.

O Sindicato nega veementemente  que é o  autor e apresenta documentos expedidos e recebidos, os quais esclarecem NÃO ter sido o SINPOL/RN o autor das denúncias anônimas. Naquela oportunidade foi dado conhecimento da negativa das denúncias ao MP, ao Ouvidor, à SESED e à Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SNDH) que respondeu em dois Ofícios nos quais pede DESCULPAS ao SINPOL/RN.

No caso em questão utilizaram-se de maneira criminosa  do nome do SINPOL/RN, certamente perante os órgãos públicos. Neste sentido, cumpre-nos a obrigação de afirmar que, pelos motivos já elencados, não procedemos a tais  denúncias, nem franqueamos a quem quer que seja a autorização para falar em nosso nome, sendo esta iniciativa leviana e passível de responsabilidade em todas as esferas.  Até porque jamais esta entidade de classe atuou na linha do “denuncismo ou anonimato infundados”. Atua, sim, publicamente para garantir os direitos de seus representados, não havendo necessidade de agir de maneira oculta.

Esclarecido que o SINPOL não fez tais denúncias, a entidade ressalta, sim, que cobrará a apuração séria destes possíveis crimes de alta gravidade, bem como cobra das autoridades uma profunda investigação para a autoria das graves denúncias atribuídas de forma criminosa a este Sindicato,  ressaltando que luta pelo respeito e dignidade de todos os policiais civis do Rio Grande do Norte. Portanto frisamos: os únicos documentos que continuarão chegando aos órgãos públicos, provenientes deste sindicato, serão devidamente registrados através de Ofícios, em papel timbrado da Entidade e devidamente assinado.

Nota do  Blog – A questão a que se refere a nota diz respeito à reportagem da Tribunal do Norte, edição de domingo (8), assinalando que investigação apontava o envolvimento de vários figurões da Segurança Pública do RN em crimes diversos, de pistolagem a roubos. Veja AQUI.