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Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro diz que não é ‘traidor’

Mauro Cid, de farda verde, segurança pasta, em 2020, ao lado de Bolsonaro nos EUA (Foto: Alan Santos)
Mauro Cid, de farda verde, segurando pasta, em 2020, ao lado de Bolsonaro nos EUA (Foto: Alan Santos)

Do Canal Meio e outras fontes

Embora a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid tenha sido o ponto de partida para a investigações sobre um plano para manter ilegalmente no poder o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o militar tem dito a interlocutores que nunca acusou o antigo chefe de tramar um golpe. Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, volta a depor à Polícia Federal nesta segunda-feira (11).

Ele estaria irritado com o vazamento de trechos de seu depoimento anterior.

“Não sou traidor, nunca disse que o presidente tramou um golpe. O que havia eram propostas sobre o que fazer caso se comprovasse a fraude eleitoral, o que não se comprovou e nada foi feito”, teria dito ele a uma pessoa próxima. O problema é que o depoimento de Cid não é o único elemento de que a PF dispõe. Mensagens dele obtidas pelos agentes dizem que Bolsonaro era instado a uma medida “mais pesada” e, “obviamente, utilizando as forças [Armadas]”.

Além disso, como mostra o Radar, a PF encontrou no celular do ex-major Aílton Barros prints de mensagens trocadas com Cid e com o presidente que reforçam os indícios de uma tentativa de anular as eleições de 2022. (Veja)

Aos olhos da PF, a situação de Cid é complicada, conta Bela Megale. O antigo ajudante de ordens do ex-presidente omitiu em sua delação a reunião ministerial de julho de 2022, na qual foi discutida a “dinâmica golpista”, descoberta através de documentos e outras testemunhas.

No depoimento de hoje, os agentes esperam que o tenente-coronel corrija a omissão e dê mais detalhes sobre o evento. Do contrário, seu acordo de delação premiada pode ser cancelado, o que o mandaria de volta para a prisão. (Globo)

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Presidente pede ao Supremo adiamento de seu interrogatório

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), pediu alteração na data de audiência em que está previsto depoimento seu. Refere-se à Ação Penal (AP) 1036 que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Luiz Fux.

Interrogatório de Ezequiel Ferreira está mantido, a princípio, para o próximo dia 31 em Natal, por Fux (Foto: Veja)

Em despacho, o ministro-relator definiu anteriormente o seu interrogatório para o dia 31 próximo, no Fórum da Justiça Federal do RN, em Natal, a partir das 15 horas. Em referência à petição avulsa 28041/2019, Fux reiterou data da audiência e determinou “a expedição de ofício ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN), para que encaminhe a esta Corte a mídia do depoimento do Colaborador Marcos Vinícius Furtado da Cunha, inclusive, se viável, via malote digital”.

Nesse processo em que figura Ezequiel Ferreira é réu, derivado do rumoroso caso da “Operação Sinal Fechado” (irregularidades no Departamento Estadual de Trânsito-DETRAN/RN, final da gestão Iberê Ferreira-PSB, em 2010), seus advogados alegaram que os interesses do parlamentar estão ameaçados.

Arquivo corrompido

Solicitaram “que seja disponibilizada à defesa – em prazo razoável e anterior às oitivas do dia 31/05/2019 – a íntegra da delação de Marcos Vinícius Furtado da Cunha, sendo, para tanto, oficiado o Ministério Público do Rio Grande do Norte e/ou tomadas as demais providências que Vossa Excelência entender adequadas”.

Como fundamento, ponderaram que “o referido colaborador prestou depoimento ao Ministério Público do Rio Grande do Norte, cujo registro foi feito por meio audiovisual, que consta na mídia juntada à fl. 26. No entanto, a defesa constatou que o arquivo dos autos está corrompido a partir dos 16 minutos da gravação, sendo impossível acessá-la integralmente”.

Argumentaram, ainda, que “sem o devido conhecimento do conteúdo da delação por parte da defesa, torna-se inviável que se realize o devido contraditório com o colaborador premiado, a gerar patente e insuperável prejuízo à Defesa do réu”.

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Facínora frase

Por François Silvestre

Disse Temer:

“No brasil, são facínoras que roubam e é cada um querendo derrubar o outro”.

No caso de Temer há uma diferença: Foi cada um querendo derrubar a outra.

Facínora é comum de dois gêneros, basta o artigo definido, mesmo entre os indefinidos.

Só definem-se ao serem flagrados. Aí delatam, choram, esperneiam-se e se acomodam.

O dinheiro roubado some.

O que volta é apenas gorjeta ao povo garçom.

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A Petrobras “deles” precisa ser devolvida ao povo do Brasil

O caso que trato por “Propinobras” (propina na Petrobras) é outro exemplo típico do “imponderável de almeida”, diria o grande dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. Mas a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (veja AQUI), nem deveria nos surpreender.

Essa expressão criada por Rodrigues define o inesperado, o que estaria fora do ‘script’, surgindo do nada e alterando história e destinos. Pode ter esse peso no processo eleitoral presidencial e em vários estados.

A Petrobras já foi “nossa”, ufanisticamente. Há muitos anos a Petrobras passou a ser “deles”, ocupada, aparelhada, manipulada, vilipendiada, surrupiada, expropriada, sugada, ROUBADA.

Até para nomeação de cargos nos estados, como no RN, o critério é politiqueiro.

Gente que não sabe diferença entre óleo e água virou diretor. É o caso de Luiz Antônio Pereira (veja AQUI), irmão de Emanoel Pereira, ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Antônio, conhecido na “Base” de Mossoró pelo nefasto apelido de “O monstro”, é um bacharel de direito de desempenho acadêmico sofrível que virou diretor geral da Petrobras na região de Mossoró durante a era PT/Lula/Dilma.

Saiu na marra, mas arranjaram um cargo compensatório para ele em Natal. Os mesmos amigos de sempre, os mesmos figurões influentes de sempre.

Sigo abastecendo meu transporte na rede BR, porque confio. Mas os “donos” da Petrobras vão continuar assaltando o que é nosso até quando?

Estado democrático de direito é incompatível com muitas figuras ‘republicanas’.

Como não são banidos, seguem imunes e impunes até outro escândalo.

A Petrobras precisa ser devolvida ao povo do Brasil.