Livro sai em português e inglês (Fotomontagem do BCS/Foto do autor de Brunno Martins)
Nem nos maiores dos meus sonhos imaginei que receberia como presente, de um filho, livro de sua própria autoria para me ensinar tanto. Um beijo já me realiza, um abraço sempre me preenche…
“Mais perto de você (Closer to you) – Notas de amor e cura”, de Carlos Júnior (@carlosoliveira.coo), é reflexo de sua jornada pelo caminho da ansiedade, depressão, desilusões, luto e reencontro.
Lançado em português e inglês, esse livro não é uma publicação de autoajuda, ou manual de sobrevivência.
“Se você está atravessando a dor da perda, buscando paz ou simplesmente desejando se sentir inteiro, este livro é para você”, prescreve o autor.
Para mim é um filho que me faz continuar vivo, intensamente vivo.
Capa do livro na versão em inglês (Reprodução do BCS)
Como você volta para si mesmo quando a vida te afastou tanto?
“Mais Perto de Você” (veja vídeo AQUI) começou como uma coleção de notas escritas nos momentos silenciosos entre o coração partido, a ansiedade e a cura — uma forma de dar sentido ao caos interior e encontrar palavras para emoções que pareciam impossíveis de nomear.
Através de prompts reflexivos, verdades suaves e lembretes poéticos, ele explora o que significa amolecer, deixar ir e escolher a si mesmo, vez após vez.
Estas páginas não oferecem respostas prontas. Elas oferecem companhia, um convite para desacelerar, respirar fundo e se reconectar com a parte de você que sempre foi suficiente.
Se você está atravessando a dor da perda, buscando paz ou simplesmente desejando se sentir inteiro, este livro é para você.
* Texto da contracapa do livro bilíngue (Português e Inglês) “Mais Perto De Você – Notas de Amor e Cura”, de Carlos Oliveira (Carlos dos Santos Oliveira Júnior). O autor desnuda-se, mergulha em suas fraquezas, decepções e derrotas para descobrir que no fundo do poço “o único caminho que resta é para cima. É para lá que ele resolver ir.
É preciso subir, mesmo que despedaçado, para ser de novo inteiro, ainda que incompleto.
Carlos Oliveira é consultor global de eventos, palestrante, escritor e gestor de projetos sustentáveis (veja AQUI)
Surpresa zero: O Brasil lidera o ranking de país da América Latina com o maior índice de depressão entre a população.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o equivalente a 11,7 milhões de pessoas.
Importante destacar, que o Benefício por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença) do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) também é concedido para pessoas que sofrem desse mal.
Esses transtornos são causados por uma série de fatores como estresse, genética, abuso de substâncias e traumas que afetam os indivíduos de várias formas. Tudo impacta diretamente em sua qualidade de vida, chegando até a impedi-los (temporária ou permanentemente) de exercer suas funções laborais.
Mais informações na página do próprio INSS gov.br/inss
“O que você chama de preguiça, eu batizei de cansaço”.
“Isso mesmo, cansaço”.
“Não, não é depressão. Procurei os Doutores, e eles me garantiram que não. São homens cheios de diplomas e certezas. Quem sou eu para deles discordar?”
“Fui atrás desse estranho mundo que os homens estão construindo, a tal da Rede, e os Sábios que lá fazem guarida disseram a mesma coisa”.
“Não ouso contestá-los: tenho até certo receio de que entendam mal algum elogio meu, se houvesse”.
“Fiquei tranquilo quanto a isso”.
“Melancolia? Pode ser. Entretanto, me disseram que a diferença entre tristeza e melancolia é a permanência. Uma é passageira, a outra insiste em não desistir”.
“Mas acho que não. Não estou permanentemente triste, portanto, não estou melancólico”.
“Sequer estou triste”. “Estou cansado, é outra coisa. A tristeza parece ter causa específica, seja ela qual seja”.
“Ela vem, por exemplo, quando perdemos alguém que amamos, ou presenciamos algo injusto e sucumbimos ante nossa impotência…”
“Estar cansado, esse cansaço de tudo e de nada, a vontade de ficar por aqui e ali, sem fazer coisa alguma específica, essa lassidão de corpo e de alma, é diferente”.
“Na tristeza e preguiça eu não me levantaria para pegar um bebê e lhe cobrir de beijos”. “Não ergueria a mão para fazer um carinho, quanto mais muitos outros”.
