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Feira de Mulheres Empreendedoras e Artesãs é nesse fim de semana

Com mais de 80 expositoras de Mossoró e Região, a Feira de Mulheres Empreendedoras e Artesãs (FEMEA) chega à sua terceira edição “Dia das Mães”. É a versão 2023.

Evento anterior ocorreu ano passado, no Expocenter da Ufersa (Foto: arquivo)
Evento anterior ocorreu ano passado, no Expocenter da Ufersa (Foto: arquivo)

Agora, acontecerá em praça pública, no Corredor Cultural, Centro da cidade, na próxima sexta-feira (12) e sábado (13) à noite.

A programação conta com atrações culturais e praça de alimentação. “A Feira é um sonho que não é só meu, mas de muitas mulheres que buscam mais valorização de seus produtos. É um sonho coletivo que tem mudado a vida dessas mulheres”, declarou Micheli Angélica, organizadora do evento e também diretora do Instituto Mulheres e Cia.

“A gente vem fazendo esse trabalho para potencializar o empreendedorismo delas há muito tempo, e ver a dimensão que isso tudo tem tomado é ainda mais estimulante para continuarmos incentivando, não só a produção de artesanato local, mas a autonomia de dezenas de mulheres”, destacou.

Nova dimensão

Durante o fim do ano passado, o projeto da Femea ganhou uma nova dimensão e foi aprovado no Programa Estadual Câmara Cascudo, que fomenta esse tipo de iniciativa, e agora conta com patrocinadores e apoios de empresas da cidade e região. Com a máxima da criatividade e inovação, o grupo que organiza a Feira também tem pensando em campanhas de cunho social promovendo, nesta edição, a ação “dignidade menstrual” para coleta e doação de absorventes higiênicos que serão destinados às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Nesta Edição do Dia das mães o evento conta com patrocínio da Marilux, Rede de Supermercados Queiroz, Edmilson Serigrafia, Sem Etiqueta, através da Lei Câmara Cascudo – Lei de Incentivo à Cultura do Governo do RN e o apoio da Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Obrigado, mães!

cafe-coado-na-horaPor Odemirton Filho 

– Estaremos em Tibau no próximo janeiro né?

Minha mãe tem verdadeira paixão por Tibau. Gosta de ficar no alpendre da casa, ao lado dos filhos, dos netos, dos seus irmãos e sobrinhos. Adora ficar enchendo o saco do meu pai para providenciar o conserto dos problemas da casa e para dar banho nos cachorros.

Ela gosta de saborear um café coado, degustando um pedaço de bolo e tapioca, contemplando o lindo mar de Tibau. Dela, herdei o amor pela cidade-praia, desde minha infância.

Pois bem. Mais uma vez este dia das mães será diferente. O almoço, juntos e misturados, não ocorrerá. É preciso continuar com os cuidados. Vivemos tempos difíceis.

As nossas mães merecem todas as homenagens, principalmente, em vida. Por isso escrevo estas singelas palavras, carregadas de gratidão e afeto. Não preciso deixar para depois. Eu sei, sei, o importante é a atenção no dia a dia. O amor e o cuidado. Não uma data especial.

Mas, o amanhã poderá ser tarde para dizer do amor por nossas mães. Quem a perdeu sabe a falta que faz. Saudade do cheiro, do colo, daquele feijão que somente ela sabia fazer.

Como é bom ir à casa da mãe para conversar. Às vezes, para rir, às vezes, para chorar. Ou, simplesmente, para ouvir as suas histórias, levar alguns “batidos” e receber a sua benção.

Se ainda tens a sua mãe ao seu lado, caro leitor, aproveite para demonstrar o quanto a ama. Se ela estiver no plano espiritual, relembre os bons momentos. Sorria. Sinta a sua presença. Chore, se o coração transbordar de saudade.

Sim, mãe, se Deus quiser estaremos em Tibau no próximo janeiro. Tomaremos um café, acompanhado de um pedaço de bolo e tapioca. No alpendre, jogaremos conversa fora ao lado de quem amamos. E, claro, contemplaremos o lindo mar de Tibau.

Não poderia esquecer da minha outra mãe. Daquela que me dedica amor e carinho, desde que eu estava nos cueiros. Uma noite dessas sonhamos o mesmo sonho. Uma perfeita sintonia.

Ainda tê-las comigo me deixa feliz. Agradeço a Deus. Lembrei-me da escritora Rachel de Queiroz: “meu coração estala de felicidade, como pão ao forno”.

Obrigado, mães. Por tudo.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Desejo nascer de novo (às mães)

Por Marcos Araújo

É senso comum que a humanidade perdeu o rumo.  Nos últimos 50 anos, a globalização instituiu uma competição demasiada entre as pessoas, subjugando-as aos interesses econômicos e materiais, em detrimento de valores morais e espirituais construídos ao longo de um lento processo civilizatório.

É inegável também que nessa década há uma involução na política mundial, com eleição de governos de extrema direita com vocação autoritária, num flagrante retrocesso democrático.Também marca o nosso presente o desenfreado consumo de drogas, a violência, a depressão, a tecnodependência,  a intolerância religiosa e política, dentre outros males.  Há quem diga que estamos vivendo  o purgatório terrestre…

Quando se pensava que não havia mais nada a piorar, eis que surge o coronavírus.  E o espectro da morte passou a marcar o século e a história. Com medo, numa comparação fisiológica, as nossas casas viraram “úteros”,  a guardar desprotegidos “fetos”.

