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O mal do “nós contra eles”

bolsonaro-lula-prismada-848x477Por Carlos Santos

Estou em grupos de WhatsApp bolsonarista e lulista. Nos dois lados a prioridade é atacar o adversário, em vez de exaltar méritos do seu ídolo. Psicologia explica: falar mal do outro é uma forma de projeção do que somos, mas não aceitamos ou desconhecemos em nós. Ego refletido.

Entre os participantes desses grupos, com quem consigo interagir com urbanidade, pergunto por que não destacam realizações e pensamentos do seu candidato. As respostas são estrábicas. A rotina diária é a mesma e sempre compulsiva: polarização de sentimentos doentios.

Digo-lhe: torço que a eleição possa promover armistício, aplacar esse ódio coletivo, instigar recomposição de amizades, sarar famílias e pacificar o país.

Mas, duvido.

Seja lá quem vença, seguiremos vítimas da intolerância, movidos pelo “nós contra eles.”

Doentes.

Carlos Santos é fundador e editor do Canal BCS (Blog Carlos Santos)

A luta medonha de quem cobre a campanha eleitoral no RN

Cansaço, recarregar, bateria, exaustão, sono, motivação, desmotivação, pilha,Quem faz a resenha político-eleitoral no RN precisa comer, se hidratar, descansar e do mínimo de lazer.

Mas, a quantidade diluviana de pesquisas não nos deixa sequer respirar.

Imagine como fica a cabeça do eleitor com tantos números (muitos conflitantes).

Luta medonha.

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Lembranças da campanha eleitoral de 1988

Por Odemirton Filho 

Aqui ou acolá, boquinha da noite, eu vou à Casa Guaxinim, ali, na rua do antigo Horto Florestal, ouvir uma boa música e tomar uma. É um local agradável, na beira do rio Mossoró.

Fica vizinho ao “Sítio Cantópolis”, local de reunião da ex-prefeita Rosalba Ciarlini com os seus correligionários, principalmente, na época das campanhas eleitorais.

Rosalba participou de sua primeira campanha vitoriosa em 1988, como nesse comício em agosto daquele ano (Foto: reprodução BCS)
Rosalba em sua primeira campanha em 1988, como nesse comício em agosto daquele ano (Foto: reprodução BCS)

Pois bem. Dias desses, estando na Casa Guaxinim, lembrei-me da campanha eleitoral de 1988 à prefeitura de Mossoró.

Naquele ano, o resultado da eleição foi o seguinte:

– Rosalba Ciarlini (PDT) – 37.307 (49,7%);
– Laíre Rosado (PMDB) – 30.226 (40,2%);
– Chagas Silva (PT) – 2.507 (3,3%);
– Brancos – 3.594 (4.8%);
– Nulos – 1.503 (2%);
– Maioria Pró-Rosalba – 7.081 (9,5%). (Fonte Blog Carlos Santos).

Entretanto, a campanha eleitoral que terminou com a vitória de Rosalba Ciarlini não foi fácil. Na realidade, foi disputada e emocionante, inclusive nos bastidores. Porém, trago ao leitor, tão somente, as minhas lembranças.

O favorito era Laíre Rosado, genro do deputado federal Vingt Rosado. À época, o prefeito de Mossoró era Dix-Huit Rosado. Dix-Huit apoiou a candidatura de Rosalba, Vingt, a de Laíre.

A campanha eleitoral “pegou fogo”. Eu, no junho da minha vida, gostava de ver os comícios com os amigos. Juntos, saíamos numa camionete ou num Jeep. Era bebida até altas horas.

As campanhas eleitorais de antigamente não tinha tanto rigor, pois as leis eleitorais eram mais brandas. Era permitida a contratação de atrações musicais, muitas de prestígio nacional, para animar os comícios. Os trios elétricos sonorizavam as passeatas, o povo numa alegria só.

Havia a distribuição de bebidas, lanches, camisas e bandeiras para animar a galera. Aliás, existia leitor que, não se não ganhasse uma camisa, não votava no candidato. Muitos eleitores gostavam de “arengar” uns com os outros, não muito diferente dos dias de hoje. Alguns, apostavam nos seus candidatos.

Rosalba Ciarlini, a cada pesquisa, conseguia diminuir a vantagem de Laíre Rosado. Então, faziam-se mais e mais comícios. Mais e mais atrações musicais. Uma verdadeira multidão acompanhava as passeatas e os comícios de ambos os lados. A maioria das pessoas, na verdade, gostava era da folia.

Lembro-me de dona Edith Souto acompanhando as passeatas sentada sobre o capô de um Opala. Dos ônibus levando os eleitores pra lá e pra cá. Dos comícios no Largo da Cobal, do Jumbo, na Coelho Neto e no Ferro de Engomar. Quando se recepcionava alguma autoridade “de fora”, o governador por exemplo, a passeata saía do Aeroporto de Mossoró. A concentração “pra descer o alto” era na Churrascaria o Laçador, onde o pessoal já “carregava as baterias”.

Ah, também não se pode esquecer da “Força Jovem”, um braço forte na campanha eleitoral de Rosalba. Uma ruma de rapazes e moças. A turma animava pra valer. Na adolescência, eu ia a todos os comícios, dependendo, é claro, da atração musical.

Jingles animavam os comícios de Rosalba Ciarlini. “Vote, vote, vote pra ganhar, é a força do povo que vai governar”. Doutro lado, a música “Ilariê”, tocava nos comícios de Laíre Rosado. A candidatura do PT, também, tinha o seu jingle: “Chagas Silva, Zé Estrela, tome nota pra votar”.

Foram quase três meses de campanha eleitoral. Um “moído” medonho. Terminada a eleição, escutamos, ansiosos, a apuração pelo rádio. Mas não deu outra. No final da contagem dos votos, Rosalba Ciarlini venceu Laíre Rosado.

Ainda me Lembro do mar de gente descendo a avenida Presidente Dutra. Uma verdadeira festa. “Uma surra de saia”! Como diziam alguns homens vestidos com essa roupa no comício da vitória.

Foi uma deliciosa página da minha juventude.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

É hoje o dia!

Chegou o dia.

Cada um faça suas escolhas e respeite as preferências alheias.

Todos somos afetados pelo voto, até mesmo os que preferem não votar.

Aos vencedores, o aplauso e a cobrança para fazer valer o resultado.

Àqueles que não lograrem êxito, o conforto à serenidade.

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