“Não tiraria o carro da garagem para viajar pelo interior pensando no pôr do sol por trás da Serra do Camará, lá no Sertão de Baixo, ou em ver a lua botando luz nas águas do açude de Cerro Corá, por entre a ramagem de nossa aroeira”.
“Então, como vê, se é que sei de algo a meu próprio respeito, isso é somente cansaço, mesmo. Aquele cansaço que aparece quando o tempo bate na nossa porta e nos diz que há muitas histórias em nossa mente e coração que não foram contadas”.
“E não serão”.
“Como a primeira noite que a minha memória agasalhou, foi na praia do Tibau, era uma noite escura, havia o bramido do mar do mês de janeiro, um frio molhado, fiquei maravilhado com a dança dos vagalumes”.
“Ou a noite na qual eu, inocente, contava as estrelas do céu sem lua do Ingá e alguém me advertiu: menino, seu dedo vai criar verrugas!”
“Deixa pra lá…”
“Enfim, o que resta é isso mesmo, esse cansaço que me agasalha e nos deixa, como dizer, pensativos, ensimesmados, com o olhar perdido no tempo”.
“É somente isso. Nada mais”.
Natal, meados de dezembro de 2024.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e Governo do RN
Pablo está em seu primeiro mandato eletivo (Foto: Edilberto Barros)
O vereador Pablo Aires (PSB) vai se afastar de suas atividades parlamentares na Câmara Municipal de Mossoró. No início da noite desta segunda-feira (25), ele anunciou em suas redes sociais a decisão. Justificou-a assinalando que passa por sérios problemas de saúde.
O vereador – que está em seu primeiro mandato eletivo – enfrenta quadro de depressão, com recomendação médica para reduzir ritmo de estresse e seguir tratamento adequado à patologia.
Ele estará afastado – a princípio – entre os dias 26 deste mês e 4 de outubro, sob arrimo de atestado médico. Nesse ínterim não será substituído na Casa, conforme prevê o Regimento Interno da CMM.
Por se tratar de um período curto, o regimento interno da casa não prevê a convocação de suplente.
Nota do BCS – Cuide-se, vereador. Esse troço é brabo.
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Por muitos anos, não 100, bem menos do que isso, fiquei distante de Gabriel Garcia Márquez. Ele que foi minha companhia em solidão e na memória de um moço triste, na depressão, bate à minha porta de novo.
Na prosa à mesa, regada a café, com o amigo Aílson Teodoro, rebobinamos a vida e experiências pessoais entrelaçadas com a obra do autor.
Daí me aparece Doze contos peregrinos. “Como é insaciável e abrasivo o vicio de escrever”, diz o escritor, jornalista, político e editor colombiano, Prêmio Nobel de Literatura (1982).
O curso PNL e Hipnose – Aplicação para o sucesso pessoal e profissional, do hipnólogo Carlinhos Silveira, vai ter nova turma para imersão nos dias 4,5,11 e 12 de março. Será em Mossoró, em dois fins de semana consecutivos, com 32 horas em seu total, no Hotel Íbis, Ilha de Santa Luzia.
O curso é dirigido a todas as pessoas que tenham interesse em utilizar ferramentas de Programação Neurolinguística (PNL) e Hipnose na busca do autoconhecimento e enfrentamento dos mais diversos problemas, como fobias, depressão, ansiedade, vícios diversos, dores, insônia etc.
O curso já foi promovido em outras edições, alcançando centenas de participantes. Carlinhos tem densa formação profissional e atua há cerca de 22 anos na área.
O mês de setembro transformou-se no mês da prevenção ao suicídio e as estatísticas indicam que precisamos desse alerta para tentar reduzir essa trágica causa de morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 800 mil mortes por suicídio anualmente, segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.
O fenômeno do suicídio já apresentou vários conceitos no decorrer da história, indo do ato heroico à fraqueza moral.Existem relatos de suicídio desde Hipócrates há 400 anos A/C, o qual já associava o suicídio à melancolia e depressão. Temos nas escrituras da Bíblia, Mateus descrevendo o suicídio de Judas, cometido por remorso após a condenação de Jesus.
Nas artes o tema do suicídio foi amplamente descrito e por sinal muito presente nas obras de Shakespeare, como a “imortal” obra de Hamlet, na qual o autor narra os sofrimentos do príncipe Hamlet, suas dúvidas e coloca o suicídio como opção para cessar a dor dilacerante da sua angustia. Além de Shakespeare, Goethe desnudou o tema também.