Há algumas observações correntes na conjuntura, umas puramente ingênuas, outras mais sofisticadas, de que o mundo sairá melhor depois da atual peste. Chega-se a dizer que viverá um capitalismo humanizado ou, no limite, o fim do capitalismo. Otimista de vontade, mas pessimista de inteligência, constato grosseiramente que dificilmente a pandemia aperfeiçoará a humanidade.

Fico apenas com dois exemplos: empresariado e os gestores públicos estão se aproveitando da crise para superfaturar equipamentos e insumos empregados no combate ao vírus (dois deles, álcool  e máscaras estão a preço de ouro); pessoas com renda suficiente e de classe média, estão se cadastrando e recebendo valores do benefício social do auxilio-emergencial.

A história futura até pode ser contada de outra forma, mesmo com tantas perdas. São extremamente lastimáveis as perdas humanas em pandemias. Outro dia me veio à mente que foi numa peste dessas (sudor angicus – doença inglesa do suor) que Thomas Cromwell, ministro todo-poderoso de Henrique VIII, dínamo da reforma protestante na Inglaterra, enlouqueceu. Pai e marido dedicado, Cromwell saiu para trabalhar pela manhã, e, quando voltou no final da tarde, a mulher e duas filhas tinham falecido.

Penso melhor e logo reflito que,  como cristão, sou obrigado a refutar o pessimismo e crer que a pandemia contribuirá para a reconstrução de um mundo melhor.

Aproveitando que hoje é o dia das mães, origem da vida, fluido vital para o feto e fonte extrema de afeto, volto o meu olhar para elas com alento e esperança de que estamos em ruptura com o turvo passado e em gestação de um futuro luminoso. Com os olhos fixos no céu, rogo à Virgem Maria, mãe de Deus e Mãe das mães, sua intercessão em favor da humanidade. Ela, certamente, responderá com a frase musicada pelos Beatles: Deixe Estar! (Let it be!)

Lembrando uma passagem bíblica, para melhorar o mundo, devemos nascer de novo. O Evangelista João (3,3-6) conta que Jesus de certa feita se dirigiu aos seus audientes dizendo que: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”  A fala de Jesus era uma crítica ao materialismo judaico, ao patrimonialismo crescente daquela época, principalmente entre os sacerdotes do templo.

Permitindo-se um trocadilho, devemos ser feto e afeto. Feto e afeto não têm a mesma origem etimológica. A palavra feto vem do latim fētus ou foetus, “paridura, parto, partição, lugar onde nascem ou há fetos”. Já a palavra afeto é oriunda do substantivo affectus, latim, para significar afeição, disposição de alma, sentimento, vontade espiritual para o bem. Fomos fetos, mas não vivenciamos o afeto.

Enquanto os noticiários falem de morte, hoje, dia das mães, é preciso celebrar o dom da vida. E mais ainda: afirmar a certeza de que este vale de lagrimas ainda pode ser o melhor dos mundos. Depende daqueles que, ao fim e ao cabo, postos no “feto” do isolamento e escapando da pandemia, saibam nascer de novo, e, ao renascerem, venham nutridos com valores morais e espirituais voltados para o bem-comum, para a solidariedade, a caridade, a alteridade, a honestidade, o serviço e o afeto ao próximo.

À minha mãe, que generosamente me fez feto e deu muito afeto, perdão pelo eventual desvio e distorção finalística de sua criação. Se possível fosse, queria nascer de novo! E esse renascer fosse com mais amor, cuidado, responsabilidade, respeito, preocupação e zelo para com os seres humanos e com a natureza.Que o exemplo de nossas mães inspirem  “os fetos” dessa quarentena. Feliz dia das mães!

Marcos Araújo é professor e advogado

CDL promoverá café da manhã homenageando mães

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL) promove um momento especial para comemorar o Dia das Mães junto aos associados. A entidade realiza, às 8h do próximo domingo (11), um café da manhã em alusão à data. O evento acontece no Requinte Buffet.

A ocasião, que já se tornou tradição entre os associados, é mais que uma comemoração, significa um momento de interação entre associados da CDL Mossoró e familiares.

“Oferecemos este café da manhã como uma forma especial de homenagear estas pessoas tão especiais em nossas vidas, que são as nossas mães. Nada melhor que reunir todos para comemorar a data”, destaca Alexandrino Lima, presidente da CDL Mossoró.

Segunda melhor data para o comércio, o Dia das Mães representa incremento nas vendas, especialmente nos setores de vestuário, perfumaria e cosméticos, móveis e eletroeletrônicos. Estima-se que, neste período, as vendas aumentem entre 7% e 10%.

Com informações da Assessoria de Imprensa da CDL-Mossoró.

 

A maior parte que fica conosco

Já lhe confessei aversão ao formalismo de datas. Em relação ao Dia das Mães, também.

Continuo com a visão de que a gente não deve ter data predeterminada para declarar sentimentos. Aprendi com minha santa mãezinha.

Ela detestava essa “burocracia” alimentada pelo capitalismo.

Aproveite todos os dias para dizer que amas, manifeste a qualquer momento sua afeição, deixe seu bem-querer transbordar como uma cachoeira incessante. Não perca tempo, não poupe abraços, beijos e zelo.

Aí valerá a pena todos os dias.

Mesmo quando ela se for, sempre ficará a maior parte conosco: o sentimento.