Saindo do mundo da arte e fantasia, o suicídio é um tema real e de extrema importância. Estamos diante de algo muito presente em nossa sociedade moderna.
Essa importância vem do fato de que a medicina conhece o comportamento suicida. O ato de fazer algo contra si mesmo não necessariamente inicia pelo desfecho da morte. O comportamento suicida muitas vezes é antecipado por pensamentos e atitudes autodestrutivas perceptíveis.
Estudos comprovam que 80 % das pessoas que cometeram suicídio , estiveram em algum serviço de saúde primaria um ano antes do desfecho. Por isso, a campanha Setembro Amarelo não é apenas um mês soltarmos balões nessa cor e colocarmos frases de efeitos em redes sociais. O Setembro Amarelo é também um tempo de alerta.
Precisamos lutar para que sejam implementadas políticas públicas sérias, contínuas e que não se limitem a governo, mas como uma razão de Estado, por respeito e zelo ao cidadão, à sociedade, à vida. Por amor, compaixão. Por solidariedade.
Doenças como depressão e dependência química têm ampla possibilidade de tratamento e devem ser vistas sem preconceito, sem estigmatizar ou punir ainda mais doentes e suas famílias.
Precisamos modificar padrões de pensamento coletivo errôneo, como o de que o usuário de drogas é viciado porque quer, porque ‘é ruim’, deixando de socorrê-lo.
Temos que combater a subnotificação nos casos de tentativas de suicídio, pois dessa forma teremos maiores meios aos estudos e compreensão desse fenômeno. Entender o pensamento suicida é imprescindível nessa batalha que estamos travando diariamente, segundo a segundo. É uma luta em que todos nós estamos envolvidos.
Meu isolamento por livre arbítrio passa dos 15 dias.
Saídas são episódicas para reposição de mantimentos e outras necessidades, com escassas interlocuções.Nada de BBB, Netflix, bater panelas ou vomitar xingamentos em redes sociais.
Não vi reprise de qualquer jogo e tenho trabalhado muito.
Leitura, rádio, documentários e aulas por diletantismo no YouTube, videoconferências por labor, muitas e muitas horas sem ouvir uma voz, nenhum sintoma de angústia ou depressão.
Não vi fantasmas, não desejei morrer nem fiquei indiferente às dores alheias.
Estou vivo.
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Em 1994, um jovem americano de apenas 17 anos, chamado MIKE, de classe média, inteligente, habilidoso e que tinha como hobby restaurar carros morreu de modo trágico e surpreendentemente. Iniciando um artigo com esse contexto, parece que vamos (vou) descrever um enredo de conto de fadas.
Mas esse jovem bonito, rico e talentoso que estava restaurando um Mustang amarelo tirou sua própria vida. A família e a sociedade custaram a entender e aceitar que esse jovem sofria de transtornos psicológicos e ninguém o compreendia.No dia do seu velório, como forma de homenageá-lo, foram confeccionadas fitas amarelas (talvez em alusão ao Mustang amarelo). Mas o fato é que essa trágica história serviu com estímulo para despertar uma das campanhas de Saúde Pública mais importantes do mundo: a prevenção ao suicídio.
A partir de 2015, o Brasil iniciou e adotou o mês de setembro como mês de prevenção ao suicídio.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são 32 mortes por dia, sem contabilizar as tentativas. Trata-se da quarta causa de morte entre jovens, matando mais do que Aids e câncer.
O risco de suicídio é uma emergência médica, em que contamos com a informação como seu principal componente preventivo. Estudos mostram que 98% dos casos de suicídio são associados à doença mental, onde a principal é a depressão.
A campanha do Setembro Amarelo é de extrema importância em Saúde Pública e serve para alertar e diminuir os tabus que envolvem o suicídio. Ainda prevalece o medo de falar a alguém sobre o pensamento de tirar a própria vida, há o medo de que falar sobre isso gere estímulo para alguém cometer “suicídio”, o que é completamente equivocado.
Quem sente tamanha dor, como a dor da angústia, precisa ser ouvido, respeitado e diagnosticado.
Na medicina, nenhuma dor como sinal semiológico é tão intensa que seja necessário tirar a própria vida para evitá-la, enquanto a dor da alma (subjetiva). Invisível aos exames ou marcadores biológicos, necessitam de empatia e acolhimento para evitar uma morte.
Roncalli Guimarães é médico Psiquiatra do Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas CAPS AD II – Mossoró